Fotos:


Exposição ” Imagem, Espelho, Humanidades “

Arte: veja obras da mostra Imagem, Espelho, Humanidades – RBS TV RS Institucional – Catálogo de Vídeos

http://redeglobo.globo.com/rs/rbstvrs/institucional/videos/t/videos/v/arte-veja-obras-da-mostra-imagem-espelho-humanidades/5905326/

 

 

Exposição CAÈ BRAGA Esculturas em bronze, terracota e resina

Fotos do acervo da exposição ” PlanoPedraPapelPessoa “

 

 

Fotos Obras da Exposição ” Desafios do Olhar “

 

        Escola  de  Fotografia  Artística  inaugura   exposição

    ”  Desafios do Olhar ”  de 19/01/2017  à  19/02/2017

No dia 19 de janeiro, a Escola de Fotografia Artística celebrou a formatura de suas primeiras turmas do Curso Profissionalizante de Fotografia Artística com a abertura da exposição ” Desafios do Olhar”.  Em cada uma das obras, que concretizam o trabalho de um ano e meio de curso, os 15 artistas transformam suas angústias, anseios, reflexões e opiniões em arte.

Artistas expositores : Martha Reichel, Monique Burigo, Heloísa Medeiros, Rita Costa, Emílio Speck, Karla Santos, Lucca Curtolo, Maurício Mendes, Esa Guedes, Louise Soares, Luize Zanini, Berenice Fischer, Beta Iribarrem, Leonardo Neumann e Lizandra Caon.

 

Exposição ” Amazônia Exuberante ” a Arte pela Vida

 

Apresentamos os trabalhos da artista Eva Zimbrusky, com seu projeto Amazônia Exuberante – Arte pela vida que lança um olhar contemporâneo sobre a Amazônia, sua biodiversidade, e a necessidade de parar com a agressão que a mesma vem sofrendo.

Eva faz uso em seus trabalhos, da energia das cores vibrantes, que usa como forma de, através da arte, reverenciar a natureza.

Esta exposição segue até dia 20/01/2017 , cujo horário de visitação é das 10hs as 19hs de segunda a sexta, e sábado das 10hs as 17hs.

Venha conferir!!

 

Exposição ” SONHOS LÚCIDOS ” Obras do acervo

 

 

                        Sonhos lúcidos –  de 01/12/2016  `a 20/01/2017

Obras de arte são feitas para serem vistas. Assim, criam pontes entre o passado e o futuro, entre a realidade e o sonho, entre a inteligência e a sensibilidade. Propõem um espaço  circundante entre o onírico e o lúcido; entre a ficção e a realidade; entre o pensar e o sentir.

A Galeria Duque foi pensada a partir de um acervo, e da vontade de que suas obras pudessem ser mostradas ao público de Porto Alegre e seus visitantes.
Há exatos 4 anos a cidade ganhou este espaço onde apresentamos obras de artistas importantes na cena artística principalmente do Brasil no sec. XX. Abrimos também nossos  espaços para artistas e/ou grupos de artistas convidados a expor, quando selecionamos obras do acervo que estabeleçam um diálogo com as propostas contemporâneas dos convidados.

Neste momento de aniversário e de encerramento da agenda de 2016, apresentamos os trabalhos da artista Eva Zimbrusky, com seu projeto Amazônia Exuberante – Arte pela vida que lança um olhar contemporâneo sobre a Amazônia, sua biodiversidade, e a necessidade de
parar com a agressão que a mesma vem sofrendo.

Eva faz uso em seus trabalhos, da energia das cores vibrantes, que usa como forma de, através da arte, reverenciar a natureza.

Do acervo, mostraremos nosso máximo possível, numa ‘exposição – festa’, de aniversário e final de ano, colorida e acessível a todos aqueles que queiram fazer parte deste nosso sonho que virou realidade, nosso sonho lúcido.

Daisy Viola
Artista plástica
Instrutora de artes no Atelier Livre Xico Stockinger-PMPA
Curadora desta exposição

 

Exposição ” Janela Metafórica” Obras do acervo

 

16/09/2016  à  16/10/2016
Janela é um elemento arquitetônico que une o dentro e o fora. Cria o através, nem dentro nem fora.
Mostra um recorte da paisagem, da imagem, estabelece o ponto de vista, a escolha.
A obra de arte, independentemente da linguagem artística escolhida, é sempre a materialidade do interior de seu criador e resultante da sua relação com o universo externo onde ele está inserido, ou seja, podemos considerar que é uma ‘janela’ entre o interior e o exterior de um ser humano, e através dela acontece um momento mágico de comunicação entre pessoas.
 A obra em algum momento se termina, o que fica de verdade é invisível, é a sensação que ela provoca, no outro, no espectador. É uma forma de restabelecer padrões, correr riscos.
 Também cria um amanhã, com olhares plurais, onde se incluem também outros pontos de vista. Fazer arte é um ato político, desde sempre, e esta é uma das suas principais funções: fazer pensar.
A maior parte das obras importantes na história da arte é de artistas que na sua época foram questionados. A partir da semana de 1922, praticamente toda a arte brasileira ‘remou contra a maré’. Aliás, praticamente toda a arte da primeira metade do século XX é composta por artistas que buscavam novos caminhos, diferentes dos propostos e até impostos pelo academicismo vigente até então.
 Fazer curadoria de arte é o processo de organização, cuidado e montagem de uma exposição artística, formada por um conjunto de obras de um ou de vários artistas, a partir da seleção prévia feita pelo curador ou comissão curatorial responsável pela intermediação entre as obras e o público. É estabelecer um recorte, imaginar um evento, determinando quais obras serão expostas e de que maneira, para dar visibilidade a conteúdos que talvez se percam no emaranhado de informações visuais. Estimula a reflexão tanto do público quando dos artistas, ou seja, abre janelas de comunicação entre o eu artista e o outro, espectador, que serão capazes de ativar suas redes e de propor novas formas de relação entre elas.
 A partir da vontade de ampliar estas relações, apresentamos aqui, com a exposição INsubMISSÕES, uma oportunidade enriquecedora de conhecer o trabalho de artistas contemporâneos do RS, que não foram selecionados no projeto curatorial de uma exposição na cidade, e que nos procuraram propondo a abertura de uma nova janela. Aceitamos, cumprindo a nossa proposta de ser um espaço cultural disposto a dividir com o público uma nova oportunidade de leitura destas obras, que estarão expostas junto com as preciosidades do acervo da galeria, como Anita Malfati, Burle Max, Manabu Mabe, Tomie Ohtake, Iberê Camargo. Afinal, são pessoas como estas que transformam os paradigmas e restabelecem limites, abrem novas janelas, nossa metáfora.
Daisy Viola
Artista plástica
Instrutora de arte no Atelier Livre PMPA
Curadora da exposição

