• Daisy Viola; Mulher-casca de vermelho, 2006; Móbile - pintura acrílica e colagem sobre corpo de papel e tecido, 150x80 cm

Regina Silveira, Sem título, 1963, Técnica Mista – 46 cm x 33 cm

Regina Silveira [Porto Alegre/RS, 1939]

É artista multimídia, gravadora, pintora e professora. Sua produção perpassa diversas linguagens e temáticas, como representação imagética, reinvenção da representação, questões de poder, sociais e políticas. Como docente, também tem um importante papel na formação de artistas contemporâneos. Inicia sua trajetória acadêmica no curso de pintura, no Instituto de Artes da UFRGS e forma-se em 1959. No início dos anos 1960, tem aulas de gravura com Francisco Stockinger no Ateliê Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e aulas de pintura com Iberê Camargo. O contato com Iberê influencia muito na poética da artista.

No fim da década de 1960 e começo de 1970, produz esculturas e serigrafias ainda com forte influência geométrico-construtiva. Nesse período, inicia trabalhos com malhas geométricas, perspectivas e a apropriação de imagens fotográficas torna-se mais recorrente. Realiza fotomontagens impressas em offset, utiliza várias mídias em seus trabalhos, como heliografia, microfilme, xerox, painel eletrônico, videoarte, videotexto e mail-art. Em 1967, estuda na Faculdade de Filosofia e Letras de Madri; em 1969, ministra cursos na Faculdade de Artes e Ciências da Universidade de Porto Rico; em 1973, volta ao Brasil e coordena o setor de gravura da Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), até 1985; em 1974, leciona na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP); e, na mesma instituição, defende dissertação de mestrado em 1980 e obtém o título de doutora em 1984.

Na década de 1980, participa de diversas exposições, coletivas e individuais, e é artista convidada da Bienal de São Paulo. No fim dos anos 1980, inclui discussões políticas em suas obras, como a abordagem do papel social da mulher e reflexões sobre o poder. Nos anos 1990, começa a intervir no espaço com a aplicação de silhuetas sombreadas, em tinta ou látex, sobre paredes ou pisos. Recebe o Prêmio Cultural Sergio Motta em 2000. Em 2013, é condecorada pelo Museu de Arte de São Paulo (Masp) com o Prêmio Masp de Artes Visuais na categoria Conjunto da Obra.

Fonte: Itaú Cultural.

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