O pintor, gravurista e professor Iberê Bassani de Camargo nasceu em Restinga Seca, Rio Grande do Sul, em 18 de novembro de 1914 e morreu em Porto Alegre no dia 9 de agosto de 1994. Em 1927, Iberê iniciou seus estudos na Escola de Artes e Ofícios de Santa Maria com Parlagreco e Frederico Lobe. Já em Porto Alegre, estudou pintura com João Fahrion.

    Dividindo-se entre Roma e Paris, fortaleceu sua formação. Na Itália, estudou com o surrealista De Chirico, de quem admirava a pegada metafísica, e, na França, teve aulas com André Lhote.

    Em 1942, ele chegou ao Rio de Janeiro, onde cursou a Escola Nacional de Belas Artes, mas, insatisfeito com a metodologia ali adotada, juntou-se a outros artistas também insatisfeitos e com seu professor de gravura, Alberto da Veiga Guignard, para fundar o Grupo Guignard. Em 1953, tornou-se professor de gravura no Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro, lecionando mais tarde esta técnica em seu próprio ateliê ou em permanências mais ou menos longas em Porto Alegre e em outras cidades, inclusive do exterior. Em Porto Alegre, foi um dos grandes incentivadores do Atelier Livre, da prefeitura.

    Embora tenha estudado com figuras marcantes e representativas de variadas correntes estéticas e pontos de vista, não se pode afirmar que tenha se filiado a alguma. Suas obras estiveram presentes, e sempre reapresentadas, em grandes exposições pelo mundo inteiro, como na Bienal de São Paulo e na Bienal de Veneza. Iberê Camargo foi uma grande referência para a arte gaúcha e a brasileira em geral.

    No dia 5 de dezembro de 1980, ocorreu uma tragédia na vida de Iberê. Depois de ser absolvido por legítima defesa, em 1982, sua pintura começou a ganhar tom dramático. A princípio, inseriu figuras humanas que convivem, em grandes telas, com signos mais corriqueiros de sua obra. Ele se retratou em meio a carretéis e cubos.

    Iberê Camargo não gostava de cachorros nem de crianças e teve apenas uma filha, Gerci, fruto de um romance passageiro em 1944. Gerci Camargo deu-lhe dois netos, Carlos Iberê e Doralice, e três bisnetos, Roberta, Fernando e Maissa. Iberê renovou as amizades, mas encontrou o verdadeiro companheirismo, em 1983, no gato Martim, o seu Cucuruco, como o chamava. O pintor colocava o bichano no bolso do macacão enquanto preparava seus quadros e fazia questão que sua esposa, Maria Coussirat Camargo, pusesse um prato de comida para o gato na mesa de jantar. “O animal é melhor do que o homem, que, hoje, come na tua mesa e, amanhã, te faz velhacaria”, comparava.

    Iberê conquistou inúmeros prêmios e participou de diversas exposições internacionais, tais como Bienal de São Paulo, Bienal de Arte Hispano-Americana em Madri, Bienal de Veneza e Bienal de Gravuras de Tóquio, entre outras mostras importantes.

    Em 1995, ano seguinte à sua morte, foi criada a Fundação Iberê Camargo, com sede na antiga moradia do artista, no bairro Nonoai, em Porto Alegre, para conservar, catalogar e promover sua obra. Mais tarde, a sede mudou-se para o bairro Cristal, em um prédio projetado pelo renomado arquiteto português Álvaro Siza.

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