• Daisy Viola; Mulher-casca de vermelho, 2006; Móbile - pintura acrílica e colagem sobre corpo de papel e tecido, 150x80 cm

Iniciamos o calendário de exposições de 2020 com uma seleção de obras do Acervo da Galeria Duque destacando  o processo de criação do artista. A vivência do artista está diretamente ligada ao seu processo criativo, onde se estabelece o diálogo entre os materiais estéticos e as experiências pessoais, que resulta na ressonância do mundo, sua história e o objeto a ser construído, independente da linguagem a ser utilizada como forma de expressão.

Curadoria Daysi Viola

 

A exposição Mulheres no Plural acontece na Galeria Duque Espaço Cultural com 47 artistas mulheres e reivindica o direito das mulheres de serem reconhecidas e legitimadas e ainda ter a possibilidade de inserção no mercado de arte. Pintura, escultura, objetos tridimensionais,  cerâmica, desenho, gravura e fotografia apresentam a atualidade da produção feminina nas artes do RS.

O mês de novembro é sempre importante para nós, da Galeria Duque, é mês de aniversário.

Há 7 anos iniciamos o nosso trabalho neste espaço que surgiu a partir do desejo de compartilhar com o público da cidade e seus visitantes a convivência com as obras de artistas importantes que fazem parte do seu acervo.

Obras de arte trazem em si elaborações simbólicas e experiências sensíveis, valores de beleza, transcendência e complexidade capazes de abrir um canal de comunicação entre pessoas formando assim uma identidade fruto da sensibilidade do indivíduo e do coletivo resultando no que entendemos como cultura, espaço de construção de pensamento.

Quando pensamos este espaço, decidimos que, muito além de uma Galeria para mostrar o seu acervo, que em função da sua qualidade, por si só já justificaria a sua existência, abriríamos espaço também para exposições de artistas convidados. Assim fazemos com exposições individuais e coletivas.

No balanço deste 2019, além da programação na Galeria, estabelecemos ainda, parcerias com instituições culturais e outros espaços de exposição como as mostras de decoração e arquitetura, em Porto Alegre e outras cidades do interior do estado, por onde recortes do nosso acervo foram mostrados. Encerramos o ano de trabalho com a certeza de estar cumprindo com êxito a nossa função como espaço difusor de cultura.

Para encerrar nossa programação anual, mostraremos obras dos artistas que fizeram parte deste ‘passeio’ pelos espaços culturais do Rio Grande do Sul, e como exposição convidada, ‘Mulheres no Plural’, com a curadoria da Ana Zavadil e a participação de 47 artistas.

É tempo de agradecimentos felizes, a todos que estiveram conosco nesta jornada: artistas, agentes parceiros e suas instituições, e ao público que frequentou nossas exposições, aqui na Galeria, ou nos outros espaços por onde nosso acervo circulou.

 

DaisyViola

Artista plástica

Instrutora de arte no Atelier Livre Xico Stockinger PMPA

Curadora da Galeria Espaço Cultural Duque

 

 

 

 

Patrícia Langlois é artista plástica com formação pelo Instituto de Artes da UFRGS. Iniciou sua carreira literária em 2009 como ilustradora e em seguida descobriu novas possibilidades na escrita, criando histórias para a infância com imagens e palavras. Com sua arte ilustrou textos de Paulo Bocca, Leila Pereira, Léia Cassol, Cláudia de Villar, Dirce Camargo Longo, Álvaro Braga , Marion Cruz , Viviane De Gil, Elis Simon, Dilan Camargo entre outros. Entre suas obras como escritora destacamos os livros “ Tudo que Couber no Coração” Editora Cuore, que foi finalista do Prêmio AGES Livro do Ano 2014, “ Toc! Toc! -Quem é?” Editora Cuore e “O Misterioso Caso do Parque da Redenção” Coleção Livros Único Kombina.  Seu trabalho mais recente foram as ilustrações do livro “A Cidade dos Ventos” de Dilan Camargo Ed. Vivilendo lançado em abril de 2018.

Patrícia Langlois é membro da Academia Literária Feminina ocupante da cadeira 20, da Associação Gaúcha de Escritores, membro do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura. Foi Patrona de Feiras de livros de diversas escolas. É Servidora e atualmente dirige instituição Pública Cultural na área do Livro, Leitura e Literatura

 

‘Desenhos com Luz’ apresenta obras de 25 profissionais: Alexandre Eckert, Andréa de Barros, Aníbal Elias Carneiro, Clara Koury, Douglas Fischer, Fábio Petry, Fernanda Carvalho Garcia, Fernando Castro, Flávio Wild, Gutemberg Ostemberg, Helena Stainer, Iara Tonidandel, Ivana Werner, Jussara Moreira, Laércio de Menezes, Leandro Facchini, Leonardo Kerkhoven, Manoel Petry, Marcelo Filimberti, Marcelo Leal, Paulo Mello, Rogério Soares, Sílvia Dornelles, Wanderlei Oliveira e William K. Clavijo.

Em ‘Desenho com Luz’, a arte da fotografia celebra suas diversas possibilidades, num amplo diálogo, pulsante e harmônico. Nesta mostra, a partir de criteriosa seleção de obras, o arquiteto, artista visual e curador Fábio André Rheinheimer propõe “aproximar produções distintas e, deste modo, direcionar novas construções poéticas”, explica. “As obras selecionadas têm por função orientar, tal qual guias que, por entre veredas, sinalizam outros percursos possíveis e, assim, encaminham o espectador às narrativas até então inacessíveis”.

Nesta mostrabusquei relacionar outras possibilidades da fotografia, a seleção das obras foi essencialmente inclusiva, porém o ponto de partida é sempre o universo poético dos profissionais convidados, explica Rheinheimer. “Quando solicitado, sugiro aos artistas que, muito embora superar a si mesmo exija coragem e persistência, é fundamental que o profissional almeje atuar fora da “zona de conforto”, sob pena de inviabilizar outras possibilidades do fazer artístico, que exigem tal disposição. Portanto, neste exercício inerente ao ofício, correr riscos se faz imprescindível”.

