• Daisy Viola; Mulher-casca de vermelho, 2006; Móbile - pintura acrílica e colagem sobre corpo de papel e tecido, 150x80 cm

 

16/09/2016  à  16/10/2016
Janela é um elemento arquitetônico que une o dentro e o fora. Cria o através, nem dentro nem fora.
Mostra um recorte da paisagem, da imagem, estabelece o ponto de vista, a escolha.
A obra de arte, independentemente da linguagem artística escolhida, é sempre a materialidade do interior de seu criador e resultante da sua relação com o universo externo onde ele está inserido, ou seja, podemos considerar que é uma ‘janela’ entre o interior e o exterior de um ser humano, e através dela acontece um momento mágico de comunicação entre pessoas.
 A obra em algum momento se termina, o que fica de verdade é invisível, é a sensação que ela provoca, no outro, no espectador. É uma forma de restabelecer padrões, correr riscos.
 Também cria um amanhã, com olhares plurais, onde se incluem também outros pontos de vista. Fazer arte é um ato político, desde sempre, e esta é uma das suas principais funções: fazer pensar.
A maior parte das obras importantes na história da arte é de artistas que na sua época foram questionados. A partir da semana de 1922, praticamente toda a arte brasileira ‘remou contra a maré’. Aliás, praticamente toda a arte da primeira metade do século XX é composta por artistas que buscavam novos caminhos, diferentes dos propostos e até impostos pelo academicismo vigente até então.
 Fazer curadoria de arte é o processo de organização, cuidado e montagem de uma exposição artística, formada por um conjunto de obras de um ou de vários artistas, a partir da seleção prévia feita pelo curador ou comissão curatorial responsável pela intermediação entre as obras e o público. É estabelecer um recorte, imaginar um evento, determinando quais obras serão expostas e de que maneira, para dar visibilidade a conteúdos que talvez se percam no emaranhado de informações visuais. Estimula a reflexão tanto do público quando dos artistas, ou seja, abre janelas de comunicação entre o eu artista e o outro, espectador, que serão capazes de ativar suas redes e de propor novas formas de relação entre elas.
 A partir da vontade de ampliar estas relações, apresentamos aqui, com a exposição INsubMISSÕES, uma oportunidade enriquecedora de conhecer o trabalho de artistas contemporâneos do RS, que não foram selecionados no projeto curatorial de uma exposição na cidade, e que nos procuraram propondo a abertura de uma nova janela. Aceitamos, cumprindo a nossa proposta de ser um espaço cultural disposto a dividir com o público uma nova oportunidade de leitura destas obras, que estarão expostas junto com as preciosidades do acervo da galeria, como Anita Malfati, Burle Max, Manabu Mabe, Tomie Ohtake, Iberê Camargo. Afinal, são pessoas como estas que transformam os paradigmas e restabelecem limites, abrem novas janelas, nossa metáfora.
Daisy Viola
Artista plástica
Instrutora de arte no Atelier Livre PMPA
Curadora da exposição

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