• Daisy Viola; Mulher-casca de vermelho, 2006; Móbile - pintura acrílica e colagem sobre corpo de papel e tecido, 150x80 cm

Abraham Palatnik (Natal, 1928 – Rio de Janeiro, 2020) é um artista plástico brasileiro, pioneiro em arte cinética no Brasil, pois suas obras contêm instalações elétricas que criam movimentos e jogos de luzes . De família de origem judia e russa, estudou pintura, desenho, história e filosofia da arte na mesma época em que fazia um curso de motores a explosão na antiga Palestina, atual Israel.

De volta ao Brasil, em 1948, integrou o primeiro núcleo de artistas abstratos do Rio de Janeiro. No ano seguinte, iniciou suas pesquisas no campo da luz e do movimento, responsáveis por seu reconhecimento como um dos pioneiros da Arte cinética, após a menção especial do júri internacional, na I Bienal Internacional de São Paulo, em 1951.

Integrou o Grupo Frente, aproximando-se da poética visual dos concretos e neoconcretos. Desde então, vem desenvolvendo um trabalho que une pesquisa visual e rigor matemático. Suas obras integram coleções particulares e importantes museus europeus e norteamericanos.

Atualmente vive e trabalha no Rio de Janeiro.

Innsbruck, Áustria, 1915
Em 1975 faz suas primeiras gravuras em metal, na Klosterpresse, em Frankfurt. A partir dos anos 90, em suas visitas de verão a Porto Alegre, faz curso de cerâmica no Museu da Arte do Rio Grande do Sul, com Marlies Ritter, e no Atelier Livre da Prefeitura com Gustavo Nakle , que a convida para trabalhar em seu atelier de Belém Novo. No MAM-Atelier de Litografia, aprende as técnicas desta gravura e realiza duas exposições. Volta a trabalhar com gravura em metal, orientada por Eduardo Haesbaert, na oficina de gravura da Fundação Iberê Camargo.

http://www.gestual.com.br/arq/expo_tomaselli.htm

 

Adélio Sarro Sobrinho, nascido em Andradina, São Paulo, em 7 de setembro de 1950, é pintor, desenhista, escultor e muralista brasileiro. Filho de agricultores de origem italiana e portuguesa, desde tenra idade, Sarro demonstrou inclinação e gosto para o desenho. Acompanhou a família, sempre à procura de melhores condições de vida, por diversas cidades de São Paulo e Goiás. Chegando a Duartina, seu pai resolveu abandonar o trato da terra para assumir a profissão de pedreiro, tendo Sarro como ajudante. Quando tinha 16 anos, sua irmã casou-se e foi morar em São Caetano, trazendo para aquela cidade o restante da família. De início, pai e filho retomaram o ofício de pedreiro, mas Adélio tinha projetos mais ambiciosos. Nunca tinha deixado de lado seu rabiscos, porém tencionava conseguir muito mais. De início, um programador visual deu-lhe o emprego de letrista enquanto nas horas vagas ele frequentava as aulas de uma professora do Grande ABC. Assim, começou a desenhar e a pintar seus quadrinhos, que, reconhece, ainda estavam muito longe de qualquer ideal. Naquela época, organizou sua primeira exposição no Centro de Convenções de São Bernardo. Apresentava paisagens que, embora achasse trabalhos fracos e sem importância, o público gostou e muitos foram vendidos.

Por casualidade,em 1972, viajou à pequena cidade paulista de Brodowski e lá tomou contato com a obra de Cândido Portinari. Ficou tão deslumbrado e fascinado com o que viu que, imediatamente, decidiu seguir a carreira de pintor. Comprou livros sobre Portinari e começou a trabalhar copiando as obras do grande artista. No começo, teve grande dificuldade. Fazia, refazia, destruía o mesmo trabalho. Queria chegar de qualquer maneira a um nível satisfatório e, aos poucos, com grande esforço e tenacidade, conseguiu alcançar um nível de pintura que lhe agradava.

Naquela época, os novos artistas, que não tinham acesso às grandes galerias, só tinham como opção expor seus trabalhos nas feiras de domingo realizadas na Praça da República, no centro de São Paulo. Não era o local mais ambicionado pelos pintores, mas lá ganhavam visibilidade, clientes – inclusive turistas estrangeiros -, faziam amizade e trocavam experiências com outros artistas. E também ali surgiam oportunidades de novas exposições, que Sarro soube bem aproveitar. Assim aconteceram, a partir de 1973, participações em mostras coletivas e individuais em São Paulo, Limeira, Piracicaba, Santos e mais outras dez cidades brasileiras.

Tornando-se cada vez mais conhecido e graças às amizades que ia formando, em 1981, Adélio Sarro foi convidado para organizar seis diferentes mostras no Japão. Era seu batismo como pintor internacional. Dois anos depois, foi para a Itália e, nos anos seguintes, o Japão novamente, Uruguai, Argentina, França, Estados Unidos, Portugal, Nicarágua, Suíça, Alemanha, Bélgica, Noruega, Cingapura e Austrália.

Adélio Sarro não foi apenas um desenhista e pintor em telas. Ganhando notoriedade como artista e desenvolvento técnicas novas, pode atender encomendas de instituições públicas e privadas. A primeira instituição que lhe encomendou um trabalho de grande formato foi a Federação da Agricultura do Estado de Goiás, para a qual, em 1984, Sarro pintou um painel de 2,50m por 6m.

 

 

(Vitória da Conquista BA 1944)

Pintor e desenhista.

Autodidata, Adelson Filadelfo do Prado começou a desenhar aos treze anos, copiando imagens religiosas e igrejas da sua cidade. Realiza, em 1960, a 1ª Convenção dos Artistas Locais e inaugura o painel da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, em Vitória da Conquista. Em 1977, inaugura o painel do Salão Nobre da Tribuna de Honra do Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

 

 

  • -Liceu de Artes e Ofícios, São Paulo.
  • -Artes plásticas. Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.
  • -Cursos de Historia da Arte e Restauro Pictórico em New York e Columbia-USA.

Malagoli nasceu em 28 de abril de 1906, em Araraquara, São Paulo, e lá viveu até os oito anos. Muito jovem, deixou sua cidade e partiu para São Paulo para aprimorar sua formação profissional.Aos dezesseis anos, já trabalhava como ajudante de Francisco Rebolo, pintando florões, guirlandas e pequenas cenas que decoravam as paredes das mansões no início do século XX.

No período inicial de sua carreira, entre 1922 e 1927, Malagoli estudou na Escola Profissional Masculina e, mais tarde, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Nessa época estreitou relações com Rebolo, Volpi e Mário Zanini, artistas que, em 1935, formariam o Grupo Santa Helena. Aos vinte e um anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, ingressando na Escola Nacional de Belas Artes, em 1927. Entre 1931 e 1942, fez parte, juntamente com Edson Motta, João José Rescalla, Bustamante Sá e outros artistas do grupo chamado Núcleo Bernardelli. Ao lado de suas atividades artísticas, dedicou-se ao retoque de fotografias, à crítica jornalística e à publicidade. Enquanto isso escalava passo a passo, os prêmios da Escola Nacional, até chegar ao mais elevado, que era o da viagem ao exterior. Em 1943, partiu para estudar nos Estados Unidos. Três anos depois, retornou ao Brasil, já mestre consagrado, com sua primeira exposição individual em Nova Iorque, onde vendeu todos seus quadros.  Malagoli, além de pintor maduro, tornou-se também restaurador de pintura. Entregou-se com afinco às tarefas acadêmicas, alargando seus conhecimentos de História da Arte e das técnicas de restauro pictórico, nas universidades de Nova Iorque e Columbia.

Entre 1946 e 1952, de volta ao Brasil, Malagoli, com uma vida financeiramente instável, trabalhou em ateliês de amigos e lecionou desenho na Associação Brasileira de Belas Artes (ABBA), na Associação Brasileira de Desenho (ABD), no Rio de Janeiro, e ainda em Juiz de Fora, Minas Gerais. Em 1949, arrebatou o prêmio de viagem ao país do Salão Nacional de Belas Artes. Foi quando conheceu outro ítalo-paulista, Ângelo Guido, radicado em Porto Alegre e professor do Instituto de Belas Artes, que o convidou para trabalhar nessa mesma instituição de ensino.

Malagoli mudou-se para Porto Alegre, em 1952 e com Ângelo Guido e Fernando Corona, buscou construir o sistema das artes no Rio Grande do Sul. A chegada de Malagoli no Instituto de Belas Artes (IBA) estimulou a atualização dos conhecimentos artísticos e trouxe inovações metodológicas ao ensino da pintura. Em 1954, foi nomeado Diretor de Artes da Divisão de Cultura da Secretaria de Educação do Estado. Nesse cargo, propôs e recebeu apoio para a fundação de um Museu de Arte, a exemplo do que se fizera há pouco em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 27 de julho de 1954, foi criado o atual Museu de Arte do Rio Grande do Sul, instalado em 1957, provisoriamente, no Theatro São Pedro. Malagoli foi seu primeiro diretor, permanecendo no cargo até 1959.

Na década de 60, o artista dedicou-se mais às atividades de professor e de pintor. Em 1969, convidado a participar dos festivais de Ouro Preto, estabeleceu laços estreitos com os artistas locais, obtendo reconhecimento pela excelência de seu trabalho e freqüentando vários festivais da região.

Ao longo de sua vida artística, Malagoli realizou diversas exposições coletivas e individuais no Rio Grande Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais, Argentina, França e Estados Unidos, além de inúmeras participações nos Salões do Núcleo Bernardelli e Salões Nacional e Paulista de Belas Artes. Malagoli também conquistou diversas medalhas, entre eles a Menção Honrosa na Exposição Internacional promovida pela Guggenheim Foundation, com patrocínio da UNESCO (NY, EUA, 1956).

Até as vésperas de sua morte, em 4 de novembro de 1994, Malagoli participou de momentos de consagração por seu trabalho como professor e artista: em 1976, na comemoração de seus 70 anos de idade, em 1982, em comemoração aos 60 de atividade artística, quando recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e, em 1986, quando completou, junto com o poeta Mário Quintana, seus 80 anos de vida.

(http://www.margs.rs.gov.br/ndpa_dossies_adomalagoli_bio.php)

Albano Vizotto Filho nasceu no dia 30 de março de 1928 em Garça, São Paulo, e morreu no dia 14 de março de 2002 em São Paulo. Pintor e escultor, ele formou-se na Faculdade de Belas Artes em 1964. Em meados de 1960, começou a expor suas esculturas.

Seus primeiros trabalhos de arte realizaram-se no início dos anos 1960 em torno da escultura do corpo humano. Em 1962, foi premiado com a Pequena Medalha de Prata no Salão Paulista de Belas Artes.

Entre as obras que esculpiu, estão os bustos do então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy (1963), que pertence ao acervo da família, o do ator Sérgio Cardoso caracterizado como Dr. Valcourt, personagem da novela o Preço de uma Vida,  que se encontra no Museu Sérgio Cardoso, no Rio de Janeiro, e o do escultor Vicente Larocca (1964).

Em 1979, Albano Vizotto estudou com Arlindo Castellani de Carli. No ano seguinte, tornou-se membro da Academia Paulista de Belas Artes.

Alberto da Veiga Guignard (Nova Friburgo RJ 1896 – Belo Horizonte MG 1962)
Muda-se com a família para a Europa em 1907, entre 1915 e 1923 freqüenta a Real Academia de Belas Artes de Munique e estuda com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoa estudos em Florença e participa do Salão de Outono em Paris. Em 1929 retorna para o Rio de Janeiro, integra-se ao cenário cultural e conhece Ismael Nery, Candido Portinari, Di Cavalcanti e Oswaldo Goeldi. Participa e é destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra do Salão Revolucionário de 1931. De 1931 a 1943 empenha-se no ensino de desenho e gravura na Fundação Osório, no Rio de Janeiro. Em 1943, passa a auxiliar alunos em seu ateliê e forma o Grupo Guignard. Realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, a primeira e única exposição do grupo, é fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. A convite do prefeito Juscelino Kubitschek, em 1944 muda-se para Belo Horizonte e começa a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passam Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Em 1962, em sua homenagem, a escola passa a se chamar Escola Guignard. Sua produção compreende paisagens, retratos, pinturas de gênero e de temática religiosa. Em 1996, foram realizadas exposições comemorativas no Rio de Janeiro, em São Paulo e Belo Horizonte ao centenário de seu nascimento.

(http://www.pinturabrasileira.com/artistas_bio.asp?cod=2&in=1)

 

 

Aldemir Martins nasceu em Ingazeiras, Ceará, em 1922, e morreu em São Paulo, São Paulo, em 2006. Pintor, gravador, desenhista e ilustrador, em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes de Fortaleza, juntamente com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta. Espaço dedicado a exposições permanentes e cursos de arte, três anos depois, passou a se chamar Sociedade Cearense de Artes Plásticas (Scap).

Aldemir produziu desenhos, xilogravuras, aquarelas e pinturas. Atuou também como ilustrador na imprensa cearense. Em 1945, viajou para o Rio de Janeiro e, menos de um ano depois, mudou-se para São Paulo, onde realizou sua primeira individual e retomou a carreira de ilustrador.

Entre 1949 e 1951, frequentou os cursos do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) e tornou-se monitor da instituição. Estudou história da arte com Pietro Maria Bardi e gravura com Poty Lazzarotto. Em 1959, recebeu o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna e ficou dois anos na Itália.

Desde o início da carreira, sua produção foi figurativa e o artista utilizou um repertório formal constantemente retomado: aves, sobretudo galos; cangaceiros, inspirados nas figuras de cerâmica popular; gatos, realizados com linhas sinuosas; flores e frutas. Nas pinturas, empregou cores intensas e contrastantes.

 

Aldo Cláudio Felipe Bonadei (São Paulo SP 1906 – idem 1974). De 1923 a 1928, período em é aluno de Pedro Alexandrino e freqüentador do ateliê do pintor italiano Antonio Rocco. Cursa desenho e artes no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, em 1925. No início da década de 30, freqüenta a Academia de Belas Artes de Florence, Itália, e tem aulas com Felice Carena e Ennio Pozzi. Ao regressar, integra-se ao Grupo Santa Helena e torna-se membro da Família Artística Paulista, em São Paulo. Em 1949 leciona na primeira escola de arte moderna de São Paulo, Escola Livre de Artes Plásticas.
É um dos fundadores da O.D.A. – Oficina de Arte, com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 50 atua como figurinista na Companhia Nídia Lícia – Sérgio Cardoso e em dois filmes de Walter Hugo Khoury. Em 1960 recebe o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, e com o prêmio viagem ao exterior, recebido no 11º Salão de Arte Moderna de São Paulo, em 1962, viaja para Lisboa.

(http://www.pinturabrasileira.com/artistas_bio.asp?cod=4)

 

Aldo Daniele Locatelli nasceu em Villa d’Almè, na Lombardia, Itália, em 1915 e morreu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, em 1962. Pintor, muralista e professor, aos dez anos, entrou em contato com artistas que restauravam os murais da igreja de Villa d’Almè.

Em 1931, ingressou no curso de decoração da Escola de Cursos Livres de Instrução Técnica Andrea Fantoni. Entre 1932 e 1935, estudou na Accademia Carrara di Belle Arti [Academia Carrara de Belas Artes], em Bérgamo, Itália, e recebeu uma bolsa de estudos para a Escola de Belas Artes de Roma.

Interessado na pintura mural, passou a estudar as obras da Capela Sistina, no Vaticano. Voltou à Villa d’Almè depois da morte do seu pai em 1940. Em 1946, mudou-se para Gênova a fim de trabalhar na abóbada da Igreja Nossa Senhora dos Remédios. No ano seguinte, estudou obras de artistas como Giovanni Battista Tiepolo (1696 – 1770), Leonardo da Vinci (1452 – 1519) e Michelangelo Buonarroti (1475 – 1564).

Chegou ao Brasil em 1948 para realizar afrescos na Catedral de Pelotas, Rio Grande do Sul, a convite do bispo dom Antônio Zattera. Em 1949, ano em que terminou seu trabalho na catedral, Locatelli tornou-se um dos fundadores da Escola de Belas Artes de Pelotas, na qual introduziu o estudo do nu artístico.

Passou a receber encomendas de outras cidades, como Caxias do Sul e Porto Alegre, e decidiu trazer a esposa para o Brasil. Em 1951, já naturalizado brasileiro, deu início aos murais e às pinturas da Igreja de São Pelegrino, em Caxias do Sul, trabalho que concluiu em 1960.


Alex Vallauri (Asmara Etiópia 1949 – São Paulo SP 1987).

Grafiteiro, artista gráfico, gravador, pintor, desenhista e cenógrafo. Chega ao Brasil em 1965 e se estabelece em Santos, São Paulo, transferindo-se depois para a capital paulista. Ainda em Santos, inicia-se em xilogravura e é premiado no Salão de Arte Jovem, em 1968.

Em 1970, expõe individualmente na Associação Amigos do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM∕SP). No ano seguinte, forma-se em comunicação visual pela Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) e, dois anos depois, torna-se professor de desenho de observação e livre expressão da mesma escola. Especializa-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, Suécia, em 1975.

A partir de 1978, de volta ao Brasil, realiza grafites e trabalha com stencils1 em São Paulo. Realiza individual na Pinacoteca do Estado de São Paulo em 1981. Vive em Nova York, onde cursa artes gráficas no Pratt Institute, entre 1982 e 1983. Participa da Bienal Internacional de São Paulo em 1971, 1977, 1981 e 1985, quando mostra a série A Rainha do Frango Assado, tema de instalação neste último evento. Em 1988, sua obra é tema da retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo.

 

Alexandre Rapoport (Rio de Janeiro, 1929) é um pintor, arquiteto, desenhista e gravador brasileiro.

Autodidata, começou a pintar na Faculdade de Arquitetura, antes do final da década de 50. Estudou desenho com Ubi Paiva e, enquanto estudante, assistiu às aulas de gravura de Raymundo Cella, na Escola Nacional de Belas Artes; foi então que participou de suas primeiras exposições coletivas promovidas pelo Governo Federal.

Teve contacto com Cândido Portinari, cujas influências permeiam sua obra até hoje. Viajou pela América Latina inteira, onde tem grande fama. Foi também professor da disciplina de “Composição Decorativa” na faculdade em que se formou. Ainda na década de 50 ganhou a “Menção Honrosa” no Salão Nacional de Belas Artes.

De 1956 até aproximadamente 1972, dedicou-se também ao desenho industrial, expondo no Brasil e exterior.

Além do Brasil, possui trabalhos em diversas coleções particulares e instituições públicas, em Roma, Viena, Zurique, Nova Iorque, Tóquio, Paris, Buenos Aires, Antuérpia, Washington e Jerusalém.

É considerado um surrealista, e sua obra tem grande fama e liquidez.

(http://www.tntarte.com.br/tnt/scripts/biografias/alexandre_rapoport.asp)

 

    Alfredo Ceschiatti nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1918 e morreu no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, em 1989. Escultor, desenhista e professor, em 1938, viajou à Itália e se interessou, sobretudo, por obras de artistas renascentistas.

    Em 1940, no Rio de Janeiro, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), na qual estudou escultura com Corrêa Lima (1878 – 1974). Frequentou o ateliê instalado na Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, juntamente com Bruno Giorgi (1905 – 1993) e José Pedrosa (1915 – 2002). Criou, em 1944, o baixo-relevo da Igreja de São Francisco de Assis, na Pampulha, Belo Horizonte, por encomenda de Oscar Niemeyer (1907 – 2012). No ano seguinte, conquistou, com esse trabalho, o prêmio de viagem ao exterior no 51º Salão Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.

    Entre 1946 e 1948, permaneceu na Europa e conheceu a obra de Max Bill (1908 – 1994), Henri Laurens (1885 – 1954), Giacomo Manzù (1908 – 1991) e, principalmente, Aristide Maillol (1861 – 1944). Sua primeira exposição individual ocorreu na sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), no Rio de Janeiro, em 1948.

    Integrou, em 1956, a equipe vencedora do concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro. No começo da década de 1960, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília ( UnB). Várias de suas obras estão em espaços e edifícios públicos, entre eles, o Palácio da Alvorada, a Praça dos Três Poderes e o Palácio dos Arcos, em Brasília; o Memorial da América Latina e a Praça da Sé, em São Paulo; e a Embaixada do Brasil em Moscou.

Alfredo Volpi (Lucca Itália 1896 – São Paulo SP 1988). Pintor. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas, como Mário Zanini e Francisco Rebolo, entre outros. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista – FAP. Sua produção inicial é figurativa, destacando-se marinhas executadas em Itanhaém, São Paulo. No fim dos anos de 1930, mantém contato com o pintor Emídio de Souza. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu e encanta-se com a arte colonial, voltando-se para temas populares e religiosos. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, na Galeria Itá, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini, quando impressiona-se com obras pré-renascentistas. Passa a executar, a partir da década de 1950, composições que gradativamente caminham para a abstração. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe, em 1953, o prêmio de Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo, dividido com Di Cavalcanti; em 1958, o Prêmio Guggenheim; em 1962 e 1966, o de melhor pintor brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro, entre outros.

(http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=17&cd_idioma=28555)

 

Alice Brill Czapski nasceu em Colônia, Alemanha, em 1920 e morreu em Itu, São Paulo, em 2013. Fotógrafa, pintora, gravadora e desenhista, veio para o Brasil em 1934, fugindo do nazismo.

     Frequentou o Grupo Santa Helena, em São Paulo, na primeira metade dos anos 1940. Entre 1946 e 1947, nos Estados Unidos, realizou cursos na University of New Mexico, em Albuquerque, e na Art Student’s League, em Nova York. Retornou ao Brasil, atuou na revista Habitat, para a qual fotografou arquitetura e obras de arte entre 1948 e 1960.

     A convite de Pietro Maria Bardi (1900 – 1999), diretor do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), realizou, em 1953 e 1954, grande trabalho fotográfico sobre o cotidiano na cidade de São Paulo.

    Sua atividade como fotógrafa ocorreu principalmente entre 1948 e 1960. Paralelamente, dedicou-se à pintura a óleo em obras que têm como tema a paisagem urbana. Em produção posterior, aproximou-se da abstração.

     Formou-se em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) em 1976. Realizou mestrado em 1982 e doutorado em 1994 na Universidade de São Paulo (USP). Publicou os livros Mario Zanini e Seu Tempo, em 1984, e Samson Flexor – Do Figurativismo ao Abstracionismo, em 1990, entre outros. Em 2005, foi realizada a retrospectiva O Mundo de Alice Brill com parte da sua produção fotográfica pertencente ao acervo do Instituto Moreira Salles.

 

Alice Esther Brueggemann (Porto Alegre, 1o de março de 1917 – 22 de fevereiro de 2001) foi uma pintora, desenhista e professora gaúcha.Formou-se no Instituto de Artes da UFRGS e desde os anos 50 é uma presença constante em salões e mostras da capital gaúcha, iniciando sua carreira em uma época em que a atividade artística feminina era desacreditada, sendo uma das primeiras mulheres a se intitular “artista plástica profissional”. Manteve por várias décadas um atelier em conjunto com Alice Soares, e durante muito tempo foi desenhista do SESI. Realizou inúmeras individuais no estado e no Brasil, participando também do Panorama da Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Nasceu em Uruguaiana (RS) em 1917. Foi uma pintora e desenhista brasileira. O contato com a arte começou na infância, estimulada pelos pais, que lhe entregavam como distração o papel e o caderno de desenho. Diplomou-se em pintura em 1943, e em escultura em 1945, pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). No mesmo ano da formatura começoua a lecionar no Instituto de Artes e, em abril de 1980 recebu o título de “professor emérito” da UFRGS. A busca pelo aprimoramento foi um objetivo constante na trajetória da desenhista e pintora. Fez curso de cerâmica com Wilbur Olmedo, gravura em metal com Iberê Camargo e curso com Horácio Juarez, em Buenos Aires. Participou da 1ª Bienal de São Paulo no início dos anos 1950 e realizou mostra individual de pinturas e desenhos no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em 1959. Participou de salões e conquistou vários prêmios. Em 2003, Alice Soares recebeu o Prêmio Líderes & Vencedores, na categoria Expressão Cultural, oferecido pela Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Na maior parte de sua vida, trabalhou no ateliê que dividia com a amiga, também pintora, Alice Brueggemann. Em mais de 60 anos de dedicação à arte, “as meninas” foram o tema constante de sua obra. Faleceu em Porto Alegre, dia 21 de março de 2005.

1937 – Rio de Janeiro RJ – 3 de maio
s.d. – Rio de Janeiro RJ – Estuda gravura com Goeldi e Darel Valença Lins
1956/1961 – Rio de Janeiro RJ – Estuda pintura na Escola Nacional de Belas Artes – Enba, com Abelardo Zaluar, Henrique Cavalleiro, Jordão de Oliveira e Quirino Campofiorito
Pintor
1963 – Rio de Janeiro RJ – Decora as ruas do Rio de Janeiro para o carnaval, junto com Newton Sá e David Ribeiro
1965 – Santa Maria RS – Um dos fundadores da Escola de Belas Artes de Santa Maria, nos cursos de desenho e gravura
1977 – Rio de Janeiro RJ – Autor do filme O Clóvis Vem Aí

Amélia Maristany Mayer (Porto Alegre, RS, 1897 – Porto Alegre, RS, 1979) Pintora. Foi aluna do pintor espanhol, Coculilo e teve orientação de artistas como Salvador Canedo e Fornells. Em 1939 obteve medalha de prata no salão do Instituto de Belas Artes, em Porto Alegre. No ano seguinte, participou no Salão Nacional de Belas- Artes, Rio de Janeiro, ganhando menção honrosa.     É citada no dicionário brasileiro de artistas plásticos.     A partir de 1923 expôs em diversas cidades argentinas, e, durante dezesseis anos percorreu com Luis Maristany de Trias, seu marido, diversos centros culturais da Europa e América, expondo seus quadros.   Sua última individual em Porto Alegre foi na Galeria Rembrandt, em 1971.     Flores é a principal temática de sua pintura. Também cultuou o paisagismo, talvez pelo convívio e influência de seu marido.

 

(Paraisópolis MG 1920 – Belo Horizonte MG 2002)

Escultor, gravador, desenhista, diagramador, cenógrafo, professor.

Amilcar Augusto Pereira de Castro mudou-se com a família para Belo Horizonte em 1935, e estudou na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, de 1941 a 1945. A partir de 1944, frequenta curso livre de desenho e pintura com Guignard (1896 – 1962), na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte, e estuda escultura figurativa com Franz Weissmann (1911-2005). No fim da década de 1940, assume alguns cargos públicos, que logo abandona, assim como a carreira de advogado. Paralelamente, em seus trabalhos, dá-se a passagem do desenho para a tridimensionalidade. Em 1952, muda-se para o Rio de Janeiro e trabalha como diagramador em diversos periódicos, destacando-se a reforma gráfica que realizou no Jornal do Brasil. Depois de entrar em contato com a obra do suíço Max Bill (1908-1994), realiza sua primeira escultura construtiva, exposta na Bienal Internacional de São Paulo, em 1953. Participa de exposições do grupo concretista, no Rio de Janeiro e em São Paulo, em 1956, e assina o Manifesto Neoconcreto em 1959. No ano seguinte, participa em Zurique da Mostra Internacional de Arte Concreta, organizada por Max Bill. Em 1968, vai para os Estados Unidos, conjugando bolsa de estudo da Guggenheim Memorial Foundation com o prêmio de viagem ao exterior obtido na edição de 1967 do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM). De volta ao Brasil, em 1971, fixa residência em Belo Horizonte. Torna-se professor de composição e escultura da Escola Guignard, na qual trabalha até 1977, inclusive como diretor. Leciona na Faculdade de Belas Artes da UFMG, entre as décadas de 1970 e 1980. Em 1990, aposenta-se da docência e passa a dedicar-se com exclusividade à atividade artística.

Aluno de Guignard e signatário do manifesto neoconcreto

Amílcar foi aluno de Guignard em Belo Horizonte. Da capital mineira mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi um dos signatários do Manifesto Neoconcreto, que marcou a ruptura com o grupo paulista dos Concretos. Intelectual ativo, Amílcar foi também autor do marcante projeto gráfico do suplemento de cultura do Jornal do Brasil, no final dos anos 50. Bolsista da Fundação Guggenheim, viveu nos EUA de 1969 a 1971.

Um escultor de metais

Amílcar de Castro virou referência para os artistas brasileiros e, especialmente, para seus alunos na Escola Guignard, em Belo Horizonte, para onde voltou. Suas esculturas, fundadas quase exclusivamente em duas ações (corte e dobra, que nem sempre vem juntas) sobre ferro e madeira, impressionam pela economia de meios e pela lição que oferecem sobre a capacidade afirmativa do gesto e o fato de realizarem a passagem do plano para o volume.

 

 

Ana Alegria nasceu em Porto Alegre, onde estudou Letras e Artes Plásticas. Foi aluna de Iberê Camargo (gravura) e Vasco Prado (desenho). Aprendeu a técnica do “papier-mâché” com Antonia Eiriz em Havana, Cuba. Fez exposições individuais em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Montevidéu, Havana, Zurique e outras cidades.
Ana participou de diversos salões nacionais e internacionais, entre eles a Bienal de Havana, o Salão Nacional de Artes Plásticas e o Panorama do Desenho Brasileiro. Em 1998 foi convidada pela Pro-Helvetia e esteve trabalhando na Fondazione Arp, em Locarno, Suíça, como artista residente.
Desenvolve seu trabalho em pintura, desenho, escultura, gravura e fotografia e tem obras em acervos e coleções como o MARGS, o MAC, o Centro Wifredo Lam (Cuba), a Fondazione Arp e a Coleção Hoffman-La Roche (Basiléia, Suíça).

Nasceu em Porto Alegre, 1976. Diplomado Bacharel em Artes Visuais pelo IA/UFRGS (2005) e Especialista em Gestão Cultural pela Universidade de Girona/Espanha – CEU (2011). Graduando de Lincenciatura em Artes Visuais no Instituto de Artes da UFRGS. Inicia desenho artístico em 1997 com Plínio Benhardt no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS). Em 1995 ingressa no curso de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS, do qual pede transferência em 2003 para cursar Artes Visuais no Instituto de Artes da UFRGS. Desde então, dedica-se ao estudo dos conceitos de lugar, identidade e memória na construção poética dos seus trabalhos. Diante de sua forma de olhar e perceber a arte como atributo social, participou da Comissão de Avaliação e Seleção do Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre – FUMPROARTE (2002-2006), foi presidente da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa (2006-2010) e vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura do RS (2010-2011). Integrou o Colegiado Nacional de Artes Visuais (2010-2012), é membro dos colegiados estaduais setoriais de museus e artes visuais (RS). Atualmente é diretor do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. Participou de diversas exposições.

 

    Andy Warhol, nascido Andrej Varhola Jr., foi um empresário, pintor e cineasta norte-americano, bem como uma figura maior do movimento pop art.

    Andy nasceu em Pittsburgh, Pensilvânia, em 6 de agosto de 1928. Era o quarto filho de Andrej Varhola e Julia Zavacká (1892 – 1972), cujo primeiro filho nasceu na sua terra natal e morreu antes de sua migração para os Estados Unidos. Seus pais eram imigrantes da classe operária originários de Miková, no nordeste da Eslováquia, então parte do Império Austro-Húngaro. O pai de Warhol emigrou para os EUA em 1914 e sua mãe se juntou a ele em 1921, após a morte dos avós de Andy. Seu pai trabalhou em uma mina de carvão. A família era católica bizantina rutena e frequentava a igreja católica bizantina de São João Crisóstomo, em Pittsburgh. Andy tinha dois irmãos mais velhos, Ján e Pavol. O filho de Pavol, James Warhola, tornou-se um bem sucedido ilustrador de livros para crianças.

    Nos primeiros anos de estudo, Warhol teve coreia, uma doença do sistema nervoso que provoca movimentos involuntários das extremidades, que se acredita ser uma complicação da escarlatina e causa manchas de pigmentação na pele. Ele tornou-se um hipocondríaco, desenvolvendo medo de hospitais e médicos. Muitas vezes de cama quando criança, tornou-se um excluído entre os seus colegas de escola, ligando-se fortemente com sua mãe. Às vezes, quando estava confinado à cama, desenhava, ouvia rádio e colecionava imagens de estrelas de cinema ao redor de sua cama. Warhol depois descreveu esse período como muito importante no desenvolvimento da sua personalidade, do conjunto de suas habilidades e suas preferências.

    Aos 17 anos, em 1945, entrou no Instituto de Tecnologia de Carnegie, em Pittsburgh, hoje Universidade Carnegie Mellon, e se graduou em design. Logo após mudou para Nova York e começou a trabalhar como ilustrador de importantes revistas, como Vogue, Harper’s Bazaar e The New Yorker, além de fazer anúncios publicitários e displays para vitrinas de lojas. Começa aí uma carreira de sucesso como artista gráfico, ganhando diversos prêmios como diretor de arte do Art Director’s Club e do The American Institute of Graphic Arts.