Em Desenhos com Luz’ o espectador é convidado a interagir com as narrativas desta construção plural, constituída por registros que se mantêm cristalizados a despeito da atividade contínua e implacável do tempo transcorrido. Eis o ofício do fotógrafo: o exercício do olhar a organizar inventários de ideias, de pessoas, de vivências, novas possibilidades de apreender sob a ótica da poesia, sem jamais se pretender absoluto”, resume Rheinheimer.

A Poética do Espaço

Eliane Santos Rocha

A consagrada gravurista gaúcha apresenta suas minigravuras em metal. A fluidez das formas e a leveza da composição compõem delicadas gravuras cheias de luz e sombra.

Nesta exposição optamos por mostrar o que temos de melhor e mais importante: obras do acervo da galeria, que é composto por artistas que construíram a historia da arte no Brasil no séc. XX e contemporâneos, o que nos permite recortá-lo a partir de diversos pontos de vista. Neste caso, resolvi ‘brincar’ com a possibilidade de expressão com a cor ou a falta dela.

A magia, a luz e a energia que a cor contém são capazes de nos transportar para dentro da imagem representada, seja ela figurativa, como no caso das paisagens, ou abstratas, onde a explosão do gesto provoca a dança do olhar pela superfície colorida.

Quando retiramos a cor de cena, abrimos caminho para as linhas que, em muitas possibilidades de espessuras e trajetórias de um ponto a outro compõem um universo quase infinito de formas, assuntos, texturas e conteúdos, que nos permitem usufruir das linguagens fundamentais do fazer artístico: o desenho, que por muito tempo foi a base de tudo (ou quase tudo) e da gravura, que abriu caminho para a multiplicação de uma mesma imagem, o que multiplica também a capacidade de circulação da obra facilitando o alcance e a comunicação com o espectador.

Nossa artista convidada desta vez é Eliane Santos Rocha, que explora ao máximo a potencialidade da gravura, com dedicação e pesquisa, numa longa trajetória, tendo seu trabalho reconhecido nas instancias legitimadoras, participando de exposições em diversos lugares do mundo, para onde leva a sua arte.

Assim, aqui, nossa intenção é mostrar que o que de fato importa é o conteúdo das obras e a capacidade de cada artista expressar seu universo através de seu trabalho, independente da linguagem escolhida.

Daisy Viola

 

Elipses Abstratos

Gustavo Giacoboni

Trabalho forte entre elipses e cenas abstratas de cores e linhas, hora distorcidas, hora transpassando umas o espaço de outras.

As cores colocadas através de gestos e ritmos que vão dos suaves aos vigorosos. Causam um bom impacto ao espectador de calma e suavidade. Gustavo é um artista que ainda nos apresentará belas surpresas.

Lembranças

Mário Olindo Pozzobon

‘Lembranças’ expõem pinturas de paisagens de um italiano que veio ao Brasil após a guerra. É uma exposição cheia de afeto, é a memória de lugares de origem do artista, traz com ela uma luz de saudade e homenagem.

“Danúbio, Arte e Amigos artistas”, curadoria de Daisy Viola

Homenagem ao artista, mestre gravurista e pintor falecido em abril deste ano. Reunindo obras do acervo e da família esta exposição apresenta ainda obras de artistas que conviveram com o mestre no Atelier Livre Xico Stockinger, no Centro Municipal de Cultura onde Danúbio Gonçalves foi professor durante 15 anos, formando gerações de artistas. Artistas convidados: Miriam Tolpolar, Wilson Cavalcanti, Paulinho Chimendes, Marta Loguercio, Mabel Fontana, Ondina Pozzoco e Glaé Macalós.

Danúbio Gonçalves é um dos nomes mais importantes da história das artes visuais no estado. Estudou pintura com Portinari e Iberê Camargo. Ao lado de  Glauco Rodrigues, Glênio Bianchetti e Carlos Scliar formou na década de 1950 o Clube de Gravura, o chamado grupo de Bagé, núcleo fundamental para a afirmação e divulgação das artes gráficas no RS e no país.

Neurosia e outros passatempos – Fernando da Luz
Trata-se de uma mostra de diferentes fases de Fernando da Luz, desde 2005 até 2019.
As pinturas e desenhos são autorretratos já presentes em fases anteriores e que, nas obras atuais, constituem uma releitura inspiradora do título do filme “Neurosia: 50 anos de perversidade” (Neurosia: 50 Jahre Pervers), de 1995, que narra as memórias sentimentais do diretor alemão Rosa Von Praunheim. Os bonecos, que procuram retratar a paisagem do tempo, são fruto da série kronos in process, de 2016, e da série Extinção de 2018. Os novos bonecos desta mostra representam o transformismo ou o crossdressing, termo que se refere ao ato de alguém se vestir com roupas ou usar objetos associados ao sexo oposto por qualquer uma de muitas razões.
Neurosia é uma exposição sobre as cabeças, vestidos, costuras, intimidades, perversões, vícios e outros passatempos.

Através da arte dos desenhos de observação detalhados ou registros rápidos em forma de sketch, com o uso de cores ou simplesmente traços sobre um papel, os participantes chegam a resultados que vão desde representações gráficas realistas até registros quase abstratos do local escolhido. É como um registro instantâneo daquele momento fugaz, interpretando, valorando ou resinificando para si o entendimento da urbe que nos cerca e às vezes nos engole.
Nos encontros periódicos para desenhar, não importa tanto ser experiente quanto ter vontade de se expressar, de participar do momento da reunião e do aprendizado. Momentos para entender de forma simples o que de complexo apresenta-se nos espaços que pontuam nossas cidades e que, inegavelmente, nos envolvem e influenciam os nossos dias.
A Canhotorium Arte aplicada de Porto Alegre comemora em 2018 os seus 10 anos de existência com uma exposição coletiva na Galeria Espaço Cultural Duque. A mostra apresenta registros de trabalhos produzidos pelo estúdio e uma série de obras coletivas produzidas por artistas convidados e parceiros ao longo de sua história.
Participam da exposição além dos sócios Dreyfus Soler e Ricardo Fonseca, os artistas Alexandre Nicolodi, Aline Daka, Bricio Dias, Bruno Ortiz, Carlos Ferreira, Emanuele Kanitz, Gabriel Ferreira, Itapa Rodrigues, Leonardo Garbin, Marco Escada, Paulo Casa Nova, Rafael Costa, Yuji  Schimidt e Zé Lopes.
Sobre a Canhotorium Arte Aplicada
Estúdio de criação artística atuante nas áreas do design gráfico, ilustração, animação e artes visuais, em parceria principalmente com os mercados
publicitário, editorial e de comunicação.