Exposição “Perto Possível” Fotos do Acervo

 

 

 

 

 

 

 

 

Exposição “Perto Possível”

 

“LUZ MATÉRIA VIVA DA OBRA”

A Luz emana e reflete seu protagonismo. A Matéria enquanto palco da expressão mostra a Obra que instiga e emociona. É dessa forma que o grupo de artistas formado por Adma Corá, Maria Lucia Aragon, Nilze Ceni Coelho, Tânia Barros e Tania Schmidt apresenta uma instalação artística cujo tema principal – tão impalpável no cotidiano – é refletido, refratado, sentido e enxergado. Partindo de muitas pesquisas e experiências compartilhadas em grupo, as artistas desenvolveram obras que mostram suas particularidades ao utilizar a luz para se comunicar com os espectadores……..

Para uma experiência mais profunda dos visitantes, a instalação retira todas as luzes de suporte da Galeria, deixando apenas as essenciais para o aparecimento das obras. As luzes que elas emanam são únicas e refletem o trabalho da memória e da experiência em cada peça….

……Heloisa havia deixado sua instalação inacabada. “A Casa em Mim” busca memórias de sua infância na casa de praia da família. “Aventurem-se!”, dizia a Heloisa. Com essa lembrança, as artistas procuraram, a partir de um apanhado de ideias do grupo, finalizar a instalação a partir de suas percepções e lembranças de Helô.

CAUÊ RICHTER

OBRA CASA DE PRAIA
2,50M ALTURA 0.70X0.70M 1.OOM DE CIRCULAÇÃO

ReleaseGeraldoMarkes

Obras do Acervo Exposição Pluralidade

 

 

 

 

 

 

Exposição ” PLURALIDADE “

De 20/05 à 09/07/2016

O singular e o dual da palavra se referem a mais de uma coisa, mais de uma ideia. A pluralidade está relacionada com a diversidade de coisas ou pessoas reunidas em um mesmo espaço físico. Também pode significar as diversas hipóteses disponíveis para solucionar determinada situação (pluralidade de alternativas).

A pluralidade na arte acontece quando se encontram reunidos em um mesmo espaço, vários artistas de diferentes linguagens e ideias. Esta é a nossa proposta para a Galeria Duque, neste momento em que, depois de um tempo para obras de renovação do espaço físico,retomamos nossas atividades.

Neste tempo contemporâneo, termo usado para classificar a ampliação de possibilidades materiais e de fazeres, a convivência entre obras muito diferentes acontece de forma ao mesmo tempo tranquila e instigante e proporciona experiência sensorial ampliada para público. Aqui com desenhos, pinturas, gravuras com impressão inusitada, de branco sobre branco, colagens de papéis, de objetos,
esculturas de papel e outras linguagens. Reunimos assim, artistas que fazem parte já da história da arte do Brasil, com obras do acervo da galeria, e artistas convidados em plena produção e pesquisa.

Para ver uma exposição tão plural quanto esta, sugiro se despir de qualquer preconceito antes de começar a percorre – la. Os visitantes são provocados a pensar – e sentir – sobre cores (ou a falta delas), formas e tantos outros estímulos lançados pelos trabalhos diferentes e pelas propostas de cada artista.

Daisy Viola
Instrutora de arte no Atelier Livre PMPA
Artista plástica
curadora desta exposição

 


Conversas visuais

                          30/07/2015

A exposição Conversas Visuais propõe uma experiência criativa ao visitante. ‘Misturamos  linguagens e artistas em obras do acervo da galeria para conversar com os trabalhos das artistas do grupo Nós do fio e suas convidadas.

Selecionamos obras de artistas que percorrem uma boa parte da história da arte no Brasil no sec.XX, e algumas joias como uma gravura de Salvador Dalí.

Apresentaremos também tapeçarias de artistas como, por exemplo, Vasco Prado, em sintonia com a exposiçãoPoesia em fio e pano que também ocupará a galeria neste período.

Numa das paredes, só gravuras de Tomie Othake, além de um espaço-homenagem aos 100 anos de Iberê Camargo, com obras suas que fazem parte do nosso acervo.

Na nossa grande parede, mulheres, de vários autores e técnicas. Uma homenagem às artistas convidadas para expor também nestes espaços.

Oferecemos aos espectadores a vivência da criação artística a partir de uma possibilidade que a identidade de cada um traz na sua linguagem escolhida, pois quando a linguagem se abre e se transforma em práticas mais abertas, sempre proporcionam novas elaborações dentro do universo criativo, e ampliam o seu poder de comunicação com o outro.

 

Daisy Viola

Artista plástica

Instrutora de arte no Atelier Livre PMPA

Curadora desta exposição

                                                                                                                                                                                                                     



Poesia de fio e pano

                                                                                  30/07/2015

Ana Nunes – Cinthia Sfoggia – Daisy Viola – Estelita Branco – Maísa Stolz – Miriam Tolpolar – Rosane Morais

 

Vamos ‘costurar’ os espaços da Galeria Duque com trabalhos de mulheres que desenvolvem o seu fazer artístico usando fios que já foram tecidos, que ainda serão, ou não.

Historias contadas com ou sobre o pano. Personagens reais que fazem parte da nossa iconografia, que a Ana Nunes resgata.

A narrativa biográfica das dores e/ou alegrias, impressas sobre lenços ou guardanapos na técnica centenária de litografia, pela Miriam Tolpolar.

Vestidos – envelopes para o corpo, que trazem desenhos e outras histórias de outros artistas, de outras pessoas que compartilham a superfície oferecida pela Rosane Morais.

A fantasia e o sonho presentes nos personagens imaginários (ou reais?) das esculturas da Maísa Stolz, que nos devolvem a infância e a vontade de sentar e… brincar.

Brincar também poderemos com as minhas mulheres – cascas instaladas em torno da sua penteadeira com espelho, refletindo a imagem de todas nós.

Os bordados autorretratos da Estelita Branco, e sua grande costura, que usa a própria galeria como suporte. Escada costurada.