    Fez a sua primeira mostra individual em 1952, na Hugo Gallery, onde exibiu 15 desenhos baseados na obra de Truman Capote. Esta série de trabalhos foi mostrada em diversos lugares durante os anos 1950, incluindo o Moma, Museu de Arte Moderna, em 1956. Então, passou a assinar-se Warhol. A série de latas de sopa Campbell foi produzida por Warhol em 1962 e é uma das suas obras mais conhecidas.

    Os anos 1960 marcam uma guinada na sua carreira de artista plástico e ele passou a se utilizar dos motivos e dos conceitos da publicidade em suas obras, com o uso de cores fortes e brilhantes e tintas acrílicas. Reinventou a pop art com a reprodução mecânica, e seus múltiplos serigráficos são temas do cotidiano e artigos de consumo, como as reproduções das latas de sopas Campbell e a garrafa de Coca-Cola, além de rostos de figuras conhecidas, como Marilyn Monroe, Liz Taylor, Michael Jackson, Elvis Presley, Pelé, Che Guevara e Brigitte Bardot, e símbolos icônicos da história da arte, como Mona Lisa. Estes temas eram reproduzidos serialmente com variações de cores. Além das serigrafias, Warhol também se utilizava de outras técnicas, como a colagem e os materiais descartáveis, não usuais em obras de arte.

    Andy Warhol também foi financiador e mentor intelectual da banda The Velvet Underground. Em 1967, forçou a entrada de sua amiga Nico, cantora e modelo alemã, para a banda. Houve rejeição e conflito por parte dos músicos e o nome do primeiro álbum foi The Velvet Underground and Nico, excluindo Nico, de certa forma. Logo depois da gravação do álbum White Light/White Heat, Andy Warhol se afastou e Nico foi expulsa da banda.

Em 1968, Valerie Solanas, fundadora e único membro da Scum (Society for Cutting Up Men – Sociedade para Eliminar os Homens) invadiu o estúdio de Warhol e o feriu com três tiros, mas o ataque não foi fatal e ele se recuperou, depois de se submeter a uma cirurgia que durou cinco horas. Este fato é tema do filme I shot Andy Warhol (Eu atirei em Andy Warhol), dirigido por Mary Harron em 1996.

 

    Em 1987, ele foi operado na vesícula biliar em Nova York. A operação correu bem, mas Andy Warhol morreu no dia seguinte, 22 de fevereiro de 1987. Ele era célebre há 35 anos. De fato, sua conhecida frase In the future everyone will be famous for fifteen minutes (No futuro, todos serão famosos por 15 minutos) só se aplicará quando a produção cultural for totalmente massificada e a arte for distribuída por meios de produção de massa.

    Warhol está enterrado no cemitério católico bizantino de São João Batista, na Pensilvânia.

 

 

Anestor Tavares– Camaquã, 1919 – Porto Alegre, 2000, Foi funcionário do Atelier Livre de Porto Alegre nos anos 60. Através do contato diário com Xico Stockinger, e posteriormente com Danúbio Gonçalves, começou a fazer xilogravura de concepção ingênua, apreciadas em importantes salões daquela década. Com o passar do tempo, transformou-se em professor e lecionou no próprio Atelier Livre. Recebeu em 1972 medalha na Trienal de Capri, Itália, e em 1974 integrou a Bienal Internacional de São Paulo. Em 1996 seu trabalho é focalizado amplamente através do Projeto Resgatando a Memória – CEF, Porto Alegre, com curadoria de Marisa Veeck.

Angelo Cannone (Abruzzo, Itália 1899 – Rio de Janeiro RJ 1992) Pintor e desenhista. Estuda no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Vive em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso. Ganha uma série de prêmios em decorrência de suas exposições. Leciona desenho no Instituto Técnico. Em fins de 1947, vem ao Brasil, reside algum tempo em São Paulo e depois muda-se para o Rio de Janeiro, onde se radica. Pinta o retrato do Papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, na mesma cidade.

(http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=1068&cd_idioma=28555&cd_item=1)

 

     Angelo Guido Gnocchi nasceu em Cremona, Itália, em 1893 e morreu em Pelotas, Rio Grande do Sul, em 1969. Foi pintor, escultor, gravador e crítico de arte. Mudou-se com a família para São Paulo em 1895. Por volta de 1900, estudou com seu tio Aurélio Gnocchi e freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios, onde teve aulas com Piza e Bonomi. Estudou e trabalha com César Formenti.

    Entre 1914 e 1925, colaborou como crítico de arte no jornal Tribuna de Santos. A partir de 1925, estabeleceu-se em Porto Alegre e afastou-se temporariamente da pintura devido a uma doença nos olhos, passando a fazer crítica de arte no jornal Diário de Notícias.

    Em 1936, tornou-se membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul e assumiu a cadeira de história no Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul e na Faculdade de Arquitetura, em Porto Alegre. Entre 1959 e 1963, exerceu o cargo de diretor do Instituto de Belas Artes.

    Textos de sua autoria foram publicados após a sua morte, em 1972, no livro Aspectos do Barroco em Portugal, Espanha e Brasil.

ANICO HERSKOWITZ nasceu em Montevideo no Uruguai em 1948.
Estudou no Instituto de Artes da UFRGS de 1970 a 1974, e no Atelier Livre de 1971 a 1981. Expõe individualmente desde 1974, destacando em 1986 no Museu de Arte do RGS, em 1993 na sala Augusto Meyer da CCMQ, em 1994 no Museu de Arte de SC, Florianópolis e em 1995 na Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa, Portugal. Desde 1983 vem participando de inúmeros salões e coletivas no Brasil e exterior, sendo vencedora do concurso “Ivan Serpa” da FUNARTE para produção artística. Em 1986 publicou o livro “Xilogravura – arte e técnica”.
Em 1983 fundou com Marta Loguercio e Maria Tomaselli o Atelier MAM de Litografia.

(http://www.museudotrabalho.org/asp-cfm/galeriavirtual/galeriavirtual_ficha_tecnica.asp?CodObra=70&CodAutor=3&CodTecnica=2)

 

Anita  Catarina Malfatti nasceu em São Paulo no dia 2 de dezembro de 1889 e morreu em 6 de novembro de 1964, também em São Paulo. Foi pintora, desenhista, gravadora e professora. Importante e famosa, sua polêmica exposição em 1917 foi um marco para a renovação das artes plásticas no Brasil.

Anita era filha de Bety Malfatti (norte-americana de origem alemã) e do italiano Samuele Malfatti. Estudou pintura em escolas de arte na Alemanha e nos Estados Unidos (Independent School of Art, em Nova York). Em sua passagem pela Alemanha, em 1910, entrou em contato com o expressionismo, que a influenciou muito. Nos Estados Unidos, teve contato com o movimento modernista.

Em 1917, Anita realizou uma exposição artística muito polêmica, por ser inovadora, e ao mesmo tempo revolucionária. As obras de Anita, que retratavam principalmente os personagens marginalizados dos centros urbanos, causou desaprovação nos integrantes das classes sociais mais conservadoras.

Em 1922, junto com seu amigo Mario de Andrade, participou da Semana de Arte Moderna. Ela fazia parte do Grupo dos Cinco, integrado por Malfatti, Mario de Andrade, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Menotti del Picchia.

Entre os anos de 1923 e 1928, morou em Paris. Retornou a São Paulo em 1928 e passou a lecionar desenho na Universidade Mackenzie até 1933. Em 1942, tornou-se presidente do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. Entre 1933 e 1953, lecionou desenho nas dependências da sua casa.

Principais obras: A boba, As margaridas de Mario, Natureza morta – objetos de Mario, A Estudante russa, O homem das sete cores, Nu cubista, O homem amarelo, A Chinesa, Arvoredo, Interior de Mônaco.

Antoni Tàpies i Puig, marquês de Tàpies (Barcelona, 13 de dezembro de 1923 – Barcelona, 6 de fevereiro de 20121 ), foi um pintor catalão, considerado como um dos mais importantes do século XX. Seu pai, Josep Tàpies Mestres, era advogado, e a sua mãe, Maria Puig Guerra, era filha de uma família de políticos catalães. A profissão do seu pai, e as relações políticas do lado da sua mãe, proporcionaram-lhe um ambiente liberal durante a sua infância. Em 1942, devido a uma doença pulmonar, passa algum tempo a convalescer num sanatório em Puig d’Olena. Durante este período, dedicou-se a copiar obras de artistas como Picasso ou Van Gogh. Leu Nietzsche, Dostoievsky e filosofia oriental, nomeadamente o Budismo Zen; ao mesmo tempo, ouvia a música do romantismo e Richard Wagner. Estuda Direito na Universidade de Barcelona. Ao mesmo tempo que estudava Direito, Tàpies dedicou parte do seu tempo à pintura e colagens, de conteúdo existencialista e surrealista (p.ex. Figura de Papel de Jornal e Fios, 19461947), influenciado por filósofos como Jean-Paul Sartre e Martin Heidegger. Em 1945, abandona os estudos e, no ano seguinte, instala-se no seu estúdio em Barcelona. Os anos seguintes são de contacto com diferentes artistas e intelectuais, e de crescente reconhecimento da sua obra. Em 1953, casa-se com Teresa Barba, situação que o fará abandonar a sua vertente surrealista, adoptando a corrente do informalismo europeu. Simpatizante da causa catalã (expressa nalguma pinturas como O Espírito Catalão, de 1971), apoia alguns movimentos de protesto ao franquismo, que o levam à prisão por breves períodos, no final dos ano 60, princípios de 70. A década de 70 é de prestigio internacional. A obra de Tàpies foi exposta em todo o mundo, nos principais museus de arte moderna. Doutorado por diversas vezes Honoris Causa, recebeu inúmeros prémios, dos quais se destacam a Medalha de Ouro da Generalidade da Catalunha (1983), e o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes (1990). Em 1990, é inaugurada a Fundação Antoni Tàpies, instituição fundada pelo próprio para divulgar a arte contemporânea. Antoni Tàpies faleceu em Barcelona em 6 de fevereiro de 2012.

    Antonio Bandeira nasceu em Fortaleza, Ceará, em 1922 e morreu em Paris, França, em 1967. Foi pintor, desenhista e gravador, iniciando-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta (1915-1983), entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes, que deu origem, em 1943, à Sociedade Cearense de Artes Plásticas.

    Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual, no Instituto dos Arquitetos do Brasil/ Rio de Janeiro. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950. Frequentou a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts (Escola Nacional Superior de Belas Artes) e a Académie de la Grande Chaumière. Porém, em busca de uma arte não acadêmica, deixou essas instituições.

    Entre 1947 e 1948, participou de dois importantes eventos: o Salon d’Automne e o Salon d’Art Libre. Em Saint-Germain-des-Près, tomou parte em reuniões de artistas como Camille Bryen (1907 – 1977) e Bernard Quentin. Com Bryen e Wols (1913-1951), de quem se tornou amigo, formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951.

    De volta ao Brasil, em 1951, instalou-se no ateliê do amigo escultor José Pedrosa (1915-2002), onde também trabalhou o pintor Milton Dacosta (1915-1988), e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil/ São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil.

    Ficou na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e pela Bélgica, onde, em 1958, fez um painel para o Palais des Beaux-Arts. Ao retornar ao Brasil, teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições paralelamente a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York.

    Em 1961, editou um álbum de poemas e litogravuras de sua autoria e, no mesmo ano, João Siqueira realizou um curta-metragem sobre a obra do pintor. Antonio Bandeira voltou a Paris em 1965 e lá ficou até sua morte.

 

Antônio Garcia Pascoal
Nasceu: Itapui, SP (17/11/1939)

 

 

Antonio Giacomin
Aquarelista nascido na Serra Gaúcha, onde, em 1980, iniciou-se no universo da pintura. Abandonou o curso superior em Artes pela Universidade de Caxias do Sul e foi se aperfeiçoar nos Estados Unidos, México e Europa. Em 2007, lançou o livro “Poesias em Aquarela”, um inventário de imagens temáticas resultantes de viagens empreendidas por várias regiões do Rio Grande do Sul. Em 2012, em parceria com o escritor Nivaldo Pereira, lançou o livro “Jeitos de Ser Brasil”, no qual registraram aspectos da cultura brasileira. Em 2014, em parceria com Marcos Fernando Kirst, lançou a obra “Serra Gaúcha: O Passado Presente”. Venceu o concurso para escolha do desenho da coroa da Rainha da Festa da Uva 2014. Reside e trabalha em Caxias do Sul, onde mantém o seu estúdio.

 

Gomide, Antonio (1895 – 1967) Antonio Gonçalves Gomide (Itapetininga SP 1895 – Ubatuba SP 1967). Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Muda-se com a família para a Suíça em 1913, e freqüenta a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estuda com Gillard e Ferdinand Hodler (1853 – 1918). Muda-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalha com Marcel Lenoir (1872 – 1931), com quem aprende a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instala ateliê e entra em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, convive também com Victor Brecheret (1894 – 1955) e Vicente do Rego Monteiro (1899 – 1970). Retorna ao Brasil em 1929. Em 1932, atua na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna – Spam e do Clube dos Artistas Modernos – CAM. Entre as décadas de 1930 e 1940, além de pinturas, produz afrescos e cartões para vitrais. Leciona desenho na escolinha do Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM/SP, entre 1952 e 1954. Suas obras aliam formas abstratas a motivos indígenas ou a composições com paisagens. Na área das artes decorativas, com Regina Graz (1897 – 1973) e John Graz (1891 – 1980), é considerado um dos introdutores do estilo art deco no país.

 

Antonio Gutierrez

(Orihuela, 1951) sindicalista espanhol, secretário-geral das Comissões de Trabalhadores, de 1987 a 2000. Ele estudou como estagiário na escola Santo Domingo em sua cidade natal. Quando ele tinha apenas 12 anos foi a entrega de farinha nos pomares de Orihuela. Em seguida, ele trabalhou em uma marcenaria, despediu-o e virou-se para o mercado negro. Ele terminou colegial em sua cidade natal durante a execução de trabalhos diferentes. Em 1967 ele se mudou para Madrid em busca de trabalho. Após uma breve estadia na capital espanhola, mudou-se para Valência, onde ele começou a estudar física na Universidade daquela cidade.

Em 1971, com a participação de uma ordem de prisão contra ele por conspiração, ele refugiou-se em Valladolid, onde viveu clandestinamente. Após ser descoberto pela Guarda Civil, ele foi enviado para Melilla para cumprir o serviço militar em um batalhão regular. Uma vez terminado, ele voltou novamente para Valladolid, onde trabalhou em várias empresas, incluindo AGROMAN, Maggi e Michelin. A segunda foi demitido durante uma greve e Michelin por exigir que portaria de trabalho foi cumprido.

No final de 1966, ele ingressou no Partido Comunista de Espanha (PCE) e na eleição geral de 1977 foi parte da lista deste partido, como o deputado para Valladolid. Naquele mesmo ano, ele foi preso por um pintado. Apesar de suas atividades políticas começaram no Partido Comunista, em seguida, ele se concentrou em sindicalismo dentro Comisiones Obreras (CCOO). Em Julho de 1976, a Assembleia de Barcelona, foi escolhido para a Secretaria Permanente da União. Em junho de 1978, no Primeiro Congresso de CCOO Confederal ele foi eleito secretário confederal de Informação e Publicações. Mais tarde naquele ano, ele foi liberado do trabalho para se dedicar totalmente ao seu trabalho sindical.

Em julho de 1987 ele foi proposto por Marcelino Camacho como seu possível sucessor, e em novembro do mesmo ano foi escolhido pelo IV Congresso Confederal da CCOO, união secretário-geral, substituindo Camacho, que, voluntariamente, deixou o cargo, mas manteve- como presidente honorário. Desde que chegou à Secretaria-Geral que ele sempre tentou aproximar as posições das CCOO e UGT, os dois principais sindicatos de Espanha. O primeiro passo foi a greve geral de 14 de dezembro de 1988 contra a política econômica do governo, promovida conjuntamente pelos dois sindicatos.

Antônio Henrique Abreu Amaral nasceu no ano de 1935. É formado em Direito pela Universidade de São Paulo.

Iniciou sua formação artística em 1952, na Escola do Museu de Arte de São Paulo, MASP, com Roberto Sambonet. Estudou gravura com Lívio Abramo no Museu de Arte Moderna de São Paulo, MAM/SP, em 1956. No ano seguinte, realiza a primeira exposição individual de gravura neste museu. Em 1958, viaja para a Argentina e Chile, realiza diversas exposições e entra em contato com Pablo Neruda, Arturo Edwards, Rodolfo Ofazo e Mario Carreño. Vai para os Estados Unidos em 1959 onde, além de expor em Washington, aperfeiçoa-se em gravura com Shiko Munakata e W. Rogalsky, no Pratt Graphics Center, em Nova York. Volta ao Brasil em 1960 e trabalha como assistente de Alfredo Bonino, na Galeria Bonino, Rio de Janeiro. Conhece Portinari, Bandeira, Djanira e Goeldi. Em 1961 volta para São Paulo, trabalha como redator e contato publicitário sem abandonar a atividade artística.

Após o golpe militar de 1964, sua obra passa a incorporar uma temática social agressiva. Em 1967 lança o livro O Meu e o Seu, na Galeria Mirante, com apresentação e texto de Ferreira Gullar e capa de Rubens Martins, e inicia seu trabalho em pintura.Nesse mesmo ano faz a primeira mostra individual de pintura, a série Bocas, na Galeria Astréia, em São Paulo.

Entre 1968 e 1975 elabora a série Bananas, composta de litografias e pinturas. É nesta fase que troca gradativamente a gravura pela pintura. Em 1971, com o prêmio de viagem ao exterior recebido no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, vai para Nova York e retorna ao Brasil em 1975. Nesse período realiza exposições nos Estados Unidos, entre outros países. Quando volta ao Brasil revitaliza sua pintura e chega gradativamente à pintura abstrata.

Expressionista, em suas gravuras desenvolveu uma temática social agressiva, transposta depois para a pintura. No final da década de 60 e no transcorrer da década seguinte, desenvolve a fase das bananas, numa aproximação às idéias veiculadas pelo Tropicalismo e, numa referência mais remota às figuras antropofágicas de Tarsila do Amaral, com a mesma pujança cromática que se verifica suas telas atuais mais próximas do ideário surrealista. Esta fase é constituída de duas séries, a primeira denominada Brasiliana, que vai até 1973 e a segunda, Campos de Batalha.

Expões com regularidade em várias capitais do Brasil, apresentando-se também em individuais, salões e coletivas no exterior.

Vive e trabalha em São Paulo.

http://www.pinturabrasileira.com/artistas_bio.asp?cod=108

Antonio Maia (Carmópolis SE 1928 – Rio de Janeiro RJ 2008)- Pintor, desenhista, gravador, ilustrador.Vive a infância no interior sergipano, o que contribui para o desenvolvimento de uma temática sua ligada à religiosidade popular do Nordeste. Transfere-se para o Rio de Janeiro em 1955, ali exercendo a atividade de pintor e adotando como estilo o abstracionismo informal. Faz pesquisas de textura entre 1955 e 1963. Realiza sua primeira exposição individual em Cataguases MG, em 1960. Ganha prêmio de viagem aos Estados Unidos em 1968, patrocinado pela galeria do Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos. Obras suas são adquiridas pelo Museu de Ontario, Canadá, em 1973.

Antônio Parreiras foi um importante pintor brasileiro que atuou no período imperial e nas décadas iniciais da República.

Nascido em Niterói no dia 20 de janeiro de 1860, Antônio Diogo da Silva Parreiras surpreendeu seus pais ao demonstrar o talento e o grande interesse com a arte desde muito cedo. Após ser aluno de professores particulares e desenvolver seu talento, o jovem ingressou na Academia Imperial de Belas Artes, o grande centro de estudo e trabalho dos artistas do Império Brasileiro, quando tinha 22 anos de idade. Permaneceu, então, no Rio de Janeiro de 1882 até 1884, pois abandonou o curso regular na Academia para se dedicar às aulas do curso livre do professor e pintor alemão Georg Grimm. Mais tarde, contudo, foi a vez de seu próprio mestre partir em viagens pelo interior do Brasil em busca das paisagens que gostava de retratar. Nesse momento, já em 1885, Antônio Parreiras ficou sem professor e dedicou-se ao estudo de maneira autodidata.

Antônio Parreiras, que revelou seu dom para arte desde cedo, mostrar-se-ia apaixonado e um destacado pintor de paisagens. Seu objeto preferido de representação foi um dos motivos pelos quais abandonou a Academia Imperial de Belas Artes e prosseguiu seus estudos com Georg Grimm, internacionalmente reconhecido por retratar paisagens de forma brilhante. Após três anos de estudo autodidata, Antônio Parreiras partiu para a Itália e estudou na Accademia di Belle Arti di Venezia, onde aperfeiçoou suas técnicas. Por lá conseguiu se destacar e popularizar seu nome no meio artístico. Quando regressou ao Brasil, apenas dois anos depois, muita coisa havia mudado e mudaria também a vida de Antônio Parreiras. Na época de sua partida, 1888, o Brasil ainda era um Império regido por Dom Pedro II que estava se desligando da tradicional mão-de-obra escrava. O principal centro de artes do Brasil era a Academia Imperial de Belas Artes. Mas, quando regressou, em 1890, as macrocaracterísticas políticas já haviam sido todas alteradas. O país havia se tornado uma República em 1889, Dom Pedro II e a família imperial já não exerciam mais qualquer forma de poder e o Brasil era regido provisoriamente por um presidente militar chamado Deodoro da Fonseca. A nova fase revolucionava todos os costumes, toda a simbologia do Império havia se tornado indesejada. A Academia Imperial de Belas Artes teria seu nome alterado para Escola Nacional de Belas Artes. Todas essas transformações ocorridas no Brasil também mudariam os rumos da carreira de Antônio Parreiras.

A partir de 1899, Antônio Parreiras ingressou nesse gênero de pintura e realizou vários trabalhos para o palácio do governo. Seu trabalho repercutiu intensamente e, em pouco tempo, Antônio Parreiras tinha obras de cunho histórico espalhadas por quase todos os estados do Brasil. Passou a realizar diversas exposições no país e foi reconhecido em 1925 como o pintor mais popular do país. Entre suas telas de destaque pelo teor histórico estão: Alegoria a Apollo, Conquista do Amazonas e A Jornada dos Mártires.

Simultaneamente ao gênero de pintura que lhe rendeu grande sucesso, Antônio Parreiras desenvolveu o gosto por outro gênero de pintura, os nus femininos. Parreiras executava suas obras retratando as mulheres com grande sensualidade. Porém este foi um gênero de pintura que não foi determinante para a carreira de Parreiras, as telas que retratavam as paisagens ainda eram mais significativas.

No auge do sucesso, Antônio Parreiras publicou sua autobiografia em 1926, o que lhe fez ingressar na Academia Fluminense de Letras. Atuou também como desenhista e ilustrados e participou ainda de diversas exposições antes de falecer em Niterói em outubro de 1937. Artista reconhecido internacionalmente e consagrado com importantes prêmios, seu ateliê foi transformado em museu apenas quatro anos depois de sua morte, 1941, o Museu Antônio Parreiras.

 

Antonio Batista de Souza (Aldeia de Santa Cristina da Pousa, Braga, Portugal 1925 – Goiânia GO 2010). Escultor, pintor, ceramista.  Imigra com a família para São Paulo em 1926. Mais tarde, reside em Araguari e Uberlândia, em Minas Gerais, onde inicia a atividade de ceramista, realizando peças utilitárias. Monta duas fábricas de cerâmica, que vão à falência, e passa um longo período entre os índios na Ilha do Bananal, em Goiás. Passa a residir em Goiânia. Em 1957, adota o apelido de Antonio Poteiro por sugestão da folclorista Regina Lacerda, que o orienta a assinar seus bonecos de barro. Gradualmente passa a apresentar, em suas obras, motivos regionais e temas bíblicos. Em 1972, já como conhecido ceramista, é estimulado a pintar por Siron Franco (1947) e Cleber Gouvêa (1942). Expõe seus trabalhos em mostras no Brasil e no exterior. Leciona cerâmica no Centro de Atividades do Sesc e nas cidades de Hannover e Düsseldorf, na Alemanha. Em 1985, recebe o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte – APCA, na categoria escultura. Em 1997, é homenageado com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, Brasil.

(http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_item=1&cd_idioma=28555&cd_verbete=1122)

Nasceu em Santo Ângelo (1944 – 2016) (RS) Nasceu no dia 15 de janeiro de 1944. Foi um pintor com destaque nacional, neto do espanhol José Ibañez Soriano (ourives e sócio da antiga Joalheria Ibañez em Porto Alegre). Soriano militou na publicidade, atividade que lhe rendeu prêmios. Foi aluno de Rubens Galant Costa Cabral e de Ado Malagoli , o pintor vive na região sul de Porto Alegre, onde mantém seu atelier.

 

     O escultor, pintor, ilustrador e desenhista Arcangelo Ianelli nasceu em São Paulo, São Paulo, no dia 18 de julho de 1922 e morreu também em São Paulo em 26 de maio de 2009. Ele se niciou no desenho como autodidata. Em 1940, estudou perspectiva na Associação Paulista de Belas Artes e, em 1942, recebeu orientação em pintura de Colette Pujol. Dois anos depois, frequentou o ateliê de Waldemar da Costa com Lothar Charoux, Hermelindo Fiaminghi e Maria Leontina. Durante a década de 1950, integrou o Grupo Guanabara juntamente com Manabu Mabe, Yoshiya Takaoka, Jorge Mori, Tomoo Handa, Tikashi Fukushima e Wega Nery, entre outros.

    Arcangelo Ianelli começa a desenhar na adolescência. No princípio da década de 1940, fez pinturas e desenhos realistas, estruturados de acordo com as características percebidas na pintura paulistana. Entre o fim da década de 1940 e início da década de 1950, passou a demonstrar interesse por outras propostas estilísticas, aproximando-se progressivamente de soluções alinhadas ao debate sobre a arte construtiva, muito embora se mantenha ligado à figuração.

    Nas marinhas, realizadas em 1957, a tendência à simplificação formal se aprofundou. O artista reduziu sua paleta de cores e se concentrou em formas lineares e bem contornadas. Nesse trabalho, as formas são planas, sem o sombreado tradicional. Os primeiros quadros da década de 1960 são feitos com formas geométricas simples e fechadas. Ianelli usou esse vocabulário para criar paisagens e retratos. Em 1961, a pintura tornou-se francamente abstrata. No entanto, as cores ralas e a pincelada suave são trocadas por manchas espessas de tinta e cores escuras. Três anos mais tarde, ganhou o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna. Morou, entre 1965 e 1967, na Europa. Nesse período, o artista inseriu linhas e outros grafismos em sua pintura. As formas foram se tornando mais regulares e contornadas, as manchas são suavizadas.

    Em 1973, Ianelli radicalizou o processo de estruturação de suas telas e partiu para a abstração geométrica. Dividiu a tela em formas regulares e buscou uma relação rítmica entre elas. As pinturas guardam semelhanças com alguns trabalhos do concretismo. No mesmo ano, iniciou séries de pintura, como Transparências e Superposições, em que trabalhou com retângulos sobrepostos, com colorido discreto e vibrante. Em 1974, começou a realizar obra tridimensional. Como em suas pinturas, sobrepôs retângulos em planos diferentes de uma superfície contínua.

    A partir de 1983, o artista relacionou essas formas geométricas com zonas de cor menos lineares. As manchas passaram a escapar do contorno. Em alguns trabalhos, sumiram as linhas que separam uma cor da outra e as manchas regulares de tinta foram sobrepostas às formas retangulares, as passagens de cor se tornaram mais tonais. Durante a década de 1980, alternou essas pinturas mais informais a outras em que relacionou as manchas com retângulos.

    Atuou ainda como escultor desde a metade da década de 1970, quando realizou obras em mármore e em madeira, nas quais retomou questões constantes na obra pictórica. Em 1995, Ianelli voltou à escultura. Realizou volumes brancos enxutos e bem definidos de mármore. Ao mesmo tempo, sua pintura caminhou para a simplificação. Em trabalhos feitos entre 1999 e 2000, chamados Vibrações, reduziu o número de cores e de manchas na pintura. A aplicação da tinta é suave, como se fosse borrifada na tela. As obras têm semelhanças com os trabalhos de artistas norte-americanos, como Mark Rothko e Jules Olitski.

    Em 2002, comemorou seus 80 anos com retrospectiva montada pela Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Arlete Santarosa tem presença marcante em atividades ligadas à cultura, integrando por várias vezes a direção do Núcleo de Gravura do Rio Grande do Sul. Criou e editou o boletim “Gravura em Notícia” desta entidade; de 2001 a 2005 e participou da diretoria da Chico Lisboa, gestão 2002/2003. Em Porto Alegre, coordenou dois grandes eventos interativos com o público: Em 2002-”Arte nos Trilhos” patrocinado pelo Ministério dos Transportes junto ao TRENSURB  e em 2004, coordenou as oficinas de gravura do Santander Cultural, paralelas à mostra “Impressões-Panorama da Gravura Brasileira”. Integrou o Conselho Estadual de Cultura, como representante eleita do segmento de Artes Visuais, nos períodos de 2004/05 e 2006/07, Também no mesmo período foi conselheira do Museu de Arte Contemporânea do RS. Como artista plástica tem várias obras em ACERVOS particulares e públicos, no Brasil e no exterior. Realizou várias  exposições individuais e coletivas.

(http://www.arletesantarosa.com.br/curriculo/curriculo_princ.html)

Armando Almeida – Gravador e escultor. (Dom Pedrito, RS, 1939 – 2013, Porto Alegre, RS)

Estudou na Escola de Artes de Porto Alegre de 1958 a 1962. Aperfeiçoou-se em xilogravura com Xico Stockinger, e em serigrafia com Roberto Griecco. Também aprendeu técnicas de gravura em metal com José de Assunção Souza e litografia com Quaglia. Começou a expor em 1959, participando de coletivas e obtendo premios em salões. Foi professor no Atelie Livre da Prefeitura de Porto Alegre, no Instituto de Artes da UFRGS e diretor do MARGS de 1972 e 1973. É focalizado por Jacob Klintowitz, em seu livro Versus e na análise editada por Zero Hora – Cultura, setembro de 1982, como “herdeiro da tradição da xilogravura (madeira). Tem um desenho expressivo , valoriza os pretos e os brancos. Um bom gravador. Figura com ilustrações em A gravura no Rio Grande do Sul, de Carlos Scarinci. O MARGS mostrou breve retrospecto de dez anos de trabalho em 1981. É detendor do premio Poty Lazzarotto, gravura, na I Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba, Paraná. Em 1995, novamente no MARGS, expoe telas em terracota, em retrospectiva denominada Reflexões Intempestivas, destacado por esta razão, no número 24 do jornal Informativo daquele Museu. Em Trajetos e Cantigas, texto de sua autoria. assim se define em relação às suas origens: “Nasci em cima da divisa dos municípios de Dom Pedrito e Rosário do Sul, numa coxilha de Campo Seco, batizada por meu pai de Santo Antônio”. Introspectivo, mantém-se em sua simplicidade (e civilidade) à margem de grupamentos, constituindo trabalho sério e consistente em Porto Alegre.

 

Duque de Caxias/RJ, Brasil, 20/01/1945. Pintor e gravador

Armando Romanelli de Cerqueira, Roma para amigos, é um pintor impressionista de refinada sensibilidade nascido e formado no Estado do Rio de Janeiro. Filho e neto de grandes artistas da pintura, iniciou-se na arte aos 15 anos, cursando o Instituto de Belas Artes.
Em perfeito equilíbrio de formas e cores, Romanelli desenvolve suas obras com grande influência dos mestres europeus, projetando emoções, criando uma atmosfera de encantamento, construindo um autêntico universo de sonho, sem porém, perder os vínculos com o mundo real.
Conceituado artista nacional e internacional, recebeu sua primeira medalha de ouro em 1968, no Primeiro Salão Duquecaxiense de Pintura. Dessa época para cá, continuou crescendo e participando de exposições e premiações.