Em Fragmentos Cromáticos, o artista Marcelo Pferscher mostra pela primeira vez ao público os trabalhos de sua nova fase, iniciada em 2018. Segundo ele, agora as suas obras passam por uma desconstrução projetual, cromática e estrutural. Por meio de um processo longo, o trabalho é construído e desconstruído inúmeras vezes nos campos do desenho, da escultura e da pintura até chegar ao resultado desejado.

Com curadoria de Daniela Giovana Corso, a exposição apresenta 18 pinturas e esculturas que mostram uma evolução sequencial clara em relação ao trabalho que o artista vinha desenvolvendo anteriormente. Em um primeiro momento, o que mais chama a atenção é a desconstrução cromática das camadas que formam suas obras, mas logo se percebe, nas pinturas, que esta desconstrução vai além e que o artista se utiliza das esculturas para criar suas obras pictóricas. Nestas, agora, as camadas são vistas claramente desmembradas, como se fossem fragmentos de um todo coerente, então desconstruído. Percebe-se também, que o processo de estudo cromático é extenso e meticuloso não só no âmbito da cor, mas também na sua distribuição espacial sobre a tela. No espaço expositivo, a distribuição das obras e suas cores criam por si só uma obra maior, com um fluxo contínuo e impactante.

Descoladas

Descoladas são as mulheres de Márcia Baroni; São únicas, apaixonantes, divertidas e sedutoras.

Marcia encontrou na colagem seu dado de expressividade, uma busca por comunicar, conjugar instantes e percepção de vida, na perspectiva da singularidade feminina.

Dominando o desenho, a composição a luz, se utilizando de papéis coloridos como elementos pictóricos, suas montagens poderão nos tocar, significar e emocionar.

Marcia Baroni é psicóloga e filósofa clínica. Estudou desenho e pintura e só mais tarde descobriu esta técnica, que domina com maestria.

Alexandre Böer – curador

Figura

Pontos, linhas e cores são os elementos importantes na estrutura das produções artísticas visuais e resultam em formas, configurações e figurações em qualquer representação visual, esculpida, pintada ou gravada. Criam–se assim imagem, ilustração e figuração.

Na História da Arte Ocidental, desde a pré-história até os nossos dias, a representação da Figura Humana tem sido um dos temas centrais das Artes Visuais. A vontade e, ao mesmo tempo, a necessidade do homem de se representar e de guardar memória de si mesmo fez com que ele deixasse de se remeter apenas para a esfera das formas, ultrapassando seus limites e ampliando até a sua visão do mundo que o rodeava e da sua representação, entendida como um processo de reflexão sobre a origem e a evolução da própria humanidade, “documentando” o processo histórico.

Assim como a história da escrita passa pela história da imagem e vice-versa, a compreensão e a utilização da escrita e de imagens se entrelaçam, embora não cheguem a se confundir. Imaginamos palavras e palavreamos imagens. A representação simbólica de algo, a imagem que remete a alguma coisa e o símbolo são resultantes da expressividade que compõem a arte de seu momento histórico.

Aqui, a partir das obras de Marcelo Pferscher e Marcia Baroni, nossos artistas convidados que, cada um a seu modo e com técnicas artísticas distintas, representam em seus trabalhos figuras humanas, proponho um recorte do acervo da galeria que acompanha suas propostas, com obras de artistas que também representam seres e lugares que fazem ou fizeram parte de seus universos.

 

 

 

Daisy Viola

Artista plástica

Instrutora de arte no Atelier Livre Xico Stockinger da PMPA

Curadora desta exposição

 

 

Coletivo Tramando Arte

Com FLÂMEOS, o Coletivo Tramando Arte propõe uma reflexão sobre o feminino constituído a partir de laços afetivos e sociais. A proposta também busca convocar o público a redimensionar o lugar das práticas têxteis na cultura. Ao apresentar tricôs e crochês, FLÂMEOS intenta chamar atenção para as possibilidades poéticas, expressivas e conceituais presentes em técnicas que foram historicamente segregadas ao espaço doméstico. A cor vermelha, as técnicas têxteis e as dimensões das peças garantem a unidade formal que faz de FLÂMEOS uma proposta que transita entre os conceitos de mostra e de instalação. Esse hibridismo conceitual delineia o propósito de expandir o olhar do público sobre as perspectivas do fazer têxtil.

Lília Sentinger Manfroi

Há muitos modos de se começar. Às vezes, sinto-me numa maratona de grandes figuras e me vejo correndo fora da pista, na calçada, mas continuo correndo.

E que faço ao calcografar no metal ou mesmo quando esculpo a pedra? Respondo: eu me revelo, me descubro, me desnudo e sem medo expresso o que me vem do inconsciente no momento que inicio a riscar a placa de cobre com o buril. Às vezes, minha imaginação começa a trabalhar quando inicio a preparação da placa ao lixar. Nunca sei o que vou desenhar até ver alguma pista na própria matriz. Que pode ser uma mancha, um risco ou uma oxidação do metal.

Muitas vezes vejo cabeças e dali parto à procura do corpo e assim vou criando personas que interagem entre si.

Em base, posso dizer que trabalho com problemas e isto aguça minha curiosidade e meu prazer em riscar-riscar-riscar. Risco por risco, mancha por mancha surge a mensagem ou imagem.

Posso então afirmar que a arte para mim, Lília, é liberdade, comunicação, alegria, minha visão de mundo.

Fio Condutor

Tereza Albano

No trabalho apresentado por Tereza Albano aparecem entrelaçados os resultados de suas pesquisas dos últimos anos com a experimentação das possibilidades oferecidas por diversos materiais.

