Pla (e) nos de cor e gesto

Representação – Gesto – Cor – Liberdade – Expressão

 

Em outras épocas, observando os desenhos na arte cerâmica e outros utensílios de nossos antepassados, percebemos que o homem exprimia seu pensamento com traços, combinações repetidas e desenhos geométricos, que para ele simbolizava algo. Depois, os artistas foram desenvolvendo o interesse por representar o mundo visível, imitando a natureza, e durante séculos, este sistema foi sendo aperfeiçoado e adotado principalmente na Arte Ocidental. Esculturas, pinturas e gravuras, deviam ser imagens da realidade.

No século XX, por uma série de razões históricas e estéticas, principalmente a partir da descoberta da fotografia, alguns artistas romperam com o passado de arte figurativa, propondo uma nova maneira de representação, com o desejo de uma linguagem de comunicação universal, com autonomia da arte em relação ao mundo exterior. A partir de então, se utiliza das relações formais entre cores, linhas e superfícies, para produzir a realidade da obra. Movimentos desse século passam a conceder valor à subjetividade, admitindo distorções de forma numa arte imaginária, inspirada no instinto, no inconsciente e na intuição.

O jogo entre formas orgânicas, cores, linhas, volumes e materialidades transformam manchas de cor, linhas e matérias, em ideais e simbolismos subjetivos, valorizando assim, a liberdade criadora que possibilita uma expressão subjetiva e ilógica nas artes, pesquisa estética e de renovação das formas de expressão.

A Galeria Duque mostra nesta exposição, um recorte de seu acervo que exemplifica, principalmente em obras de artistas brasileiros, esta evolução criadora na arte do século XX.

 

Daisy Viola

Artista plástica

Instrutora de arte no Atelier Livre Xico Stockinger da PMPA

Curadora desta exposição

 

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