(http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Biografia_Artista.asp?idArtistaBiografia=4159)

Natural de Tucunduva, RS (1954) Arnaldo Buss iniciou cedo na pintura, tendo como mestra Mïrka H de Almeida em Santa Rosa. É representante comercial de profissão, trabalhando em empresa fabricante de tintas para artesanato e pintura artística. Também é professor de História com especialização em cultura Afro-asiática e História Contemporânea. Formado em Artes Visuais pela ULBRA e a muitos anos é colecionador de artes, principalmente em pinturas. Participou em inúmeras feiras de artesanato e artes, onde recebe troféu como apoiador das Artes no RS. Fez inúmeras reportagens sobre história e artes em diversos paises, Canada, India, Tibet, China, Colombia, Uruguai, Chile, França, Portugal, USA, América Central Marrocos, Tanzania, Kenia para Revista Dartis. Fez curso de pintura na Escola Krapock 2001 a 2002, e de 2004 a 2009 passa a frequentar aulas no Atelier Livre da PMPA, tendo como orintadora a professora a artista gaúcha Daisy Viola. Fez várias exposições coletivas e individuais na Assembléia Legislativa de Porto Alegre, RS em 2008 e também no Centro Cívico de Santa Rosa em 2009, mas acaba afastando-se da pintura e dedicando-se aos estudos teóricos, faz curso de Curadoria no Atelier Livre da PMPA com o professor Fransisco Alves em 2014. Atualmente é colaborador da Galeria Duque, vive e trabalha em Porto Alegre, RS.

 

Arnaldo Roche Rabell ( 1955 , Puerto Rico ) é um pintor porto-riquenho . Seu trabalho é considerado neo-expressionista ( neo-expressionismo ). Suas primeiras datas, obra madura da década de 1980 e durante sua carreira tem se destacado em fazer grandes pinturas usando uma técnica de esfregar em que os objetos ou pessoas sob a lona são feitos e esfrega pintura para sua imagem impregnada para o tecido. Após este processo, o artista continua a trabalhar a camada de caixa de sobre camada de tinta e complexidade rítmica lucidamente em obter a imagem que o caracteriza.

Ele cursou o ensino médio em arquitetura na Universidade de Puerto Rico ( 1974de 1978, ) UPR . No o início da década de 1980 mudou-se para Chicago.

As pinturas de Roche são o elemento de reconciliação necessária para superar o trauma, e é a maneira de resolver o trauma psicológico.  Suas pinturas estão em muitas coleções públicas e privadas e tem também exibiu todo o mundo.

Artur Barrio (Porto, Portugal 1945) Artur Alípio Barrio de Sousa Lopes, Artista multimídia e desenhista. Em 1955, passa a viver no Rio de Janeiro. Começa a se dedicar à pintura em 1965 e, a partir de 1967, freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes – Enba. Nesse período, realiza os cadernos livres, com registros e anotações que se afastam das linguagens tradicionais. Em 1969, começa a criar as Situações: trabalhos de grande impacto, realizados com materiais orgânicos como lixo, papel higiênico, detritos humanos e carne putrefata (como as Trouxas Ensangüentadas), com os quais realiza intervenções no espaço urbano. No mesmo ano, escreve um manifesto no qual contesta as categorias tradicionais da arte e sua relação com o mercado, e a situação social e política na América Latina. Em 1970, na mostra Do Corpo à Terra, espalha as Trouxas Ensangüentadas em um rio em Belo Horizonte. Barrio documenta essas situações com o uso de fotografia, cadernos de artista e filmes Super-8. Cria também instalações e esculturas, nas quais emprega objetos cotidianos. Realiza constantes viagens, e reside também na África e na Europa – em Portugal, na França e na Holanda. Desde a metade da década de 1990, ocorrem várias publicações e exposições que procuram recuperar sua obra.

(http://www.escritoriodearte.com/artista/artur-barrio/)

Escultora e Pintora. Inicia estudos com Vasco Prado em 1964, recebendo orientações posteriores com Stockinger, Porcella, Vilma Villaverde, Tom Hudson, Scliar e Norberto Stori. Também foram seus professores Chitti em Córdoba, Argentina, o escultor Rudolf Hoflehner e o ceramista Guenter Ulrich, na Akademie der Bildende Kunst Stuttgart, Alemanha. Participa de inúmeras mostras desde os anos 60, com diversas técnicas, em coletivas no Brasil e exterior. Coube ao MARGS abrigar sua retrospectiva em 1994, abrangendo 25 anos de trabalho em modelagem e pintura. O escritor Érico Veríssimo a referiu em 1972 como “uma artista de muitos talentos”. Já Luis Fernando Veríssimo, em 1994, diz que “a escultora descobre, a pintora tira do nada. Uma lida com a matéria do mundo, outra transforma seu mundo interior em imagens e texturas, às vezes texturas inéditas”. Em 1995, participa do lançamento do Pátio de Esculturas, em Porto Alegre , cidade onde vive e trabalha. No início da carreira assinava Hermann, e sob esse nome está catalogada no MARGS, em Porto Alegre , possuindo a obra Caracol, cerâmica com óxidos, em seu acervo. Entre suas principais exposições individuais constam: Galeria Alencastro Guimarães, em 1993; Retrospectiva no MARGS, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em 1994: Galeria Marisa Sibelmann, em 1994; Caixa Econômica Federal, Galeria da Matriz Porto Alegre e Gramado, em 1995. Via-Lívia Galeria de Arte , em 1996. Galeria Graffite Uruguaiana, em 1997. British House Porto Alegre, em 1998. Cabeças do Milênio, Hospital Moinhos de Vento Porto Alegre, em 2000.

 

 

 

 

Athos Bulcão (Rio de Janeiro RJ 1918 – Brasília DF 2008) Pintor, escultor e arquiteto.
Em 1939, abandona o curso de medicina para dedicar-se à pintura. Apresentado por Murilo Mendes (1901 – 1975) ao casal Vieira da Silva (1908 – 1992) e Arpad Szenes (1897 – 1985), freqüenta o ateliê deles na década de 1940. Em 1945, trabalha como assistente de Candido Portinari (1903 – 1962) na construção do painel de São Francisco de Assis, na Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte. Entre 1948 e 1949, vive em Paris com bolsa de estudos concedida pelo governo francês. Realiza cursos de desenho na Académie de La Grande Chaumière e de litografia no ateliê de Jean Pons (1913). De volta ao Rio de Janeiro, ingressa no Serviço de Documentação do Ministério da Educação e Cultura – MEC, e realiza ilustração de catálogos e livros. Entre 1952 e 1958, dedica-se à realização de fotomontagens. Desde 1952, quando se integra à Companhia Urbanizadora da Nova Capital – Novacap, colabora em projetos do arquiteto Oscar Niemeyer (1907 – 2012). Realiza, entre outros, o projeto de painéis de azulejos e vitrais para a Igreja Nossa Senhora de Fátima e para o Palácio do Itamaraty, em Brasília, e relevos para o Memorial da América Latina, em São Paulo. Leciona na Universidade de Brasília – UnB, entre 1963 e 1965. Desde a década de 1970, trabalha com o arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé (1932), criando relevos e elementos arquitetônicos para a rede de hospitais Sara Kubistchek. Em 1993, é criada a Fundação Athos Bulcão, em Brasília.

 

 Augusto Rodrigues nasceu em Recife, Pernambuco, em 1913 e morreu em Resende, Rio de Janeiro, em 1993. Foi educador, pintor, desenhista, gravador, ilustrador, caricaturista, fotógrafo e poeta. Trabalhou no ateliê de Percy Lau (1903-1972) e, em 1933, realizou sua primeira exposição individual, em Recife.

Naquele ano, iniciou sua atividade como ilustrador e caricaturista no Diário de Pernambuco. Ao lado de Guignard (1896-1962), Candido Portinari (1903-1962) e outros, expos, em 1934, na Associação dos Artistas Brasileiros, no Rio de Janeiro. Em 1935, transferiu-se para esta cidade e logo se tornou colaborador de jornais e revistas, como O Estado de S. Paulo e O Cruzeiro. Participou da fundação e do planejamento dos jornais Folha Carioca, Diretrizes e Última Hora.

Em 1942, realizou exposição individual, com cerca de cem desenhos, no Museu Nacional de Belas Artes. Com a colaboração de Lúcia Alencastro (1921-1996), Oswaldo Goeldi (1895-1961), Vera Tormenta (1930), Fernando Pamplona e Humberto Branco, fundou a Escolinha de Arte do Brasil, em 1948. Em 1953, participou da 2ª Bienal Internacional de São Paulo e, com Geza Heller (1902-1992) e Marcelo Grassmann (1925), expôs na Petite Galerie e no 2º Salão Nacional de Arte Moderna, em que obteve o prêmio de viagem ao exterior na categoria desenho.

Em 1971, integrou a mostra Panorama do Desenho Brasileiro, organizada pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), e editou seu primeiro livro de poesias, 27 Poemas. O segundo, A Fé entre os Desencantos, foi publicado em 1980. Em 1989, lançou Largo do Boticário – Em Preto e Branco, com 80 fotografias tiradas no decorrer dos anos.

Tem formação superior em Artes Plásticas e Música. Estudou com Ado Malagoli, Vidoc Casas, Walter Zanini, Júlio Plaza,Tomoshige Kusuno, Mary Dristchel, João Grijó, Fernando Baril, Danúbio Gonçalves, Mara Caruso, Prof. Millo Bortoluzzi, em Pádova – Itália. Atuou de 1980 a 2003 como professora do Departamento de Artes da Universidade de Caxias do Sul – UCS e também como professora do Atelier Livre da mesma universidade. Já teve 37 exposições individuais.

MILHAZES, Beatriz, (1960, Rio de Janeiro, RJ), Em 1981 graduou-se em Comunicação Social, e de 1980 a 1982 estudou pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro. Em 1985 realizou sua primeira individual, na Galeria César Aché, Rio de Janeiro. A partir de então, expôs outras vezes no Rio, em São Paulo, e ainda no Recife, em Caracas (Venezuela) e em Nova York (EUA). Participou diversas vezes do Salão Nacional de Artes Plásticas, com prêmios de aquisição em 1984 e 1988. Também em 1984 participou da mostra Como Vai Você, Geração 80?, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Teve referência especial do júri na II Bienal Internacional de Cuenca (Equador, 1989) e em 1990 conquistou o Prêmio Brasília de Artes Plásticas. Participou, como artista convidado, da Bienal de São Paulo de 1998. Integrou diversas coletivas no Brasil e no exterior, entre as quais pode ser referida a Feira Internacional de Arte Contemporânea de Madri – Arco (Espanha, 2000). Em 2002, o Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, realizou uma grande exposição de sua obra: Mares do sul.

(http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Biografia_Artista.asp?idArtistaBiografia=240)

Benedito Calixto nasceu no dia 14 de outubro de 1853 na Vila de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém. Quando adolescente transferiu-se para Brotas, onde pintou seus quadros iniciais.

Em 1881, passa a residir em Santos, cidade que lhe serve de inspiração para vários quadros. Com uma bolsa concedida pela cidade de Santos.

Viaja para Paris segue até Lisboa, onde por muito pouco tempo recebe aulas de Silva Porto, tendo ainda frequentado o ateliê de Malhoa, onde permanece menos de um ano, trazendo de lá um equipamento fotográfico.

Retornando ao Brasil em 1885, Calixto é rigorosamente o mesmo de quando embarcou: imune a influências, impermeável ao fascínio cultural da capital francesa, permanece até o fim um isolado, praticando um tipo de pintura do qual não se arredaria um milímetro, alheio a qualquer inovação ou renovação.

É com o quadro Enchente na Várzea do Carmo, ca.1892, que o artista consegue maior destaque: a crítica da época aponta a exatidão admirável com que representa a cidade de São Paulo e alguns de seus principais pontos, como o mercado, a rua 25 de março, a fábrica de chitas e o casario do Brás.

https://www.mercadoarte.com.br/blog/benedito-calixto/

 

 

Elisabéte Bina Monteiro nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil em 7 de novembro de 1952. Formou-se em Comunicação Social pela PUC em 1977, com especialização em Publicidade e Propaganda. Em 1980 cursa “Elementos Pictóricos com Fernando Baril; em 1982, participa da Escola de Arte da Secretaria de Educação e Cultura/RS; em 1983, Serigrafía no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre; em 1984, “Interseções: da Reflexão e do Fazer em Artes Plásticas” com Monica Zielinsky; “Exercício da Expressão”, com Rubens Gerschmann; “Workshop” com Luis Paulo Baravelli. Em 1999 começa a dar aula de técnica de pintura. A partir de 2002 começa a presidir a Chico Lisboa- Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Em 2004 foi reeleita por mais dois anos como presidente da Chico Lisboa. No mesmo ano começa mestrado em Museologia no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

 

 

Carlos Carrion de Britto Velho (Porto Alegre RS 1946). Pintor, desenhista, gravador, professor e escultor. Muda-se para Buenos Aires (Argentina) e reside dos onze aos dezenove anos na cidade, onde faz as primeiras pinturas. Em 1965 retorna a Porto Alegre, onde expõe pela 1ª vez em 1971. Estuda litografia com Danúbio Gonçalves, em 1974. No ano seguinte, viaja a Paris (França) e faz estágio na gráfica de litografia Desjobert. Na cidade pinta a série Reflexões e Variações sobre a América Latina, onde as figuras em cores escuras surgem vendadas e com microfones, que segundo o artista representam uma denúncia à ditadura da época. Fica em Paris até 1976, quando volta ao Brasil e passa a lecionar pintura no Ateliê Livre da Prefeitura de Porto Alegre, entre 1978 e 1981. Nessa época ocorre uma mudança em seu trabalho. As figuras passam a ter olhos novamente e como no início de sua carreira, são pintadas em tonalidades mais claras. Em 1981, as figuras ganham um 3º olho, o que segundo o artista significa o olho da visão interior. Nas pinturas, interagem o homem, animais e objetos do cotidiano, como elefantes de rodas, transformando-se em veículos e esses possuindo membros humanos. A partir daí em todas as pinturas observam-se os três olhos, até 1995, quando volta a pintar figuras com dois olhos. É convidado pela Rede Brasil Sul de Comunicações de Porto Alegre a fazer um outdoor para o projeto Vamos Colorir a Cidade. Muda-se para São Paulo em 1985 e no ano seguinte participa da 2ª Bienal de Havana. Participa do Projeto Extremos, uma exposição de pintura com Aprígio Fonseca, Dina Oliveira e Leonel Mattos, montada em 10 capitais brasileiras. É convidado pelo Sesc Pompéia em São Paulo a realizar o cartaz da exposição Gente de Fibra, mostra de que participa com esculturas. Em 1991, volta a morar em Porto Alegre, onde recebe homenagens do Museu de Arte Contemporânea de Porto Alegre – MAC e do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli – Margs que dão destaque a sua obra. Nessa época realiza a retrospectiva O Realismo Mágico de Britto Velho, com obras desde 1975. Vive atualmente em Porto Alegre, onde ministra cursos particulares de pintura em seu ateliê.

 

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Bruno Giorgi (Mococa, São Paulo, 1905 – Rio de Janeiro, 1993)

Escultor.   Muda-se com a família para Itália, e fixa-se em Roma em 1913.      Em 1920, inicia estudos de desenho e escultura com o professor Loss. Participa de movimentos antifascistas. Em 1931, é preso por motivos políticos e condenado a sete anos de prisão. É extraditado para o Brasil em 1935, por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em São Paulo, trava contato com Joaquim Figueira (1904 – 1943) e Alfredo Volpi (1896 – 1988). Em 1937, viaja para Paris e freqüenta as academias La Grand Chaumière e Ranson, onde estuda com Aristide Maillol (1861 – 1944). Em 1939, retorna a São Paulo e convive com Mário de Andrade (1893 – 1945)Lasar Segall (1891 – 1957), Oswald de Andrade (1890 – 1954) e Sérgio Milliet (1898 – 1966), entre outros. Começa a praticar desenho de modelo-vivo e pintura com os artistas do Grupo Santa Helena e integra a Família Artística Paulista (FAP). Em 1943, transfere-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema (1900 – 1985) instala ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orienta jovens artistas como Francisco Stockinger (1919). Possui obras em espaços públicos como Monumento à Juventude Brasileira (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde (MES), atual Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro; Candangos (1960), na praça dos Três Poderes, e Meteoro (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; e Integração, 1989, no Memorial da América Latina, em São Paulo.
Herdeiro das lições do escultor Aristide Maillol (1861 – 1944), a partir dos anos 1940, Bruno Giorgi revela em seus trabalhos um crescente interesse pela temática e pelos tipos brasileiros. Sua obra gradualmente passa de uma leve estilização da figura humana a uma maior deformação. Na rudeza das superfícies, o modelado evidencia a mão do escultor, como em Mulher ao Luar, 1949.  A partir desses trabalhos, começa a apresentar uma nova plasticidade. Em Maternidade, 1952 ou São Jorge (1953), os troncos e membros das figuras se alongam e se deformam em contínuo desenvolvimento no espaço. Essa dinâmica abstrata conduz a um jogo de cheios e vazios. A progressiva estilização e redução da figura a poucas linhas pode ser vista, por exemplo, em Candangos.   Passa então a realizar composições abstratas, onde se nota a tentativa de integração entre sua escultura e a arquitetura moderna, como em Meteoro, uma de suas obras de maior destaque, ou Condor (1978). Na década de 1970, Bruno Giorgi retoma a exploração da figura humana, principalmente a representação das formas femininas, muito frequente em sua produção anterior, da qual resulta uma série de torsos de pedra.

 

 

    Roberto Burle Marx nasceu em São Paulo, no dia 4 de agosto de 1909, e morreu no Rio de Janeiro, no dia 4 de junho de 1994. Foi um artista plástico brasileiro, porém ganhou renome internacional exercendo a profissão de arquiteto paisagista. Morou grande parte de sua vida no Rio de Janeiro, onde estão localizados seus principais trabalhos, no entanto sua obra pode ser encontrada ao redor de todo o mundo.

    Devido a problemas de saúde, Roberto passou uma temporada na Alemanha em 1928, entrando em contato com as vanguardas artísticas. Lá conheceu o Jardim Botânico de Dahlen (Berlim) com estufas mantendo uma vegetação tropical, fazendo-o recordar da flora brasileira, tema pelo qual ficou fascinado.

    Burle Marx estudou na Escola Nacional de Belas Artes, onde ingressou em 1930, mas não concluiu o curso. Durante os anos 1930, foi diretor do Departamento de Parques e Jardins de Pernambuco, onde ainda lidava com um trabalho de inspiração levemente eclético. Neste cargo, fez uso intenso da vegetação nativa nacional e começou a ganhar certo renome, sendo convidado a projetar os jardins do Edifício Gustavo Capanema (então Ministério da Educação e da Saúde).

    Sua participação na definição da Arquitetura Moderna Brasileira foi fundamental, tendo participado das equipes responsáveis por diversos projetos célebres. O terraço-jardim que projetou para o Edifício Gustavo Capanema é considerado um marco na ruptura do paisagismo brasileiro. Composto por vegetação nativa e formas sinuosas, o jardim (com espaços contemplativos e de estar) tem uma configuração inédita no país e no mundo.

    Desde então, Burle Marx passou a trabalhar com uma linguagem bastante orgânica e evolutiva, identificada com vanguardas artísticas como arte abstrata, concretismo e construtivismo, entre outras. As plantas baixas de seus projetos lembram, muitas vezes, telas abstratas nas quais os espaços criados privilegiam a formação de recantos e caminhos por meio de elementos da vegetação nativa.

 

Pintor, exerceu também o magistério de arte. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Amoedo e Rodolfo Chambelland. Em 1931, integrou o grupo fundador do Núcleo Bernardelli, em cujo aprendizado teve orientação de Manoel Santiago. No Salão Nacional de Belas Artes, conquistou, entre outros prêmios, o de viagem ao país em 1938 e o de viagem ao estrangeiro em 1949 (este na Divisão Moderna). Com o prêmio de viagem, estudou em Paris na Academia Julian, de 1950 a 1952. Integrou o júri do Salão Nacional de Arte Moderna nos anos 60, e realizou individuais em galerias do Rio de Janeiro e de São Paulo. Entre 1976 e 1977, expôs na Venezuela, na Grécia, no Canadá e nos Estados Unidos. A MCR Galeria de Arte, de Salvador, realizou mostra póstuma do artista em 1995. Em 1983, Walmir Ayala escreveu a seu respeito: “Instintivo e sensorial, com todos os gostos aguçados para os prazeres legítimos da vida, Bustamante transmite na pintura este sentir orgânico. Não sensualiza propriamente as atitudes, mesmo quando se trata de um nu, mas infiltra a cor, a luz e a sombra, de um prazer visual que se revela na calidez da pintura celada, no ouro da terra, no mistério dos verdes. Nesta clave foi nitidamente original, timbrando de imediatismo e passionalidade o espaço de suas projeções. Livrou-se, assim, sabiamente, das influências impressionistas de Manoel Santiago, enveredando por uma pintura menos clínica e mais transpirada.”

(http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Biografia_Artista.asp?idArtistaBiografia=73)

 

CARLOS EDUARDO da SILVA FERREIRA BRAGA nasceu em 1961 em Porto Alegre. De 1980 a 1984 freqüentou o Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre onde cursou escultura e litografia. Foi bolsista no atelier de Vasco Prado. De 1985 a 1991 trabalhou com o escultor Luiz Gonzaga. Fez várias exposições individuais destacando na Galeria Marisa Soibelmann em 1993. Dos vários salões que participou, foi premiado em alguns, como em 1988 quando ganhou o 1º prêmio no Salão da Câmara Municipal de Porto Alegre. Foi classificado no Espaço-Arte com uma escultura em praça pública no Parque Marinha do Brasil. Criou e realizou o “Troféu Carnaval 92” para a cidade de Porto Alegre.

 

 

 

Cândido Portinari (1903-1962) foi um pintor brasileiro, um dos principais nomes do Modernismo cujas obras alcançaram renome internacional, como o painel Guerra e Paz, na sede da ONU em Nova Iorque e a série, Emigrantes, do acervo do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Este grande artista nasceu na cidade de Brodowski (interior do estado de São Paulo), em 29 de dezembro de 1903. Destacou-se também nas áreas de poesia e política.  Durante sua trajetória, ele estudou na Escola de Belas-Artes do Rio de Janeiro; visitou muitos países, entre eles, a Espanha, a França e a Itália, onde finalizou seus estudos.

No ano de 1935 ele recebeu uma premiação em Nova Iorque por sua obra “Café”. Deste momento em diante, sua obra passou a ser mundialmente conhecida. Dentre suas obras, destacam-se: “A Primeira Missa no Brasil”, “São Francisco de Assis” e Tiradentes”. Seus retratos mais famosos são: seu auto-retrato, o retrato de sua mãe e o do famoso escritor brasileiro Mário de Andrade.

No dia seis de fevereiro de 1962, o Brasil perdeu um de seus maiores artistas plásticos e aquele que, com sua obra de arte, muito contribuiu para que o Brasil fosse reconhecido entre outros países. A morte de Cândido Portinari teve como causa aparente uma intoxicação causada por elementos químicos presentes em certas tintas.

http://www.suapesquisa.com/biografias/portinari.htm

 

 

 

Carlos Alberto Petrucci (Pelotas RS 1919 – Porto Alegre RS 2012)

Pintor, desenhista e cenógrafo.

Estuda desenho com o pintor Adail Bento Costa no Conservatório de Pelotas entre 1935 e 1936. Cinco anos depois, passa a integrar a Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa, da qual é eleito presidente em 1953. Entre os anos de 1948 e 1959, realiza cenários para várias peças no Teatro do Estudante. Também é membro do Clube de Gravura de Porto Alegre e Bagé, participando do primeiro álbum editado pelo clube que recebe o Prêmio Pablo Picasso da Paz. Em 1958, participa da comissão julgadora dos exames do curso de arte dramática da Faculdade de Filosofia da UFRGS. Na década de 60, faz o curso Teoria da Informação e Comunicação de Massas, com Décio Pignatari.

Quem se dispõe a contemplar com atenção verdadeira a pintura de Petrucci logo se dá conta de que o prazer de acompanhar o artista através das minúscias do objeto, se transforma aos poucos num esforço apaixonado e nostálgico de fixar algo que não está nos objetos. É talvez essa dura luz do meio dia, que imobiliza as coisas na sua sombra projetada quase geométrica… é talvez a falta de qualquer presença humana, quase se poderia dizer viva, não fosse a vegetação… é talvez ainda o silêncio indiferente que situa cada coisa no seu espaço, dando esse caráter de presença imperturbável, o que, de repente, se torna dominante. A gratificadora imagem de eternidade das coisas e da ordem muda, então, numa presentificação do tempo e a memória estremece. (…) Tanto faz, portanto, que os temas das pinturas de Petrucci refiram realidades históricas ou cotidianas. Sua importância, de uma ou de outra forma, se banaliza diante da reflexão profunda e sintetizadora sobre a temporalidade que faz seu cerne. O tempo é, com efeito, o ´personagem´ central da atual pintura desse artista.

Carlos Alberto de Araújo Filho (São Paulo SP 1950). Pintor, desenhista, litógrafo. Inicia em 1963 estudos autodidáticos com o painel Alegoria ao Carnaval. Entre 1971 e 1975 cursa engenharia na Universidade Mackenzie, em São Paulo. Em 1973, é convidado a participar da exposição Imagens do Brasil, em Bruxelas. No ano seguinte, faz a primeira exposição individual, no Masp, local em que realiza outras exposições. Além da pintura, trabalha outras técnicas, como desenho e litografia. Lança em Paris, em 1989, o livro de litogravuras Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Na sua obra observam-se elementos da pintura renascentista. No decorrer de sua carreira, realiza diversas exposições individuais e coletivas, no Brasil e exterior. Em 1980, o painel Anunciação, de sua autoria, é enviado pelo governo brasileiro ao Papa João Paulo II. Em 1984, é premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA.

Carlos Bernardo Bracher (Juiz de Fora MG 1940). Pintor, desenhista, escultor, gravador. Freqüenta a Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras, em Juiz de Fora, Minas Gerais, por volta de 1959. Entre 1965 e 1966, em Belo Horizonte, é aluno de Fayga Ostrower (1920 – 2001) na Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Estuda técnicas de mural e de mosaico com Inimá de Paula (1918 – 1999), na Escola Municipal de Belas Artes. Em 1967, recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes – SNBA do Rio de Janeiro. Vai para a Europa, fixa-se principalmente em Paris e Lisboa, estuda pintura e expõe em galerias locais. Retorna ao Brasil em meados de 1970 e reside em Ouro Preto, Minas Gerais. Em 1989, é realizada a exposição retrospectiva de seus 30 anos de trabalho, intitulada Pintura Sempre, em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. No ano seguinte, pinta uma série de quadros em homenagem ao centenário da morte do pintor holandês Vincent van Gogh (1853 – 1890), que é exposta em várias galerias e museus no Brasil e no exterior. São editados vários livros sobre sua obra, entre eles, Bracher, do crítico Olívio Tavares de Araújo, pela editora Métron, em 1989, e Bracher: Do Ouro ao Aço, pela editora Salamandra, em 1992.

 

Carlos Fajardo (São Paulo SP 1941)

Artista multimídia. Carlos Alberto Fajardo  frequenta o curso de arquitetura na Universidade Mackenzie, em São Paulo, entre 1963 e 1972. Na década de 1960, estuda pintura, desenho, comunicação visual e história da arte com Wesley Duke Lee (1931 – 2010), e música contemporânea com Diogo Pacheco (1925). Participa da criação do Grupo Rex, com Wesley Duke Lee, Nelson Leirner (1932), Frederico Nasser (1945), Geraldo de Barros (1923 – 1998) e José Resende (1945), em 1966, e torna-se co-editor do jornal Rex Time. Em 1970, com Luiz Paulo Baravelli (1942), Frederico Nasser e José Resende, funda a Escola Brasil:. Estuda gravura em metal com Babinski (1931) e litografia com Regina Silveira (1939). No início de sua trajetória, trabalha com diferentes técnicas, realizando objetos, pinturas, colagens, desenhos e gravuras. A partir de 1981, expõe trabalhos em pintura, constituídos por um conjunto de telas e de superfícies em madeira pintada, apenas apoiados nas paredes da sala, criando assim um espaço entre os dois planos. Passa a dedicar-se à realização de esculturas em que explora questões como peso, gravidade ou sustentação da obra no solo. Em 1987, recebe a Bolsa Ivan Serpa da Funarte e, em 1989, a Bolsa Vitae de Artes. Desde 1996, leciona no departamento de artes plásticas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP.

Sorensen (1928)
Nascimento- 1928 – Bauru SP – 3 de novembro
Formação- 1952 – Paris (França) – A convite do governo francês, freqüenta o ateliê de André Lhote, onde conhece Picasso, Roonet e Fernand Léger
1953 – Paris (França) – Freqüenta a Escola Superior de Belas Artes, estudando com Gleizes e André Lhote
1958 – Rio de Janeiro RJ – Forma-se em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Brasil
Cronologia- Pintor, ceramista, tapeceiro, cenógrafo, figurinista, ilustrador, arquiteto, designer, poeta
1948 – Rio de Janeiro RJ – Vive nessa cidade
1948 – Trabalha com Di Cavalcanti, com quem pinta inúmeros painéis
1955 – s.l. – Faz cenários e figurinos para as peças Maria Conga de Augusto Boal e Anel de Saturno de Rosário Fuscc
1956/1970 – Ingressa como diretor de arte na TV Tupi, a convite de Assis Chateaubriand
1958 e 1962 – Recebe o Prêmio Melhor Figurinista do Ano, conferido pela crítica especializada
1961 – Recebe o Prêmio Melhor Diretor de Arte e Melhor Cenógrafo do Ano, conferido pela crítica especializada
1970/1981 – Rio de Janeiro RJ – Realiza a criação visual do programa Fantástico e de musicais e novelas da Rede Globo
1977/1985 – Trabalha como designer na área da comunicação (tevê e propaganda) e da moda

(1923) Carlos Páez Vilaró nasceu em Montevidéu, no Uruguai, em 1923. Em 1939 e se mudou para Buenos Aires, onde trabalhou como aprendiz de impressão no setor de Barracas industriais da capital argentina.Voltando a Montevidéu no final de 1940, ele desenvolveu um interesse na cultura afro-uruguaia.Em Montevidéu, principalmente nos bairros negros de “mediomundo” (“Middle Earth”), ele estudou o Candomblé e danças Comparsa característica da cultura Africana. Compôs inúmeras peças musicais nos dois gêneros e conduziu uma orquestra. Seu grupo de congas e bongôs foram decorados com desenhos temáticos.

Seu interesse pela cultura Africana, levou-o, mais tarde, para o Brasil que abriga a maior população do hemisfério ocidental de ascendência Africana. Páez Vilaró foi convidado pelo diretor do Museu de Arte Moderna de Paris, Jean Cassou, em 1956 para expor alguns de seus trabalhos. Ele viajou a Dakar, no final daquele ano – A sua primeira visita à África. Cada vez mais conhecido, Páez Vilaró foi convidado a criar um mural em 1959, para o túnel que levava ao novo anexo para a Organização dos Estados Americanos Washington, DC sede, o edifício da União Pan-Americana. Originalmente concebido para não ser maior do que 15 metros de comprimento, o mural completo (Raízes da Paz), media, depois de construído, 155 metros de comprimento e cerca de 2 metros de altura. Casapueblo, sua “escultura viva” e criação mais conhecida, é um destino turístico líder no Uruguai desde a década de 1960. O símbolo turístico de Punta del Este “Casapueblo”, fica a 130 km a leste de Montevidéu.  Ele comprou uma propriedade à beira-mar no leste do Uruguai cênica, o então desolado Punta Ballena, em 1958, um pequeno prédio de madeira que ao longo do tempo tornou-se “Casapueblo” (“House Village”).  Uma estrutura que lembra caiadas de cimento de Mykonos, foi construída em etapas pelo artista, para se assemelhar aos ninhos de barro criados por pássaros da região Hornero nativa, e hoje é sua casa, ateliê e museu. Embora residisse no Casapueblo. – sua “escultura viva” – em 1968, Páez Vilaró continuou a criar sobre a estrutura de seu desejo, às vezes acrescentando um espaço para um convidado especial, por exemplo. Mais tarde, ele abriu uma seção de Casapueblo com o turismo, e montou um resort Casapueblo.  Vilaró permaneceu próximo aos numerosos amigos de seus dias em Paris na década de 1950, particularmente Brigitte Bardot e Pablo Picasso, e em 1967, estabeleceu uma empresa de produção cinematográfica (“Dahlia”) com a ajuda de industriais europeus Gerard Leclery e Gunther Sachs.   Uma série de pinturas recentes do artista, está em exposição na Casapueblo. Ele continuou a criar murais e esculturas de diversos órgãos governamentais, sedes de empresas, casas particulares, e outros edifícios.