Especialmente os tecidos leves, pela sua maleabilidade e delicadeza, propiciam desenhar imagens abstratas que se assemelham a figuras de estruturas espaciais observadas na natureza ou representações de mapas de cidades com seus traçados mais ou menos regulares.

Igualmente especiais, os tecidos castigados pelo tempo de uso indicam possíveis caminhos para a criação de algo novo com grandes chances de nos surpreender.

Na sua potencialidade o papel machê entra como parceiro fundamental – comparecendo como parte do todo e propiciando complementar o resultado final a alcançar.

Entrelaçamento

Acertvo da Galeria

Arte é uma forma de o ser humano expressar suas emoções, sua história e sua cultura através de alguns valores estéticos que foram evoluindo e ocupando um importantíssimo espaço na sociedade enquanto conhecimento a ser construído, linguagem a ser experimentada e fruída, expressão a ser externalizada e refletida.

Ela tem características únicas e imprescindíveis ao desenvolvimento do ser humano, um ser dotado de emoção e razão, de afetividade e cognição, de intuição, racionalidade e subjetividade. De totalidade.

As artes visuais têm a visão como o seu meio principal de apreciação. Assim, consideramos a pintura, desenho, gravura, fotografia, cinema e novas tecnologias, que hoje são capazes de tornar visíveis e presentes, imagens de sonho, passado e/ou futuro.

Neste momento contemporâneo, onde o limite entre as linguagens artísticas está sendo diluído, propomos uma exposição que reforça a possibilidade de convivência e comunicação entre elas. Traremos a tradição da gravura gaúcha e a arte de mulheres-artistas com trabalhos de fios e fibras que conversarão com pinturas, desenhos, esculturas e gravuras de mestres que compõem o nosso acervo.  A mostra promove a interdisciplinaridade, respeita as especificidades de cada obra, e constrói uma renda, como um tecido transparente de malha aberta, fina e delicada, que forma desenhos variados com entrelaçamentos de fios, linhas, pinceladas e até mesmo ideias. As rendas compõem-se de dois elementos: o desenho, ou motivo, e o fundo que mantém o desenho unido. No nosso caso, o fundo é a Galeria com seu espaço expositivo, e o motivo a arte através dos artistas e suas obras.

Daisy Viola – Curadora desta exposição

Fiando Desenhos 19/05/2018 a 07/07/2018

Fios de garatuja disforme-confusa sementes se desenrolam em contínuo vir-a-ser-desenho.

O papel, generosamente, nos aceita inteiros, clama pelos fios de alma que tramam sua materialidade em pigmento. Os desenhos são testemunhos do invisível fio que nos habita.

Anete Schroder

Daisy Viola

Artista plástica

Instrutora de arte no Atelier Livre Xico Stockinger da PMPA

Curadora desta exposição

Palavras sobre a pele 19/05/2018 a 07/07/2018

Vinha linha molde corte recorte casa abrigo

Sua arte como um lugar por onde se passa afazer parte de seu universo.

Consideremos os pontos de seu interesse, para que possamos entender e trazer para o nosso mundo, um pouco das inquietações e questionamentos da artista que transforma o desenho, a escrita, cortes e recortes em tecidos que nos contarão suas histórias e seus desejos.

Contar sua história sobre panos (tecidos brancos que servem para cobrir ou envolver) através da escrita, como representação do pensamento e da palavra por meio de sinais, caracteres adotados  num determinado sistema de representação gráfica, e é a representação da linguagem falada por meio de  signos gráficos que nos transmite um modo pessoal de expressão, cria um estilo, uma marca, como um sinal para se fazer reconhecer numa impressão ou sensação deixada pela experiência de re-conhecimento nosso através da obra apresentada.

Sinal que serve de assinatura.

Daisy Viola

Artista plástica

Instrutora de arte no Atelier Livre Xico Stockinger da PMPA

Curadora desta exposição

 

Pla (e) nos de cor e gesto 19/05/2018 a 07/07/2018

Representação – Gesto – Cor – Liberdade – Expressão

Em outras épocas, observando os desenhos na arte cerâmica e outros utensílios de nossos antepassados, percebemos que o homem exprimia seu pensamento com traços, combinações repetidas e desenhos geométricos, que para ele simbolizava algo. Depois, os artistas foram desenvolvendo o interesse por representar o mundo visível, imitando a natureza, e durante séculos, este sistema foi sendo aperfeiçoado e adotado principalmente na Arte Ocidental. Esculturas, pinturas e gravuras, deviam ser imagens da realidade.

No século XX, por uma série de razões históricas e estéticas, principalmente a partir da descoberta da fotografia, alguns artistas romperam com o passado de arte figurativa, propondo uma nova maneira de representação, com o desejo de uma linguagem de comunicação universal, com autonomia da arte em relação ao mundo exterior. A partir de então, se utiliza das relações formais entre cores, linhas e superfícies, para produzir a realidade da obra. Movimentos desse século passam a conceder valor à subjetividade, admitindo distorções de forma numa arte imaginária, inspirada no instinto, no inconsciente e na intuição.

O jogo entre formas orgânicas, cores, linhas, volumes e materialidades transformam manchas de cor, linhas e matérias, em ideais e simbolismos subjetivos, valorizando assim, a liberdade criadora que possibilita uma expressão subjetiva e ilógica nas artes, pesquisa estética e de renovação das formas de expressão.

A Galeria Duque mostra nesta exposição, um recorte de seu acervo que exemplifica, principalmente em obras de artistas brasileiros, esta evolução criadora na arte do século XX.

 

Daisy Viola

Artista plástica

Instrutora de arte no Atelier Livre Xico Stockinger da PMPA

Curadora desta exposição

Arte e História

Obra de arte, independente do contexto onde se origina, reflete o homem e sua época, permanecendo viva e podendo ser interpretada por outras gerações, ainda que de outra maneira e com outro propósito. A arte é um espelho que reflete a realidade e os sonhos da humanidade registrados pelo artista através de seu trabalho. Serve como testemunha de uma época ajudando o homem a conhecer-se melhor, independente da linguagem escolhida e usada pelo artista. É um importante papel de comunicação com o mundo, e depois de revelada, seu impacto é profundo, permanecendo no tempo e tornando-se referência para futuras gerações.