Quando chegarmos ao pavimento bem de cima, com seu telhado de vidro e seu lustre de cristal, mulheres de cerâmica da Cinthia Sfoggia nos esperam em janelas de vitrais e fios de metais, que as envolvem, seguram e/ou soltam.

Apresentamos assim, uma maneira contemporânea de resgatar fazeres femininos do tecer, tricotar, crochetar, costurar tecido, pele, historias de vida.

 

Vamos expor trabalhos de mulheres que usam o tecido como suporte ou meio.

Assim teremos tecidos, tramas texturas e linhas.

Daisy Viola

Artista plástica,

Instrutora de arte no Atelier Livre PMPA,

Curadora desta exposição

 

fio condutor

Djanira. Ado Malagoli. Siron Franco. Portinari. Ibere. Picasso. Orlando Teruz. Enrico Bianco. Pedro Weingartner. Jorge Guinle. Fransisco Rebolo. Dario Mecatti. Alexandre Rapoport. Carybé. Nelson Jungbluth. Heinz Steiner

Estabelece relações – cria vínculos – conduz energia – determina trajetos produz choques e emoções – cria tramas – necessita cálculos que fazem pensar – ilumina um espaço

Heinz Steiner. Omar Pellegatta. Guignard. Gustavo Rosa.  Clovis Graciano. Osvald Goeldi. Luiz Piza. Noemia Mouráo. Sanson Flexor.

Transponho esta relação para a metáfora da arte que cumpre todos objetivos juntos, na relação obra – artista – obra – outro.

Sanson Flexor. Di Cavalcanti. Franz Krajcberg. Tomie Ohtake. Inos Corradin.             Tarsila do Amaral. Niobe Xandó. Mario Gruber. Rufino Tamaio. Flávio de Carvalho.

 

A maneira mais eficiente que o ser humano encontrou para registrar e relatar as emoções de seu tempo foi através do fazer artístico. A obra de arte é a sua marca, a sua ‘pegada’ que deixa como rastro seu caminho, no tempo e no espaço.

Esta exposição apresenta trabalhos de artistas que contam a historia do Brasil no sec. XX. Cada um em seu momento e em seu lugar, ou, nosso momento e lugar.

Daisy Viola

Artista plástica

Instrutora de arte no Atelier Livre Xico Stockinger da PMPA

Curadora desta exposição

A transformadora aventura de criar

A exposição “A Aventura de Criar” foi estruturada para finalizar de forma prática o Curso de Curadoria ministrado por José Francisco Alves em 2014, no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre. A partir da seleção das propostas curatoriais dos estudantes, três propostas foram escolhidas para estar na programação expositiva da Galeria Duque.

Quando recebi o convite para apresentar uma proposta expositiva priorizando a utilização do acervo da Galeria Duque, percebi que alguns artistas que ali estavam eram também educadores ligados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a história da arte no Estado de um modo geral. Minha memória voltou alguns anos quando apresentei meu trabalho de conclusão em Especialização em Arte-Educação na Feevale/2011, ocasião em que reuni, a partir da minha pesquisa, aspectos sobre a história e a influência da então cinquentenária “Escolinha de Arte da UFRGS” nas vidas de estudantes e educadores.

Desse modo, a mostra “A Aventura de Criar” reúne alguns dos artistas e educadores que construíram uma parte significativa da história do Instituto de Artes da UFRGS e, principalmente, tornaram viável, através de sua atuação profissional, a Escolinha de Arte do RS. Muitos artistas contemporâneos atuantes no mercado das artes atualmente foram estudantes e educadores na Escolinha de Arte. Ainda, tantos outros, que lá frequentaram as atividades de um amplo projeto que investia no ser humano, levaram consigo para diferentes profissões a Arte como uma ferramenta benéfica e transformadora.

A criação da Escolinha de Arte da Associação Cultural dos Ex-Alunos do Instituto de Artes da UFRGS, em 15 de setembro de 1960, começou pela iniciativa de ex-alunos e professores do Instituto de Artes da UFRGS. Alice Soares e Rubens Cabral, com apoio de Alice Brüeggemann, Cristina Balbão, Ângelo Guido, Ado Malagoli, Leda Flores, Lygia Rothmann e Fernando Corona pretendiam oportunizar a crianças e adolescentes a vivência em ateliê̂ de Arte. O objetivo principal do projeto Escolinha de Arte era proporcionar o exercício sistemático da liberdade de expressão gráfico-plástica, corporal, dramática, sonora e escrita com a preocupação de preservar e desenvolver o potencial criador do indivíduo. E esse objetivo não foi somente alcançado como permanece atual em vários polos de ensino espalhados pelo país de forma prática.

O movimento de Arte-Educação se ampliou para muitos estados brasileiros nos anos 70 e teve várias figuras centrais, entre eles, o pernambucano Augusto Rodrigues, idealizador da Escolinha de Arte do Brasil no Rio de Janeiro. Augusto considerava entusiasmado o grupo gaúcho, que, segundo ele, possuía iniciativa e acolhimento para a prática de Arte-Educação muito comprometidas. No RS, houve uma multiplicação de Escolinhas de Arte pelo interior do Estado. Em Porto Alegre, Iara de Mattos Rodrigues foi uma das maiores defensoras da permanência da Escolinha no âmbito da universidade. Ela manteve a Escolinha em sua unidade e proporcionou que muitos estudantes se tornassem educadores, participando de estágios e assumindo áreas da Educação dentro da Escolinha. Conforme citação do ex-diretor do Instituto de Artes, Alfredo Nicolaiewsky, na Revista dos 50 anos da Escolinha (1): “A dedicação total, o comprometimento nuclear de algumas pessoas com a Escolinha fez com que a iniciativa marcasse de forma profunda a vida de todos que se envolveram com ela. É preciso destacar aqui o nome da professora Iara de Mattos Rodrigues, arte-educadora que fez da Escolinha um projeto de vida”. A Escolinha de Arte da UFRGS foi uma fonte ativadora de processos culturais, núcleo experimental de dinamização e pesquisa de experiências criativas dentro da Academia.