Carlos José Pasquetti (Bento Gonçalves RS 1948). Professor, pintor e desenhista. Gradua-se em pintura pela Escola de Belas Artes do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 1970 e, um ano depois, realiza sua primeira exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil de Porto Alegre. Ainda na década de 1970, leciona durante oito anos no departamento de arte dramática da UFRGS, fundando o grupo Nervo Óptico em 1976, e é premiado pela Universidade quando do 4° Salão de Artes Visuais. De 1980 a 1981, realiza sua pós-gradução na School of the Art Institute of Chicago, Estados Unidos, recebendo o título de Master in Fine Arts. De volta ao Brasil, atua como professor no departamento de artes visuais da UFRGS (1981 a 1991) e recebe o Troféu Scalp Destaque em Artes Plásticas em 1986. Em 1991, viaja para Europa, onde visita escolas e centros de Arte Contemporânea em Edimburgo e Glasgow, Escócia, e em Londres e Oxford, Inglaterra.

 

 

    Carlos Scliar (Santa Maria, Rio Grande do Sul, 1920 – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2001) foi pintor, desenhista, gravador, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico. Estudou com Gustav Epstein em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Rio-Grandense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista. Em 1942, publicou seu primeiro álbum de litografias, Fábula.

    Fez ilustrações para livros e cenários de teatro. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu, em 1944, o documentário Escadas, sobre os pintores Arpad Szenes (1897 – 1985) e Vieira da Silva (1908 – 1992). Convocado pela Força Expedicionária Brasileira, participou da Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945) na Itália entre 1944 e 1945. Morando em Paris de 1947 a 1950, entrou em contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez (1902 – 1968). De volta ao Brasil, fundou, com Vasco Prado (1914 – 1998), o Clube da Gravura de Porto Alegre.

    Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista Senhor entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte em 1962 com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb e Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Em 1969, foi publicado o Caderno de Guerra de Carlos Scliar com seus desenhos realizados durante a guerra. Na década de 1970, executou painéis para a prefeitura municipal de Porto Alegre. Entre 1992 e 1999, a mostra Ouro Preto, Saudade de Quem Te Ama percorreu várias cidades brasileiras. Em 1999, realizou o álbum de serigrafias 1500/2000 – A Redescoberta do Brasil.

 

Carlos Gustavo Tenius (Porto Alegre RS 1939). Escultor.  Estuda artes com o Fernando Corona em 1962. Dois anos depois, forma-se em escultura na Escola de Artes da UFRGS. Em 1965, torna-se auxiliar de ensino das cadeiras de escultura e modelagem desta escola. Em 1967, cria uma escultura para a sede do IAB/RS e no ano seguinte, desenvolve a Pira da Pátria para a Prefeitura de Porto Alegre. Entre 1972 e 1975, participa de vários concursos de arte, conquistando a primeira colocação em 1975, quando apresenta proposta ao monumento comemorativo do Centenário da Imigração Italiana, em Farroupilha RS. Em 1977, obtém a vaga de professor assistente no Instituto de Artes da UFRGS, por concurso público. Dois anos depois, desenvolve o monumento em homenagem ao Marechal Castelo Branco, implantado no Parcão, em Porto Alegre. Expõe em coletivas desde 1961, recebendo, no ano seguinte, a medalha de ouro no 19º Salão Paranaense e o título de melhor escultor nacional no 3º Salão de Curitiba.

(http://www.itaucultural.org.br/AplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=1364&cd_idioma=28555&cd_item=1)

    O gravador, fotógrafo e pintor Carlos Augusto Caminha Vergara dos Santos nasceu em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 1941. Na década de 1950, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, paralelamente à atividade de analista de laboratório, dedicou-se ao artesanato de jóias, que foram expostas na 7ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1963. No ano, voltou-se para o desenho e a pintura, realizando estudos com Iberê Camargo (1914 – 1994).

    Participou das mostras Opinião 65 e 66 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 1967, foi um dos organizadores da mostra Nova Objetividade Brasileira, que procurou fazer um balanço da vanguarda brasileira. Atuou ainda como cenógrafo e figurinista de peças teatrais. Neste período, produziu pinturas figurativas, que revelam afinidades com o expressionismo e a arte pop. Durante a década de 1970, utilizou a fotografia e o filme super-8 para estabelecer reflexões sobre a realidade. O carnaval passou a ser também objeto de sua pesquisa.

    Atuou ainda em colaboração com arquitetos, realizando painéis para diversos edifícios e empregando materiais e técnicas do artesanato popular. Em 1972, publicou o caderno de desenhos Texto em Branco, pela Editora Nova Fronteira. Durante os anos 1980, voltou à pintura, produzindo quadros abstratos geométricos nos quais explora, principalmente, tramas de losangos que determinam campos cromáticos. Desde o fim dos anos 1980, emprega pigmentos naturais e minérios, com os quais produz a base para trabalhos em superfícies diversas.

    Em 1997, realizou a série Monotipias do Pantanal, na qual explora o contato direto com o meio natural, transferindo para a tela texturas de pedras ou folhas, entre outros procedimentos.

Desenhista e gravadora. Porto Alegre, RS, 1953 – Porto Alegre, RS, 1992. Formada pelo Instituto de Artesda UFRGS em 1976, também frequentou o Atelie Livre da Prefeitura de Porto Alegre, onde mais tarde integrou o corpo docente, lecionando Desenho e História da Arte. Fez cursos com Paulo Peres, Danúbio Gonçalves, Rubens Gerchman, Álvaro Apocalypse e Baravelli. Em 1971 participou de coletivas de alunos do Instituto de Artes da UFRGS, dando início à carreira marcada por dois primeiros prêmios na III e IV Mutepla, Porto Alegre, 1974 e 1975. Neste último ano obtém menção hornrosa no 4º Salão do Jovem Artista – RBS, Porto Alegre. Em 1982 participou da 3º Mostra Internacional de Arte, Bilbao, Espanha. Expos individualmente na Galeria Arte&Fato, Porto Alegre, 1987. Foi responsável pela formação de toda a geração de desenhistas. Está catalogada no MARGS, Porto Alegre, como Carmem Silva  Moralles e representada no acervo com Câmara ardente, gravura em metal. Em 1996 é realizada a retrospectiva Curriculum Vitae, Sala Fahrion, Reitoria da UFRGS, Porto Alegre.

 

Nasceu em São Gabriel (RS) em 1950. Cursou a Faculdade de História da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Em 1982 realizou curso básico no Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Entre os responsáveis pela sua formação encontram-se os professores Maruso Caruso, Armando Almeida, Jailton Moreira, Danúbio Gonçalves, Alice Brueggemann e Norberto Stori. Desde 1984 participa de coletivas e salões. Realizou individual no L`Atelier D´Arte Maria Helena Rambor, em Porto Alegre, 1989. Neste mesmo ano obteve medalha de bronze no V Salão de Verão, Rio de Janeiro. Em 1995 realiza individual na Bublitz Decaedro, inspirada em figuras da estatuéria clássica grega, em Porto Algre, cidade onde vive e trabalha.

 

Hector Julio Páride Bernabó (Lanús, Argentina 1911 – Salvador BA 1997). Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista. Freqüenta o ateliê de cerâmica de seu irmão mais velho, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro, por volta de 1925. Entre 1941 e 1942, viaja por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduz com Raul Brié, para o espanhol, o livro Macunaíma, de Mário de Andrade (1893 – 1945), em 1943. Nesse mesmo ano, realiza sua primeira individual na Galeria Nordiska Kompainiet, em Buenos Aires. Em 1944, vai a Salvador, e se interessa pela religiosidade e cultura locais. No Rio de Janeiro, auxilia na montagem do jornal Diário Carioca, em 1946. É chamado pelo jornalista Carlos Lacerda (1914 – 1977) para trabalhar no jornal Tribuna da Imprensa, entre 1949 e 1950. Em 1950, muda-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga (1913 – 1990) ao secretário da Educação do Estado da Bahia, Anísio Teixeira (1900 – 1971). Na Bahia, participa ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior (1923), Genaro (1926 – 1971) e Jenner Augusto (1924 – 2003). Em 1957, naturaliza-se brasileiro. Publica, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustra livros de Gabriel García Márquez (1928), Jorge Amado (1912 – 2001) e Pierre Verger (1902 – 1996), entre outros.

(http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=1374&cd_idioma=28555)

  • Francisco Rodrigues de Souza. Pintor. São Paulo, SP – 04/04/1964;
    Trabalhou como Artista na empresa Arte
  • Estudou na instituição de ensino Artes
  • Mora em São Paulo

 

Dias, Cicero (1907 – 2003)    Cicero dos Santos Dias (Escada PE 1907 – Paris França 2003). Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor. Inicia estudos de desenho em sua terra natal. Em 1920, muda-se para o Rio de Janeiro, onde matricula-se, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes – Enba, mas não os conclui. Entra em contato com o grupo modernista e, em 1929, colabora com a Revista de Antropofagia. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expõe o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática, Eu Vi o Mundo… Ele Começava no Recife. A partir de 1932, no Recife, leciona desenho em seu ateliê. Ilustra, em 1933, Casa Grande & Senzala, de Gilberto Freyre (1900- 1987). Em 1937, é preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti, viaja para Paris onde conhece Georges Braque, Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, de quem se torna amigo. Em 1942, é preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, vive em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retorna a Paris onde integra o grupo abstrato Espace. Em 1948, realiza o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, é homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugura, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, é inaugurada a Sala Cicero Dias no Museu Nacional de Belas Artes – MNBA. Recebe do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos.

 (Rio de Janeiro RJ 1948)

Artista multimídia.

Cildo Campos Meireles iniciou seus estudos em arte em 1963, na Fundação Cultural do Distrito Federal, em Brasília, orientado pelo ceramista e pintor peruano Barrenechea (1921). Começa a realizar desenhos inspirados em máscaras e esculturas africanas. Em 1967, transfere-se para o Rio de Janeiro, onde estuda por dois meses na Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Nesse período, cria a série Espaços Virtuais: Cantos, com 44 projetos, em que explora questões de espaço, desenvolvidas ainda nos trabalhos Volumes Virtuais e Ocupações (ambos de 1968-1969). É um dos fundadores da Unidade Experimental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1969, na qual leciona até 1970. O caráter político de suas obras revela-se em trabalhos como Tiradentes – Totem-monumento ao Preso Político (1970). Cildo Meireles é reconhecido como um dos mais importantes artistas brasileiros contemporâneos.

 

Clara Pechansky é pintora, desenhista e gravadora. Bacharel em Pintura pela Universidade Federal de Pelotas (1956), com Licenciatura em Desenho e História da Arte pela UFRGS (1972). Estudou com Aldo Locatelli, Glenio Bianchetti, Glauco Rodrigues, Danúbio Gonçalves e Anico Herskovits. Realizou mais de 40 mostras individuais no Brasil e no exterior, e participou de mais de 80 exposições de Arte Gráfica em 18 países dos 5 continentes, tendo recebido 3 prêmios internacionais. Suas obras figuram em coleções públicas e particulares de vários países. A partir de 2001, com a abertura do Atelier Clara Pechansky, vem abrindo oportunidades para novos artistas.

(http://www.artistasgauchos.com.br/portal/?id=33)

CLARICE CATARINA JAEGER DORNELLES – CLARICE JAEGER. Natural de São Leopoldo, Rio Grande do Sul.
End. Lima e Silva, 529 / 05 – CEP.: 90050-101 – Porto Alegre – Brasil
Telefone: (51) 228.3123 E-mail: cljaeger@portoweb.com.br
FORMAÇÃO: Graduação em ARTES PLÁSTICAS – PINTURA – Instituto de Artes da UFRGS
Licenciatura em Artes Plásticas (não concluído),UFRGS, Arquitetura (não concluído), UNISINOS
CURSOS: GRAVURA com Armando Almeida, Atelier livre, Carlos Martins, Instituto de artes UFRGS Herculano Ferreira, Espíndola e Quaglia, GRAVURA no Festival de Inverno de Ouro Preto e Diamantina, Minas Gerais, Educação Artistica no Festival de Verão de Areias, Paraíba, DESIGN GRÁFICO com Joaquim Fonseca, MUSEU DE ARTE – RS , V Festival de Arte Cidade de Porto Alegre, com Hamilton Galvão e VI Festival de Arte Cidade de Porto Alegre com Charles Watson,X Festival de Arte de Porto Alegre com Nina Morais, aquarela com Frank Shoffero Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Ícones Russos – REITORIA da UFRGS.

Novo Hamburgo – RS – Brasil – Especialização em poéticas viuais: gravura, fotografia e imagem digital – 2000 / 2002 FEEVALE;
Especialização das Arte Visuais numa abordagem contemporânea – 1999 / 2001 FEEVALE;
Curso de Mitologia, James Joyce, Escritores do Século XX com Dr. Donaldo Schüller – 1997/1998/1999/2000/2001;
Monitoria da XXII Bienal de São Paulo – 1994/1995;
Monitoria do Paço das Artes – USP – São Paulo – 1995;
Cursos com Rosana Krug, Lurdi Blauth, Danúbio Gonçalves, Maristela Salvatori, Susana Hoffmann, Ernesto de Morais, Joana Moura, Paulo Chimenes, Maria Tomazelli e Eliane Santos Rocha, Rubem Grilo – 1991/2002;
Licenciatura de Belas Artes na FEEVALE – NH/RS – 1991;
Curso no Atelier da Escola Lorenzo de Medici – Florença/Itália – 1987;
Curso na Escola de Artes Barreiras – Valência/Espanha – 1986.

(http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Biografia_Artista.asp?idArtistaBiografia=1248)

    Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo em 1944. Pintor e mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, em suas primeiras obras, o artista revelou a influência da arte pop, pelo uso de imagens retiradas dos meios de comunicação de massa, como na série de pinturas Bandido da Luz Vermelha (1967), na qual remete à linguagem das histórias em quadrinhos.

    Tozzi trabalha com temáticas políticas e urbanas, utilizando com frequência novas técnicas em seus trabalhos, como a serigrafia. Em 1967, seu painel Guevara Vivo ou Morto, exposto no Salão Nacional de Arte Contemporânea, foi destruído a machadadas por um grupo radical de extrema direita, sendo posteriormente restaurado pelo artista.

    Claudio Tozzi viajou a estudos para a Europa em 1969. A partir dessa data, seus trabalhos revelam maior preocupação com a elaboração formal e perdem o caráter panfletário que os caracterizava. Começou a desenvolver pesquisas cromáticas na década de 1970. Nos anos 1980, sua produção abriu-se a novas temáticas figurativas, como é possível observar nas séries dos papagaios e dos coqueirais. Apresenta também a tendência à geometrização das formas. Na realização dos quadros, utiliza um rolo de borracha de superfície reticulada, o que agrega novos aspectos às suas obras, como textura e volumetria. Passou a realizar trabalhos abstratos, nos quais explora efeitos luminosos e cromáticos.

    Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como Zebra, colocado na lateral de um prédio da Praça da República, e outros na Estação Sé do metrô, em 1979, na Estação Barra Funda do metrô, em 1989, no edifício da Cultura Inglesa, em 1995, e na Estação Maracanã do metrô do Rio de Janeiro, em 1998.

Clodomiro Amazonas Monteiro (Taubaté, 1883 — São Paulo, 1953) foi um pintor, desenhista, ilustrador e restaurador brasileiro.

Fez sua estreia na pintura com 16 anos, restaurando telas e afrescos do convento Santa Clara de Taubaté. Casou-se muito cedo, aos 21 anos, e para sustentar a família mudou-se para São Paulo onde poderia ter maiores oportunidades de emprego. Isto se deu em 1906. Obteve colocação em um banco e, logo em seguida, numa repartição pública.  Em agosto de 1912 organiza sua primeira exposição no Salão Radium, em São Paulo. Apresentou 35 quadros na sua maioria paisagens.  Ambicionando uma bolsa para estudar na Europa através do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo, em 1914 tomou aulas de pintura com Augusto Luís de Freitas e, em seguida, com Carlo de Servi. Apesar desse esforço em aprimorar-se, não lhe foi concedida a cobiçada bolsa visto que a Europa já se encontrava em guerra. Seguiram-se, a partir de 1918 uma série de exposições que o tornaram paulatinamente um pintor conhecido e admirado.

Sua obra é basicamente paisagística, temática na qual se mostrou exímio. Bastante valorizados e procurados por colecionadores, os trabalhos de Clodomiro Amazonas são comparados em qualidade e beleza aos de Baptista da Costa.

Foi um dos idealizadores do Salão Paulista de Belas Artes.

Cloé Giacoboni é uma artista paisagista natural de Porto Alegre, Brasil. Suas obras são voltadas para a natureza, com destaque para o uso das cores.

A trajetória da artista iniciou em 1982 com a pintura em óleo sobre tela. Desde então, participou de mostras como a Exposição Internacional de Pintura em São Paulo, em 1992, a 1ª Feira de Arquitetura do Shopping Praia de Belas, em 1997, a Galeria Requinte do Shopping Iguatemi, em 1998 e mais recentemente, em 2008, realizou a mostra “Cores e Flores”, no TRT-RS. A pintora tem quadros vendidos na Alemanha, Estados Unidos, Holanda, Itália, Argentina, Uruguai e em vários estados brasileiros. Também participa de workshops como professora e demonstradora técnica de pintura. Produziu, ainda, a capa do CD do cantor Edgar Pozzer. Cloé Giacoboni mantém exposição permanente na Bella Vista Arte e Molduras (Rua Anita Garibaldi, número 146, bairro Mont Serrat – Porto Alegre/RS).

 

    Clóvis Graciano nasceu em Araras, São Paulo, em 1907, e morreu em 1988. Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador e ilustrador, ele passou a residir em São Paulo em 1934. Realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa (1904 – 1982) entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo (1902 – 1980), Mario Zanini (1907 – 1971) e Aldo Bonadei (1906 – 1974) e outros.

    Frequentou, como aluno ouvinte, o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo.

    Viajou para a Europa em 1949 com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Fez ilustrações de obras literárias, como o livro Cancioneiro da Bahia, de Dorival Caymmi (1914), publicado pela Editora Martins em 1947, e o romance Terras do Sem Fim, de Jorge Amado (1912 – 2001), pela Editora Record em 1987.

    Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural do Brasil em Paris. Ao longo de sua carreira, foi fiel ao figurativismo, com o predomínio de temas sociais.

Christina Balbão nasceu em Porto Alegre, em 1917. Foi professora do Instituto de Belas Artes e ajudou a organizar o Margs, desde a sua criação. Foi então que Ado Malagoli a contratou como assistente técnica quando o Museu funcionava junto ao Theatro São Pedro. Ela também trabalhou com Aldo Locatelli, João Fahrion e Alice Soares.

Foi assistente de Fernando Corona no Instituto de Artes. Junto com ele, lecionou escultura e modelagem. Também deu aulas de desenho por quase 40 anos. Era considerada uma mulher introvertida. Não gostava de falar de sua atividade artística. É apontada como mestra de várias gerações de artistas.

Christina morreu em 2007, aos 90 anos.

 

 

Cristina Bottallo

Nascida em 30 de setembro de 1967, natural de Santo André – SP, Cristina Bottallo é formada em Educação Artística e montou seu ateliê em 1990.

Especializada no ensino de técnicas de pintura e trabalhos manuais, desenvolve projetos e presta consultoria para empresas do segmento de materiais artísticos, ministrando aulas em eventos, programas de TV e publicações especializadas.

Participa do projeto Artesanato na Escola, que visa resgatar o ensino do artesanato nas escolas, tendo sido a responsável pelo desenvolvimento das técnicas e aplicação das aulas dirigidas aos educadores.

Além das atividades ligadas ao ensino, possui uma linha de serigrafias e pinturas que comercializa em galerias e lojas de decoração e é ilustradora.

 

Cundo Bermúdez, S/título, Litografia, 98 x 70 cm, 1992

 

Cundo Bermúdez foi um pintor cubano. Secundino (Cundo) Bermúdez Delgado em Havana,  nasceu em Cuba, em 1914,  morreu na Flórida, E.U.A., em 30 de outubro de 2008.Em 1926, Bermudez foi admitido no “Instituto de Havana” e em 1930 se matriculou na renomada Escola Nacional de Belas Artes “San Alejandro”, onde estudou pintura por dois anos. Em 1934,  ingressou na Universidade de Havana para estudar direito e ciências sociais, formou-se em 1941. Mais tarde,  viajou para o México e estudou na Academia de San Carlos . Expõe individualmente pela primeira vez em 1942. Em 1949 fundou a Associação de Pintores e Escultores de Cuba (APEC) . Em 1956 obtém o 1º Prêmio da Exposição Internacional do Caribe e, em 1973, conquista outra premiação na mostra “Tributio à Picasso”, em Washington, E.U.A.Participa ainda da Bienal de Veneza na Itália, e da de São Paulo, Brasil.

Pintora. Santa Maria, RS, 1956. Bacharel em Artes pela Universidade Federal de Santa Maria em 1983. Tem Participado de coletivas e salões, com destaque no Salão MARGS-35 Anos, 1989, e 15º Salão de Artes Plásticas da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa (Chico Lisboa), 1992, ambos em Porto Alegre. Neste mesmo ano expos individualmente na galeria João Fahrion, MARGS, em Porto Alegre.

 

Daniel Senise, Fogo Fátuo, Litografia, 98 x 70 cm, 1992

 

Daniel Senise nasceu em 1955 no Rio de Janeiro. Em 1980, se formou em engenharia civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo ingressado na Escola de Artes Visuais do Parque Lage no ano seguinte, onde participou de cursos livres até 1983. Foi aluno e professor na Escola de Artes Visuais do Parque Lage durante o período de 1986 a 1994. Sua carreira obteve destaque em 1985 ao expor na Grande Tela da 18° Bienal de São Paulo. Daniel Senise percorreu o mundo com algumas exposições individuais, como no Museum of Contemporary Art of Chicago em 1991 e no Museo de Arte Contemporáneo de Monterrey em 1994.

No início de sua carreira, sua produção era focada em temas e volumes vazios de imagens indefinidas que eram retiradas de objetos do cotidiano. Ao final da década de 1980 suas telas passam a adquirir cores intensas e variadas, enfocando paisagens imaginárias e descontínuas.Daniel Senise é conhecido como um artista que ativa o imaginário do espectador. Ele se preocupa com o modo de percepção e construção de imagens, pensa na imagem de forma fragmentada como instrumento de significação, identificação, recuperação e conhecimento do mundo complexo pós-moderno.O artista participou de inúmeras mostras coletivas, entre elas a Bienal de São Paulo, a Bienal de La Habana, em Cuba, a Bienal de Veneza, a Bienal de Liverpool, a Bienal de Cuenca, a Trienal de Nova Delhi, no MASP e no MAM de São Paulo, no Musee d’Art Moderne de la Ville de Paris, no MOMA, em New York, no Centre Georges Pompidou, em Paris, no Museu Ludwig, em Colônia, Alemanha.

Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

 

    Danúbio Vilamil Gonçalves nasceu em Bagé, Rio Grande do Sul, no dia 30 de janeiro de 1925, faleceu em Porto Alegre em 21 de abril de 2019, aos 94 anos. Quando tinha dez anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde viveu durante 14 anos. Pintor, desenhista, gravador e escritor, frequentou o ateliê de Candido Portinari (1903 – 1962) com Iberê Camargo (1914 – 1994). Em 1945, frequentou o ateliê do paisagista e pintor Roberto Burle Marx e do escultor August Zamoyski. Em 1946, estudou gravura e desenho na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, com Carlos Oswald (1882 – 1971), Axl Leskoschek (1889 – 1975) e Tomás Santa Rosa Júnior. Viajou para Paris e, entre 1949 e 1951, frequentou a Académie Julian.

    De volta ao Brasil, fundou o Clube de Gravura de Bagé, no Rio Grande do Sul, com Glauco Rodrigues (1929 – 2004), Glênio Bianchetti (1928 – 2014) e Carlos Scliar (1920 – 2001). Com esses artistas, mais Vasco Prado, integrou o Clube de Gravura de Porto Alegre entre 1951 e 1955. Desde 1963, orientou os alunos do curso de litogravura do Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre, instituição que dirigiu até 1978. No período entre 1969 e 1971, lecionou gravura no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IA/UFRGS). Entre 1970 e 1978, fez várias palestras e deu cursos de xilogravura, litografia, desenho e pintura no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

    Publicou os livros “Do Conteúdo à Pós-Vanguarda”, editado pela Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre em 1995, e “Processos Básicos da Pintura”, pela editora AGE em 1996. Em 2000, foi realizada uma exposição retrospectiva de sua produção no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Margs) e foi publicado o livro “Danúbio Gonçalves: Caminhos e Vivências”, pela editora Fumproarte, com textos de Paulo Gomes e Stori.

    Dedicou-se também ao mosaico, realizando obras em painéis na Igreja de São Roque, em Bento Gonçalves; no Santuário do Sagrado Coração de Jesus, junto ao túmulo do padre João Batista Reus, em São Leopoldo; e na Igreja de São Sebastião, em Porto Alegre. Sua obra está presente em inúmeras coleções particulares e em acervos como no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli, na Pinacoteca Pública Aplub (Porto Alegre), no Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro), na Pinacoteca do Estado de São Paulo, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo e no Museu de Arte Moderna de São Paulo, entre outros.

 

Nasceu em São Roque, SP em 12/03/1926 e faleceu na mesma cidade em 03/12/1987.

Darcy Penteado foi um artista plástico, desenhista, gravador, cenógrafo, figurinista, literato, autor teatral e pioneiro militante dos movimentos LGBT brasileiro.

Distinguindo-se sempre pelos elegantes desenhos a bico de pena, trabalhou primeiro em publicidade e como figurinista, ilustrando revistas de moda, passando logo a trabalhar em teatro, como figurinista e cenógrafo, tendo participado, na década de 1950, do TBC. Participou de inúmeras exposições, ilustrou livros e foi uma figura presente na cena cultural da cidade de São Paulo entre a década de 1950 e década de 1980, quando faleceu vitimado pela AIDS. Participou ativamente, durante os anos de repressão da ditadura militar, do jornal O Lampião, ativo na defesa dos direitos dos homossexuais. Atualmente, suas obras podem ser vistas no museu mantido pelo Centro Cultural Brasital, no município de São Roque, em São Paulo.

Dedicou-se durante os anos 50 à trabalhos na área de indumentária e cenografia, trabalhando com diretores representativos do período. Após os 10 anos, muda-se para São Paulo, para concluir seus estudos. Distingue-se pelos desenhos que realiza, levando-o a trabalhar em agências de publicidade, de desenho industrial e como figurinista de magazines. Faz retratos e, tornando-se conhecido, destaca-se no meio profissional.

Afastado do teatro durante algum tempo, Darcy retorna, em 1977, como o figurinista deVolpone, de Ben Johnson, direção de Antônio Abujamra. Envolve-se, na seqüência, com produções obscuras até lançar-se como autor em A Engrenagem, de 1978, direção de Odavlas Petti, assumindo abertamente a condição homossexual, assunto que será também explorado em sua primeira novela – A Meta -, editada no ano seguinte, período em que está francamente envolvido na luta contra a discriminação.

fonte: https://www.guiadasartes.com.br/darcy-penteado/biografia

Darel Valença Lins (Palmares PE 1924)

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador, professor.

Estuda na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, entre 1941 e 1942, e atua como desenhista técnico. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1946. Estuda gravura em metal com Henrique Oswald (1918 – 1965) no Liceu de Artes e Ofícios, em 1948. Dois anos depois, entra em contato com Oswaldo Goeldi (1895 – 1961). Atua como ilustrador em diversos periódicos, como a revista Manchete e os jornais Última Hora e Diário de Notícias. Entre 1953 e 1966, encarrega-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil. Com o prêmio de viagem ao exterior, recebido no Salão Nacional de Arte Moderna – SNAM do Rio de Janeiro, em 1957, viaja para a Itália, onde permanece até 1960. Ilustra diversos livros, como Memórias de um Sargento de Milícias, 1957, de Manuel Antônio de Almeida (1831 – 1861); Poranduba Amazonense, 1961, de Barbosa Rodrigues (1842 – 1909); São Bernardo, 1992, de Graciliano Ramos (1892 – 1953); e A Polaquinha, 2002, de Dalton Trevisan (1925). Leciona gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Masp, em 1951; litografia na Escola Nacional de Belas Artes – Enba, no Rio de Janeiro, entre 1955 e 1957; e na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado – Faap, em São Paulo, de 1961 a 1964. Entre 1968 e 1969, realiza painéis como os do Palácio dos Arcos, sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília.

Dario Mecatti (Florença, Itália, 1909 – São Paulo, SP, 1976)Pintor e desenhista.

Em torno de 1927, pinta cartazes para a sala de cinema de seu primo, em Florença. Recebe orientação artística do pintor e professor italiano Camillo Innocenti (1871-1961), embora não se matricule em nenhum curso oficial. Em 1933, realiza sua primeira exposição, em Florença, viajando em seguida para o Norte da África, onde percorre países como Líbia, Tunísia, e Argélia. Realiza exposições em algumas das cidades por onde passa. Entre 1936 e 1939 visita o Marrocos, onde produz diversos trabalhos retratando os costumes da região. Em 1939, viaja para a Ilha de São Miguel, nos Açores.

No ano seguinte, viaja para o Brasil ao lado dos pintores Renzo Gori e Silvio Nigri. Desembarca no Rio de Janeiro, onde realiza exposição na Sociedade Brasileira de Belas Artes. Viaja pelas cidades mineiras de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto e se muda, no final de 1940, para São Paulo. Entre 1941 e 1945, trabalha na Galeria Fiorentina. Participa do 7º Salão Paulista de Belas Artes, em 1941, recebendo pequena medalha de prata. Em 1945, se casa com a pintora Maria da Paz. Em 1946, constrói sua casa-estúdio, onde realiza exposições individuais anuais.

Em 1947, faz sua primeira viagem de volta à Itália, passando a viver e expor alternadamente no Brasil e na Europa. Durante as décadas de 1940 e 1950, expõe em diversas cidades brasileiras, além de realizar mostras em Buenos Aires e Montevidéu. Na Europa, expõe em Barcelona, Lisboa, Florença, Milão, San Remo e Berlim. Entre 1969 e 1976 é artista exclusivo da Galeria Irlandini, no Rio de Janeiro, que apresenta regularmente seus trabalhos. Em 1978, recebe homenagem póstuma no 42º Salão Paulista de Belas Artes.

David Manzur, Requiem Para Un Paisaje Amazónico, Litografia, 98 x 70 cm

David Manzur Londoño é um pintor colombiano nascido em 1929. Seus temas incluem naturezas-mortas, cavaleiros montados e santos.

Passou sua infância e adolescência em Bata, na Guiné Equatorial , nas Ilhas Canárias e em Sevilha , vivendo a Guerra Civil Espanhola e a Segunda Guerra Mundial na África e na Europa. 

Após retornar à Colômbia em 1947, se estabeleceu em Bogotá, onde começou a estudar arte, música e atuação. Estudou arte na Escola de Belas Artes de Bogotá e na Art Students League e Pratt Institute , em Nova York, e por  duas vezes consecutivas recebeu Bolsas Guggenheim  e uma bolsa de estudos da Organização dos Estados Americanos . Nos Estados Unidos, foi assistente de Naum Gabo , o escultor construtivista russo e pioneiro do cinetismo . 

Realizou sua primeira exposição individual no Museu Nacional da Colômbia, em 1953, quando tinha 24 anos, apresentando obras figurativas. Durante as décadas de 1960 e 1970, o Construtivismo foi uma parte importante de seu trabalho, e ele produziu principalmente trabalhos abstratos e experimentou materiais como madeira, linha e arame. Participou das bienais do méxico,Veneza, São paulo, Córdoba(Argentina) e Medellín(Colômbia).Pintor premiado, vive em Bogotá.

Décio Rodrigues Villares (Rio de Janeiro RJ 1851 – idem 1931). Pintor, escultor e caricaturista. Formado pela Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), no Rio de Janeiro, estuda na Europa, intercalando idas e vindas entre 1872 e 1881. Aluno de pintores consagrados como Victor Meirelles (1832-1903), Alexandre Cabanel (1823-1889) e Pedro Américo (1843-1905), é classificado em primeiro lugar em concurso para professor da Académie des Beaux-Arts [Academia de Belas Artes] de Paris, mas rejeita o cargo por não querer se naturalizar francês. Na França, adere a teses positivistas. Retorna definitivamente ao Brasil em 1881 e passa liderar, em 1888, o grupo dos positivistas que se contrapõe aos modernistas e às reformas que eles exigem que sejam implementadas na Aiba. Passa a desenhar caricaturas para jornais satíricos e, em 1889, participa da concepção da bandeira brasileira. Expõe em 1874, no salão de Paris, o quadro Paolo e Francesca da Rimini. Participa da 25ª e da 26ª Exposições Gerais de Belas Artes na Aiba. Parte de suas obras é incendiada porque sua esposa, num acesso de loucura logo após a morte de Villares, ateia fogo a seu ateliê.

