John Louis Graz nasceu em Genebra, Suíça, no dia 12 de abril de 1891 e morreu em São Paulo, São Paulo, em 27 de outubro de 1980. Foi desenhista, pintor, decorador, escultor e artista gráfico.

    Ingressou no curso de Desenho, Arquitetura e Decoração da Escola de Belas Artes de Genebra em 1911, estudando com Eugène Guillard e Edouard Ravel. Iniciou a produção de cartazes publicitários e venceu vários concursos, inclusive o do lançamento no Brasil de um produto novo da Rhodia, o lança-perfume, em 1919. Aperfeiçou-se em litografia com o artista gráfico Carl Moos na Escola de Belas Artes de Munique. Ganhou por duas vezes a Bolsa de Estudos Lissignol,viajando para Toledo, na Espanha, onde realizou pinturas de paisagens com nítida influência de Ferdinand Hodler, renovador da pintura suíça.

    Em março de 1920, chegou ao Brasil e trouxe para o cenário das artes nacionais as influências recebidas de Ferdinand Hodler e das vanguardas européias. Casou-se com Regina Gomide, irmã de Antônio Gomide, artista modernista e seu contemporâneo na Escola de Belas Artes. Expôs no Salão do Cinema Central em São Paulo, onde conheceu Oswald de Andrade, que adquiriu uma de suas telas e o convidou a integrar a Semana de Arte Moderna de 22, na qual participou com sete quadros. A partir dali, atuou intensamente no grupo modernista e colaborou com a revista Klaxon. Em 1920, lançou um perfume chamado Odor Masculino.

    Em 1925, começou a produção e a criação de mobiliários, projetos de decoração e arquitetura de interiores, desenvolvendo ambientes com nítida influência da escola Bauhaus, e introduziu no Brasil o estilo art decó. Projetou mobiliário de interior como mesas, cadeiras, estantes, poltronas, camas, pisos, jardins, luminárias e objetos de uso cotidiano para as chamadas casas modernas ao lado dos arquitetos Rino Levi e Gregori Warchavchik, e passou a ser chamado, por Oswald de Andrade, de “Graz, o futurista”. Em 1969, interrompeu a produção de arquitetura de interiores, dedicando-se somente à pintura e às artes plásticas.

    Realizou diversas exposições importantes, entre elas Retrospectiva, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado (1970), e John Graz e o Design, no MASP (1974), com apresentação de Pietro Maria Bardi. Em 1976, foi convidado a participar da XI Bienal Internacional de São Paulo, integrando a sala especial A Semana de Arte de 22.

    No dia 27 de outubro de 1980, faleceu em São Paulo, 11 dias antes da inauguração da exposição Reminiscências do Modernismo, no Paço das Artes, em homenagem a Becheret, Minoti e Graz, após uma vida dedicada às artes e ao país que adotou. Deixou um acervo composto por duas mil obras, entre telas, desenhos e projetos, que revelam não apenas sua trajetória, mas a contribuição ao desenvolvimento das artes plásticas e do design no Brasil.

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