Nesta mostra, os visitantes poderão conhecer obras de Ado Malagoli, Alice Soares, Alice Brueggemann, Ângelo Guido, Augusto Rodrigues, Cristina Balbão, Fayga Ostrower, Fernando Corona, João Fahrion, Plinio Bernhardt, Romanita Disconzi e Teresa Poester, todos relacionados de alguma forma com a criação artística e com a educação dentro e fora da Universidade. Os desenhos inéditos da arte-educadora, pedagoga e artista plástica que dirigiu a Creche da UFRGS por 30 anos, Cecília Machado Bueno (in memoriam) podem ser vistos na exposição antecedidos do texto de apresentação convidado da também arte-educadora Maria Lúcia Varnieri. As obras de Cecília foram cedidas gentilmente pela Associação De Peito Aberto, onde foi colaboradora voluntária em várias edições do calendário anual da entidade. Ainda, os visitantes da mostra poderão assistir ao documentário (2) produzido para o 50º aniversário da Escolinha de Arte do RS, que contém depoimentos de Cecília Machado Bueno, Elida Tessler, Elton Manganeli, Fabio Mentz, Geni Mabilia, Jailton Moreira, Maria Beatriz Noll, Maria Lúcia Varnieri, Maria Dolores Coni Campos, Marilice Corona, Teresa Poester, entre outros.

Como arte-educadora perceber essa rede de aprendizado através da historia desse grupo comprometido com a Educação e o “criar” foi uma descoberta. De geração em geração, essa aventura de criar foi se aprimorando e se expandindo. O significado deste trabalho está em resgatar um pouco essa memória viva que se faz contemporânea, através daqueles que a levam internamente como filosofia. É descobrir um trabalho de resistência que nos faz acreditar no potencial criativo de cada indivíduo e como isso pode transformar a nossa aldeia. Estimula-nos, sobretudo, a encontrar em nós mesmos a riqueza que podemos nutrir e compartilhar para a evolução de todos coletivamente.

 

            Leocádia Costa

Curadora

(1) Alfredo Nicolaiewsky, citação extraída da Revista EA da ACULT/RS- 2010.

(2) Música de Fabio Mentz e versões legendadas para o inglês e espanhol, por Cleiton Echeveste e Elizabeth Castillo Fornés. Apoio: Ray Produtora e Estúdio Soma. Realização: Aprata e ACULT. Duração: 28 min. Ano: 2010. Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=3VtUM1sjBuI

Sobre a Curadora…

Leocádia Costa é pós-graduada em Arte/Educação: Arte, Ensino e Linguagens Contemporâneas, Especialização/Feevale, 2011. É também, publicitária formada pela Famecos/1997, produtora cultural  desde 1998 e fotógrafa.

A Aventura de Criar” (exposição 2015) partiu da pesquisa sobre o tema “Escolinha de Arte da UFRGS” na Especialização em Arte-Educação defendida em 2011 na Feevale com orientação do Prof. Dr. Clóvis Martins Costa. Leocádia Costa atuou em mostras anteriores, como curadora e produtora, entre elas: “Exemplos de Bem Viver” Theatro São Pedro, 1999; “American Way of Life”, de Jeferson Gonzalez, Yázigi Cultural Porto Alegre, 2000; “A Imagem e a Palavra”, de Luis Giacomozzi e Caio Riter, circuitos expositivos variados, 2000 a 2003; “Estrelas do Sul”, circuitos expositivos variados, 2003; “Um Brinde a Você”, de Gaby Benedyct, 2003; “Coleção Mario Quintana para a Infância“, Aprata, CCCEV, 2010.

Utilizando mecanismos incentivo fiscal formatou em média 100 projetos entre 2000 e 2014 para editais diversos, entre eles: FAC/RS, LIC/RS, MINC, Fumproarte, Petrobras Cultural, com percentual de 50% de aprovação, produção e realização. Em 2006 elaborou o projeto “A Casa de Bernarda Alba”, do Grupo Flamenco Silvia Canarim, que obteve oito indicações ao Prêmio Açorianos de 2007 e recebeu quatro estatuetas: Melhor Espetáculo de Dança, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Direção e Melhor Cenografia.

                 Realizou pela empresa Aprata, entre 2005 a 2007, vários projetos, destacando: “Acervo Elis Regina”, “Acervo Mario Quintana da CCMQ”, “Poesia Completa” e “A Rua dos Cataventos”. Recebeu Menção Honrosa no Prêmio Açorianos de Música 2009 pelo trabalho social desenvolvido com a iniciativa Coleção Mario Quintana para a Infância focada na inclusão através da arte e da educação. Foi Voluntária na Comissão de Organização dos 50 anos da Escolinha de Arte da UFRGS, atuando na criação e viabilização da Revista e do DVD comemorativos da Associação Cultural dos Ex-Alunos do Instituto de Artes da UFRGS, em 2009. A “Coleção Mario Quintana para a Infância” (kit), desenvolvido parcialmente na Gráfica Algo +, foi premiada na 6º Edição do Prêmio Gaúcho de Excelência Gráfica em 2010. Coordenou e ministrou no Curso de Arte-Educação para Professores da Educação Infantil – Da concepção ao primeiro estágio da autonomia: o desenvolvimento da percepção através dos sentidos, ACULT/ CIAE/SMED- Porto Alegre em 2011. Coordenou a Equipe de Foto, Fluxo Digital da seção de Fotografia do site da Feira do Livro de Porto Alegre nas edições de 2010 a 2012.

Atendeu a Galeria Estúdio Mamute (2013-2014) atuando como gestora de projetos, onde confeccionou propostas em Artes Visuais para editais públicos, sendo premiada com o projeto “Videoresidencia Território Expandido”, de residência artística, único contemplado no RS com o prêmio Rede Nacional Funarte Artes Visuais 10ª Edição (2013). Coordenou a equipe de comunicação e fotografia do 2º Hanamatsuri Festival da Paz/ Porto Alegre, 2014. Coordenou o Calendário 2015 da Casa do Jardim, com a participação de 12 fotógrafos convidados, sendo a curadora e produtora com venda revertida ao Projeto Jardim Maior (em andamento).

Entre cores, traços e olhares: imagens e artistas gaúchos em perspectiva

A exposição “Entre cores, traços e olhares: imagens e artistas gaúchos em perspectiva” foi pensada e concretizada a partir do feliz encontro de três elementos: o curso de Curadoria realizado no Atelier Livre, sob orientação do Prof. Dr. José Francisco Alves, o auxílio e atenção de Daisy Viola e Arnaldo Buss, este último disponibilizando as obras do acervo da Galeria Duque para a realização da presente mostra e, por fim, os elementos agregadores de uma pesquisa acerca da arte sul-rio-grandense que, desde alguns anos, vem sendo desenvolvida.