Décio Villares forma-se na tradição instituída pela Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), Rio de Janeiro, trabalhando tanto na pintura quanto na escultura. Por influência de Pedro Américo (1843-1905) pinta temas bíblicos, e chega a receber uma medalha de ouro pela obra São Jerônimo, na Exposição Geral de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1879. Suas posições ressoam na pintura: nesse momento, a última década do império, Villares é um pintor de formação conservadora, religiosa, e católico fervoroso. Em sua estada na Europa, se aproxima da doutrina positivista, deixando para trás o catolicismo e afirmando-se na perspectiva positivo-materialista inaugurada pelo filósofo Auguste Comte. É nessa época que pinta as obras Queda do Cristianismo e Virgem da Humanidade para o templo positivista de Paris. Por suas ideias, recusa naturalizar-se francês, e perde o cargo de professor da Académie des Beaux-Arts [Academia de Belas Artes] de Paris, conquistado com mérito em concurso.

De volta ao Brasil, em 1881, depara-se com o cenário que leva à proclamação da república oito anos mais tarde. A abolição da escravatura, a formação de mercado interno urbano, a introdução do sindicalismo no país por trabalhadores imigrantes, todo esse panorama coincide com o interesse pelo progresso do pintor positivista. As obras do período retratam estadistas e figuras públicas como Benjamin Constant, Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, entre outros. E partilhando esse espírito de criação de uma identidade nacional republicana que participa da criação da nova bandeira. A tarefa é criar um símbolo que represente as ideias da república brasileira e é cumprida, ou ao menos esboçada, em apenas uma noite. Na escultura e na estatutária, Villares não faz por menos. Talentoso no trato com metais, é o criador de belíssimos bustos também de importantes nomes, principalmente da política. Uma dessas peças coloca-o em injusta celeuma, o Monumento a Júlio Castilhos, em Porto Alegre, é comparado às obras do escultor Auguste Rodin (1840-1917), a tal ponto que rende a Villares uma acusação de plágio.

Em Retrato de Senhora, de 1889, pertencente ao Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), podemos notar características que se repetem em boa parte da obra do pintor. Excelente retratista, suas qualidades no gênero reafirmam-se no retrato feminino. Nesta tela, é notável sua capacidade vigorosa de transmitir, no lânguido olhar da pintura, o ideal feminino de uma época. A figura da mulher toma todo o espaço. Pode-se perceber a influência francesa na pompa, na riqueza de detalhes, na ostentação da postura. Os traços são delicados e finos e a coloração já se deixa tocar pelo romantismo. A calmaria dos olhos numa excepcional composição com a firmeza do conjunto, transparece vivamente a poesia de um talento delicado e criativo.

Pintora e desenhista. Santa Cruz do Sul, RS. Formada pelo Centro de Artes da Universidade Federal de Santa Maria, atuou como monitora do professor Cláudio Carriconde. Tem participado de coletivas e salões. Fez individual na Galeria Geiger, Santa Maria, 1985. Seu nome completo é Djalmira de Freitas Rosa, assina seus trabalhos como Deja.

    Diego Rivera, de nome completo Diego María de la Concepción Juan Nepomuceno Estanislao de la Rivera y Barrientos Acosta y Rodríguez, nasceu em Guanajuato no dia 8 de dezembro de 1886 e morreu na Cidade do México em 24 de novembro de 1957. De origem judaica, foi um dos maiores pintores mexicanos. Casou-se quatro vezes, incluindo um tumultuoso enlace com a também artista Frida Kahlo.

    Desde sempre, Diego quis ser pintor e todos percebiam ter talento para isto. Ao ficar adulto, após estudar pintura na adolescência, participou da Academia de San Pedro Alvez, na Cidade do México, de onde partiu para a Europa, beneficiado por uma bolsa de estudos. Lá ficou de 1907 a 1921. Esta experiência enriqueceu-o muito em termos artísticos, pois teve contacto com vários pintores da época, como Pablo Picasso, Salvador Dalí e Juan Miró, e o arquiteto catalão Antoni Gaudí, que influenciaram a sua obra. Na época, começou a trabalhar num ateliê em Madrid, na Espanha.

    Acreditava que somente o mural poderia redimir artisticamente um povo que esquecera a grandeza de sua civilização pré-colombiana durante séculos de opressão estrangeira e de espoliação por parte das oligarquias nacionais culturalmente voltadas para a metrópole espanhola. Assim, como os outros muralistas, considerava a pintura de cavalete burguesa, pois, na maior parte dos casos, as telas ficavam confinadas em coleções particulares. Dentro desse conceito, realizou gigantescos murais que contavam a historia política e social do México, mostrando a vida e o trabalho do povo mexicano, seus heróis, sua terra, suas lutas contra as injustiças, as inspirações e as aspirações. Em 1930, Rivera foi para os Estados Unidos, onde permaneceu por quatro anos, pintando vários murais, inclusive no Rockfeller Center, em Nova York.

    Rivera era ateu e enfrentou grandes problemas por isto, sofendo muitos preconceitos. O seu mural “Sonho de uma tarde dominical na Alameda Central” retratava Ignacio Ramírez segurando um cartaz que dizia: “Deus não existe”. Este trabalho causou indignação, mas Rivera recusou-se a retirar a inscrição. A pintura não foi exposta por nove anos. Depois de Rivera concordar em retirar a inscrição, ele declarou: “Para afirmar ‘Deus não existe’, eu não tenho que me esconder atrás de don Ignacio Ramírez, eu sou ateu e considero as religiões uma forma de neurose coletiva”.

    O pintor foi casado quatro vezes. Sua primeira esposa foi a pintora russa Angellina Beloff. Com ela, Diego teve um menino. Após anos de casamento, Diego entrou em depressão ao ficar viúvo. Casou-se em seguida com Guadalupe Marín, com quem teve duas filhas. A terceira esposa foi a famosa pintora mexicana Frida Kahlo, com quem se casou em 1929 e teve uma relação muito conturbada por causa das mútuas infidelidades e também pelo fato de Rivera querer filhos e Frida ter sofrido muitos abortos (filhos dele) e não conseguir engravidar mais. Em 1954, ficou viúvo pela segunda vez. Depois da morte de Frida, casou-se com Emma Hurtado, em 1955. Conhecido por ser muito mulherengo, teve diversas amantes.

     Com Emma, viajou para a União Soviética para ser operado. De volta à terra natal, morreu em 24 de novembro de 1957 na sua casa estúdio, atualmente conhecida como Museu Casa Estúdio Diego Rivera e Frida Kahlo. Seus restos mortais foram colocados na Rotunda das Pessoas Ilustres, contrariando sua última vontade.

 

Aartista gaúcho, cujo talento já é reconhecido no Brasil e em outros países, como: Uruguai, Itália, França, Suíça, Portugal, Argentina e México.
Dimas Florêncio, autodidata e natural de Ronda Alta/RS. Aos 9 anos de idade manifestou seu interesse pela arte. Em 1987 foi para Porto Alegre,  onde dedicou-se a pintura. 
A leveza de suas obras, as cores luminosas, suas mulheres com belos traços e sua alegria em lecionar em vários países, fazem de Dimas um vitorioso, um autodidata realizado.
Passeia pelo figurativo com desenvoltura e atento aos detalhes. Nada mais pretende a não ser evoluir dentro de sua arte e passar sua arte aos que o procuram. É um artista bem sucedido.
 

    Dionisio Del Santo nasceu em 1925 em Colatina, Espírito Santo, e morreu em 1998, em Vitória, no mesmo estado.

    Pintor, desenhista e gravador, ele se transferiu para o Rio de Janeiro em 1946, tendo se iniciado no desenho por volta de 1940. Com pleno domínio dos processos serigráficos, foi, sobretudo, nesta técnica que se destacou no panorama da arte brasileira da segunda metade do século XX.

    Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro, em Brasília e em São Paulo, com destaque para a de estréia, em 1965, na Galeria Relevo. Também se sobressaem a retrospectiva de 1973 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e as de 1989 e 1990, apresentadas no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo, respectivamente.

    Del Santo participou da mostra Opinião 66 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, da Bienal de São Paulo em 1963 e de diversas coletivas. Obteve os prêmios de aquisição do Salão Nacional de Arte Moderna em 1967 e de isenção de júri em 1968. Em 1978, conquistou o prêmio Artes Plásticas do Instituto Brasil-Estados Unidos, no Rio de Janeiro.

 

Pintora e desenhista. Santo Ângelo, RS, 1956. Dedica-se à pintura a partir de 1981. É bacharel em desenho e plástica pela Universidade Federal de Santa Maria desde 1983. Catalogada no Dicionário de artes plásticas no Brasil, realizou, entre 1983 e 1988, diversas exposições coletivas e individuais no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Desenvolve estudos de teoria do não-objeto. Realiza pintura que segue as normas da escola abstrata. Participa de salões oficiais n Brasil. Expos no MARGS, Porto Alegre e Rembrandt Galeria de Arte, Buenos Aires, Argentina. Em 1994 expos individualmente na Bolsa de Arte de Porto Alegre. Vive e trabalha em Porto Alegre

 

 

Djanira da Motta e Silva (Avaré SP 1914 – Rio de Janeiro RJ 1979)

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora.

No final da década de 1930, passa a morar no Rio de Janeiro, onde tem suas primeiras instruções de arte em curso noturno de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier (1916 – 1990), hóspede da pensão que Djanira instala no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar (1920 – 2001), Milton Dacosta (1915 – 1988), Arpad Szenes (1897 – 1985), Vieira da Silva (1908 – 1992) e Jean-Pierre Chabloz (1910 – 1984), freqüentadores de sua pensão, proporcionam um ambiente estimulador que a leva a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realiza sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa – ABI. Em 1945, viaja para Nova York, onde conhece a obra de Pieter Bruegel (ca.1525 – 1569) e entra em contato com Fernand Léger (1881 – 1955), Joán Miró (1893 – 1983) e Marc Chagall (1887 – 1985). De volta ao Brasil, realiza o mural Candomblé para a residência do escritor Jorge Amado (1912 – 2001), em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viaja a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, torna-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realiza em 1963, o painel de azulejos Santa Bárbara, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publica um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes – MNBA, realiza uma grande retrospectiva de sua obra.

 

    Durval Pereira nasceu em 1917 em São Paulo, São Paulo, e morreu em 1984. Perdeu o pai aos nove anos e teve de trabalhar para ajudar sua família, fato que não o afastava dos desenhos. Aprendeu a retocar fotografias com o senhor José Piciochi e, mais tarde, foi trabalhar como retocador por conta própria e como cinegrafista do governo, sem, no entanto, abandonar a pintura.

    Em 1944, Durval recebeu seu primeiro prêmio, uma Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes. Então, foi viver da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes.

    Recebeu inúmeros prêmios e participou de muitas exposições coletivas, dentro e fora do Brasil. Em 1983, nos Estados Unidos, recebeu troféu. É considerado pelos norte-americanos como o maior impressionista dos tempos atuais.

Edgar Koetz (1914-1969) foi pintor, desenhista, gravador E artista gráfico . Dedicou-se, ao longo de sua carreira, ao desenho, à gravura e às artes gráficas. Fez parte do grupo de artistas gráficos que como capista e ilustrador, trabalhou para a Editora Globo, famosa por possuir uma seção de desenho dirigida pelo artista gráfico alemão Ernest Zeuner. Foi o capista predileto de Erico Verissimo, e atuou também na criação publicitária. Autodidata, foi um dos fundadores da Associação Riograndense de Artes Plásticas  Francisco Lisboa, em 1938, do Clube de Gravura de Porto Alegre, em 1950; e do Clube de Gravura de Bagé, em 1952. Foi um dos responsáveis pela abertura e atualização da arte gaúcha. Em 1945, passou a residir em Buenos Aires – na época o maior centro editorial da América Latina. Lá expôs e recebeu um prêmio da Câmara Argentina do Livro como artista gráfico pelo trabalho realizado na obra Juarez Maximiliano, de Franz Werfelpor . Participou da fundação da Escola Superior de Propaganda de São Paulo e ministrou cursos no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Foi o autor do selo comemorativo do IV Centenário da Cidade de São Paulo. A temática de sua obra é quase exclusivamente urbana. Desenhos e guaches do artista integram o acervo do MARGS Ado Malagoli e do Museu de La Plata.

 

Graduado em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1994), mestre em História da Arte e da Cultura pela Universidade Estadual de Campinas (1999) e doutor em Filosofia da Ciência pela Universidade de São Paulo (2007).  Desde 2007, é professor convidado na Escola do MASP, onde ministra cursos de história da arte do Renascimento. Desde 2008, é professor de História da Filosofia da Renascença na Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Unifesp, em duas áreas: arte e ciência na Renascença italiana, tendo como objetos de estudo os tratados de arte do período, e filosofia natural da Renascença, tendo como objetos de estudo a anatomia, a cosmologia e a formação da ciência moderna. Participa do Programa de Pós-Graduação em Filosofia, e ocupa-se atualmente de uma nova edição dos estudos de anatomia de Leonardo da Vinci, acompanhados de introduções e comentários. Uma vertente contemporânea de seus estudos de filosofia e história da ciência visa pensar consequências do rompimento com o senso comum feito pela ciência moderna, especificamente na área da neurociência cognitiva que, ao elaborar suas teorias, desconsidera noções intencionais. Atua principalmente nos seguintes temas: Filosofia Ciência; Ciência Arte; Renascença Ciência Moderna; Leonardo da Vinci Anatomia. (Texto informado pelo autor)

 

 

    Eduardo Sued nasceu no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, em 1925. Foi pintor, gravador, ilustrador, desenhista, vitralista e professor.

    Graduou-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro em 1948. No ano seguinte, estudou desenho e pintura com Henrique Boese (1897 – 1982). Entre 1950 e 1951, trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1907).

    Em 1951, viajou para Paris, onde frequentou as academias La Grande Chaumière e Julian. Em sua estada na capital francesa, entrou em contato com as obras de Pablo Picasso (1881 – 1973), Joán Miró (1893 – 1983), Henri Matisse (1869 – 1954) e Georges Braque (1882 – 1963). Retornou ao Rio de Janeiro em 1953 e frequentou o ateliê de Iberê Camargo (1914 – 1994) para estudar gravura em metal, tornando-se, mais tarde, seu assistente.

    Lecionou desenho e pintura na Escolinha de Arte do Brasil em 1956 e, no ano seguinte, transferiu-se para São Paulo, onde ministrou aulas de desenho, pintura e gravura na Fundação Armando Álvares Penteado de 1958 a 1963. Em 1964, voltou a morar no Rio de Janeiro e publicou o álbum de águas fortes “25 Gravuras”.

    O artista não se vincula a nenhum movimento, mantendo-se alheio aos debates da época. Sua carreira teve uma breve etapa pautada no figurativismo, mas logo se encaminhou para a abstração geométrica. Nos anos 1970, aproximou-se das vertentes construtivas, desenvolvendo sua obra a partir da reflexão acerca de Piet Mondrian (1872 – 1944) e da Bauhaus. Entre 1974 e 1980, ministrou aulas de gravura em metal no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Eduardo Vieira da Cunha (Porto Alegre RS 1956)

Fotógrafo, pintor e desenhista.Estuda desenho e linguagem de visão com Pamela Barr, em 1978, e forma-se em artes visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, em 1983. Entre 1978 e 1987 atua como repórter fotográfico do jornal O Globo, na sucursal de Porto Alegre, e nesta função percorre o litoral gaúcho, registrando-o em fotografias. Cinco anos mais tarde, é contemplado com bolsa de estudos da Capes, e cursa o Master of Fine Arts, no Brooklyn College da City University of New York, nos Estados Unidos. Participa de exposições promovidas pela universidade e, em 1989, recebe o prêmio Shaw 89 de apoio à arte, conferido pelos professores de arte da instituição. Regressando ao Brasil, desenvolve uma série de pinturas, frutos de pesquisa sobre mitos e metáforas de uma região específica do Rio Grande do Sul. Em 1992, é nomeado professor titular de fotografia no Instituto de Artes da UFRGS, função que já desempenha como auxiliar desde 1985. Participa do Salão Jovem Arte Sul América, no Margs, Porto Alegre, 1982; do Prêmio Pirelli de Pintura Jovem, no Masp, São Paulo, 1983; da mostras Arte Sul 89 e Arte Gaúcha Contemporânea, no Margs em 1989, e na Casa de Cultura Mário Quintana, em  Porto Alegre, 1991.

 

Edy Gomes Carollo nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 1921 e morreu na capital gaúcha em 2000. Iniciou seus estudos em pintura com seu pai, Sobragil Gomes Carollo.

De acordo como Walmir Ayala, “dedicou-se, nos primeiros tempos de aprendizado, a analisar a pintura de Rodolfo Amoêdo, de Baptista da Costa e dos impressionistas, embora recusasse influências desses pintores e da citada escola”. Conforme João Medeiros, foi um dos melhores no gênero paisagem.

Edy Gomes Carollo desenvolveu sua carreira no Rio de Janeiro, onde residiu e trabalhou. Sua pintura se caracteriza pela fidelidade ao real. Entre os temas abordados, encontram-se o gaúcho e cenas do interior mineiro com igrejas e casarios. O artista participou diversas vezes do Salão Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, entre 1955 e 1970, obtendo premiações. Também expôs no Salão Paulista de Belas Artes e no Salão de Belas Artes de Piracicaba.

Elena Castellanos – 9 de setembro de 1929 – 18 de outubro de 2000. Natural de Montevideo Uruguay. Estudou no Instituto Escuela Nacional de Bellas Artes de Montevideo.
Realizou inúmeras exposições no Uruguay, Argentina e Brasil, suas obras também estão em acervos no México, Portugal, Venezuela, Estados Unidos e Espanha.

Heil, Eli (1929)  Biografia
Eli Malvina Diniz Heil (Palhoça SC 1929). Pintora, desenhista, ceramista, escultora, tapeceira, poeta. Nos anos 1950, atua como professora de educação física. Autodidata, inicia sua produção artística em 1962. Nessa época, desenha animais e pinta paisagens de morros com casas, utilizando camadas espessas de tinta e cores saturadas. Em 1963, realiza sua primeira mostra individual, em Florianópolis. Nesse ano, o crítico e historiador da arte João Evangelista de Andrade Filho (1931) publica um ensaio sobre a obra da artista e a expõe em Brasília. Ainda nos anos 1960, começa a desenvolver objetos tridimensionais – aplica bonecos de pano na superfície da tela e, em seguida, cria seres imaginários com materiais diversos como cerâmica, cimento, madeira, argamassa e plásticos derretidos. Expõe individualmente no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC/USP, em 1966, a convite do historiador Walter Zanini (1925). Dois anos depois, passa a expor em países europeus. Participa da 1ª Bienal Latino-Americana de São Paulo, em 1978, e da seção de Arte Incomum da 16ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1981. O Museu de Arte de Santa Catarina – Masc realiza uma mostra retrospectiva de sua obra em 1982. A artista cria, em 1987, O Mundo Ovo de Eli Heil, na capital catarinense, onde monta seu ateliê e um espaço para exibição permanente de sua produção. Em 1994, é inaugurado oficialmente a Fundação O Mundo Ovo de Eli Heil. É autora do livro de poemas e desenhos Vomitando Sentimentos, 2000.

Eliseu Visconti (Salerno, Itália 1866 – Rio de Janeiro RJ 1944)

Pintor, desenhista, professor.

Eliseu D’Angelo Visconti vem com a família para o Rio de Janeiro, entre 1873 e 1875, e, em 1883, passa a estudar no Liceu de Artes e Ofícios, com Victor Meirelles (1832 – 1903) e Estêvão Silva (ca.1844 – 1891). No ano seguinte, sem deixar o Liceu, ingressa na Academia Imperial de Belas Artes – Aiba, tendo como professores Zeferino da Costa (1840 – 1915), Rodolfo Amoedo (1857 – 1941), Henrique Bernardelli (1858 – 1936), Victor Meirelles e José Maria de Medeiros (1849 – 1925). Em 1888, abandona a Aiba para integrar o Ateliê Livre, que tem por objetivo atualizar o ensino tradicional. Com as mudanças ocorridas com a Proclamação da República, a Aiba transforma-se na Escola Nacional de Belas Artes – Enba. Visconti volta a freqüentá-la e recebe, em 1892, o prêmio de viagem ao exterior. Vai à Paris e ingressa na École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts [Escola Nacional e Especial de Belas Artes]; cursa arte decorativa na École Guérin, com Eugène Samuel Grasset (ca.1841 – 1917), um dos introdutores do art nouveau na França. Viaja à Madri, onde realiza cópias de Diego Velázquez (1599 – 1660), no Museo del Prado [Museu do Prado], e à Itália, onde estuda a pintura florentina. Em 1900, regressa ao Brasil e, no ano seguinte, expõe pela primeira vez na Enba. Executa o ex-libris para a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e vence o concurso para selos postais e cartas-bilhetes, em 1904. Em 1905 é convidado pelo prefeito da cidade, engenheiro Pereira Passos, para realizar painéis para a decoração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre 1908 e 1913, é professor de pintura na Enba, cargo a que renuncia por descontentamento com as normas do ensino. Retorna à Europa para realizar também, entre 1913 e 1916, a decoração do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e só se fixa definitivamente no Brasil em 1920. Segundo alguns estudiosos, é considerado um praticante do art nouveau e do desenho industrial e gráfico no Brasil, com obras em cerâmica, tecidos e luminárias.

 

Nasceu em Porto Alegre – RS.
Estudou desenho com Paulo Peres, xilogravura com Danúbio Gonçalves, pintura com Ado Malagoli e Iberê Camargo, escultura com Sônia Ebling, Vasco Prado, Xico Stokinguer e Carlos Tênius, no ateliê livre da prefeitura.
Graduada em Belas Artes e Arquitetura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde desenvolveu pesquisas no campo da linguagem visual, bi e tridimensionais .
Foi membro da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa.
Já em São Paulo, lecionou escultura na Galeria Arte – Escultura São Paulo e em seu ateliê.
2004
Exposições individuais:”O Caminho se faz ao andar” e “No voo das borboletas, o refúgio dos vagalumes” – Centro Cultural da Caixa Econômica Federal – BRASILIA/DF
Instalação “Palavras que Inspiram”, Re-leitura do livro de MOACYR SCLIAR “O Exercito de Um Homem Só” – Shopping D&D São Paulo
Coletiva “400 anos de São Paulo” – Pátrio do Colégio – São Paulo

(Cluj, Romênia 1916 – Paris, França 1990) Pintor, muralista. Estuda na Accademia di Belli Arti de Brera [Academia de Belas Artes de Brera], em Milão, Itália, de 1935 a 1938.

Marcier viveu em Bucareste e, de 1935 até 1938, estudou na Real Academia de Belas Artes de Brera (Accademia di Belli Arti de Brera), em Milão, conhecendo a pintura italiana do pré-renascentismo. Em 1939, ele fez um curso de escultura na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, em Paris, onde montou seu ateliê. Colaborou com a revista O Cruzeiro, viajando, em 1942, entre diversas cidades históricas mineiras. Entre 1947 e 1950, começou a trabalhar em obras murais, baseado na arte mural italiana dos séculos XIII e XIV (ver afresco). Marcier executou murais com temas religiosos em Barbacena, que se tornou o seu modelo de paisagens, na Capela Cristo Rei de Mauá, em São Paulo, e no antigo convento dos Dominicanos (hoje Escola da Serra) em Belo Horizonte, onde pintou o “Encontro em Emaús”, afresco que foi restaurado em 2009.  A partir de 1971, sua morada passou a ser definitivamente o Rio de Janeiro.

 

    O pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, em 1897 e morreu na mesma cidade em 1976. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914 na revista Fon-Fon.

    Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons (1865 – 1939). Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade (1890 – 1954) e Mário de Andrade (1893 – 1945), Guilherme de Almeida (1890 – 1969), entre outros.

    Em 1921, ilustrou A Balada do Enforcado, de Oscar Wilde (1854 – 1900), e publicou o álbum Fantoches da Meia-Noite, editado por Monteiro Lobato (1882 – 1948). Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã.

    Em Paris, frequenta a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como Pablo Picasso (1881 – 1973), Georges Braque (1882 – 1963), Fernand Léger (1881 – 1955), Henri Matisse (1869 – 1954), Jean Cocteau (1889 – 1963)  e Blaise Cendrars (1887 – 1961). Voltou a São Paulo em 1926 e trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite.

    A estada em Paris marcou um novo direcionamento em sua obra. Conciliando a influência das vanguardas européias com a formulação de uma linguagem própria, adotou uma temática nacionalista e preocupou-se com a questão social. Em 1928, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou, em São Paulo, com Flávio de Carvalho (1899 – 1973), Antonio Gomide (1895 – 1967) e Carlos Prado (1908 – 1992), o Clube dos Artistas Modernos.

    Em 1933, publicou o álbum A Realidade Brasileira, uma sátira ao militarismo da época. Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française, nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador e publicou poemas e memórias de viagem. Em 1972, seu álbum 7 Xilogravuras de Emiliano Di Cavalcanti foi editado pela Editora Chile.

 

    O pintor, desenhista e gravador Ênio Lippmann nasceu no dia 1º de dezembro de 1934  em Rio Pardo, Rio Grande do Sul e morreu em 2014, em Porto Alegre, RS. Realizou seus primeiros estudos de pintura em Petrópolis, Rio de Janeiro. Depois de passar um ano em Santa Maria, foi residir em Porto Alegre, onde concluiu o curso de artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Fez cursos livres de arte com Iberê Camargo, Marcelo Grassmann e Francisco Stockinger.

    Realizou inúmeras exposições coletivas e individuais. Entre os diversos prêmios que recebeu, destacam-se o Primeiro Prêmio em Desenho no Salão da Câmara Municipal de Porto Alegre, em 1960, o Prêmio Divisão de Cultura para Melhor Artista Gaúcho, em 1962; e Menção Honrosa na edição de 1969 do Salão de Artes Visuais do Paraná.

    Realizou, em 1993, a retrospectiva Ênio Lippmann, Quatro Décadas: Pintura, Desenho, Gravura, no Espaço Cultural BFB, em Porto Alegre, e, em 1998, individual na Cacco Zanchi Kuns Gallery, Bélgica.

 

 

    Enrico Bianco nasceu em 1918 em Roma, Itália. Iniciou seus estudos em Roma, na década de 1930, com Maud Latour. Ali realizou sua primeira exposição individual, em 1936. Chegou ao Brasil em 1935, fixando-se no Rio de Janeiro.

    No Rio de Janeiro, entre 1935 e 1937, estudou com Portinari no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal. Foi assistente de Portinari na realização dos murais do prédio do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, e da sede da ONU, em Nova York. Participou da I Bienal de São Paulo, em 1951. Trabalhou também na ilustração de livros, entre os quais O caçador de esmeraldas, de Olavo Bilac, edição dos Cem Bibliófilos do Brasil (1951).

    Realizou várias individuais, em destaque a do Museu Nacional de Belas Artes, em 1982. Em 1996, integrou a mostra Visões do Rio: 50 Anos Banerj, no Museu de Arte Moderna.

    Bianco pintou especialmente paisagens, naturezas mortas e cenas do campo, num trabalho que evoca a tradição do “saber fazer” de grandes pintores pelo labor incessante e a elaboração técnica.

Gravador e pintor, Áustria. Fixou-se no Rio Grande do Sul na década de 30. É citado por Ângelo Guido em As artes plásticas no Rio Grande do Sul. Participou da mostra Arte Rio-Grandense do Passado ao Presente, Galeria do Instituto de Belas Artes, Porto Alegre, 1961. Seu nome completo é Gustavo Epstein. Consta no Dicionário brasileiro de artistas plásticos.

 

Porto Alegre – RS – Brasil
Erico di Primio Leitão dos Santos nasceu em Cacequi, Rio Grande do Sul, Brasil, em 1952. Fez desenho publicitário, ilustrações e cartoons. Formou-se em Direito em 1978. Exerceu advocacia, magistério e serviço público com funções de procurador autárquico. Atua no mercado de arte brasileiro desde os anos 70, com participações em salões oficiais, importantes mostras coletivas e diversas individuais. Obteve prêmios e homenagens especiais. Pintou a Via Sacra para a Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Porto Alegre. Erico Santos é aclamado pela crítica um pintor por excelência e um dos expoentes do mercado de arte do Rio Grande do Sul, considerado um dos cinco artistas mais carismáticos. Foi jurado em salões oficiais, proferiu palestras e escreveu sobre arte para jornais e revistas de cultura. Autor dos livros Pintura & Palavra, Porto Alegre, 1998 e Arte: emoção e diálogo, Porto Alegre, 1999. Verbete nos seguintes dicionários: Art Trade International Guide of Quotation, de Narcizo Martins, Porto, Portugal, 1993; Artes Plásticas Brasil, de Julio Louzada, São Paulo, diversas edições; e Dicionário de Artes Plásticas no Rio Grande do Sul, de Renato Rosa e Decio Presser, Porto Alegre, l997. Citado nos livros: Atuar Arquitetura & Decoração, de Renato Andreuchetti, Porto Alegre, 1998; Arte Brasil, Série Artistas Brasileiros, vol. 9 e Artes Plásticas Brasil 500,R Editora, Belo Horizonte, 2000 e Anuário de Artes Plásticas Brasileiro, Belo Horizonte, 2001, sendo a capa do livro.

Ernane Cortat é um conhecido artista naif contemporâneo, que consta entre os maiores nomes do gênero no cenário nacional e internacional. Nascido na vila de Santa Clara, distrito de Porciúncula, estado do Rio de Janeiro. Filho de Geraldo Vieira Cortat e Neréa Ramos Cortat. É formado em Psicologia Clínica. Mora na cidade do Rio de Janeiro – Brasil. Começou a pintar profissionalmente em 1976. Criado em uma família de pintores, seu irmão, Sylvio Cortat, foi uma das pessoas que mais o influenciou, quem o incentivou a começar a se dedicar mais à pintura, que só aconteceu quando se mudou para os EUA. Sylvio também desenvolveu obras de arte Naif, indo em direção a tendências diferentes. Ernane Cortat já fez 53 exposições individuais e mais de 200 exposições coletivas em cidades como Rio de Janeiro, Brasília, Bogotá, Santiago do Chile, New York, Washington, Miami, Paris, Londres, Nápolis , Tel Aviv, Caracas , São Paulo entre outras.

 

Bianco, Esther (1934)   Esther Lurdes Benetti Bianco (Porto Alegre RS 1934). Pintora e gravadora. Gradua-se em artes plásticas pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1961. Faz, entre 1977 e 1980, cursos de aperfeiçoamento em gravura em metal e litogravura no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre, estudando com os artistas Carlos Martins, Luiz Paulo Baravelli (1942), Branca Oliveira (1956), Michel Chapman (1948) e Iole Di Natale (1941). No ano 2000, participa da exposição Brasil 500 Anos – Navegadores de Imagens, realizada na Usina do Gasômetro em Porto Alegre, que posteriormente é editada em livro, com fotos de Luiza Fontoura (1931), Nelson Jungbluth (1921), Esther Bianco e Astrid Linsenmayer (1936), entre outros. Participa, em 2001, de workshop em comemoração aos 25 anos da Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul, FAMURS, realizando pinturas com a interação do público, no Espaço Cultural da FAMURS.

Ettore Federighi (Muzambinho, 24 de agosto de 1909 — São Paulo, 3 de dezembro de 1978)

Ettore sempre retratou sua cidade no interior de Minas Gerais. Quando era criança, realizou sua primeira pintura com uma paisagem que viu no alpendre de uma parede, em uma casa de sua cidade. Observando cada traço, voltou à sua casa onde reproduziu a cena vista, indo e voltando do lugar onde viu a pintura. Terminado sua obra, pintou a moldura com cordão e pregos, para quem olhasse tivesse a impressão de que estivesse inclinado. Posteriormente decorou outros cômodos e paredes de sua casa após o término de sua primeira pintura. Após o artista pintar o rosto de Jesus num quadrinho, foi chamado para trabalhar num circo da cidade onde quiseram leva-lo para a Europa, mas rejeitou o pedido. Sua arte tinha características de quadricular o papel, observar proporções, estabelecendo simetrias, como se estivesse ampliando uma fotografia foi a marca de suas obras. Pintou prédios, paredes, placas, painéis, letreiros, sendo assim convidado a decorar a Igreja de Paraisópolis em Minas Gerais, na idade de 15 anos.

Também tocava violão, piano, flauta, gaita, clarineta e outros instrumentos, apenas de ouvido. Outro de seus talentos era plasmar máscaras em barro e gesso, pintando e vendendo para o carnaval.  Lecionou pintura em São Paulo, por muitos anos, onde deixou alunos da alta sociedade paulista.

 

Eugênio de Proença Sigaud ( Stº Antônio do Carangola / RJ, 1899 – Rio de Janeiro, RJ, 1979).