A Galeria Duque foi criada a partir de seu acervo, que é composto por obras de artistas fundamentais na arte brasileira do séc. XX.

Para iniciar nosso calendário de 2018, optamos por mostrar uma parte importante desta coleção. Com pinturas, desenhos, gravuras e esculturas, contaremos um pouco da história do nosso país.

Daisy Viola – curadora

 

Diante do espelho  –   24/11/2017 à 20/01/2018

È o titulo da exposição de Eduardo Vieira da Cunha na Galeria Duque Espaço Cultural. A mostra é composta de pinturas e desenhos, e representa a produção recente do artista. Trata-se do resultado de uma pesquisa plástica onde o imaginário do espelho aparece como uma procura pelo mistério da imagem. Os trabalhos se referem a um espaço labiríntico do sonho, e seguem a mesma linguagem pictórica desenvolvida paralelamente à produção teórica de Eduardo, que é também professor do Instituto de Artes da UFRGS: os meios de transporte, as viagens, e os reflexos na paisagem e na imaginação.

A exposição marca também o memorial das atividades como professor, no período de 1985 a 2017, nas disciplinas de pintura e fotografia. As referências entre estas duas linguagens são traduzidas nas obras que compõem a exposição como uma troca de influências, onde a fotografia representa um registro de algo que se perdeu. E a pintura representa a recuperação destas perdas, através de uma construção lenta, destes instantes temporais que escapam de nossa percepção. A pintura transforma-se, assim, em um espelho, com uma memória conceitual e subjetiva.

 

Eduardo Vieira da Cunha – artista plástico

 

 

Prazer em Re conhecer  –  de 24/11/2017 à 20/01/2018

É papel da curadoria escolher os artistas com suas respectivas obras e distribuí-las pela galeria, determinando que obras serão expostas e de que maneira.

Nesta exposição, de aniversário da galeria Duque, a última de 2017, proponho um recorte composto por uma seleção de obras que compõem o acervo da galeria e que associadas podem até  trazer à tona outras ideias que, para muitos, podem parecer  irrelevantes. Criamos assim um conjunto que se constitui em uma proposta de diálogo entre o público e o que marca um determinado aqui e agora.

Podemos dizer, então, que esta curadoria resulta em quase uma nova obra em si, expressão da nossa própria visão de mundo, que, deste modo estimula a reflexão do público, apontando caminhos e colocando novas questões.

Abre-se para um público mais amplo do que aquele que frequenta normalmente o espaço tradicional de uma galeria, a possibilidade de se (re) encontrar com obras de grandes mestres da historia da arte brasileira, e com o trabalho de artistas atuantes no cenário cultural da cidade e do país.

 

 

 

Daisy Viola

Artista plástica

Instrutora de arte no Atelier Livre PMPA

Curadora desta exposição

 

 

Desde criança gostava de construir no chão cidades e jardins com folhinhas, flores e pós coloridos, desenhar plantas e paisagens imaginárias, recortar figuras, animaizinhos – a tesoura definindo as voltas e cortes e descobrindo as formas. Dentre as muitas coisas que fiz e faço, algumas surgem a partir de uma necessidade de buscar soluções para um problema, onde a partir de espaços, formas, objetos, ações, leituras algum tipo de mudança pode ocorrer.  Já outras surgem quase que sozinhas, sem motivo aparente, criando no momento do fazer distância e proximidade apenas ao que está materialmente presente – cores, tintas, linhas, papel, plástico, contas, instrumentos – e aos gestos prazerosamente repetidos que geram por si só formas, figuras, sentimentos e significados.

Alguns desenhos presentes nos livrinhos são frutos de preocupações e angústias, outros são puras brincadeiras ou histórias para crianças, outros ainda estratégias para enfrentar reuniões de trabalho. Já as xilogravuras nascem do traçar com instrumentos de corte linhas finas na madeira e principalmente no plástico, e de recortar formas para compor montagens numa matriz.   As serigrafias, quase todas foram feitas a partir de recortes em lâminas de radiografia montadas depois para criar imagens, com exceção do “visitante” feito a partir de uma aquarela.

As pequenas jóias e móbiles de acrílico tem duas origens: minha antiga paixão por contas de vidro e coisas pequeninas e por colecionar, montar e desmontar meus colares – até o dia em que pela primeira vez pensei em desenhar minhas próprias peças. A outra origem vem do trabalhar com o material acrílico que utilizamos, eu e Ivan de Sá, para fazer as figuras que se movem em luminárias criadas para aliviar stress de crianças em ambulatório de um hospital de São Paulo.  Já os móbiles em PVC foram o primeiro trabalho conjunto com Ivan de Sá, eu com o saber de meus brinquedos de soprar, e Ivan com a vontade e o saber construir.

Marta Dischinger
A exposição ” O Visitante” reúne uma produção de obras, que abrangem diversas técnicas: gravuras, desenhos e objetos. Marta Dischinger cria uma relação afetiva com a Paisagem compreendidas através de memórias e redescobertas em seus territórios como lugares de arte.
Nestes percursos, plantas, águas, animais, rochas, etc, são incorporados às fantasias e convidam às diversas reinterpretações.

Ester Meyer – curadora

Em Itinerário de um desejo, ROTH faz uma leitura plástica do poema épico Os Lusíadas (1572), no qual o poeta português Luis Vaz de Camões narra, em dez cantos, a saga do povo português de conquista das tecnologias das navegações e da descoberta do caminho para as Índias pela esquadra de Vasco da Gama, criando um cenário histórico de glórias. Ao tomar por referência o conceito das iluminuras medievais, ROTH cria uma poética visual própria d’Os Lusíadas, em textos de técnica mista (bico de pena e aquarela), que semiotizam o desejo de Camões e do povo lusitano por feitos de bravura. Utiliza-se de figuras de linguagem não verbal como a metonímia (os pés como a mulher desejada) e a metáfora (a mão como despedida) para construir a proposição de Camões que defende a expansão católica e se opõe às armadilhas criadas por Baco, o deus mitológico romano, pela inveja que sente do heroísmo de seu filho Luso, fundador do império lusitano. ROTH emprega signos religiosos, mitológicos, náuticos, antigos e contemporâneos, para traçar o itinerário desses desejos e atualizar essa narrativa em uma linguagem plástica contemporânea.