A exposição, afora apresentar imagens do Rio Grande do Sul e, igualmente, os artistas de seu meio, propõe um diálogo de tempos, cores, traços e olhares. É, justamente, a confluência dessas diferentes temporalidades, onde artistas de outrora dialogam com outros mais contemporâneos, onde os diferentes traços, plásticas e cores se reúnem para elaborar – e reelaborar – redes e tramas de significações, que a presente exposição foi pensada.

Nesse sentido, partindo do desenho preciso de Pedro Weingärtner às pinceladas quase abstratas de Ado Malagoli é que se pretende o estabelecimento de falas no tempo. Além destes, dialogam nessa exposição às obras de Nelson Jungbluth, Oscar Crusius, Paulo Porcella, Glauco Rodrigues, Leopoldo Gottuzzo, Iberê Camargo, Danúbio Gonçalves, entre outros.

 

                Luciana da Costa de Oliveira

   Historiadora

Curadora desta exposição

 

Exposição Um Acervo

                                 

Uma das características do contemporâneo na arte é o respeito a todas as linguagens experimentadas pelo fazer artístico e a possibilidade de transito elas inclusive num mesmo trabalho.

Outra característica é a consideração das linguagens que multiplicam a imagem, como as técnicas de gravura, por exemplo, acrescidas aqui das possibilidades que a s novas tecnologias oferecem, e que também passam a fazer parte do repertório da arte. Assim, a obra atinge um numero maior de espectadores.

As etapas do processo que antecedem, por exemplo, a pintura de uma tela, também hoje passaram de meros esboços a trabalhos a serem exibidos como obra. Muitas vezes, em função da espontaneidade e da liberdade que isto significa,tem um resultado até melhor do que a obra finalizada que já passou pelo ‘endurecimento’ que o domínio da técnica impõe.

A conquista e a construção de um acervo artístico seja ele particular ou institucional se inicia sempre num momento de encantamento de um ser humano com uma obra de outro ser humano. A partir daí, passam a se estabelecer várias conexões e momentos de comunicação, nem sempre lógicos ou racionais, entre a obra e o espectador, criando-se assim, um vínculo inexplicável entre artista – obra – outro.

Um acervo é resultado da repetição de vários destes momentos ao longo do tempo.

Nesta exposição estamos mostrando obras de artistas de tempos e universos diversos, e muitas das linguagens possíveis e que nos fazem experimentar a magia do encontro do eu com o outro através de sua arte.

 

 Daisy Viola

Artista plástica

 Instrutora de artes no Atelier Livre PMPA

Curadora desta exposição

Exposição Brasilidade

 

A abertura foi no dia 05 de fevereiro e permance até o dia 10 de março. A mostra apresenta obras do proprio acervo, com nomes importantes da arte brasileira.

Confira !! Você vai gostar !
O texto a seguir, é da curadora da mostra, Daisy Viola.

Brasilidade
Para iniciar nossos trabalhos na Galeria Duque neste ano de 2015, em pleno mês de fevereiro, ou seja, verão, mês de carnaval e tempo em que as pessoas resgatam seu contato com a paisagem da cidade; do mar; da serra; enfim, com a natureza, optamos por mostrar trabalhos do acervo que nos trazem características ou particularidades do que ou de quem é brasileiro; da natureza do que ou daquilo que é brasileiro. É Brasil.
Do sentimento de simpatia e do amor pelo Brasil.
Obras de artistas – ícones que de maneiras diversas e individuais traduzem os valores e culturas brasileiros com uma visão voltada para um universo de significado e a reafirmação de uma identidade absolutamente nacional, cada um em seu tempo.
Com referências formais e materiais que nos apresentam o contraste do local/global, dos nossos rituais, simbolismos e arquétipos.
Características ou particularidades do que ou de quem é brasileiro.
Natureza do que ou daquilo que é brasileiro. É a arte no Brasil.

Daisy Viola

Artista plástica
Instrutora de artes no Atelier Livre PMPA

 

Explosão de beleza, cor e ousadia

 

A Galeria Espaço Cultural Duque mostra, até o dia 29 de novembro, quatro exposições – uma coletiva e três individuais – e uma instalação com diferentes técnicas, mas com igual força. No primeiro andar, fluem os Universos Expressivos de artistas nacionais e internacionais que compõem o acervo da Galeria. O segundo andar foi “alugado” ao Armazém Pimenta: A Duque e os Fragmentos da Cidade, de Eduardo Vieira da Cunha.

Loti Keffel também distribui cores com personalidade no terceiro andar, na mostra intitulada Persistente Indecisão pela curadora Clara Pechansky. As Visões de Tlön ocupam o quarto andar com olhares diferentes sobre Porto Alegre captados pelas lentes e pela sensibilidade do fotógrafo Kiran León. No terraço e na sacada da Galeria Duque estão as esculturas em folhas de revista que fazem as Superfícies Humanas de Juliano Gonçalves Aor.

Não percam! O passeio é uma jornada pela cor, pelas técnicas, pela beleza e pelo inusitado das obras desses talentosos artistas visuais.

 

    Visitação: de segunda a sexta-feira das 11h às 19h e sábados das 11h às 17h até o dia 29 de novembro.

    Endereço: Rua Duque de Caxias, 649 – Centro Histórico de Porto Alegre.

 

 

Abstrações, Flores, Emociones

 

Em exposição de 9 de agosto a 30 de setembro

 

A Galeria Duque Espaço Cultural inaugurou, no dia 9 de agosto, as exposições “Abstrações”,  “Para não dizer que não falei das…”, uma coletiva de diversos autores com o tema flores, tendo como curadores Silvia Livi, Rogerio Livi e Marco Aurélio Pinto, e “Emociones”, da artista Satyam Jemima.

A visitação é de segunda a sexta-feira das 10h45min às 19h e aos sábados das 10h45min às 17h.

 

 

Abstrações, Flores, Miniarte e Emociones

Em exposição de 9 de agosto a 6 de setembro

 

A Galeria Duque Espaço Cultural inaugurou, no dia 9 de agosto, a exposição “Abstrações”, juntamente com o 20º Intercâmbio Internacional de Miniarte, que reúne 146 trabalhos de artistas visuais de seis países e é coordenado pela pintora Clara Pechansky.