Pintor, gravador, artista gráfico, vitralista, ilustrador, cenógrafo, crítico, professor, arquiteto e poeta.
Graduado em engenharia-agrônoma pela Escola de Agronomia de Belo Horizonte, ao mudar para o Rio de Janeiro, fez curso livre de desenho e faculdade de Arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes.
Ao lado de Quirino Campofiorito (1902-1993), Milton Dacosta (1915-1988), Joaquim Tenreiro (1906-1922) e José Pancetti (1902-1958), integrou o Núcleo Bernardelli, em 1931. Movimento de oposição ao conservadorismo reinante na Enba- Escola Nacional de Belas Artes, o grupo propõe, entre outras iniciativas, a democratização do ensino técnico e o acesso livre aos salões de arte.
De 1935 a 1937, estudou com Cândido Portinari no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal e integrou-se no Grupo Portinari.
Na década de 50, executou o projeto arquitetônico e decorativo do edifício-sede do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros e projetou – a pedido de seu irmão, o bispo Geraldo Sigaud – toda a decoração e pintura do interior da Catedral Metropolitana de Jacarezinho, no Paraná.

Conhecido como o pintor dos operários, Sigaud explora em suas telas, de maneira intensa e militante, o tema do trabalho, sobretudo a partir de meados dos anos 1930. É quando passa a participar do Grupo Portinari, em 1935, e assume uma postura explícita de defesa de formas de expressão mais populares, como a pintura mural. Telas antológicas como A Torre de Concreto, 1936, e Acidente de Trabalho, 1944, ambas pertencentes ao Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), correspondem à fase mais intensa da representação proletária em sua produção e mostram como ele não apenas traz à cena o povo anônimo, mas busca representá-lo em seu contexto produtivo, em meio às construções simbolizadas por vertiginosas estruturas de ferro, andaimes, cordas e outras referências ao cotidiano dos canteiros de obra. Com influência do muralismo mexicano, do nacionalismo de Portinari e marcado por um diálogo intenso com o expressionismo, Sigaud reforça o caráter dramático das cenas por meio de ângulos inusitados, da deformação dos personagens, do contraste cromático e de uma composição bastante verticalizada e um tanto claustrofóbica da paisagem urbana.

 

 

    Evans Fodrini, artista plástico uruguaio, nasceu em 1960, em Maldonado. Em 1975, ingressou no ateliê do pintor Manolo Lima, formado no estúdio de Torres Garcia, importante mestre da pintura nacional do Uruguai e reconhecido internacionalmente. Nesse ateliê, Fodrini ficou até 1979.

    Seu compromisso com a arte lhe permitiu expor em importantes galerias uruguaias e do Exterior, inclusive o Brasil. Atualmente, dirige o site de divulgação Arte e Cultura do Uruguai.

 

    Fang Chen Kong Fang nasceu em 1931 em Tung Cheng, na China, e morreu em 2012, no Brasil. Veio para o Brasil com a família em 1951. Pintor, desenhista, gravador e professor, Fang Chen Kong Fang estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Entre 1954 e 1956, após estudar pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo, iniciou a procura do seu próprio caminho artístico.

    No desenho, por bastante tempo, ele se deliciou com o assunto dos cavalos em movimento, que aprendeu com seu mestre, dentro dos limites do naturalismo. Em seu desenvolvimento, entrou a tentativa do abstracionismo. Pressionado pela moda da pintura abstrata que dominava o país, ele tentou, entre 1965 e 1967, tornar-se abstrato. Foram anos de sofrimento. O abstracionismo não estava em seu sangue.

    A onda da nova figuração libertou-o desses anos de sofrimento. Ele voltou aos seus temas figurativos e prediletos: casarios, plantas, naturezas mortas, paisagens, brinquedos de criança etc. e desenvolveu o expressionismo oriental. Em 1972, lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo.

Farnese de Andrade Neto (Araguari / MG, 1926 – Rio de Janeiro, / RJ, 1996), pintor, escultor, desenhista, gravador e ilustrador. Estudou em Belo Horizonte onde teve aulas de desenho – com Guignard como professor e colegas como Amilcar de Castro, Mary Vieira e Mário Silésio – na Escola do Parque. Depois mudou para o Rio de Janeiro onde havia mais recursos para o tratamento de sua tuberculose pulmonar.

Trabalhou como ilustrador para o Suplemento Literário do Diário de Notícias, Correio da Manhã, Jornal de Letras, e em periódicos como Rio Magazine, Sombra, O Cruzeiro, Revista Branca e Manchete.

Aperfeiçoou sua técnica de gravura em metal no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, tendo como orientador Johnny Friedlaender. Conheceu, nesse ateliê o artista Rossini Perez e com ele produziu trabalhos durante três anos.

A partir de 1964, passou a criar obras de materiais descartáveis naturais e industriais recolhidos por ele, como brinquedos destruídos, imagens de santos, cacos de vidro, conchas, mariscos e outros objetos marinhos. Também utilizava móveis adquiridos em antiquários, depósitos, brechós ou mesmo na rua. Presentes em suas obras também estão fotografias antigas, inclusive de sua própria família. No final da década de 60 além dos materiais perecíveis adquiridos de fontes diversas, ele acrescentou um novo material em suas obras: resina de poliéster.

Foi para a Espanha (Barcelona) – com o Prêmio de Viagem ao Exterior ganho no Salão Nacional de Arte Moderna – e lá montou seu estúdio que permaneceu até 1975 quando voltou para o Brasil (Rio de Janeiro) e morou até sua morte.

 

 

 

    Fayga Perla Ostrower foi uma artista plástica brasileira nascida na Polônia. Ela nasceu no dia 14 de setembro de 1920 em Lódz e morreu em 13 de setembro de 2001 no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. Atuou como gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora.

   De família judia, Fayga viveu na Alemanha, mudou-se para a Bélgica e emigrou para o Brasil em 1934. Casou-se, em 1941, com o historiador Heinz Ostrower, com quem teve dois filhos, Carl Robert e Anna Leonor (Noni).

   Cursou artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, estudando xilogravura com o austríaco Axl Leskoscheck e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1955, viajou por um ano para Nova York com uma bolsa de estudos da Fundação Fullbright.

    A obra de Paul Cezanne lhe exerceu grande fascínio e contribuiu para que adotasse o estilo abstrato, causando reação de críticos e colegas. Realizou diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Seus trabalhos se encontram nos principais museus brasileiros, da Europa e das Américas.

    Recebeu numerosos prêmios, entre os quais o Grande Prêmio Nacional de Gravura da Bienal de São Paulo (1957) e o Grande Prêmio Internacional da Bienal de Veneza (1958). Nos anos seguintes, os grandes prêmios nas bienais de Florença, Buenos Aires, México e Venezuela, entre outros.

   Entre 1954 e 1970, desenvolveu atividades docentes na disciplina de composição e análise crítica no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. No decorrer da década de 1960, lecionou no Spellman College, em Atlanta, Estados Unidos, na Slade School da Universidade de Londres, Inglaterra, e, posteriormente, como professora de pós-graduação em várias universidades brasileiras. Durante aqueles anos, desenvolveu também cursos para operários e centros comunitários, visando à divulgação da arte. Proferiu palestras em inúmeras universidades e instituições culturais no Brasil e no exterior.

Fernand Léger (1881-1955) foi um pintor francês, um dos mais destacados pintores do Cubismo, importante movimento artístico do século XX.

Fernand Léger (1881-1955) nasceu em Argentan, na Baixa Normandia, França, no dia 04 de fevereiro de 1881. De família de camponeses normandos, ainda criança mostrou seu interesse pelo desenho. Com 16 anos foi para Caen, capital da Alta Normandia para trabalhar como aprendiz de arquiteto.

Em 1900, mudou-se para Paris, onde trabalhou como desenhista em um escritório de arquitetura e retoques fotográficos. Entre 1902 e 1903 prestou serviço militar em Versailles. Depois de reprovado no exame de ingresso na Escola de Belas Artes de Paris, em 1903 entrou para a Escola de Artes Decorativas e para a Academia Julien. Nessa época frequentou vários ateliês e passou a ser atraído pela obra de Césanne.

Em 1909, Fernand Léger se aproxima dos artistas que seguiam o Cubismo, entre eles, os poetas Apolinaire, Max Jacob e Blaise Cendrars, e os pintores George Braque e o espanhol Pablo Picasso. Em 1911, realiza sua primeira exposição no Salão dos Independentes, onde se destacou com a tela “Nus na Floresta”. No ano seguinte participou da Section D’Or, em Paris, e publicou na revista Der Sturm, “Les Origines de la Peinture Contemporaine”. Nessa época realiza diversas exposições em Paris, Moscou e Nova York.

Em contato com o Cubismo, Legér não aceitou sua representação exclusivamente analítica para representar o mundo real, seus trabalhos apresentavam formas curvilíneas e tubulares, em contraste com as formas retilíneas usadas por Picasso e Braque. No quadro “Mulheres de Azul”, que marca o apogeu de sua fase de cubista, se percebe as características pessoais que o diferenciam do movimento.

Em 1914, com a eclosão da Primeira Guerra seus trabalhos são interrompidos durante quatro anos, quando foi enviado à frente de batalha. Em 1918, volta a expor suas obras, assina contrato com uma galeria e realiza grandes pinturas, cada vez mais influenciado pelo Modernismo, afasta-se da abstração. Entre os anos de 1923 e 1924, recebe Tarsilla do Amaral em seu ateliê.

Nos anos 30, Fernand Léger passou a fazer desenhos para vitrais, mosaicos e cerâmicas, além de cenários para o teatro e balé, projetos de decoração e trabalhos para o cinema, entre eles, a direção do filme “Le Balet Mécanique” (1924). Em 1935, fez uma exposição de suas obras no Instituto de Artes de Chicago.

Em decorrência da Segunda Guerra Mundial, Léger se refugia nos Estados Unidos, onde vive entre 1940 e 1945. Nessa época, continua a dissociar a cor do desenho, procedimento que não abandona mais. Em 1945 voltou para a França, levando uma série de composições inspiradas na paisagem industrial americana. Passa a produzir obras em série, retratos, temas dos divertimentos populares, como ciclistas, palhaços, acrobatas, entre outros.

Fernand Léger faleceu em Gif-Sin-Yvette, Seine-et-Oise, França, no dia 17 de agosto de 1955.

Baril, Fernando (1948)   Fernando Baril (Porto Alegre RS 1948). Pintor, professor e desenhista. Inicia em 1959 estudos de desenho e pintura com Vasco Prado(1914-1998). Em 1967 ajuda a organizar e participa da 1ª Feira de Artes Plásticas de Porto Alegre. Na década de 60, viaja para a Europa e Israel diversas vezes a fim de estudar. Em 1971 inicia curso de arquitetura. Cursa xilogravura e pintura no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre em 1973. Dedica-se exclusivamente à arte a partir de 1977. Paralelamente aos estudos realizados na década de 70, inicia atividades docentes, ajudando a formar um grupo de artistas rio-grandenses. Leciona no Ateliê Encontro de Arte, onde se constitui, no início da década de 80, o Grupo Pigmento, formado por artistas interessados em dar continuidade aos estudos iniciados com Baril. Entre 1978 e 1980, mora em Madri e cursa pós-graduação em pintura e procedimentos pictóricos, na Facultad de Bellas Artes de San Fernando. Em 1982 viaja aos Estados Unidos e ao Canadá para realizar cursos de arte em Los Angeles e Vancouver. Durante a década de 1990, assessora o Grupo da Quinta e leciona no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Em 2001 dá curso de criatividade e técnica de pintura, no Estúdio Arte Integrada, na cidade de Novo Hamburgo.

(Medellin, Colômbia 1932)

Fernando Botero é um pintor e escultor.

Em 1948, ele começou trabalho como um ilustrador. Mudou-se para Bogotá em 1951 e realizou sua primeira mostra internacional no Leo Matiz Gal. Partindo para Madrid em 1952, estudou na Academia de San Fernando. De 1953 a 1955, aprendeu a técnica de afrescos e história da arte em Florença, que tem influenciado suas pinturas, desde então. De volta à Colômbia, expôs na Biblioteca Nacional, em Bogotá, e começou a lecionar na Escola de Belas Artes da Universidade Nacional; naquele mesmo ano, passou algum tempo no México, estudando os murais políticos de Rivera e Orozco, cuja influência é evidente em sua perspectiva política.

A visita de Botero aos Estados Unidos em fins da década de 1950 motivaria, dez anos mais tarde, sua volta à Nova Iorque e o trabalho nesta cidade. Embora o expressionismo abstrato lhe interessasse, buscou inspiração no renascentismo Italiano. Durante este período, começou a experimentar a criação do volume em suas pinturas, expandindo as figuras e comprimindo o espaço em torno delas, uma qualidade que continua explorando ao pintar retratos de grupos imaginários ou paródias sobre o trabalho de mestres famosos.

Com um grande número de exposições na Europa e nas Américas do Norte e do Sul, Botero recebeu inúmeros prêmios, inclusive o Primeiro Intercol, no Museu de Arte Moderna de Bogotá, e figura no acervo dos principais museus em todo o mundo. Desde o início da década de 1970, Botero divide seu tempo entre Paris, Madrid e Medellin.

Nas obras satíricas de Fernando Botero, políticos, militares e religiosos, músicos e a realeza, são retratados com figuras rotundas e sem movimento, assumindo a característica de vida humana estática. De natureza humorística à primeira vista, as pinturas de Botero são geralmente um comentário social com toques políticos.

O artista Fernando Botero é um dos observadores mais agudos da conjuntura colombiana e é interessante notar os dois traços mais salientes de quase toda a sua obra: suas figuras são gordas e têm a boca fechada. Parecem pessoas bem enredadas em sistemas de clientelismo, no qual recebem comida em troca de seu silêncio.

Para este artista a cor é fundamental nos seus quadros porque ilumina a pintura. Nos seus quadros somente existe a forma e a cor interior também procura sempre uma certa monumentalidade.

Há quem não goste de suas pinturas e esculturas, outros tantos que vejam em sua obra uma apologia à obesidade. Mas a obra de Botero é uma releitura instigante dos ideais de beleza do Renascimento.

https://www.escritoriodearte.com/artista/fernando-botero/

 

Fernando Corona (Santander, 26 de novembro de 1895Porto Alegre, 1979) foi um escultor, arquiteto, ornatista, ensaísta, crítico e professor de arte de origem espanhola, radicado em Porto Alegre, RS.Era filho de Jesús Maria Corona, escultor e arquiteto espanhol. Diplomou-se na Escola de Belas Artes de Vitória, ainda na Espanha, mas chegando em Porto Alegre em 4 de março de 1912, e considerando sua preparação insuficente, ingressou como aprendiz na oficina de decoração predial de João Vicente Friedrichs, participando da ornamentação externa de alguns prédios hoje históricos da capital gaúcha, como o edifício do antigo Correios e Telégrafos, e trabalhando na decoração interna da ala residencial do Palácio Piratini.Mais tarde desenvolveu uma carreira individual como arquiteto, desenhando o exterior do prédio do antigo Banco Nacional do Comércio (este uma adaptação de projeto anterior, de Theo Wiederspahn, no local funciona hoje o Santander Cultural) e sendo o autor dos projetos arquitetônicos para o Instituto de Educação General Flores da Cunha e para a Galeria Chaves, dentre outros. Foi um dos precursores da arquitetura moderna na cidade, sendo autor ou co-autor de prédios relevantes como o Edifício Guaspari e o Edifício Jaguaribe. É também de Corona o projeto do imponente Edificio Colonial, prédio residencial tradicional construído por Tasso Corrêa na Rua 24 de Outubro 820, em frente ao hoje McDonalds.Em 1938, com a tese Fídias – Miguel Ângelo – Rodin, venceu concurso para a cátedra de Escultura e Modelagem do Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, onde lecionou por mais de 30 anos, influenciando gerações de outros artistas locais e granjeando estima e respeito de colegas e alunos.Exerceu significativa atividade como escultor, sendo autor da imagem de Nossa Senhora do Líbano na fachada da igreja de mesmo nome, da máscara de Beethoven no Parque Farroupilha, do grupo escultórico do frontispício do Santander Cultural, e do desenho da Fonte Talavera defronte ao paço municipal. Também tem peças em coleções particulares e no MARGS. Recebeu medalha de ouro no IV Salão Gaúcho de Belas Artes e realizou duas exposições individuais na cidade na década de 1950.No campo do ensaio deixou obra fundamental para a historiografia da crítica de arte no estado, colaborando assiduamente na página de arte do Correio do Povo e da Revista do Globo e escrevendo o livro Caminhada das Artes, com crônicas, ensaios e impressões pessoais a respeito do ambiente artístico gaúcho e brasileiro de sua época e suas personalidades mais marcantes. Também deixou importantes registros sobre os inícios da escultura e do ensino da arquitetura no Rio Grande do Sul através de seus artigos para a Enciclopédia Rio-Grandense, embora algumas de suas declarações ali tenham sido contestadas por pesquisas recentes.1

Fernando de Szyslo El canto de la tierra Serigrafia, 98 x 70 cm, 1992

 

Fernando de Szyslo Valdelomar (05 de julho de 1925 – 9 de outubro 2017) foi um pintor peruano, escultor , gravador e professor e figura chave no avanço da arte na América Latina desde meados da década de 1950, e um dos principais artistas plásticos em Peru.

Em 1943, Szyszlo ingressou na escola de arquitetura da Universidade Nacional de Engenharia , mas abandonou os planos de seguir essa profissão e se matriculou na Escola de Artes Plásticas da Pontifícia Universidade Católica do Peru . Após sua graduação em 1948, viajou para a Europa onde estudou as obras dos mestres, particularmente Rembrandt, Ticiano e Tintoretto , e absorveu as influências variadas do cubismo , surrealismo , informalismo e abstração. Szyszlo viveu em Paris e Florença de 1948 a 1955, e depois retornou ao Peru. Em Paris, ele conheceu Octavio Paz e André Breton e fez parte do grupo de artistas e escritores latino-americanos expatriados que se reuniam regularmente no Café de Flore , discutindo vigorosamente como poderiam participar do movimento moderno internacional, preservando sua cultura latina e identidade cultural americana.

Seu trabalho é representado em coleções públicas e privadas em todo o mundo, incluindo o Museu de Arte Moderna de Nova York; Museu Solomon R. Guggenheim , Nova Iorque; Galeria Anita Shapolsky , Nova Iorque; Museu de Belas Artes de Houston ; Museu de Arte das Américas , Washington, DC ; Museu de Arte de Lima (Peru); Museu de Arte Moderna , São Paulo , Brasil ; Museu Nacional de Arte , La Paz, Bolívia ; Museu de Arte Contemporânea de Arequipa (Peru); e o Museu de Arte Latino-Americana ,Long Beach, Califórnia , entre outros.

 ( Lima , 5 de julho de 1925 ) é um artista peruano de renome, melhor conhecido por seu trabalho em pintura e escultura . É um dos principais artistas de vanguarda do Peru e uma figura-chave no desenvolvimento da arte abstrata na América Latina .  Sua primeira exposição teve lugar no Instituto Peruano Cultural norte-americana em 1947. Ele iria viajar para Paris no ano seguinte e, depois de quatro anos de estudo aderiram ao abstracionismo , um estilo que iria promover no Peru após seu retorno em 1951.

Atualmente suas obras podem ser vistas no Museu de Arte Moderna em Espanha; o Museu das Américas, em Washington DC; o Museu de Arte Moderna, no México; O Museu Guggenheim em Nova York; Museu de Belas Artes de Caracas; Museu de Arte de Lima; Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro; O Museu Nacional de Arte Contemporânea, em Seul; na Universidade de Essex, entre muitos outros.

 

Fernando Martins (Rio Tinto Portugal 1911 – Teresópolis RJ 1965). Pintor, desenhista, caricaturista, modelador e jornalista. Emigra com a família para o Brasil em 1921, fixando residência no Rio de Janeiro. Nessa cidade, sete anos depois, estuda no Liceu Literário Português, onde começa a interessar-se por desenho. Nos anos seguintes, aprende modelagem com Modestino Kanto(1889-1967) no Liceu de Artes e Ofícios, inicia-se em pintura com Armando Vianna (1897-1992) e integra o Núcleo Bernardelli. Realiza, em 1949, cinco painéis decorativos para o Palácio da Reta, em Teresópolis, onde funda a Academia Cultural e Artística, lecionando desenho e pintura, além de organizar o Salão de Belas Artes local.

Fernndo Pascual Odriozola (Oviedo, Espanha 1921 – São Paulo/SP 1986). Pintor, desenhista, gravador. Começou a pintar em 1936 e mudou-se para São Paulo em 1953.

Em 1954, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Portinari. No ano seguinte, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) dedicou-lhe outra exposição individual.

Em 1986, ano em que faleceu, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma retrospetiva póstuma em sua homenagem.

ANTENOR FINATTI (1923), nasceu em Pinhal (SP), mas fixou-se no Rio de Janeiro, onde iniciou sua formação com Armando Vianna, em 1944. Pintor, desenhista e professor. Seus temas principais são paisagens e marinhas, especialmente barcos. Premiado em inúmeros certames, com reconhecimento da crítica, entre eles o Salão Nacional de Belas Artes, onde recebeu três medalhas de bronze e uma de prata, em 1970. Suas obras são encontradas em inúmeras coleções no país.

http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Biografia_Artista.asp?idArtistaBiografia=8432

 

 

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    Filho de pais abonados, Flávio de Carvalho recebeu educação privilegiada na França (de 1911 a 1914) e na Inglaterra, onde frequentou a Universidade de Durham, na cidade de Newcastle. Em 1922, formou-se em engenharia civil. Ao mesmo tempo, fez seus estudos artísticos na Escola de Belas Artes da mesma universidade. Retornando ao Brasil, empregou-se como calculista na famosa firma de construção civil de Ramos de Azevedo (1924).

    Costumava andar seminu pelos corredores do escritório, isto é, só de short, o que, “para a época”, era tido como um despudor inaceitável. Os demais proprietários e usuários de salas do edifício ficavam indignados e as senhoras finíssimas que ali circulavam tinham verdadeiros ataques histéricos, ao que Flávio não dava a menor importância.

    Revoltados, os inquilinos se reuniram, redigindo um severo abaixo-assinado: o artista deveria urgentemente deixar o prédio. Flávio não apenas se recusou como terminantemente ainda afirmou: “Não vou sair daqui de jeito nenhum. Vocês só me tiram daqui a bala… mas vai ser difícil, porque vou instalar uma metralhadora em meu ateliê”.

Inteirados de sua audácia e destemor, os reclamantes não tocaram mais no assunto, porém, algo lhes dizia que o artista blefara fragorosamente. Contudo, no dia seguinte, um destacado anúncio no Diário Popular fez com que houvesse um frêmito de pânico no velho edifício: “COMPRA-SE UMA METRALHADORA. TRATAR COM FLÁVIO DE CARVALHO NO INSTITUTO DE ENGENHARIA”.

Nascido em 15 de fevereiro de 1950, Flávio Scholles estudou Desenho Plástico na PUC de Campinas, SP e na UFRGS em Porto Alegre, RS. Fundou o movimento Arte Casa Velha em Novo Hamburgo, RS, onde criou o Monumento ao Sapateiro. Criou o painel frontal da Via Sacra na Igreja de Três Cachoeiras em Torres, RS. Realizou diversas exposições individuais no Brasil e no exterior.

“Estamos na pré-história do homem no Universo. Assim, o meu trabalho é uma ‘Literatura de Cordel’, com temática sobre o Vale dos Sinos, fazendo uma interferência no planeta Terra, desde 1976, através de uma instalação com milhares de quadros espalhados nas paredes das cavernas contemporâneas – casas e apartamentos – num tentativa de enfeitar a nossa aldeia global e emitir os primeiros sinais para uma comunicação universal através dos quadros que falam.” Flávio Scholles

http://www.fscholles.net/site/artista.php

Vindo com a família para o Brasil, em 1931, primeiro vive no Amazonas,  e depois em São Paulo e Rio de Janeiro. Nesta última cidade, recebe orientações dos pintores Takaoka e Kaminagai. Viaja para a Europa em 1953, onde estuda cerâmica, Gravura e Litografia. Premiado com a medalha de Bronze no Salão Nacional de Arte Moderna do Rio (1948), faz sua primeira individual no saguão da Escola Nacional de Belas Artes (1950). Com várias exposições e premiações no Brasil e no exterior, conquista, entre outros, o 2º Prêmio de Arte Contemporânea Christian Dior, no Rio (1986) e o Grande Prêmio Itamaraty na Bienal Internacional de São Paulo (1989). A condição humana é o enfoque de sua pintura, entre a figura e a abstração expressionista. Vive e trabalha ora em Paris ora no Rio de Janeiro.

Flávio Shiró O Canto da Terra Serigrafia, 60 x 87 cm

 

Flávio Shiró nasceu em 1928, em Sapporo, na ilha setentrional de Hokkaido, no Japão. O pintor, desenhista, gravador e cenógrafo possui um estilo chamado de realismo lírico não figurativo, onde pode-se notar a presença da natureza brasileira , através da vegetação, fauna e o objeto humano. Flávio Shiró é considerado o primeiro representante significativo da jovem pintura brasileira. Foi no Brasil que iniciou sua carreira com obras figurativas de caráter expressionista, nos anos de 1940. Sua primeira pintura surge em 1942 e já aos 15 anos de idade Shiró começa a trabalhar pintando cerâmica e depois na Metro Goldywn Mayer, com cartazes para cinema.

Frequentando o Grupo Santa Helena, conhece Alfredo Volpi e Francisco Rebolo, em 1943. Ainda nos anos 40 muda-se para o Rio de Janeiro, onde começa a trabalhar em uma molduraria. Na década seguinte o artista dedicou-se a abstração e em 1960 começou a usar em suas obras os conceitos de figuração e abstração, sempre com o uso de cores escuras e equilibrando texturas com manchas cromáticas. Em 1960 ganha uma bolsa de estudos em Paris e viaja para o país, onde permanece até 1983. Lá fora estudou técnicas de mosaico com Gino Severini, de gravura e litografia na Ecole Nationale des Beaux Arts. Quando volta para morar no Brasil novamente, começa a viver em Salvador (Bahia), e já tendo realizado várias exposições individuais e coletivas em Paris, na Europa e no Brasil.

A condição humana é o enfoque de sua pintura, entre a figura e a abstração expressionista.

 

 

(Franca Giovanna Biancheri Taddei)
Ospedaletti, Itália, 1930 – Porto Alegre, RS, 2005

1950 – Transfe-se para o Brasil
Residiu nas cidades de Pelotas, Caxias do Sul e Porto Alegre
1950 – 1953 – Cursou a Escola de Belas Artes, Pelotas/RS
1953 – Transfere-se para Caxias do Sul/RS
1964 – Fixa residência em Porto Alegre/RS

CURSOS
1953 – Cursou a Escola de Belas Artes, Pelotas, na qual foi aluna e modelo (de quem era cunhada) de Aldo Locatelli, desde essa época participou de diversas exposições coletivas em Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Ouro Preto, São Paulo, Florianópolis, Caxias do Sul, Santa Maria, Rio de Janeiro, etc.
1979 – 1980 – Faz litografia e pintura mural no Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre respectivamente com Danúbio Gonçalves e Clébio Sória, e procedimentos pictóricos com Fernando Baril.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS:
1981 – Galeria Studio – Novo Hambrugo – RS
1982 – Bureau de Cultura – Porto Alegre – RS
Casa de Cultura – Caxias do Sul – RS
1989 – Agência de Arte (em Sala especial) – Porto Alegre – RS
1990 – Museu Leopoldo Gotuzo – Pelotas – RS
Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS – Porto Alegre – RS
Agência de Arte – Porto Alegre – RS
1993 – Galeria de Arte Mosaico – Porto Alegre – RS
Galeria Grafitti – Uruguaiana – RS
1996 – Galeria de Arte Mosaico – POA-RS
1997 ­- Galeria de Arte Mosaico – POA-RS
1999 – Galeria de Arte Mosaico – POA-RS

PREMIAÇÕES E EXPOSIÇÕES COLETIVAS
1959 – I Salão de Arte Popular de Caxias do Sul/RS – 1° lugar
1978 – II Salão de Artes Plásticas de Pelotas/RS- Menção Honrosa
1982 – V Salão de Artes Plásticas de Franca/SP – Prêmio Aquisição
1985 – Salão de Santo Ângelo – Santo Ângelo/RS – Prêmio Aquisição
A mulher nas Artes Plásticas – Galeria Masson – Porto Alegre – RS
1986 – II Salão de Artes Plásticas de Pelotas/RS – Menção Honrosa
1989 – Produção Recente – MARGS – Porto Alegre/RS
– Salão Copesul – MARGS – Porto Alegre/RS
– Projeção 89 – AGARGS (pela Agência de Arte) – MARGS – Porto Alegre/RS
1990 – Pequenos Formatos – Coleção Renato Rosa – MARGS – Porto Alegre/RS
Arte Ecológica – Panambi/RS
Instituto José Artigas – Brasil/Uruguai – Porto Alegre/RS
IV Mostra Missioneira – São Luiz Gonzaga/RS
1991- Mostra de Artistas Portoalegrenses – Sala Cláudio Carriconde – USFM – Santa Maria/RS
1992 – 360º Pintura Agora – Casa de Cultura Mário Quintana – Porto Alegre/RS
1994 – Coletiva Hotel Continental – Torres/RS
Mostra comemorativa Zero Hora 30 Anos – Agência de Arte – Porto Alegre/RS
1995 – Atelier Livre Municipal – Cachoeira do Sul/RS
Pequim é aqui – Agência de Arte – Porto Alegre/RS
Arte Preferencial – Agência de Arte – Porto Alegre/RS
1996 – Galeria Klinger Filho – Porto Alegre/RS
Prata da Casa – Agência de Arte – Porto Alegre – RS
1997 – Gal. Sociedade Germânia – Porto Alegre/RS
– Sociedade Libanesa – São Paulo/SP
– Mosaico Galeria de Arte – Porto Alegre/RS
– Lançamento Projeto Dicionário de Arte – Solar Palmeiro – POA – RS
1998 – Brazilian Kunst Art – Galeria Caco Zanghi – Bélgica
Arte Erótica – MARGS – curadoria: Renato Rosa – Porto Alegre/RS
I Salão de Arte Contemporânea – Sociedade Libanesa – São Paulo/SP
1999 – II Salão de Arte Contemporânea – Sociedade Libanesa – São Paulo/SP
Grupo 6 – Porto Alegre/RS
III Salão de Arte Contemporânea – Sociedade Libanesa – São Paulo/SP

Possui obras em acervos públicos como o museu de Arte do Rio Grande do Sul, POA, RS. É verbete com ilustrações nas I e II edições do “Dicionário de Artes Plásticas no Rio Grande do Sul”, de Renato Rosa e Decio Presser, Editora da Universidade, RS.

 

http://www.guion.com.br/arte/franca_bio.htm

 

 

Francisco Brennand (Recife PE 1927)Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand -Ceramista, escultor, desenhista, pintor, tapeceiro, ilustrador, gravador. Inicia sua formação em 1942, aprendendo a modelar com Abelardo da Hora (1924). Posteriormente, recebe orientação em pintura de Álvaro Amorim (19-?) e Murilo Lagreca (1899 – 1985). No fim dos anos 1940, pinta principalmente naturezas-mortas, realizadas com grande simplificação formal. Em 1949, viaja para a França, incentivado por Cicero Dias (1907 – 2003). Frequenta cursos com André Lhote (1885 – 1962) e Fernand Léger (1881 – 1955) em Paris, em 1951. Conhece obras de Pablo Picasso (1881 – 1973) e Joán Miró (1893 – 1983) e descobre na cerâmica seu principal meio de expressão. Entre 1958 a 1999, realiza diversos painéis e murais cerâmicos em várias cidades do Brasil e dos Estados Unidos. Em 1971, inicia a restauração de uma velha olaria de propriedade paterna, próxima a Recife, transformando-a em ateliê, onde expõe permanentemente objetos cerâmicos, painéis e esculturas. Em 1993, é realizada grande retrospectiva de sua produção na Staatliche Kunsthalle, em Berlim. É publicado o livro Brennand, pela editora Métron, com texto de Olívio Tavares de Araújo, em 1997. Em 1998, é realizada a retrospectiva Brennand: Esculturas 1974-1998, na Pinacoteca do Estado – Pesp, em São Paulo. Desde os anos 1990, são lançados vários vídeos sobre sua obra, entre eles, Francisco Brennand: Oficina de Mitos, pela Rede Sesc/Senac de Televisão, em 2000.

(São Paulo SP 1902 – idem 1980)

Pintor e gravador.

