• Daisy Viola; Mulher-casca de vermelho, 2006; Móbile - pintura acrílica e colagem sobre corpo de papel e tecido, 150x80 cm

Exposição Atelier Livre de Porto Alegre – 60 Anos de Arte. Aberta no dia 2 de outubro de 2021, com curadoria de José Francisco Alves e Daisy Viola.

Texto curatorial de José Francisco Alves:

Esta exposição comemorativa se reveste de grande importância, pois uma efeméride desta magnitude não poderia passar em branco. Para marcar a data – seis décadas de ensino livre de arte –, completada em abril deste ano, a Galeria Espaço Cultural Duque propicia à comunidade artística de Porto Alegre uma mostra exemplificativa da produção de alguns dos professores e artistas do Atelier Livre, da década de 1960 ao presente.

Criada em 1961, a partir de curso no ano anterior ministrado por Iberê Camargo, a escola foi criada pela Prefeitura de Porto Alegre para propiciar um novo espaço de aprendizado artístico, uma experiência coletiva, livre, sem finalidade de obtenção de diploma ou assemelhados. Desde lá, o objetivo do Atelier Livre foi e continua sendo o mesmo: a experimentação de técnicas; a existência de um espaço de trabalho para os artistas produzirem suas obras, sob orientação de professores-artistas; o intercâmbio com artistas do Brasil e exterior; a realização de exposições e eventos; a divulgação da história da arte e da profissionalização da arte.

Esta mostra apresenta gerações mais recentes do Atelier Livre, a demonstrar o vigor das jovens produções e a busca pela profissionalização. Igualmente, exibimos obras de artistas e professores dos primórdios da instituição até a marca dos seus trinta anos (1991), aos quais chamamos nesta exposição de “históricos”, cuja amostragem emerge a partir do acervo da Galeria Espaço Cultural Duque, a qual possui trabalhos de muitos desses artistas. Não se trata, portanto, de mostra de fôlego, exaustiva da história do Atelier Livre, mas de uma exibição de trabalhos mais atuais em encontro e diálogo com a coleção da galeria.

O Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre, denominado “Xico Stockinger” em 2012, em reconhecimento a um dos seus fundadores e seu primeiro diretor, passou nessas seis décadas por altos e baixos, quatro sedes, abundância e carência de recursos públicos, maior ou menor reconhecimento por parte das autoridades municipais, mas segue em atividade, apesar das dificuldades, da pandemia e dos novos desafios. Esta exposição é um exemplo de parte de seu legado; é o momento de homenagearmos os seus 60 anos, que não poderia deixar de ser celebrado.

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Artistas: Ado Malagoli, Alice Soares, Ana Alegria, Anestor Tavares, Anico Herkovitz, Antônio Gutierrez, Armando Almeida, Arlete Santarosa, Britto Velho, Carmen Moralles, Circe Saldanha, Clara Pechansky, Clarice Jaeger, Cláudia Sperb, Danúbio Gonçalves, Enio Lippmann, Esther Bianco, Fernando Baril, Gelson Radaelli, Glaé Macalós, Gutê, Helena Canaan, Henrique Fuhro, Iberê Camargo, Inês Benetti, Lia Menna Barreto, Leo Dexheimer,  Lu Borghetti, Luiz Brasil, Magliani, Lurdi Blauth, Marcelo Grassmann, Maria Tomaselli, Miriam Tolpolar, Paulo Chimendes, Paulo Peres, Paulo Porcella, Regina Silveira, Roseli Dolesky Pretto, Ruth Schneider, Vasco Prado, Vera Chaves Barcellos, Wilson Cavalcanti, Xico Stockinger e Zorávia Bettiol.

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Texto curatorial de Daisy Viola:

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O Atelier Livre é mais que um lugar, é um espaço. Não só físico, é um espaço na vida de quem o frequenta ou um dia frequentou. Não há quem se esqueça de sua passagem por ali. Orgulha-me viver numa cidade que oferece ao seu público uma escola de arte livre para adultos, um lugar onde as pessoas se sentem iguais, lado a lado, mesmo sendo muito diferentes, vindas de universos muitas vezes opostos, de tempos distantes. Ali, o assunto é comum. Uma cor ou pincelada que transformam colegas em amigos. Parece que a porta de vidro que separa e une o Atelier do Centro Municipal de Cultura é uma passagem secreta para um mundo mágico, onde todos ficamos mais próximos de realizar nossos sonhos de expressão artística.

Esta é uma exposição para comemorar os 60 anos do Atelier Livre. A Galeria Duque nasceu no Atelier a partir de conversa entre amigos em aula; um colecionador com um acervo muito bom, e eu, a professora.  Sugeri e ele aceitou a ideia de ter um espaço para expor as obras de seu acervo. Desde então, eu faço a curadoria das exposições com essas obras e os trabalhos de artistas contemporâneos convidados.

Esta exposição apresenta trabalhos de artistas que fizeram parte da história dos primeiros anos do Atelier (com obras que fazem parte do acervo da galeria), e obras de frequentadores de tempos recentes nas oficinas e de artistas com formação especialmente no Atelier Livre, com trabalhos atuantes em exposições e projetos. A curadoria será do José Francisco Alves, na parte histórica e minha, no tempo mais recente.

É uma exposição com o espírito do Atelier. Ocuparemos a galeria inteira com trabalhos de artistas que fizeram e/ou fazem parte da história dessa instituição.

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Atelier atuando: Graça Craidy, Marcelo Monteiro, Tereza Albano, Aglae Freitas, Roberto Freitas, Raquel Fontoura, Rosane Morais, Rogério Livi, Adma Corá, Denise Haesbaert, Dirnei Prates, Luck Herbert, Isabel Ferreira, Rairaa Noal, Tuche, Antônio Paim, Túlio Pinto e Moisés Vitorino.

Grupo Gralha Azul (Coord. Mara Caruso): Erminia Marasca Soccol, Leci Bohn, Luiza Gutierrez, Jane Balconi, Jussara L. Kronbauer, Maria Darmeli Araujo, Maria do Carmo T. Kuhn, Maria Julieta D. Ferreira, Sirlei Caetano, Therezinha Fogliato Lima, Tania Luzzato e Vera Presotto.

Confraria da Pedra (Coord. José Francisco Alves): Rogério Maduré, Maria Nazaré Melo, Zeca Albuquerque, José Kanan, Lúcio Spier, Ricardo Olszewski, Edemir Wandescheer, Antônio Sobral, Luciano Machado, Adriano Mayer, Daniele Almirom, Elisa Troglio Fróes, Jonas Figur, Ricardo Aguiar, Milton Caselani, Solange Stangler e Ana Álvares Tita.

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