As mostras incluem ainda as exposições “Para não dizer que não falei das…”, uma coletiva de diversos autores com o tema flores, tendo como curadores Silvia Livi, Rogerio Livi e Marco Aurélio Pinto, e “Emociones”, da artista Satyam Jemima.

A visitação é de segunda a sexta-feira das 10h45min às 19h e aos sábados das 10h45min às 17h. O 20º Intercâmbio Internacional de Miniarte vai até 6 de setembro e as demais se estendem até o dia 30 do mês que vem.

   

O Projeto Miniarte

       
Desde a sua primeira edição em Porto Alegre, em 2003, o Projeto Miniarte vem recebendo artistas dos cinco continentes e já visitou espaços de arte  de muitos países, além de várias cidades do Rio Grande do Sul. Ao reunir num só ambiente mais de uma centena de artistas de diferentes origens, com obras em pequenos formatos, proporciona-se ao visitante uma visão panorâmica e atualizada da criação artística.

O trabalho executado nestes 11 anos de atividade ininterrupta valeu ao Projeto Miniarte o convite para se filiar à OMAI – Organização Mundial de Artistas Integrados, com sede no México. O Projeto Miniarte é representante do Brasil junto à essa entidade e conta hoje com nove coleções que percorrem o mundo.

Nesta 20ª edição do Intercâmbio Internacional de Miniarte, sempre em parceria com a Associação Chico Lisboa, o tema sugerido foi Ideal. Artistas de Brasil, Argentina, Colômbia, Irlanda do Norte, Holanda e México, por meio de técnicas variadas, apresentam suas diferentes interpretações desse tema, formando a Coleção I – Ideal. O país homenageado é a Colômbia, com o maior número de participantes.

As obras aqui expostas irão para Gramado, durante o período do Natal Luz, com a chancela da Secretaria Municipal de Cultura local.

O Projeto Miniarte agradece a acolhida da Galeria Duque Espaço Cultural, que gentilmente nos recebe para mais esta mostra.

Clara Pechansky

Coordenadora Geral Internacional

 

Artistas brasileiros fundamentais na arte do século XX

 

                Em exposição de 9 de junho a 2 de agosto de 2014

 

Interpretações da natureza e da vida resultam numa arte sem preconceitos de formas ou linguagens. É uma maravilha que não é a beleza formal e distante, mas sim a integração no universo pelas emoções derivadas dos nossos sentidos em contato com as formas, cores e tatos.

Uma linha, um som, uma cor nos comovem, nos exaltam e nos transportam ao universal. Eis o mistério da arte. O universo e seus fragmentos são sempre designados por metáforas e analogias que se fazem imagens.

Para o artista, a arte é a representação da sua transformação incessante, e serve como meio de transmitir por ela emoções vindas dos sentidos e realizar nesta emoção estética a unidade com o mundo.

Aqui apresentaremos artistas que fazem parte da remodelação estética do Brasil iniciada na música de Villa-Lobos, na escultura de Brecheret, na pintura de Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Vicente do Rego Monteiro, e servem de base para toda a produção que veio a seguir, livre do academismo e do provincianismo vigentes até então. E, chegando ao nosso tempo, ou seja, sendo contemporâneos, convidamos dois artistas que usam plenamente este exercício de liberdade de linguagem e forma.

Wilson Cavalcante (Cava) e seus trabalhos que transitam pela pintura, pelo desenho e pela escultura sobre suportes que carregam em si histórias passadas de onde são resgatados para conter pinturas e desenhos de figuras impactantes que vêm nos contar suas novas histórias. Nosso convidado Carlos Pessoa usa a tecnologia para brincar com a imagem, que é reconstruída e resignificada por meio de “colagens digitais”.

Daisy Viola

Artista plástica, instrutora de artes no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre

 

Artistas participantes

Paulo Pasta, Enrico Bianco, Dionisio Del Santo, Carlos Scliar, Sicart, Durval Pereira, Cava, Piza, Paulo Chimendes, Vasco Prado, Glauco Rodrigues, Vergara, Clara Pechansky, Brito Velho, Eduardo Vieira da Cunha, Tomie Ohtake, Cândido Portinari, Mário Zanini, Armando Almeida, Danúbio Gonçalves, Paulo Calazans, Henrique Fhuro, Augusto Rodrigues, Darel, Xico Stockinger, Carybé, Antonio Bandeira, Burle Marx, Bianchetti, Magliani, Gomide, Manabu Mabe, Fahrion, Siron Franco, Juarez Machado, Flávio de Carvalho, Grassmann, Serpa, Yolanda Mulahai, Rosina Becker, Lasar Segall, Aldemir Martins, Samico, Ianelli, Anita Malfatti, Jorge Guinle, Rapoport, Heitor dos Prazeres, Georgina Albuquerque, Romanelli, Alice Soares, Iberê Camargo, Emiliano Di Cavalcanti, Tozzi, Manoel Santiago, Angelo Guido, Gotuzzo, Tadashi Kaminagai, Inimá de Paula, Pedro Weingärtner, Ado Malagoli, George Wambach.

 

Galeria Espaço Cultural Duque

11 de abril a 31 de maio 2014

 

Poética-encanto-encontro

 

    A possibilidade do fazer artístico se completa quando a obra conquista o outro sem explicação. De repente, alguém é atraído por um objeto que é fruto da experiência, da sensibilidade e da habilidade de outro alguém. Por quê? Não importa. Importante é que, sem explicação, o olho brilha ao perceber uma cor, uma forma ou uma textura. O coração bate mais forte quando a música alcança o ouvido e a lágrima brota no escuro do cinema ou do teatro.

Uma coleção de arte é como um livro de poemas em que cada quadro é uma página que vai sendo acrescentada, uma a uma. Arrepiamos de repente, como se o vento ficasse gelado. Por quê? Não sei, nem importa.

Novamente a Galeria Duque ocupa seus espaços com uma parte do seu acervo de obras que nos arrepiam e fazem nossos olhos brilharem. Esperamos que encantem você também.

 

  Daisy Viola

Artista plástica, instrutora de artes no Atelier Livre PMPA

 

 

De 17.01.2014  até  15. 03 2014

Estará na Galeria a Exposição Universos Visuais…..

               Cor  – novas visões – imagens mentais –  sonhos – gestos – matéria – poética – encantamento – vivência…..

               O desejo de todo artista é sempre trazer para o seu trabalho o acumulo de imagens e universos visuais que nutrem suas vivencias e  seus lugares ,incluindo aqui suas imagens mentais sonhos que alimentam a sua motivação artística.