Francisco Rebolo Gonsales iniciou seus estudos em artes na Escola Profissional Masculina do Brás, onde tem aula de desenho com o professor Barquita, entre 1915 e 1917. Aos 14 anos, trabalha como aprendiz de decorador de paredes. Paralelamente à sua atividade como decorador, atua como jogador de futebol, passando pela Associação Atlética São Bento, de 1917 a 1922, pelo Sport Club Corinthians Paulista, de 1922 a 1927, e pelo Clube Atlético Ypiranga, de 1927 a 1934. Em 1926, monta ateliê de decoração na Rua São Bento. A partir 1933, transfere seu ateliê para uma sala no Palacete Santa Helena, quando inicia-se na pintura. A partir de 1935, partilha seu ateliê com Mario Zanini (1907 – 1971). Posteriormente, outras salas do Palacete são transformadas em ateliês e ocupadas por vários pintores, entre eles Fulvio Pennacchi (1905 – 1992), Bonadei (1906 – 1974), Humberto Rosa (1908 – 1948), Clóvis Graciano (1907 – 1988), Alfredo Volpi (1896 – 1988), Rizzotti (1909 – 1972) e Manoel Martins (1911 – 1979). Mais tarde, este grupo de artistas passa a ser denominado Grupo Santa Helena. Rebolo desenvolve uma obra pautada na figuração, mas, a partir da década de 1950, esboça algumas experiências no abstracionismo e posteriormente no construtivismo. Em 1937, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra a Família Artística Paulista – FAP. Em 1945, trabalha com outros artistas para a criação do Clube dos Artistas e Amigos da Arte (Clubinho), do qual é diretor por várias vezes. Com prêmio de viagem ao exterior, obtido no 3º Salão Nacional de Arte Moderna, embarca para a Europa em 1955. Em 1956, faz curso de restauração no Vaticano, participando da recuperação de uma obra de Raphael (1483 – 1520). A partir de 1959, incentivado por Marcelo Grassmann (1925), inicia uma série de experiências como gravador

 

Minelvino Francisco Silva (Mundo Novo, 29 de novembro de 1926, Itabuna, 29 de novembro de 1998) foi um cordelista e xilógrafo brasileiro. Era também fotógrafo e tipógrafo. Incansável batalhador pelos direitos dos poetas populares, em 1956 apresentou um projeto à Câmara de Vereadores de Itabuna, BA, dando a denominação de Rua dos Trovadores a uma das vias públicas da cidade. Lutou também para conseguir o direito de aposentadoria para os trovadores. Profundamente religioso, místico até, denominava-se “O Trovador Apóstolo”. Muito fecundo, sua obra chega próxima a meio milhar de folhetos.

Frank Schaeffer (1917 – 2008)

Conceituado pintor brasileiro, que também foi engenheiro, desenhista e professor. Mineiro de Belo Horizonte, nasceu em 1917, estudou pintura com o artista húngaro Arprad Szene.

“Frank Schaeffer é pintor de cunho expressionista, praticando uma arte de natureza figurativa que, a despeito das variações obviamente determinadas pela passagem dos anos, em essência tem permanecido sempre fiel a si mesma.” (LEITE, José Roberto Teixeira (org.), 1988:464).

Foi convidado pelo Ministério das Relações Exteriores da Noruega para realizar diversas exposições naquele país e pronunciar palestras sobre as artes do Brasil. Foi professor, ilustrou capas de livros de escritores famosos, criou painéis para instituições e foi agraciado com vários prêmios. Viajou por toda a Europa e diversos países americanos. Em 1971, escreveu Quirino Campofiorito: – “Frank Shaeffer ocupa um lugar todo especial na arte brasileira, sem se filiar a correntes ou tendências, sem pertencer a grupos, ele é respeitado por todos, por sua integridade, competência e suas atividades de verdadeiro profissional. Sua obra Ressaca, de 1959, pertence ao acervo do Museu Nacional de Belas-Artes, no Rio. Nos anos seguintes se aperfeiçoou em pintura e explorou a gravura respectivamente com Arpad Szenes e Hans Steiner. Voltando à Europa entre 1948 e 1949, realizou estudos com Fernand Léger, André Lhote, Robert Cami e Ducos de la Haille. Depois, desenvolveu ativa carreira no país e no exterior. Ilustrou os livros Guerra e Paz, de Leon Tolstoi, Contos Russos e São Jorge de Ilhéus, de Jorge Amado, e Antologia Poética, de Augusto Frederico Schmidt. Realizou exposições Individuais e participou de coletivas em Salões desde 1941 no Brasil, França, Inglaterra, Noruega, estados Unidos, Áustria, Peru e Argentina.

Participou das Bienais de São Paulo, Barcelona e México.

Participou dos Salões de Belas Artes e de Arte Moderna no Rio e outros Estados.

Possui extensa obra em pintura, de cunho expressionista, transitando da abstração à figuração, e presente em diversos acervos nacionais e estrangeiros, com destaque para as paisagens e retratos.

 

Frank Philip Stella (Malden, 12 de maio de 1936) é um artista plástico contemporâneo norte-americano. Seu trabalho abrange pintura, objetos, arte gráfica e projetos arquitetônicos.

Iniciou seus estudos artísticos na Phillips Academy e na Universidade de Princeton, vendo-se influenciado pelas obras de Noland, especialmente por seus quadros recortados que estavam pintados com cores planas ou bandas monocromáticas. Acabaram se conhecendo na exposição “Sixteen Americans” que organizou no MOMA em 1959. Ao renunciar ao expressionismo abstrato, Stella converteu-se desde a década de 1960 num dos máximos representantes da abstração geométrica e construtivista que preludia a arte minimalista.

Suas pinturas-relevo ocuparam um papel fundamental no desenvolvimento da vanguarda norte-americana. A partir de 1958, com seus Black Paintings, converte-se num dos maiores representantes da chamada nova abstração, antecedente direto do minimalismo. Foi um dos criadores e promotores do hard edge, e do desenvolvimento do shaped canvas ou pintura de marco recortado. Seus quadros-objetos e suas pinturas-relevo ocuparam um papel fundamental no desenvolvimento da neo-vanguarda norte-americana e internacional.

Em 1960, apresentou sua primeira mostra individual na Galeria Leio Castelli de Nova York. Em 1962 exibiu numa mostra coletiva no Whitney Museum de Nova York e em 1963 foi nomeado artista residente em Dartmouth College (New Hampshire).

Entre outras tantas exposições coletivas que se realizaram durante a década de 60, Stella participou em algumas das mais importantes, relacionadas com a nova abstração e a arte minimalista, como por exemplo, Toward a New Abstraction (Jewish Museum, NY, 1963) ou Systemic Painting (Guggenheim Museum, NY, 1966). Já em 1964 tinha participado da XXXII Bienal de Veneza e em 1965 da VIII Bienal de São Paulo com outros artistas norte-americanos. Também em 65, participa do Prêmio Internacional Torcuato Dei Tella, em Buenos Aires, com três de suas pinturas de marcos recortados. Em 1968 faz parte do IV Documenta em Kassel com as gravuras feitas em Gemini GEL junto ao mestre impressor Kenneth Tyler, com quem seguirá trabalhando até a atualidade. Em 1969 expõe no Metropolitan Museum of Art de Nova York. Em 2010, participou pela primeira vez com uma peça na SPArte, a convite da Almacen Galeria, apresentando um trabalho da serie Bali, Poera.

 

 

Nascimento: 12 de abril de 1921, Kozienice, Polônia

Escultor, pintor, gravador, fotógrafo.

Estuda engenharia e artes na Universidade de Leningrado. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), perde toda a família em um campo de concentração. Muda-se para a Alemanha, ingressando na Academia de Belas Artes de Stuttgart, onde é aluno de Willy Baumeister. Chega ao Brasil em 1948. Em 1951, participa da 1ª Bienal Internacional de São Paulo com duas pinturas. Reside por um breve período no Paraná, isolando-se na floresta para pintar. Em 1956, muda-se para o Rio de Janeiro, onde divide o ateliê com o escultor Franz Weissmann (1911 – 2005). Naturaliza-se brasileiro no ano seguinte. A partir de 1958, alterna residência entre o Rio de Janeiro, Paris e Ibiza. Desde 1972, reside em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia. Amplia o trabalho com escultura, iniciado em Minas Gerais, utilizando troncos e raízes, sobre os quais realiza intervenções. Viaja constantemente para a Amazônia e Mato Grosso e fotografa os desmatamentos e queimadas, revelando imagens dramáticas. Dessas viagens, retorna com raízes e troncos calcinados, que utiliza em suas esculturas. Na década de 1980, inicia a série Africana, utilizando raízes, cipós e caules de palmeiras associados a pigmentos minerais. A pesquisa e utilização de elementos da natureza, em especial da floresta amazônica, e a defesa do meio ambiente, marcam toda sua obra. O Instituto Frans Krajcberg, em Curitiba, é inaugurado em 2003, recebendo a doação de mais de uma centena de obras do artista.

 

 

Franz Joseph Weissmann (Knittelfeld, Áustria 1911 – Rio de Janeiro RJ 2005). Escultor, desenhista, pintor e professor. Vem para o Brasil em 1921. No Rio de Janeiro, entre 1939 e 1941, frequenta cursos de arquitetura, escultura, pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes (Enba). De 1942 a 1944, estuda desenho, escultura, modelagem e fundição com August Zamoyski (1893-1970). Em 1945, transfere-se para Belo Horizonte, onde ministra aulas particulares de desenho e escultura. Três anos depois, Guignard (1896-1962) convida-o a lecionar escultura na Escola do Parque, que mais tarde recebe o nome de Escola Guignard. Inicialmente, desenvolve uma obra pautada no figurativismo. A partir da década de 1950, gradualmente elabora um trabalho de cunho construtivista, com valorização das formas geométricas, submetendo-as a recortes e dobraduras, utilizando chapas de ferro, fios de aço, alumínio em verga ou folha. Integra o Grupo Frente, em 1955. No ano seguinte, volta a residir no Rio de Janeiro e participa da Exposição Nacional de Arte Concreta, em 1957. É um dos fundadores do Grupo Neoconcreto, em 1959. Nesse ano viaja para a Europa e o Extremo Oriente, retornando ao Brasil em 1965. Na década de 1960, expõe a série Amassados, elaborada na Europa com chapas de zinco ou alumínio trabalhadas a martelo, porrete e instrumentos cortantes, alinhando-se temporariamente ao informalismo. Posteriormente volta a aproximar-se das vertentes construtivas. Nos anos de 1970 recebe o prêmio de melhor escultor da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA), participa da Bienal Internacional de Escultura ao Ar Livre, em Antuérpia, Bélgica, e da Bienal de Veneza. Realiza esculturas monumentais para espaços públicos de diversas cidades brasileiras, como na Praça da Sé, em São Paulo; no Parque da Catacumba, no Rio de Janeiro; e no Palácio das Artes, em Belo Horizonte.

 

Pennacchi, Fulvio (1905 – 1992)    Fulvio Pennacchi (Villa Collemandina – Garfagnana Toscana, Itália 1905 – São Paulo SP 1992). Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor. Em 1924, muda-se para Lucca e inicia sua formação artística freqüentando o Regio Istituto di Belle Arti (atual Istituto Superiore Artistico A. Passaglia), onde tem aulas com o pintor Pio Semeghini (1878 – 1964). Muda-se para São Paulo em 1929 e dedica-se à diferentes atividades até 1933, quando passa a auxiliar Galileo Emendabili (1898 – 1974) na execução de monumentos funerários. Em 1935, conhece Francisco Rebolo (1902 – 1980), passa a freqüentar seu ateliê e convive com os artistas do Grupo Santa Helena. No ano seguinte, indicado por Emendabili, trabalha como professor de desenho geométrico e artes no Colégio Dante Alighieri. Nessa mesma época integra a Família Artística Paulista – FAP e inicia a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre os anos de 1941 e 1948. A partir de 1952, pesquisa técnicas de policromia em cerâmica. Em 1965, inicia um período de recolhimento e mantém-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabre seu ateliê e recebe diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conhece a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolve um um grande número de peças, expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, volta a figurar em diversas mostras e continua a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi (1900 – 1999) publica um livro sobre sua obra. Nove anos depois, é lançado, pela editora Gema Design, o livro Ofício Pennacchi, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro Fulvio Pennacchi: Pintura Mural, editado pela Metalivros.

 

Porto Alegre – RS – Brasil
Biografia:
Exposições Nacionais
1960
– I Salão de Artes Plásticas da AFCEEE – Medalha de Prata – Porto Alegre – RS
1961
– I Salão de Artes Plásticas da Prefeitura Municipal – Porto Alegre – RS
– II Salão de Artes Plásticas do AFCEEE – Medalha de Prata – Porto Alegre – RS
1968
– Galeria de Arte Pancetti – Porto Alegre – RS
– Espaço Cultural da Associação de Cultura Franco-Brasileira – Porto Alegre – RS
1971
– Galeria de Arte Pancetti – Porto Alegre – RS
1972
– Galeria de Arte Oca Morganti – Porto Alegre – RS
– I Feira de Arte Contemporânea do Lions Club – Porto Alegre – RS
1973
– II Salão Nacional de Artes Visuais da UFRGS – Porto Alegre – RS
1974
– I Mostra de Artes das Olimpíadas do Exército – Brasília – DF
1977
– Espaço Cultural do Casa do Artista Plástico Riograndense – Porto Alegre – RS
– Espaço Cultural do Banco Europeu para América Latina – Porto Alegre – RS
1978
– V Carrossel de Arte do Clube Soroptimista – Novo Hamburgo – RS
1979
– Espaço Cultural da Casa do Artista Plástico Riograndense – Murais em Mosaico – Porto Alegre – RS
1982
– Museu de Arte do Rio Grande do Sul – Arte e Crítica – Porto Alegre – RS
1984
– Espaço Cultural da Sociedade Germânia – 160 Anos da Imigração Alemã no RGS – Porto Alegre – RS
1993
– Espaço Cultural Aldeia dos Piratas – Ilhas e Caravelas – Florianópolis – SC
1994
– Espaço Cultural do Sogipa – Porto Alegre – RS
1995
– Galeria de Arte Visage – Exposição Natalina – Santa Cruz do Sul – RS
– Galeria de Arte da Caixa Econômica Federal – Canela – RS
– Espaço Cultural do Casa de Portugal – Dia de Portugal – Porto Alegre – RS
– Galeria de Arte da Caixa Econômica Federal – Garibaldi – RS
– Espaço Cultural do Ginásio Poliesportivo e Cultural – Santa Cruz do Sul – RS
1996
– I Salão de Artes da Casa de Portugal – Porto Alegre – RS
1998
– Espaço Cultural do Associação Atlética do Philip Morris Marketing S.A. – Santa Cruz do Sul – RS
– IV Salão de Pintura – Torres – RS
– Centro de Cultura da SMEC – Momento Arte 96 – Santa Cruz do Sul – RS
1997
– VI Mostra Nacional de Arte da Associação Gaúcha de Pintura Artística- Porto Alegre – RS
– Galeria de Arte da SAPT – Torres – RS
– Projeto Enartes- Espaço Cultural da Associação Catarinense dos Artistas Plásticos – Florianópolis – SC
– Projeto Enartes – Espaço Cultural do Projeto Sobrado – Sao Leopoldo – RS
– Projeto Enartes – Espaço de Arte Miró – Pré-estréia do Mostra de Madri-Espanha – Porto Alegre – RS
– Atelier Livre Municipal Prof. Eluiza de Bem Vidal – Sec. Municipal de Cultura – Cachoeira do Sul – RS
– X Salão de Artes – Sociedade Germânia – Porto Alegre – RS
– Projeto Enartes – Galena Encontro das Artes – Alices entre Amigos – Porto Alegre – RS
1998
– VII Mostra Nacional de Arte da Associação Gaúcha de Pintura Artística – Porto Alegre – RS
1999
– Projeto Enartes – Salão Tannenwald – Parque do Imigrante – Nova Petrópolis – RS
– Projeto Enartes – Centro Cultural Jornalista Francisco Josh Frantz – Santa Cruz do Sul – RS
– Projeto Enartes – Espaço Cultural da Soc. Harmonía – Frederico Westphalen – RS
– Projeto Enartes – Centro Municipal de Cultura – Gramado – RS
– Centro de Cultura do SMEC – 150 anos de imigração e colonização Alemã de Santa Cruz do Sul – RS
– Casa do Desenho – Porto Alegre – RS
2000
– Casa do Culture Percy Vargas de Abreu e Lima – Caxias do Sul – RS
– Projeto Enartes – 500 Anos do Descobrimento do Brasil “SMEC 4″ e Gazeta Grupo de Comunicação” Santa Cruz do Sul – RS
– Instituto Cultural Brasileiro Norte Americano – Gallery of Arts Dante Sfoggia – Porto Alegre – RS
– Projeto Enartes – Centro Municipal de Cultura – Gramado – RS
– Centro de Exposições FIERGS – Mulher 2000 com lançamento da Revista Dartis NQ IV – Porto Alegre – RS
– Projeto Enartes – Mostra de Arte em homenagem aos 500 anos do Monarca “Carlos V” – Espaço de Arte WO – Porto Alegre – RS
2001
– Mostra de Artes “AJURIS” – Homenagem A

Pintor e desenhista. Nova Brécia, RS, 1960. Estudou pintura com Baril, Karen Lambrecht, Bavarelli e outros, em cursos livres. Desde 1981 participa de exposições, sempre fiel ao figurativo em preto e branco a partir de manchas e gestos rápidos. Em 1990 realizou individual na galeria João Fahrion, MARGS, Porto Alegre. Trabalha com ilustrações para edições culturais, e foi editor do jornal de artes plásticas Prá Ver. Participou em duas ocasiões, 1993 e 1996, de Destaques no Sul, Edel Trade Center, Porto Alegre, e Projeto Macunaima, IBAC/Funarte, Rio de Janeiro. Figurou em Uma Visão Plástica, Instituto de Artes, mostra comemorativa dos cinquenta anos de Filosofia e Ciências Humanas na UFRGS. É selecionado, premiado e expoe em 1995 no I Prêmio Espaço Cultural Yázigi Sonilton Alves, 1996, em Porto Alegre, onde vive e trabalha.

 

Após seus estudos secundários, transfere-se para Vancouver para trabalhar e frequentar a Escola de Arte. Posteriormente, trabalha na Inglaterra para uma exposição individual de desenhos, retornando em seguida para o Canadá. No começo dos anos 60, passa um ano viajando pelo mundo, cuja experiência incorpora ao seu trabalho. Segundo confessa, tem profunda afeição pelo desenho e fascinação pela caligrafia. Vive e trabalha no Canadá.

Georges Wambach (1901-1965), nasceu na Antuérpia/Bélgica e morreu no Rio de Janeiro.

Pintor autodidata, transferiu-se em 1935 para o Brasil. Temperamento boêmio e andarilho contumaz, montou ateliê no Rio de Janeiro e fez constantes viagens pelo Brasil, tendo fixado em aquarelas e óleos paisagens de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará, Bahia, Amazonas, Acre, Pará etc. Em 1939 participou do Salão Nacional de Belas Artes. Realizou individuais na Galerie da la Toison D’Or, Bruxelas (Bélgica, 1938), no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (1942) e na Galeria Montparnasse, Rio de Janeiro (1945). Teve sua obra resgatada nos anos de 1980, quando foram realizadas em São Paulo duas mostras de sua pintura: Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte (1982) e Centro Empresarial Itaú/Conceição (1988).

Georges Braque

Em 1907, uma exposição de Cézanne e Picasso reunião com Braque colocar no caminho do cubismo, a tendência é co-fundador. A partir de então até a sua mobilização na Segunda Guerra Mundial, trabalhou em estreita colaboração com Picasso, dando vida ao cubismo analítico fase chamada (Natureza morta com instrumentos musicais) e, mais tarde chamado cubismo sintético (Glass e violino).

Ao contrário de Picasso, que muitas vezes refletia a figura humana, Braque escolheu para toda a sua carreira, ainda vida, que introduziu inovações significativas, tais como o uso de colagem e da incorporação de letras e números. Em seu cubista vida ainda joga com o espectador, convidando-o a reconstruir os objetos a partir de várias perspectivas que eles introduziram em suas obras.

Violino e Pitcher (1910) por Georges Braque

Depois da guerra de 1914-1918, o artista dispensado com as linhas angulares e fortes linhas geométricas de sua fase anterior se curvar à linha curva em um novo conjunto de questões: Guéridons (ainda vida em uma mesa-redonda), o pequenas chaminés (1919-1927), a canafístula (1922) e, especialmente, a Ateliers (1948-1955), que recria ambientes fechados chave simbólica. Braque, que também era um ilustrador, cenógrafo, escultor e gravador, alcançou um reconhecimento importante na vida e deixou uma marca profunda no desenvolvimento da pintura.

http://www.biografiasyvidas.com/biografia/b/braque.htm

 

Georgina de Moura Andrade Albuquerque, nasceu em Taubaté, aos 4 de fevereiro do ano de 1885 e faleceu no dia 29 de agosto no de 1962, no Rio de Janeiro.

Foi uma das principais mulheres brasileiras a conseguir firmar-se como artista no começo do século XX. Pintora e professora, aos 15 anos, inicia sua formação na cidade de Taubaté (1900) com o pintor italiano Rosalbino Santoro que morava em sua casa. Muda-se para o Rio de Janeiro, em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes- Enba -, do Rio de Janeiro – RJ, onde é aluna de Henrique Bernardelli (1858-1936). Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque (1877-1939) que acabara de receber o prêmio de viagem ao exterior, e viaja para a França, onde completa sua formação na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts (Escola Nacional Superior de Belas Artes) tendo como professores Paul Gervaix, Guetin, Miller e Decheneau. No mesmo período estuda na Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer Em 1927, leciona desenho na Enba, ocupando mais tarde o cargo de diretora. Em 1935, assume a chefia do curso de arte decorativa da Universidade do Distrito Federal. Em suas pinturas, a artista tem como parâmetro o impressionismo e suas derivações. Elas apresentam uma paleta de cores luminosas, empregada com sensibilidade. Os temas mais constantes de Albuquerque são o nu, o retrato e a paisagem. Em Raio de Sol (s.d.) ou Dia de Verão (ca. 1920), com amplas pinceladas, ela explora as incidências luminosas e a vibração cromática. A partir de 1920, passa a trabalhar com uma paleta mais sóbria e a realizar pinturas com temas da vida popular, como Duas Roceiras (s.d.) ou No Cafezal (ca.1930), entre outras. Em 1943, Georgina de Albuquerque funda, no Rio de Janeiro, o Museu Lucílio de Albuquerque, onde, anos depois, institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças.

 

Pintora, escultora e ceramista. Porto Alegre, RS, 1935. Durante sua formação passou pelo Instituto de Belas Artes de Porto Alegre e Rio de Janeiro. Teve como mestres Francisco Bellanca e Ado Malagoli. Foi professora de criatividade artística e infantil de 1969 a 1975. Lançou em 1994, com Ângela Geyer de Menezes, a Lavoro D’arte Galleria, onde expõe e organiza exposições. Dirige e mantém, desde 1969, A Capella, Escola de Preparação do Artista Plástico do Básico ao Mercado de Artes, sob  o lema “Divulgar arte é cultura”, em Porto Alegre, lugar onde reside. Expõe desde 1968, tendo participado de salões e leilões. A maioria de suas individuais aconteceram na Galeria A Capella. Em 1995 fez individual no Lindóia Tênis Clube, Porto Alegre.

 

 

Gilberto Salvador

Gilberto Orcioli Salvador formou-se em arquitetura em 1969 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), onde mais tarde atuou como professor.

Paralelamente aos estudos universitários, dedicou-se à pintura e ao desenho. Expôs individualmente, pela primeira vez, em 1965, na Galeria de Arte do Teatro de Arena em São Paulo.

Foi premiado com a medalha de ouro no Salão de Arte Contemporânea, Campinas, em 1967, e, nas edições de 1969 e 1970, com o prêmio aquisição.

Participou de várias edições da Bienal Internacional de São Paulo, e entre suas principais mostras individuais destacam-se duas exposições no MASP, em 1985 e 1995.

Em 1999, a escultura Vôo de Xangô foi instalada na estação Jardim São Paulo (Metrô de São Paulo) e, no mesmo ano, passou a presidir a Fundação Gilberto Salvador, em São Paulo.

O crítico de arte Jacob Klintowitz publicou dois livros sobre o trabalho do artista: História Natural do Homem Segundo Gilberto Salvador (1985), e Gilberto Salvador — o Reino Interior, de 2001.

 

 

Samico, Gilvan (1928 – 2013) – Gilvan José Meira Lins Samico (Recife PE 1928 – idem 2013). Gravador, pintor, desenhista, professor. Em 1952, Gilvan Samico funda, juntamente com outros artistas, o Ateliê Coletivo da Sociedade de Arte Moderna do Recife – SAMR, idealizado por Abelardo da Hora (1924). Estuda xilogravura com Lívio Abramo (1903 – 1992), em 1957, na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM/SP. No ano seguinte, transfere-se para o Rio de Janeiro, onde cursa gravura com Oswaldo Goeldi (1895 – 1961) na Escola Nacional de Belas Artes – Enba. Possuidor de grande domínio técnico, dedica-se à realização de texturas elaboradas com ritmos lineares em seus trabalhos. Em 1965, fixa residência em Olinda. Leciona xilogravura na Universidade Federal da Paraíba – UFPA. Em 1968, com o prêmio viagem ao exterior obtido no 17º Salão Nacional de Arte Moderna, permanece por dois anos na Europa. Em 1971, é convidado por Ariano Suassuna a integrar o Movimento Armorial, voltado à cultura popular nordestina e à literatura de cordel. Sua produção é marcada pela recuperação do romanceiro popular nordestino, por meio da literatura de cordel e pela utilização criativa da xilogravura. Suas gravuras são povoadas por personagens bíblicos e outros, provenientes de lendas e narrativas locais, assim como por animais fantásticos e míticos. Com a apresentação de uma nova temática, introduz uma simplificação formal em seus trabalhos, reduzindo o uso da cor e das texturas.

 

    Glauco Pinto de Moraes, nascido em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, em 1928 e morto em São Paulo, São Paulo, em 1990, foi pintor, desenhista, gravador e advogado. Iniciou suas atividades artísticas no fim da década de 1940. Paralelamente, exerceu a advocacia (entre 1950 e 1968) em Porto Alegre, onde realizou sua primeira individual, na Galeria Yazigi, em 1973.

    Foi premiado pela Associação Brasileira de Críticos de Arte pela melhor exposição de pintura em 1977. No ano seguinte, recebeu prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro.

    Moraes integrou o Conselho de Arte e Cultura da Bienal Internacional de São Paulo e foi fundador e conselheiro da Associação Profissional de Artistas Plásticos. Atuou também como assessor especial de artes plásticas da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

    Em suas obras, explorou o universo das engrenagens e do maquinário ferroviários.

Glauco Rodrigues

Glauco Rodrigues (1929-2004) foi um pintor, desenhista e gravador brasileiro.

Começou a pintar em 1945, e expôs pela primeira vez em 1948, na mostra Os Novos de Bagé, em Porto Alegre, onde frequentava a Escola de Belas-Artes. Logo depois transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde estudou na Escola Nacional de Belas Artes. Voltando a Porto Alegre, criou o Clube da Gravura de Porto Alegre e o Clube da Gravura de Bagé, em 1950, juntamente com Carlos Scliar, Glênio Bianchetti, Danúbio Gonçalves e Vasco Prado. De volta ao Rio no final da década, iniciou-se na carreira de ilustrador.

Em 1960, participou do IX Salão Nacional de Arte Moderna, quando obteve o prêmio de viagem ao exterior. Participou da Bienal de Paris em 1961 e, no ano seguinte, viajou para Roma, onde permaneceu até 1965. Realizou exposições individuais em Munique, Stuttgart e Frankfurt. Em Roma, em 1963, expôs na Galeria d’Arte della Casa do Brasil e, em 1964, participou da XXXII Bienal de Veneza. Em 1967 foi premiado na IX Bienal Internacional de Arte de São Paulo.

Em 1980, pintou o quadro A Primeira Missa no Brasil, uma espécie de releitura da obra de Vitor Meireles, oferecido pelo governo brasileiro ao Papa João Paulo II. Em 1985 realizou aquarelas de paisagens gaúchas para a abertura e as vinhetas da minissérie O tempo e o vento, da Rede Globo, obras estas que se encontram atualmente no MARGS, em Porto Alegre.

É o autor do painel em mosaico na entrada da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, uma obra gigantesca, toda construída em pastilhas, e encomendada para celebrar o centenário da entidade, no ano de 2000. A obra destaca as figuras de Oswaldo Cruz, Carlos Chagas e também de Louis Pasteur, exibindo ainda as expedições científicas na Amazônia. Outro painel realizado por ele se encontra na estação de passageiros do Aeroporto Internacional de Salvador, na Bahia, e que retrata os costumes e manifestações folclóricas baianas.

Glauco Rodrigues morreu vítima de uma parada respiratória, aos 75 anos, no Rio de Janeiro. Está enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

 

 

    Glênio Alves Branco Bianchetti nasceu em Bagé, Rio Grande do Sul, em 1928 e morreu em 2014. Foi gravador, pintor, ilustrador, tapeceiro, professor e desenhista. Iniciou seus estudos artísticos em Bagé na década de 1940, junto com Glauco Rodrigues (1929 – 2004) e sob a orientação de José Moraes (1921 – 2003). Em 1949, ingressou no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre.

    Fundou, em 1951, ao lado de Glauco Rodrigues e Danúbio Gonçalves (1925), o Clube de Gravura de Bagé, posteriormente incorporado ao Clube de Gravura de Porto Alegre, grupo que realiza uma produção artística de caráter social, do qual participaram também Carlos Scliar (1920 – 2001) e Vasco Prado (1914 – 1998).

    Na década de 1950, Bianchetti produziu xilografia e linoleogravura com temas relacionados ao trabalho e aos costumes regionais. A partir dos anos 1960, trabalhou principalmente com pintura, litografia e gravura em metal. Em 1962, lecionou desenho e pintura na recém-inaugurada Universidade de Brasília, na qual permaneceu até 1965, quando foi afastado pelo regime militar.

    No início da década de 1970, colaborou na criação do Museu de Arte de Brasília e participou de projetos voltados ao ensino artístico. Em 1988, foi reintegrado à UnB. Entre 1996 e 1997, foi organizada mostra retrospectiva do Grupo de Bagé com exposições em várias capitais. Foi homenageado com a retrospectiva dos seus 50 anos de carreira em 1999, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Em 2004, foi publicado o livro Glenio Bianchetti, de autoria de José Paulo Bertoni.

Gonçalo Ivo (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1958). Artista plástico, arquiteto. Filho do jornalista e poeta Lêdo Ivo (1924-2012) e da professora Maria Leda Sarmento de Medeiros Ivo (1923-2004), é influenciado pela circulação dos pais em ambientes culturais. Além de conhecer escritores, frequenta desde criança ateliês de artistas plásticos, como Iberê Camargo (1914-1994). Adolescente, matricula-se em aulas de pintura e de desenho no Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro (MAM/RJ). As aulas são ministradas pelos artistas Aluísio Carvão (1920-2001) e Campos Mello (1932), que lhe apresentam o que há de mais notável na produção corrente nas artes visuais.

 

Gustav Moreau

Gustave Moreau (6 de abril de 1826 – 18 de abril de 1898) foi um pintor francês. Tornou-se célebre por ser um dos principais impulsionadores da arte simbolista do século XIX.

Moreau começou como pintor realista. Posteriormente, sob a influência dos impressionistas e pré-rafaelitas, evoluiu para uma pintura mais romântica e espiritual, que lhe permitiu entrar nas fileiras do simbolismo, junto com Munch, Ensor, Puvis de Chavannes e Redon. Alguns historiadores de arte preferem se referir a eles como pós-impressionistas.

Nascido em Paris, este pintor teve aulas dadas pelos mestres Chassériau e Picot em seus respectivos ateliês. Suas obras foram expostas pela primeira vez ao público e à crítica no Salão de 1852. Ele pregava que a inspiração nunca seria encontrada no objeto a ser pintado, pois ela seria única e exclusiva do pintor, ou seja, a obra seria executada a partir do que foi sentido por ele.

Os temas favoritos de Moreau eram as cenas bíblicas, principalmente a história de Salomé, muito em moda no final do século XIX, e as obras literárias clássicas.

Mestre da cor, soube representar mulheres de uma beleza rara com traços de anjo e pele aveludada, cobertas apenas por ousadas transparências. A luz foi utilizada por Moreau para obter essa atmosfera ao mesmo tempo mística e mágica, que caracterizou a pintura simbolista. No detalhismo caligráfico com que trabalhou os arabescos e demais elementos decorativos, Moreau se aproximou qualitativa e quantitativamente do modernista Klimt.

 

Escultor. Montevidéu, Uruguai, 1951.