Désirée Motta Roth – curadora

Velcy Soutier – “Alma de pássaro” – 50 anos de pintura

Esta exposição inicia as comemorações do cinquentenário de pintura do artista. Com a curadoria de Susan Felix, o espaço está organizado em quatro seções temáticas, apresentando um recorte da carreira de Soutier, cujas obras integram acervos particulares e oficiais em diversos países, além do Brasil, como a França, a Holanda, a Itália, a Suíça (mais de 100 obras), a Espanha (acervo da Casa do Brasil- Madri), os EUA, o Canadá, o Equador e o Uruguai.

Seção 1- Musas: contribuição poética da mitologia, são musicantes atemporais e inspiradoras; elas representam as fantasias e os sonhos, materializados na pintura;

Seção 2- Encontros:  homenagem aos mestres que influenciaram a carreira do artista, do Renascimento à contemporaneidade. Cada obra traz um momento particular da História da Arte, recontextualizado, sob o olhar de um pássaro “pós-moderno”;

Seção 3- Liberdade: um passeio por diferentes escolas, revisitando Escher, dialogando com a Art Nouveau e expressando-se através de composições com pássaros que celebram a vida;

Seção 4- Horizontes: o reencontro do artista com suas origens, na paisagem tranquila que renova as energias para alçar novos voos.

 

ELISA TESSELER –  “Entrelaçados pelo tempo” – Colares de parede –

Esta exposição celebra a passagem do tempo, a liberdade de criação artística e os 60 anos de uma existência envolvida com a arte, sempre desejando tê-la mais perto, mais presente.

Neste novo tempo que se inicia em minha vida, minha expressão criadora quer ser rebelde, original, mas, também, reinventar trabalhos que foram importantes e retomar materiais artísticos, trazendo-os para o aqui agora; como a homenagear o decorrer do tempo.

A proposta é, então, transportar um colar de seu lugar usual, para colocá-lo na parede, no limite, na divisória.

Com meus colares de parede desejo embelezar esses limites, transformá-los, estabelecer um diálogo construtivo com o “diferente” e até causar um estranhamento – por que não?!

Celebro aqui um tempo de assumir limites, encarar de frente algumas “divisórias”, mas buscando transitar de forma inventiva entre elas.

 

 

 

 

 

  ” Cores e alegrias ”  de   13/09  à   14/10

 

Na reconfiguração da relação entre a produção, ou seja, a obra de arte e o espectador há uma nova tendência nas instituições artísticas, nos museus, que começa a transformar o seu papel na arte moderna e contemporânea.

Somos um modelo de galeria de arte que apresenta uma exposição que reúne obras de seu acervo, de artistas consagrados ao longo da segunda metade do século 20 ao lado de artistas convidados. São artistas contemporâneos com propostas consolidadas que se abrem para o mercado da cultura.

Em ‘Cores e alegrias’ recebemos dois artistas em festa!

Velcy Soutier inicia a comemoração de seus 50 anos de atividade artística, com suas pinturas que privilegiam a cor e a liberdade na forma, que passeia entre o abstrato e um jardim com flores e pássaros.

Elisa Tesseler comemora conosco seu aniversário de sessenta anos de vida. Seu trabalho resulta de uma longa pesquisa com fios de metal, tira o desenho do plano bidimensional e valoriza a sua condição de mulher contemporânea, pois coloca seus colares de fio e pedras como objetos na parede.

Nossa participação está em sintonia com nossos convidados, apresentamos aqui, obras ‘felizes’, coloridas, com flores e formas que ‘dançam’ no espaço.

Nesta participação no sistema das artes, do que se espera de um espaço de  arte,  esta exposição se abre para um público mais amplo, redesenha a narrativa da arte em POA.

Daisy Viola

Artista plástica

Instrutora de arte no Atelier Livre Xico Stockinger da PMPA

 

 

ZONA LITORÂNEA –  de 15/07 até 09/09/2017

Estruturada por áreas de cores e desenhos da imaginação, esta série traz uma visão ímpar das planícies litorâneas e de seus elementos. Com o destaque da casinha de salva vidas, o único objeto vermelho e vertical, em um ambiente horizontalizado, pacato e monocromático. Sendo assim, um importante elemento de ligação entre os quadros da série zona litorânea. Ela representa um resgate das memórias da infância  que se misturam com a realidade e com a pesquisa de campo recente do artista, criando obras lúdicas.

 

Marcos Tabbal – Artista Plástico

 

 

 

   ” Quatro poesias ” –  de 15/07 até 19/08/2017

 

A ideia nasceu num encontro. Quando percebi, estava cercada. Eram três. Três mulheres. Lindas. Lindas e incomuns, muito diferentes entre si, mas que em algum ponto se encontram, na arte, ou melhor, no fazer artístico. Aqui, também me incluo.

Cada uma traz sua história, linguagem e a capacidade de observar o seu próprio mundo, confiar na sua visão interior e intuição, e fazer arte através da energia contida no mistério da criação, pois cada uma tem trabalhos completamente diferentes entre si, mas muito fortes em sua proposta e linguagens escolhidas.

Eu, Daisy Viola, exploro meus ‘eus’ em pinturas-desenhos-colagens. Graça Craidy se expressa em sua pintura de gesto livre e que traz pessoas com seus momentos tristes e/ou felizes, que também são nossos. Rosane Morais, marca e rasga e corta tecidos que, aqui, são peles que contém registros do viver. E Roberta Agostini desenha humanos, com dimensões e situações inusitadas e técnica impecável.

Aqui, a ideia é valorizar estas diferenças que, juntas te darão a chance de fazer parte do universo de cada uma de nós, e também criar um vinculo, estabelecer uma nova relação de afetos com teus eus.