                A transformação da narrativa deste seu universo em poética visual resulta na produção de trabalhos que trazem o encantamento desta vivência através do uso de materiais e linguagens cada vez mais possíveis, apresentados como registros em cores, gestos transformados, em linhas e/ou linhas que se materializam e viram tecidos que resultam em imagens, texturas e sensações que nos levam para ‘dentro’ destas, agora, obras de arte.

                Nesta primeira exposição de 2014, a Galeria Duque apresenta um recorte de seu acervo com trabalhos de artistas que usam a energia das cores, a força do gesto em desenho e gravuras, esculturas que  brincam com o espaço e um ‘ espaço especial’ com a sensibilidade extra das tramas apresentadas em obras de arte têxtil.

                Teremos assim uma mostra da riqueza que a multiplicidade de linguagens pode nos apresentar.

Daisy Viola

Curadora

PINTURAS E GRAVURAS

                 Glênio Bianchetti, Beatriz Milhazes, Paulo Calazans, Alice Brueggmann, Clóvis Graciano, Inimá de Paula, Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, José Sabóia, Hélio Oiticica, John Graz, Antenor Finatti, Daisy Viola, Inos Corradin, Adelson do Prado, Mário Zanini, Emiliano Di Cavalcanti, Candido Portinari, Trindade Leal, Carybé, Heitor dos Prazeres, Antonio Maia, Siron Franco, Salvador Dali, Djanira, Benedito Calixto, Augusto Rodrigues, Pietrina Checcacci, Carlos Scliar, Iberê Camargo, Judith Lauand, Tommie Ohtake, Antonio Bandeira, Maria Leontina, Roy Lichtenstein, Kenji Fukuda, Manabu Mabe, Alberto Veiga Guignard, Alice Soares, Carlos Paés Vilaró, Milton da Costa, Noemia Mourão, Nelson Jungbluth, Vitório  Gheno ,Vera Chaves Barcelos, Alexandre Rapoport

ARTE TÊXTIL

      Um Percurso da Bi a Tridimensionalidade

                     A década de 60, do século XX, foi marcante para a milenar área da tapeçaria pois houve uma ampliação das suas possibilidades como surgimento da Nova Tapeçaria, que teve ampla visibilidade com as 16 edições, entre 1962 e 1995, da Bienal Internacional da Arte Têxtil de Lausanne, na Suíça, assim como as trienais de Lodz na Polônia e a mostra America’s  Japan, em Tokyo, e importantes mostras internacionais em diversos países. No Brasil foram significativos o Evento Têxtil 1985 em Porto Alegre e três as edições da Trienal Têxtil, em São Paulo.

                      Os artistas têxteis incorporaram diferentes fibras e materiais assim como outras técnicas têxteis  para expressarem seus anseios e inquietudes  não  só na bidimensionalidade  como nas formas tecidas, nos objetos  têxteis que  tiveram a tridimensionalidade como eixo.

                     No Brasil os precursores da Nova Tapeçaria, nos anos 60, foram Norberto Nicola e Jacques Douchez em São Paulo e Zoravia Bettiol e Yeddo e Titze no Rio Grande do Sul.

TÊXTEIS

                       Manabú Mabe, Vasco Prado, Renot, Zoravia Bettiol, Willhem Horvath, Jean Gillon, Ruth Schneider, Daisy Viola.

ESCULTURAS


                       Mário Cladera, Vasco Prado, Fernando Botero, Carybé, Turknicz, Xico Stockinger, Cho Dorneles, Alfredo Cavalcanti, Tenius, Bruno Giorgio, Gustavo Nakcle

09/10/2013  até  14/12/2013

 

Danúbio Gonçalves expõe na capital gaúcha

 

Aos 88 anos, Danúbio Gonçalves, natural de Bagé, um dos maiores ícones vivos e em atividade nas artes plásticas do Rio Grande do Sul irá realizar uma grande exposição na Galeria Espaço Cultural Duque, onde mostrará seus desenhos, pinturas, gravuras e colagens demonstrando que o artista continua produzindo provocado por sua criatividade e ousadia  na liberdade de estilos.

Danúbio – A Glória do pincel tem a curadoria de Wagner Patta, que selecionou obras das mais diversas fases do artista, reconhecido como mestre da gravura, um “artesão paciencioso”, como afirmava Érico Veríssimo. Diversas pinturas foram selecionadas, como algumas da reconhecida série Balonismo, muitos desenhos e outras técnicas que tem como tema o erotismo, frequente em sua obra, assim como os desenhos e gravuras que registram as últimas charqueadas.

Danúbio também é reconhecido por sua obra pública como murais pintados e seus mosaicos, como o que se encontra em frente ao Mercado Público de Porto Alegre intitulado “Memorial da Epopeia Rio-Grandense Missioneira e Farroupilha”, de 31X3m, e o da Igreja São Sebastião, também na capital gaúcha. É um mestre da gravura, um “artesão paciencioso”, como afirmava Érico Veríssimo.

A exposição

A exposição está dividida em três segmentos aos quais mostram diversas características distintas possibilitando novas interpretações.

No primeiro andar da exposição é possível encontrar obras de Danúbio em diálogo com artistas que marcaram sua trajetória artística e influenciaram sua produção.

No segundo andar continuam as obras que influenciaram e dialogam com as obras de Danúbio e podemos apreciar, também, um conjunto de obras que foram trazidas do atelier do artista mostrando as principais características ao qual o artista conquistou sua glória e esplendor.

O visitante poderá encontrar no terceiro andar um conjunto de obras inéditas e mais ousadas, com materiais distintos, mostrando a produção recente, assim como teremos, pela 1ª vez, a cedência de duas obras de Danúbio, que foram adquiridas recentemente pelo MARGS. Este termo de empréstimo demonstra a importância da exposição na retrospectiva do artista e o grau de confiança que a Galeria conquistou no cenário do Estado do Rio Grande do Sul.

 

O artista:

Danúbio Gonçalves estudou com Candido Portinari e frequentou em Paris a Academia Julian e fez contatos com Vasco Prado e Iberê Camargo. Foi um dos fundadores dos Clubes de Gravura em Bagé e em Porto Alegre. No Atelier Livre da Prefeitura, por mais de três décadas, contribuiu para a formação de gerações de jovens artistas ensinando, acima de tudo, sua paixão pelo ofício.

