Pintora e desenhista. Pelotas, RS, 1946 – Rio de Janeiro, 2012.Eventualmente pratica escultura e faz experiências com papier-mâché. Formada em Artes Plásticas pela Escola de Artes da UFRGS em 1966, fez aperfeiçoamento na mesma escola no ano seguinte, onde foi aluna de Ado Malagoli, pelas mãos de quem realizou sua primeira mostra individual, Galeria Espaço, Porto Alegre, 1966. A partir de então, firmou-se como um dos mais expressivos valores da arte no Rio Grande do Sul.

Realizou diversas exposições individuais de impacto, como Galeria Leopoldina, 1967;
Galeria do IAB, 1977; e Galeria Independência, 1979, quando faz sua despedida do Sul.
Nessa ocasião, Sergius Gonzaga anotou: “ A arte de Magliani tem a densidade de um pesadelo opressivo […]Penso que esses trabalhos devem ser vistos de outro ângulo: que descubramos neles a alegoria de nosso tempo, uma espécie de metáfora de uma época de deformação e aviltamente do ser humano. A um universo histórico de autoritarismo, violência, corrupção e impunidade corresponderá uma arte aberta para o caricatural, o feio, o sórdido. Uma arte reveladora – apesar de sua linguagem simbólica -, o grau de coisificação a que fomos submetidos […] os seres de Magliani nos remetem obrigatoriamente para a realidade que os tornou possível. A isso chamamos arte social. Enfim, não se busque em Magliani o adorno para a sala de jantar. A cor onde repousam os olhos e a consciência dos objetos que ela produz então carregados de uma força tão visceral, possuem uma tal carga de denúncia, que impossibilitam o deleite estético burguês ou a indiferença. Conhecer a arte de Magliani é predispor-se ao ferimento. Realizou ilustrações para jornais de Porto Alegre como Folha da Manhã e Zero Hora, criou capas de livros e cartazes. Também realizou algumas xilogravuras. Quando residia em Porto Alegre, dedicou-se um período, nos anos 60, a fazer teatro, como atriz. Integrou o elenco de montagens como La Celestina, de Rojas, As criadas, de Jean Genet, e no papel titulo de O Negrinho do Pastoreio, de Delmar Mancuso. Em 1980 transfere-se para São Paulo.

Realiza individual na Galeria Paulo Figueiredo, São Paulo, e faz ilustrações para jornais.

Uma das características de seus trabalhos é enfeixá-los por séries tituladas, o que permite mapear sua obra, como por exemplo; Objetos de cena, 1975, Ela, 1978, Brinquedo de armar, 1979, Breve História da Infância, 1978, Retratos Falados, 1981, Encontros numa esquina, 1981, Como o nosso amor, 1982, Relatos em câmara lenta, 1985, Sempre retornou ao Sul.

Expôs em diversas ocasiões na Galeria Tina Presser, Porto Alegre. Fixou-se durante uma década em Tiradentes, Minas Gerais. O catálogo Geral das Obras do MARGS, Porto Alegre, aponta, em seu acervo, Pintura I, Da série anotações para uma estória – Passantes. Ao final de 1996, volta a residir em São Paulo, retoma o trabalho de ilustradora e passa a atuar no Caderno 2 de O Estado de São Paulo. É focalizada e consta com ilustrações no livro das pesquisadoras Ursula Rosa da Silva e Mari Lúcie da Silva Loreto, História da arte em Pelotas a pintura de 1870 a 1980. A partir de 1997 passa a residir no Rio de Janeiro,fixando-se no bairro das artistas; Santa Tereza. Em 1999 volta a residir no Rio Grande do Sul, mas em 2000 volta ao Rio de Janeiro.

http://www.guion.com.br/arte/magliani_bio.htm

 

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