Daisy Viola – Curadora

 

 

 

 

Poesias singulares  de 15/07 à 19/08/2017

Picasso, Portinari, Iberê, Di, Magliani, Siron, Volpi, Mabe…

Uma das grandes questões da arte moderna e contemporânea é a noção de autoria, os criadores buscam forjar uma obra única, que contenha elementos expressivos pessoais, consequência de seus gestos e estruturas formais que compõe sua individualidade, necessidade tão particular no processo de reconhecimento resultante dessa valorização do singular, de representar o mundo interior do artista (a famosa “necessidade interior” evocada por Kandinsky), sua subjetividade, sua experiência pessoal.

A arte contemporânea divide com a arte moderna um vínculo comum com o regime da singularidade, que continua a definir, o ser um artista autêntico, ou não. Essa singularidade se apresenta e muitas vezes parece extrema aos olhos de muitos. Aos quais, provavelmente, com expectativas em relação à arte que pertencem ao paradigma moderno.

Nesta exposição, apresentaremos artistas que conseguiram conquistar uma singularidade em suas produções, suas obras são inconfundíveis, tem uma ‘marca registrada’.

Em tempo de individualidades, esta é uma busca de todos os artistas, independente da linguagem escolhida para o desenvolvimento de suas poéticas.

Daisy Viola

Artista plástica

Instrutora de artes no Atelier Livre Xico Stockinger da PMPA

Curadora desta exposição

 

 

 

 

 

 

Arte: veja obras da mostra Imagem, Espelho, Humanidades – RBS TV RS Institucional – Catálogo de Vídeos

http://redeglobo.globo.com/rs/rbstvrs/institucional/videos/t/videos/v/arte-veja-obras-da-mostra-imagem-espelho-humanidades/5905326/

 

 

 20/05/2017 – 01/07/2017

Imagem, espelho, humanidades

Obras do acervo da galeria

Desde sempre o ser humano tem o desejo de deixar a sua marca, registrar sua existência, relatar seu mundo, contar a sua história. Para isto usou a representação visual de sua imagem, seu cenário e seus feitos como uma representação percebida pelos sentidos, a descrição mental de um objeto real. Até hoje esta prática mantém-se viva e envolve tanto o conceito de imagem adquirida como a gerada pelo ser humano, quer na criação pela arte, como um registro fotográfico, uma pintura, um desenho, uma gravura, em qualquer forma visual de expressão da ideia.

Hoje em dia, imagens são veiculadas por anúncios publicitários, cartazes afixados em muros e murais; na arquitetura dos edifícios; nos utensílios domésticos, nas roupas, nas representações sagradas, nos impressos, no cinema e na televisão. A representação exterior atua como um espelho em nossa mente. Um espelho em que vemos refletidas diferentes qualidades, características e aspectos pessoais de nossa própria essência, de nosso ser mais primitivo que estabelece uma nova relação entre o ser interior e seu mundo externo.

A arte contemporânea ampliou a possibilidade de expressão desta imagem e seus reflexos com a libertação dos limites entre as diferentes linguagens artísticas. Nesta nova exposição, a Galeria Duque apresenta dois artistas convidados que trabalham a imagem do humano com propostas diferentes, poderíamos pensar até, quase opostas. Rafael Dambos com seus nus masculinos em desenhos de uma preciosidade técnica inacreditável, realizados com caneta esferográfica, e, em grandes dimensões, quase vivos, sentimos seu olhar, assim nosso reflexo.. espelho. Já Anaurelino Corrêa de Barros busca inspiração no nosso passado ancestral, nossa origem, nossa primeira ‘marca’. Pinturas de técnica mista sobre papel resistente com bordas recortadas, rasgadas, re – coladas. Coloridas nas cores da terra, da vida, da luz. Também somos nós, talvez num reflexo menos nítido. E aí, inspirada nos trabalhos destes dois artistas, proponho um recorte com obras do acervo da Galeria Duque, que nos apresentam diversas formas de os artistas perceberem a sua imagem refletida num espelho, ou num outro humano que esteja ao alcance de seu olho. Coisas de humanidades.

Daisy Viola

Artista plástica

Instrutora de arte no Atelier Livre Xico Stockinger da PMPA

Curadora desta exposição

 

 

 

 

 

 

 

 

Apresentamos os trabalhos da artista Eva Zimbrusky, com seu projeto Amazônia Exuberante – Arte pela vida que lança um olhar contemporâneo sobre a Amazônia, sua biodiversidade, e a necessidade de parar com a agressão que a mesma vem sofrendo.

Eva faz uso em seus trabalhos, da energia das cores vibrantes, que usa como forma de, através da arte, reverenciar a natureza.

Esta exposição segue até dia 20/01/2017 , cujo horário de visitação é das 10hs as 19hs de segunda a sexta, e sábado das 10hs as 17hs.

Venha conferir!!

 

 

 

                        Sonhos lúcidos –  de 01/12/2016  `a 20/01/2017

Obras de arte são feitas para serem vistas. Assim, criam pontes entre o passado e o futuro, entre a realidade e o sonho, entre a inteligência e a sensibilidade. Propõem um espaço  circundante entre o onírico e o lúcido; entre a ficção e a realidade; entre o pensar e o sentir.

A Galeria Duque foi pensada a partir de um acervo, e da vontade de que suas obras pudessem ser mostradas ao público de Porto Alegre e seus visitantes.
Há exatos 4 anos a cidade ganhou este espaço onde apresentamos obras de artistas importantes na cena artística principalmente do Brasil no sec. XX. Abrimos também nossos  espaços para artistas e/ou grupos de artistas convidados a expor, quando selecionamos obras do acervo que estabeleçam um diálogo com as propostas contemporâneas dos convidados.

Neste momento de aniversário e de encerramento da agenda de 2016, apresentamos os trabalhos da artista Eva Zimbrusky, com seu projeto Amazônia Exuberante – Arte pela vida que lança um olhar contemporâneo sobre a Amazônia, sua biodiversidade, e a necessidade de
parar com a agressão que a mesma vem sofrendo.

Eva faz uso em seus trabalhos, da energia das cores vibrantes, que usa como forma de, através da arte, reverenciar a natureza.

Do acervo, mostraremos nosso máximo possível, numa ‘exposição – festa’, de aniversário e final de ano, colorida e acessível a todos aqueles que queiram fazer parte deste nosso sonho que virou realidade, nosso sonho lúcido.