O curador

A Galeria, propôs uma curadoria ousada a Wagner Patta, que também atua na curadoria do MARGS, auxiliando os curadores em suas exposições. A exposição foi idealizada pela modelo Ledir Carvalho Krieger e não podemos deixar de agradecer  todo o apoio fornecido pela  Sandra Gonçalves.

“As obras estão distribuídas em justaposição criando diálogos que conduzem o visitante a conhecer aspectos da vida de Danúbio”, afirma Wagner Patta.

 

A Galeria

A Galeria Espaço Cultural Duque, localizada na Rua Duque de Caxias, 649 no Centro Histórico de Porto Alegre, com quatro andares e um acervo fantástico, com grandes nomes locais, nacionais e internacionais à disposição do público. Para que esta exposição acontecesse foi necessário restaurar diversas obras que estavam no Atelier do artista.

A prédio da galeria recentemente passou, também, por um restauro de sua estrutura externa e possui três andares expositivos e um café ao qual o público pode apreciar a arte com o maior conforto possível. A galeria também é totalmente climatizada, com acessibilidade universal e possui total segurança para acomodar as obras de Danúbio Gonçalves.

 

Exposição  Danúbio – “A Glória do Pincel” 

De 8 de outubro a 14 de dezembro

Na Galeria Espaço Cultural Duque (rua Duque de Caxias, 649)

De segunda a sexta, das 10h às 19h e aos sábados das 10h às 17h

Entrada Franca

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De 13/08 a 28/09/2013:

Recorte do acervo

CON–SENTIR

Gravuras de Eda Lani

CRIATURAS

Pinturas e desenhos de Hô Monteiro

IM – PERMANÊNCIAS

Fotografias de Carine Wallauer

BORRIFOS PRISMÁTICOS

 

 

 

 

De 22/06 a 03/08 /2013 :

Exposição: PREDILETOS – A ALEGRIA DO OLHAR

Um recorte do acervo da galeria.

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 A obra de arte realmente se completa quando o olho de alguém a alcança e não consegue soltá-la.

Não importa quantos são estes ‘alguém’..

Assim é, em qualquer linguagem. Uma musica se faz quando arrepiamos ao ouvi-la,bem como um livro,quando não conseguimos fechá-lo até a ultima pagina.

Quando, além de tudo isto a pessoa que ficou com o olho ‘colado’ tem a possibilidade de adquirir seu objeto apaixonado… perfeito.Uma coleção se faz assim..um trabalho, depois outro, e mais um.. e assim muitos, o máximo que der, que couber.

Este espaço é fruto de varias destas histórias.

E, como em todas as historias de apaixona – mento, algumas se transformam em amor, outras não. Minha proposta desta vez é mostrar nesta casa que foi feita para receber obras desta coleção, a parte das histórias que sempre fazem o olho da gente brilhar. O pedaço da história que virou amor.

 

Daisy Viola

Artista plástica, instrutora de artes do Atelier Livre PMPA, curadora da Galeria Duque

 

Obras da Exposição Prediletos:

 

 

Exposição Artista Convidada Zoravia Bettiol

Nus e musas

Desenhos Pinturas e esculturas.

Visita guiada ao público – 06 / 07 das 15 hrs às 16 hrs

 

            Carlos Urbim

Zoravia Bettiol é insaciável. Emenda um trabalho no outro.  Mergulha no erotismo explícito de “Encantações” e, sem parar, continua a série das “Doze Musas” que protegem a vida nos meses do ano. A dama da arte pictórica poderia se dar ao luxo de intervalos, interlúdios, tempo nem que seja para uma chávena de chá com brioches. Até toma um chazinho de maçã com cravo, mas numa mesa abarrotada de ideias, projetos, esboços, rascunhos, pátinas, pesquisas, ânsias de chegar ao equilíbrio, à distribuição das cores finais após inúmeras tentativas, à maior dignidade possível em seu trabalho.

Os espectadores ganham o alumbramento de, ao saborear cada nu e cada musa, perceber que em todos os desenhos e telas estão expostas as lições de vida de uma mestra. A harmonia do conjunto é um inventário: “A arte acumula. Incorpora, usa, transmuta. É conhecimento associativo”. Em obras únicas e em dípticos, Telêmaco e Penélope, em nobre nudez, convivem com o Rei e a Rainha de Copas, Saltimbancos ou Adão e Eva depois da tentação da cobra. Pudicamente, nossos pais bíblicos se cobrem com almofadas da coleção doméstica.

Zoravia brinca com o espectador. Mulheres e homens nus viram celebração. Detalhes como tecidos, joias, chapéus, xales, cachecóis, almofadas, cadeiras, experiências em design de superfície são elementos recriados na convivência diária, pertencem ao acervo afetivo. E, para que o todo seja pura equanimidade, a incessante busca nas cinco camadas de cores, nas nuances da contraluz, um desafio em carne viva. “Há que lutar para se manter o nível. Já nasci lutando para ser profissional”.

Nove são as musas da mitologia. Zoravia inventou doze. Uma para cada mês, três para cada elemento que rege a vida: água, ar, terra e fogo. São outras as musas recriadas pela artista que, com simplicidade sem pudor, reconta a História da Arte, a evolução da humanidade, o esforço militante pela preservação da Natureza. Está sempre brincando essa senhora sapeca: as antigas musas são mais três e são iara, sereia, surfista, astronauta, negra no lombo de uma girafa. Há até pele cor de rosa. Voam, flanam, passeiam entre estrelas, pandorgas, gafanhotos, mísseis, aviões, satélites, flores, frutas, algas, golfinhos, cardumes. As cenas são enciclopédicas: templos da Antiguidade, caravelas lusas, areias do deserto, húmus das plantações, Loba de Roma, Cristo Redentor, Estátua da Liberdade. Casinhas pequeninas em lugarejos ermos. Arranha-céus tomando conta das grandes cidades. Musas up to date, do Face Book, cosmopolitas.

Em dezembro, a musa está com roupa de festa, taça de espumante na mão. Há namorados dançando. Um malabarista faz pirotecnias. Os fogos de artifício, que cada vez mais prejudicam fauna e flora, são shows em várias partes do mundo. Na roda do galpão, gaúchos tomam mate. Feliz Ano Novo! As obras de Zoravia Bettiol são isso mesmo: a visão planetária de uma menina nascida em Porto Alegre.