Estudou na Escola de Belas Artes de Montevidéu. Reside em Porto Alegre desde 1970. Criou, em 1974, juntamente com Elizabeth Nunez, Wilson Cavalcante e Maria Tomaselli, o Mercadão da Arte. Após experiências em técnicas como desenho, histórias em quadrinhos e desenho publicitário, retoma à escultura em 1983. Dois anos depois figura no livro Artistas da cerâmica brasileira, de Jacob Klintowitz. Pesquisa materiais como resina, bronze, tinta automotiva, acrílica e cerâmica. Desenvolve um trabalho irreverente, que mereceu comentário de Angel Kalemberg, durante a XIX Bienal Internacional de São Paulo, em 1987, a propósito da obra Juízo, purgatório e paraíso dos farofeiros: Nakle fusiona o homem com o animal, ou o contorna ou superpõe. Zoomorfisa parte do humano; cabeça ou membros. Mas esses monstros expressam as fantasmagorias de seu autor, liberam suas repressões que, de alguma maneira, são as de nossa sociedade; do mesmo modo como os bestiários medievais veiculizavam os medos e os sistemas místico-religiosos daquela época. Realizou individuais em importantes e consagrados espaços no exterior como o Stedelijk Museum, em Amsterdã, Holanda. Em 1989 foi artista convidado da III Bienal de Cuba. Expôs no Uruguai, Argentina e Chile. Vive e trabalha em Porto Alegre. Realizou individuais na Cezar Prestes Arte e Espaço Cultural NET, ambas em Porto Alegre, 1996, sob o título geral de Torre de Babel, com apresentação de Angélica Moraes: Nakle faz refletir sobre os rumos do chamado processo civilizatório. O artista é o demiurgo de uma babel movida por uma ironia humanista, que aponta o ridículo para sonhar o sublime. Possui obras no acervo do Museu Blanes, Montevidéu, Uruguai.

 

Gustavo Rosa (São Paulo 20 de dezembro de 1946 – 12 de novembro de 2013, São Paulo). O artista brincava, que antes mesmo de falar aprendeu a desenhar. Autodidata, sempre gostou muito do desenho e através dessa paixão foi em busca de conhecimento artístico.
Ele largou sua carreira de Publicitário, para a Arte e Pintura. Estudou arte com o norte americano Amer Rudy Pozzati. Lançou uma grife com seu nome, em New York, Estados Unidos.
Gustavo Rosa, ganhou fama por sua pintura Colorida, Viva e com desenhos do cotidiano, desenhos exatos de pessoas, pássaros, animais. Ele se destacou por sua originalidade.
Sua primeira exposição individual foi em 1970 na galeria Alberto Bonfiglioli. Depois disso, começou a fazer exposições pelo mundo todo, em museus famosos e ganhou cada vez mais reconhecimento.
Gustavo Rosa se espantantava com alguns costumes, paixões e amores ridículos, então ao pintar cria seu próprio Mundo, com emoção e colorido.

Áustria 1910 – 1974 )
Passou a infância em Trieste e em Gorizia. Veio para o Brasil ainda jovem. No Liceu de Artes e Ofícios-Rio, em 1937, estudou desenho com Eurico Alves e água forte com Carlos Oswald, este último viria a exercer enorme influência sobre Steiner. Premiado no Salão Nacional do Brasil, participou de inúmeras exposições coletivas no Rio, de 1937 a 1941 e, em várias cidades austríacas e americanas. Sua obra possui raízes no Expressionismo alemão com características bem brasileiras: o artista estudou nossa cultura e nosso folclore, inclusive fazendo viagens pelo interior do Mato Grosso para conhecer os costumes dos indígenas. Recebeu “Medalha de Bronze” e “Medalha de Prata”, em 1941, no Salão de Belas Artes. Seus desenhos também podem ser vistos no Mosteiro dos Monges Beneditinos em São Paulo, ao lado de gravuras de Dürer, Holbein e Schongauer. Deixou mais de 600 chapas executadas a ponta-seca, água-forte, água-tinta e buril e algumas xilogravuras. Suas obras constam do acervo de museus da Europa e América do Sul, como da Albertina e da Academia de Belas Artes de Viena.

 

    Heitor dos Prazeres nasceu no Rio de Janeiro no dia 23 de setembro de 1898 e morreu na mesma cidade em 4 de outubro de 1966. Também conhecido como Mano Heitor e Mestre Heitor dos Prazeres, foi compositor, cantor e pintor autodidata. Começou a trabalhar cedo na oficina do pai, que era marceneiro.

    Dominava o clarinete e o cavaquinho e seus sambas e suas marchinhas alcançaram projeção nacional. Um dos pioneiros do samba carioca, Heitor compôs seu maior sucesso, Pierrô Apaixonado, em parceria com Noel Rosa. Nos anos 20, Heitor dos Prazeres foi um dos fundadores da escola de samba que mais tarde chamou-se GRES Portela, primeira vencedora em um concurso entre escolas, em 1929, com sua composição Não Adianta Chorar.

    Heitor dos Prazeres adotou a pintura como hábito depois da morte da esposa. Nas artes plásticas, teve seu trabalho reconhecido no Brasil e no exterior com obras presentes em numerosas exposições.

Nascido em Guaratinguetá/SP, Brasil, 07/01/1960, Pintor acadêmico contemporâneo, excelente paisagista.

 

 

     Hélio Oiticica, nascido no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, no dia 26 de julho de 1937, e morto na mesma cidade em 22 de março de 1980 (vítima de acidente vascular cerebral), foi pintor, escultor, artista plástico e performático de aspirações anarquistas. É considerado por muitos um dos artistas mais revolucionários de seu tempo e sua obra experimental e inovadora é reconhecida internacionalmente.

    Oiticica buscou a superação da noção de objeto de arte como tradicionalmente definido pelas artes plásticas até então, em diálogo com a teoria do não-objeto de Ferreira Gullar. O espectador também foi redefinido pelo artista carioca, que alçou o indivíduo à posição de participador, aberto a um novo comportamento que o conduzisse ao “exercício experimental da liberdade”, como articulado por Mário Pedrosa. Nesse sentido, o objeto foi uma passagem do entendimento de arte contemplativa para a arte que afeta comportamentos, que tem uma dimensão ética, social e política, como explicitado no texto Nova Objetividade Brasileira, publicado em 1967 no catálogo da exposição homônima ocorrida no MAM-RJ.

    O conceito “suprassensorial”, que Oiticica desenvolve também a partir de 1967, propõe experiências com a percepção do participador, investigando possibilidades de dilatamento de suas capacidades sensoriais – uma “suprassensação” semelhante àquela causada pelo efeito de drogas alucinógenas ou pelo êxtase do samba. Poderia a arte atingir esse mesmo efeito? Segundo Oiticica, o suprassensorial levaria o indivíduo “à descoberta do seu centro criativo interior, da sua espontaneidade expressiva adormecida, condicionada ao cotidiano”.

    Hélio Oiticica aspira à superação de uma arte conformista, elitista, condicionante, limitada ao processo de estímulo-reação, que se configura como instrumento de domínio intelectual e comportamental. Propõe, então, uma arte que busca uma abertura ao participador e do participador por meio de experiências que promovam uma volta do sujeito a si mesmo, redescobrindo e libertando-se de seus condicionamentos éticos e estéticos, impelindo-o a um estado criativo em uma vivência suprassensível.

    Hélio Oiticica era neto de José Oiticica, anarquista, professor e filólogo brasileiro, autor do livro O anarquismo ao alcance de todos (1945). Até os dez anos, Hélio Oiticica não frequentou escolas, foi educado pelos pais. Em 1947, transferiu-se com a família para Washington (EUA), quando seu pai recebeu uma bolsa da Fundação Guggenheim. De volta ao Brasil, em 1954, iniciou estudos de arte na escola de Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), estudo marcado pela ênfase na livre criação e na experimentação. No mesmo ano, escreveu o primeiro de seus muitos textos sobre arte.Entre 1955 e 1956, Oiticica fez parte do Grupo Frente, de artistas concretistas.

    A partir de 1959, participou do Grupo Neoconcreto, ao lado de artistas como Reynaldo Jardim, Amílcar de Castro, Lygia Clark, Lygia Pape e Franz Weissmann. Abandonando o quadro e adotando o relevo, bem cedo Hélio incursionou por novos domínios, criando seus núcleos e seus penetráveis para chegar, em seguida, à arte ambiental, em que melhor daria vazão ao seu temperamento lúdico e hedonista.

    A ida ao Morro da Mangueira, em 1964, para conhecer a feitura de carros alegóricos, colocou-o em contato com uma comunidade organizada em torno da dança, do samba e do carnaval, o que, para Oiticica, foi uma experiência vital de desintelectualização e derrubada de preconceitos sociais. Naquela época, Hélio Oiticica criou o Parangolé, que ele chamava de “antiarte por excelência”, uma pintura viva e ambulante. O Parangolé (nome que Oiticica encontrou em uma placa que identificava um abrigo improvisado, construído por um mendigo na rua, na qual se lia “Aqui é o parangolé”) é uma espécie de capa (ou bandeira, ou estandarte, ou tenda) que só com o movimento de quem o veste revela plenamente suas cores, formas, texturas e textos com mensagens como “Incorporo a revolta” e “Estou possuído”. Em 1965, ao apresentar os Parangolés vestidos por passistas da Mangueira na mostra Opinião 65, foi expulso do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, evento que acentuou seu interesse em desenvolver uma arte inseparável de questões sociais.

    Foi também Hélio Oiticica quem fez o penetrável Tropicália, que não só inspirou o nome, mas também ajudou a consolidar uma estética do movimento tropicalista na música brasileira nos anos 1960 e 1970. Oiticica o chamava de “primeiríssima tentativa consciente de impor uma imagem ‘brasileira’ ao contexto da vanguarda”. Os penetráveis têm como pré-requisito a incursão do visitante, ou seja, os ambientes coloridos só funcionam com a presença do espectador.

    Em 16 de outubro de 2009, um incêndio destruiu grande parte das obras que estavam na reserva técnica no bairro Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. As primeiras notícias sobre o incêndio estimavam que 90% do acervo (avaliado em 200 milhões de dólares) foram perdidom, dados que foram subsequentemente revistos. No local, também eram guardados documentários e livros sobre o artista. Esse incêndio deflagrou a discussão sobre a importância da obra escrita de Hélio Oiticica, em grande parte preservada pela digitalização realizada anos antes do acidente pelo Programa Hélio Oiticica, coordenado pela curadora e crítica de arte Lisette Lagnado e desenvolvido em uma parceria entre o Instituto Itaú Cultural e o Projeto Hélio Oiticica.

Seelinger, Hélios (1878 – 1965)   Helios Aristides Seelinger (Rio de Janeiro RJ 1878 – idem 1965). Pintor, desenhista, caricaturista. Forma-se na Escola Nacional de Belas Artes – Enba entre 1891 e 1896, e freqüenta também o ateliê dos irmãos Henrique Bernardelli (1858 – 1936) e Rodolfo Bernardelli (1852 – 1931). Aconselhado por Henrique, parte para a Alemanha em 1897, onde permanece até 1900. Freqüenta a Academia Azbe e a Academia de Munique e é aluno do pintor Franz von Stuck (1863 – 1928). Retorna ao Brasil em 1901 e no ano seguinte realiza uma exposição individual na redação da revista O Malho, com boa parte da produção realizada em Munique. A partir de 1902, participa das Exposições Gerais de Belas Artes, e é premiado diversas vezes. Em 1903, conquista o prêmio de viagem ao exterior com o quadro Boêmia, no qual retrata intelectuais do meio carioca, como Gonzaga Duque (1863 – 1911), Fiúza Guimarães, Luis Edmundo (1878 – 1961), João do Rio (1881 – 1921) e Rodolfo Chambelland (1879 – 1967). Na segunda viagem à Europa, orientado novamente por Bernardelli, fixa-se em Paris, onde realiza estudos de aperfeiçoamento com Jean-Paul Laurens (1838 – 1921). Após o fim de sua pensão, retorna algumas vezes à Europa para estadas em Paris e em outras capitais até às vésperas da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando se estabelece definitivamente no Rio de Janeiro. Por volta de 1907, trabalha como assistente do pintor Eliseu Visconti (1866 – 1944) em Paris. Em 1911, realiza pinturas decorativas para o Clube Naval, no Rio de Janeiro. Faz freqüentes viagens a São Paulo e Porto Alegre, para expor ou comercializar suas obras. Atua como ilustrador e caricaturista em publicações como O Malho, Leitura para Todos, Careta, Fon Fon, entre outras. É por vários anos funcionário do Museu Nacional de Belas Artes – MNBA, no Rio de Janeiro, que em 1943 organiza exposição retrospectiva do artista, em comemoração de seu quinqüenário artístico.

 

 

Henri Matisse(1869-1954

Foi um pintor, desenhista, gravurista e escultor francês. Sua obra é considerada uma das expressões mais significativa da arte de vanguarda, ao lado de van Gogh, Gauguin, Cézanne e Picasso. Henri Matisse (1869-1950) nasceu em Cateau-Cambrésis, no Norte da França, no dia 31 de dezembro de 1869. Em 1891, viaja para Paris, onde inicia os estudos preparatórios para à admissão na Escola de Belas Artes. O aprendizado começa com Bougereau, detentor de 12 medalhas em exposições internacionais. Em 1904 realiza sua primeira exposição individual na Galeria Vollard. Em 1995, no Salão de Outono expõe uma obra-prima “Luxo, Calma e Volúpia” que é logo comprada. No ano seguinte encabeça a rebelião dos “fauvistas” – pintores que trabalham com cores puras e de alto contraste. Vende a tela “Alegria de Viver”. Em 1908 abre sua academia, e começa a ganhar fama no exterior.

 

O pintor, desenhista e gravador Henrique Leo Fuhro nasceu em Rio Grande, RS, em 1938 e morreu em 2006 em Porto Alegre, RS. Sua carreira inicia com participação no Salão de Artes Plásticas da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa (Chico Lisboa), 1957, como pintor, e a primeira mostra individual ocorre no Instituto Brasileiro Norte-americano em Porto Alegre, 1963. Em 1965 é incluído no álbum Dez gravadores gaúchos, edição de Júlio Paccello, São Paulo. Participa do Salão de Abril do MAM, Rio de Janeiro, 1966, e, nesse mesmo ano, expõe na Galeria Guignard, Belo Horizonte. E participante da I Bienal Nacional de Artes Plásticas de Salvador e obtém o prêmio “ex-aequo”, na II Exposição da jovem Gravura Nacional no MAC de São Paulo. Em 1967 expõe na IX Bienal Internacional de São Paulo. Mereceu inúmeros prêmios em salões nacionais: aquisição em Belo Horizonte, Cidade de Porto Alegre, Salão do Paraná, Isenção de Júri no Salão Nacional, no Rio de Janeiro, 1969, seleção brasileira da X Bienal Internacional de São Paulo, Salão de Campinas e representação brasileira na I e II Bienal Latino-Americana del Grabado, San Juan de Puerto Rico, XI Bienal Internacional de São Paulo, Grabados em Lima, Artes Gráficas no Museo de La Tertullia, Caiu, Colômbia. Recebe aquisição no I Salão de Artes Visuais da UFRGS, Porto Alegre, 1970. Realiza sua primeira individual em São Paulo, 1971, com o escultor Francisco Stockinger, na Galeria Astréia. A partir desta data vai abandonando gradativamente a gravura. Alterna o desenho, a serigrafia e a pintura. No início dos anos 80 realiza exposições individuais em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Curitiba e Campinas, (com temas esportivos, acompanhando nessas cidades a Copa Koch-Tavares de tênis) e São Paulo, galeria Aki, a convite do arquiteto Ruy Ohtake. Integrou, como artista convidado, exposições nacionais e internacionais como Créativité dans l’Art Brésilien Contemporain, Musées Royaux des Beaux-Arts de Beigique, Bruxelles, 1978.
É verbete com reprodução no Dicionário das artes plásticas no Brasil e Brasil arte 50 anos depois, ambos de Roberto Pontual, Dicionário brasileiro de artistas plásticos, Dicionário de pintores brasileiros, de Walmir Ayala, História da arte brasileira, de Pietro Maria Bardi, e História geral da arte no Brasil de Waiter Zanini. Em Mestres do desenho brasileiro e Artistas gravadores brasileiros, ambos de Jacob Klintowitz consta com diversas ilustrações. No livro A criação plástica em questão, Walmir Ayala registra-o com extenso depoimento. Em ampla análise de seu trabalho, Jacob Klintowitz refere que “Fuhro é um sensível aparelho registrador, olhos e memória percepção e mão emoção e gesto. Um artista profundamente tocado pela realidade que, no seu caso, é composta de imagens repetidas, vibrantes padrões visuais, instrumentos de sopro ornamentos“. Este mesmo crítico lhe convida para integrar mostra representativa de arte brasileira, em 1991, no Museu Real da Dinamarca. Carlos Scarinci analisa e reproduz seu trabalho em A gravura no Rio Grande do Sul 1900-1980. Em 1995 participa de A arte vê a moda, Galeria Xico Stockinger, na Casa de Cultura Mario Quintana. Está catalogado pelo MARGS. Possui obras em museus brasileiros e internacionais como o da Universidade de Stanford, Califórnia, Estados Unidos. Notabilizou-se pela criação de figuras mascaradas, influência assumida de histórias em quadrinhos e esportistas (golfistas, tenistas, skatistas, jogadores de futebol ciclistas, etc.). A figura feminina tem papel importante em sua obra. Um fato que chama atenção é que embora seja publicitário (contato), nunca praticou, como pensam, arte publicitária, mas não descarta a interferência dos meios de comunicação no trabalho. Dedica-se à pintura em Porto Alegre, cidade onde reside. Assina H. Fuhro ou Fuhro. Seu nome é Henrique Leo Fuhro.

Fonte: ROSA, Renato e PRESSER, Décio . Dicionário de Artes Plásticas do Rio Grande do Sul. p. 18, 25, 29, 31, 48, 247, 248 e 249. 1ª e 2ª ed. Porto Alegre, Ed. da Universidade Federal do RGS, respectivamente, 1997 e 2000.

Henry Spencer Moore (Castleford, Yorkshire, 1898Perry Green, Hertfordshire, 1986) foi um escultor e desenhista britânico que desenvolveu uma obra tridimensional predominantemente figurativa, com breves incursões pela abstração.

Henry Moore foi um importante escultor inglês do século XX. É considerado um dos principais escultores de arte abstrata de origem britânica. Muitas de suas esculturas estão expostas ao ar livre, em várias cidades do mundo, principalmente nas da Inglaterra.

Características de seu estilo artístico (escultura):– Foi influenciado, no começo de sua carreira artística, pela arte pré-colombiana, principalmente da civilização maia.

– Teve influência também de artistas renascentistas e góticos, principalmente de Michelangelo e Giotto.

– Embora tenha recebido várias influências, desenvolveu seu estilo artístico próprio e original, ligado à arte abstrata.

– Buscou inspiração na natureza, principalmente nas formas de montanhas e cavernas, para confeccionar muitas de suas esculturas.

– O bronze e o mármore foram suas principais matérias-primas para a elaboração das esculturas.

– Também abordou em suas esculturas, temas ligados a crianças e à maternidade. Além disso, fez muitas esculturas mostrando corpo de pessoas deitadas ou encostadas.

– Principalmente na segunda etapa de sua carreira artística, após a Segunda Guerra Mundial, passou a imprimir em suas obras de arte forte preocupação com a humanidade.

 

 

Hércules Barsotti (São Paulo SP 1914 – idem 2010) Pintor, desenhista, programador visual, gravador. Hércules Rubens Barsotti, artista plástico nascido em São Paulo em 1914, ali realizou seus primeiros estudos de desenho com Enrico Vio, de 1926 a 1933. Seus primeiros desenhos abstratos aparecem em 1950 e, a partir de 1954, realiza trabalhos construtivos, independente contudo do grupo concreto paulista. A partir desse mesmo ano passou a trabalhar em desenho têxtil e, juntamente com Willys  de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, em São Paulo (1954 – 1967).

A partir dos anos 1960, participa das bienais internacionais de arte de São Paulo, e apresenta trabalhos nas mostras neoconcretas realizadas nos anos de 1960 e 1961. Com outros artistas, fundou o grupo Novas Tendências (1963 – 1965). Destacou-se entre os modernos programadores visuais brasileiros com suas pesquisas de forma e de cor aplicadas à produção industrial.

HIDALGO ADAMS– Cerro Largo/RS – 1962. Autodidata. Trabalha com arte desde 1973, e suas atividades artísticas iniciaram-se através da madeira, nas formas de entalhe e relevo. Reside em Porto Alegre desde 1982 e, em 1984 faz estágio no Atelier do escultor GUMA, com o qual aperfeiçoa-se em escultura em madeira, bronze, terracota e pedra sabão. A partir de 1986 inicia participações em mostras coletivas, saldes de arte e artesanato no Estado e no país. Em 1988, ingressa no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre, onde foi aluno do escultor CLÁUDIO MARTINS COSTA. Entre 1991 e 1995 faz aprimorações técnicas e reestrutura. fisicamente o seu atelier do bairro Cascata. Em 1997/98, freqüenta o Atelier Vila Nova, onde recebe orientações e ensinamentos do escultor FRANCISCO (XICO) STOCKINGER. Verbete no Dicionário de Artes Plásticas no Rio Grande do Sul, de Renato Rosa & Décio Presser, Editora da UFRGS – Porto Alegre /RS. 2003 , Recebe a Comenda Pedro Weigartner da Câmara Municipal de Porto Alegre/RS.
Cria o Troféu Sandra Garcia para a Faculdade de Comunicação Social da ULBRA, Canoas, RS.

Pintora e desenhista. Pelotas, RS, 1928, faleceu em  Porto Alegre.Cursou a Escola de Belas -Artes de Pelota. Em Porto Alegre frequentou o Atelie Livre da Prefeitura Municipal. Foi aluna de Ado Malagoli, Aldo Locatelli, Danúbio Gonçalves, Paulo Porcella e Fernando Baril. Expõe desde 1956, mantendo-se fiel à figura. Participou de inúmeros salões, podendo ser destacados a 10º e 15º Salão da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa (Chico Lisboa), em Porto Alegre, 1958 e 1992, e VI Salão de Ribeirão Preto, em São Paulo, 1981. Expôs individualmente em galerias e museus de Porto Alegre e outras cidades do Estado. Suas mais recentes individuais foram no MARGS e na Galeria Mosaico, ambas em Porto Alegre, 1989, mostrando sua temática habitual, a figura humana feminina. Por ocasião de exposição com caráter retrospectivo, em 1983, na Galeria de Arte do Clube do Comércio, Porto Alegre, mereceu apresentação de Ado Malagoli, seu antigo mestre: “Seus trabalhos […] de  corpos nus, numa representação de movimentos livres, nos transmite a idéia de evasão de uma existencia contida pura […]. Hilda Mattos se renova. Seus nus, agora ganham mais espaço dentro do quadro, pois as formas se rebatem numa sucessão de planos relamente invertidos, sempre fugindo a tentações do devaneio surrealista”. Em 1995 expõe Cabeças, na Galeria de Arte Mosaico, Porto Alegre, pinturas. As pesquisadoras Ursula Rosa da Silva e Mari Lúcie da Silva Loreto analisam e reproduzem sua obra em História da arte em Pelotas: a pintura de 1870 a 1980.

 

Homero Lima-Pelotas, RS, 1966. Formado em Engenharia Mecânica/ UFRGS (1989), exercendo sua atividade com desenvolvimento de produtos. Participou do II Salão de Desenho de Porto Alegre (1990), Instalações do Projeto Relógio do Sol na Casa de Cultura Mario Quintana (1995), do Projeto Cultural Mansão das Artes /RS (1999), do Projeto Diálogo Intercâmbio Brasil-Chile (2004). Estuda litografia (2001-2006) no Museu do Trabalho com Paulo Chimendes. Também atua na área de ilustrações, onde seu último trabalho foi realizar as ilustrações e capa para o Livro “Histórias Curtas” de Paulo Scott.
Trabalha com escultura e litografia onde procura a síntese de elementos abstratos e primitivos através do encontro com a figura

 

 

    O pintor, gravurista e professor Iberê Bassani de Camargo nasceu em Restinga Seca, Rio Grande do Sul, em 18 de novembro de 1914 e morreu em Porto Alegre no dia 9 de agosto de 1994. Em 1927, Iberê iniciou seus estudos na Escola de Artes e Ofícios de Santa Maria com Parlagreco e Frederico Lobe. Já em Porto Alegre, estudou pintura com João Fahrion.

    Dividindo-se entre Roma e Paris, fortaleceu sua formação. Na Itália, estudou com o surrealista De Chirico, de quem admirava a pegada metafísica, e, na França, teve aulas com André Lhote.

    Em 1942, ele chegou ao Rio de Janeiro, onde cursou a Escola Nacional de Belas Artes, mas, insatisfeito com a metodologia ali adotada, juntou-se a outros artistas também insatisfeitos e com seu professor de gravura, Alberto da Veiga Guignard, para fundar o Grupo Guignard. Em 1953, tornou-se professor de gravura no Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro, lecionando mais tarde esta técnica em seu próprio ateliê ou em permanências mais ou menos longas em Porto Alegre e em outras cidades, inclusive do exterior. Em Porto Alegre, foi um dos grandes incentivadores do Atelier Livre, da prefeitura.

    Embora tenha estudado com figuras marcantes e representativas de variadas correntes estéticas e pontos de vista, não se pode afirmar que tenha se filiado a alguma. Suas obras estiveram presentes, e sempre reapresentadas, em grandes exposições pelo mundo inteiro, como na Bienal de São Paulo e na Bienal de Veneza. Iberê Camargo foi uma grande referência para a arte gaúcha e a brasileira em geral.

    No dia 5 de dezembro de 1980, ocorreu uma tragédia na vida de Iberê. Depois de ser absolvido por legítima defesa, em 1982, sua pintura começou a ganhar tom dramático. A princípio, inseriu figuras humanas que convivem, em grandes telas, com signos mais corriqueiros de sua obra. Ele se retratou em meio a carretéis e cubos.

    Iberê Camargo não gostava de cachorros nem de crianças e teve apenas uma filha, Gerci, fruto de um romance passageiro em 1944. Gerci Camargo deu-lhe dois netos, Carlos Iberê e Doralice, e três bisnetos, Roberta, Fernando e Maissa. Iberê renovou as amizades, mas encontrou o verdadeiro companheirismo, em 1983, no gato Martim, o seu Cucuruco, como o chamava. O pintor colocava o bichano no bolso do macacão enquanto preparava seus quadros e fazia questão que sua esposa, Maria Coussirat Camargo, pusesse um prato de comida para o gato na mesa de jantar. “O animal é melhor do que o homem, que, hoje, come na tua mesa e, amanhã, te faz velhacaria”, comparava.

    Iberê conquistou inúmeros prêmios e participou de diversas exposições internacionais, tais como Bienal de São Paulo, Bienal de Arte Hispano-Americana em Madri, Bienal de Veneza e Bienal de Gravuras de Tóquio, entre outras mostras importantes.

    Em 1995, ano seguinte à sua morte, foi criada a Fundação Iberê Camargo, com sede na antiga moradia do artista, no bairro Nonoai, em Porto Alegre, para conservar, catalogar e promover sua obra. Mais tarde, a sede mudou-se para o bairro Cristal, em um prédio projetado pelo renomado arquiteto português Álvaro Siza.

 

Pintora nascida em Porto Alegre.

Cursos com Angelo Guido, Alice Soares e Mara Beatriz Caruso;

Escultura com Fernando Corona;  Pintura com Aldo Locatelli,

Aldo Malagoli, Fernando Baril e outros.

Litografia com Danúbio Gonçalves e Karuzo Ika.

 

Exposições:

de 1981 à 2001 – no Brasil e no Exterior

 

 

 

Paula, Inimá de (1918 – 1999)   Inimá de Paula (Itanhomi MG 1918 – Belo Horizonte MG 1999). Pintor e desenhista. A partir de 1937, freqüenta o Núcleo Antônio Parreiras, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Em 1940, instala-se no Rio de Janeiro, matriculando-se nas aulas de Argemiro Cunha (1880-1940) no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, as quais abandona em pouco tempo. Passa a pintar com alguns dos ex-integrantes do Núcleo Bernardelli. Em 1944, transfere-se para Fortaleza, onde conhece artistas locais e participa da criação da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Volta ao Rio de Janeiro em 1945 e expõe com Aldemir Martins (1922-2006), Antonio Bandeira (1922-1967) e Jean-Pierre Chabloz (1910-1984), na galeria Askanasy. Em 1948, graças ao apoio de Candido Portinari (1903-1962), faz sua primeira mostra individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RJ). Em 1950, ganha o prêmio de viagem ao país do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) e, no ano seguinte, viaja e expõe na Bahia. Em 1952, recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM). Em Paris, entre 1954 e 1956, assiste a cursos na Académie de la Grande Chaumière e na École Normale Supérieure des Beaux-Arts. Em seguida, acompanha as aulas de André Lhote (1885 – 1962) e de Gino Severini (1883-1966). Quando volta, passa a fazer pinturas abstratas, algumas das quais mostra na 5ª Bienal de São Paulo. Na primeira metade dos anos 1960, muda-se para Belo Horizonte e retoma a pintura figurativa. Em 1998 é criada a Fundação Inimá de Paula em Belo Horizonte.

 

    Inos Corradin nasceu em Vogogna, em Piemonte, Itália, em 1929. Estudou em Castelbaldo com o mestre Tardivello. Ao Chegar ao Brasil, em 1950, logo estabeleceu-se em Jundiaí, São Paulo.

    Sua obra, desenvolvida durante o modernismo, não encontra similaridade em nenhum outro artista. Para ela, muito contribuiu o período passado na Bahia, a partir de 1953. Sua operosidade no campo das artes o levou também à dedicar-se à cenografia também na década de 1950.

    Pintor de muita atividade, seu vasto currículo registra exposições em grande número, tanto individuais quanto coletivas. Sua primeira exposição internacional ocorreu em 1975,  na Galeria Debret, em Paris.

Saldanha, Ione (1919 – 2001)   Ione Saldanha (Alegrete RS 1919 – Rio de Janeiro RJ 2001). Pintora, escultora e desenhista. Realiza seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê do pintor Pedro Luiz Correia de Araújo (1874 – 1955), em 1948. Entra em contato com os artistas Arpad Szenes (1897 – 1985) e Vieira da Silva (1908 – 1992). Viaja para a Europa em 1951 e estuda a técnica de afresco em Paris, na Académie Julian, e em Florença, Itália. Inicialmente produz obras figurativas, como cenas cotidianas e retratos, e pintura de casarios, em que enfatiza a geometria. Posteriormente, sua produção adquire um caráter abstrato. No fim da década de 1960, passa a utilizar novos suportes, abandonando a superfície bidimensional, e pinta sobre ripas, carretéis (bobinas de madeira para cabos elétricos) e bambus. Em 1969, recebe o prêmio de viagem ao exterior no 7º Resumo de Arte do Jornal do Brasil, e vai para os Estados Unidos e Europa. Participa de várias edições da Bienal Internacional de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967, e sala especial em 1975 e 1979. Apresenta a mostra Resumo de 45 Anos de Pintura, nas galerias A. M. Niemeyer, Paulo Klabin e Saramenha, no Rio de Janeiro, em 1988. Em 2001, é realizada a retrospectiva Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói – MAC/Niterói.

Ismael Nery (1900-1934) foi um pintor brasileiro, considerado um dos precursores do surrealismo no Brasil. A influência católica foi importante em sua pintura.

Ismael Nery (1900-1934) nasceu em Belém, no dia 9 de outubro de 1900. Viveu no Rio de janeiro desde a infância. Em 1917 ingressa na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1920 viajou para Europa, onde frequentou a Academia Julien, em Paris. De volta ao Brasil, trabalha como desenhista na seção de Arquitetura e Topografia da Diretoria do Patrimônio Nacional. Lá torna-se amigo de Murilo Mendes, que foi grande incentivador de sua obra.

Sua estética foi permeada pelo expressionismo no começo de sua carreira, porém, passou por uma fase cubista. Na Europa, sofreu influências do pintor Marc Chagal, que continha características oníricas e surreais. Em 1926, estruturou um sistema filosófico denominado Essencialismo, que possuía fundamentos do catolicismo e neotomismo.

Ismael Nery teve uma pequena produção de aquarelas, óleos e desenhos, porém, a sua produção só foi reconhecida na exposição da 8° Bienal Internacional de Artes de São Paulo (1965), quando reunidas na Sala Especial de Surrealismo e Arte Fantástica.Suas obras também foram expostas na 10ª Bienal de São Paulo. Entre suas obras, as mais proeminentes são: “Amantes”, “Casal”, “Homem”, “Mulher e Cão”, “Duas Figuras” e “Paisagem com Casas”.

Morreu, ainda jovem, no Rio de Janeiro, no dia 6 de abril de 1934.