Daisy Viola
Artista plástica
Instrutora de artes no Atelier Livre Xico Stockinger-PMPA
Curadora desta exposição

 

 

16/09/2016  à  16/10/2016
Janela é um elemento arquitetônico que une o dentro e o fora. Cria o através, nem dentro nem fora.
Mostra um recorte da paisagem, da imagem, estabelece o ponto de vista, a escolha.
A obra de arte, independentemente da linguagem artística escolhida, é sempre a materialidade do interior de seu criador e resultante da sua relação com o universo externo onde ele está inserido, ou seja, podemos considerar que é uma ‘janela’ entre o interior e o exterior de um ser humano, e através dela acontece um momento mágico de comunicação entre pessoas.
 A obra em algum momento se termina, o que fica de verdade é invisível, é a sensação que ela provoca, no outro, no espectador. É uma forma de restabelecer padrões, correr riscos.
 Também cria um amanhã, com olhares plurais, onde se incluem também outros pontos de vista. Fazer arte é um ato político, desde sempre, e esta é uma das suas principais funções: fazer pensar.
A maior parte das obras importantes na história da arte é de artistas que na sua época foram questionados. A partir da semana de 1922, praticamente toda a arte brasileira ‘remou contra a maré’. Aliás, praticamente toda a arte da primeira metade do século XX é composta por artistas que buscavam novos caminhos, diferentes dos propostos e até impostos pelo academicismo vigente até então.
 Fazer curadoria de arte é o processo de organização, cuidado e montagem de uma exposição artística, formada por um conjunto de obras de um ou de vários artistas, a partir da seleção prévia feita pelo curador ou comissão curatorial responsável pela intermediação entre as obras e o público. É estabelecer um recorte, imaginar um evento, determinando quais obras serão expostas e de que maneira, para dar visibilidade a conteúdos que talvez se percam no emaranhado de informações visuais. Estimula a reflexão tanto do público quando dos artistas, ou seja, abre janelas de comunicação entre o eu artista e o outro, espectador, que serão capazes de ativar suas redes e de propor novas formas de relação entre elas.
 A partir da vontade de ampliar estas relações, apresentamos aqui, com a exposição INsubMISSÕES, uma oportunidade enriquecedora de conhecer o trabalho de artistas contemporâneos do RS, que não foram selecionados no projeto curatorial de uma exposição na cidade, e que nos procuraram propondo a abertura de uma nova janela. Aceitamos, cumprindo a nossa proposta de ser um espaço cultural disposto a dividir com o público uma nova oportunidade de leitura destas obras, que estarão expostas junto com as preciosidades do acervo da galeria, como Anita Malfati, Burle Max, Manabu Mabe, Tomie Ohtake, Iberê Camargo. Afinal, são pessoas como estas que transformam os paradigmas e restabelecem limites, abrem novas janelas, nossa metáfora.
Daisy Viola
Artista plástica
Instrutora de arte no Atelier Livre PMPA
Curadora da exposição

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“LUZ MATÉRIA VIVA DA OBRA”

A Luz emana e reflete seu protagonismo. A Matéria enquanto palco da expressão mostra a Obra que instiga e emociona. É dessa forma que o grupo de artistas formado por Adma Corá, Maria Lucia Aragon, Nilze Ceni Coelho, Tânia Barros e Tania Schmidt apresenta uma instalação artística cujo tema principal – tão impalpável no cotidiano – é refletido, refratado, sentido e enxergado. Partindo de muitas pesquisas e experiências compartilhadas em grupo, as artistas desenvolveram obras que mostram suas particularidades ao utilizar a luz para se comunicar com os espectadores……..

Para uma experiência mais profunda dos visitantes, a instalação retira todas as luzes de suporte da Galeria, deixando apenas as essenciais para o aparecimento das obras. As luzes que elas emanam são únicas e refletem o trabalho da memória e da experiência em cada peça….

……Heloisa havia deixado sua instalação inacabada. “A Casa em Mim” busca memórias de sua infância na casa de praia da família. “Aventurem-se!”, dizia a Heloisa. Com essa lembrança, as artistas procuraram, a partir de um apanhado de ideias do grupo, finalizar a instalação a partir de suas percepções e lembranças de Helô.

CAUÊ RICHTER

OBRA CASA DE PRAIA
2,50M ALTURA 0.70X0.70M 1.OOM DE CIRCULAÇÃO

ReleaseGeraldoMarkes

 

 

 

 

 

 

De 20/05 à 09/07/2016

O singular e o dual da palavra se referem a mais de uma coisa, mais de uma ideia. A pluralidade está relacionada com a diversidade de coisas ou pessoas reunidas em um mesmo espaço físico. Também pode significar as diversas hipóteses disponíveis para solucionar determinada situação (pluralidade de alternativas).

A pluralidade na arte acontece quando se encontram reunidos em um mesmo espaço, vários artistas de diferentes linguagens e ideias. Esta é a nossa proposta para a Galeria Duque, neste momento em que, depois de um tempo para obras de renovação do espaço físico,retomamos nossas atividades.

Neste tempo contemporâneo, termo usado para classificar a ampliação de possibilidades materiais e de fazeres, a convivência entre obras muito diferentes acontece de forma ao mesmo tempo tranquila e instigante e proporciona experiência sensorial ampliada para público. Aqui com desenhos, pinturas, gravuras com impressão inusitada, de branco sobre branco, colagens de papéis, de objetos,
esculturas de papel e outras linguagens. Reunimos assim, artistas que fazem parte já da história da arte do Brasil, com obras do acervo da galeria, e artistas convidados em plena produção e pesquisa.

Para ver uma exposição tão plural quanto esta, sugiro se despir de qualquer preconceito antes de começar a percorre – la. Os visitantes são provocados a pensar – e sentir – sobre cores (ou a falta delas), formas e tantos outros estímulos lançados pelos trabalhos diferentes e pelas propostas de cada artista.

Daisy Viola
Instrutora de arte no Atelier Livre PMPA
Artista plástica
curadora desta exposição

 

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