Roy Fox Lichtenstein nasceu em Nova York no dia 27 de outubro de 1923 e morreu na mesma cidade em 29 de setembro de 1997. Era de uma família de classe média, seu pai trabalhava como corretor de imóveis. Foi um pintor norte-americano identificado com a pop art.

    Na sua obra, procurou valorizar os clichês das histórias em quadradinhos como forma de arte, colocando-se dentro de um movimento que tentou criticar a cultura de massa. Frequentou uma escola secundária privada em Nova York em que a arte não fazia parte da grade educacional.

    Ele, então, começou a pintar em casa e a desenhar por livre vontade. Em sua adolescência, interessou-se pelo jazz, o que o levou a pintar retratos de músicos, muitas vezes tocando seus instrumentos. Observou Pablo Picasso em busca de inspiração.

    No verão de 1939, frequentou aulas no Art Students League (Liga dos Estudantes de Arte), dirigido por Reginald Marsh, desenhou a partir de modelos ou de cenas e vistas de Nova York: Coney lsland, Carnaval, Lutas de Boxe… Concluiu os estudos na escola superior em 1940 com o sério propósito de continuar a estudar para se tornar artista. Ingressou na School of Fine Arts (Escola de Belas-Artes) da Universidade do Estado de Ohio, uma das poucas instituições que dá cursos e licenciaturas em belas artes. Lá, foi fortemente influenciado pelo professor Hoyt L. Sherman. Seus trabalhos foram baseados em modelos e naturezas mortas.

    Em 1943, ingressou no Exército. Prestou serviço na Inglaterra, França, Bélgica e Alemanha. Desenhou a natureza utilizando aquarela, lápis e carvão. Após o fim da guerra, mudou-se da Alemanha para a França. Fez breves estudos da língua e civilização francesa na Cité Universitaire.

    Voltou à Universidade do Estado de Ohio para continuar os estudos de arte dirigidos por G.I. Bill e licenciou-se em junho de 1946. Frequentou o programa de graduação e foi contratado como instrutor. Seus quadros são essencialmente abstrações geométricas, seguindo-se depois pinturas semi-abstratas de inspiração cubista. Em 1949, concluiu a graduação e permaneceu na universidade como instrutor até 1951. Em 1949, casou-se com Isabel Wilson, mas divorciou-se em 1965. Nascem seus dois filhos, David Hoyt Lichtenstein e Mitchell Wilson Lichtenstein. O seu interesse pelas histórias em quadradinhos (banda desenhada) como tema artístico começou provavelmente com uma pintura do rato Mickey, que realizou em 1963 para os filhos.

    Nos seus quadros a óleo e tinta acrílica, ampliou as características da banda desenhada e dos anúncios comerciais, e reproduziu à mão, com fidelidade, os procedimentos gráficos. Empregou uma técnica pontilhista conhecida como Pontos Ben-Day para simular os pontos reticulados das histórias. Cores brilhantes, planas e limitadas, delineadas por um traço negro, contribuem para seu intenso impacto visual.

    Participou de várias exposições coletivas na Chinese Gallery, em Nova York. Fez a primeira exposição individual na Carlebach Gallery, em Nova Iorque. Em seus trabalhos, fez referências a Frederic Remington e Charles W. Peale num estilo cubista. Sua obra tornou-se gradualmente mais solta, mais expressionista. Fez montagens de objetos fundidos e gravados em madeira, representando cavalos, cavaleiros com armaduras e índios. Os mesmos temas são utilizados na pintura, que flutua entre o expressionismo e o cubismo. Mudou-se para Cleveland em 1951, trabalhando como gráfico, projetista, decorador de vitrinas e desenhista em folha metálica. Fez três exposições individuais na John Heller Gallery, em Nova York.

    Lichtenstein concentrou-se na pintura de temas americanos, empregando de forma exploratória o expressionismo e a abstração e pintou construções em madeira. Em 1956, faz uma litografia humorística de uma nota de dez dólares numa forma retilínea, uma espécie de nota falsa: proto-pop. Pintou num estilo expressionista abstrato não figurativo. Ocasionalmente, fez desenhos de imagens de personagens já desenhados (Mickey, Pato Donald e outras figuras Disney). Fez uma exposição individual em 1958 na Condon Riley Gallery, em Nova York, com pinturas em expressionismo abstrato.

    Em 1960, foi nomeado professor assistente do Douglass College, na Rutgers University, em Nova Jersey. Conheceu Robert Watts, Claes Oldenburg, Jim Dine, Robert Whitman, Lucas Samaras e George Segal. O ambiente e os acontecimentos artísticos voltaram a lhe despertar o interesse pelas imagens proto-pop. Em 1961, começou as primeiras pinturas pop: imagens e técnicas inspiradas na aparência de impressão comercial. Lentamente, passou de desenhar a lápis para a pintura a óleo diretamente sobre a tela. Começou a usar as imagens da publicidade que sugerem consumismo e trabalhos domésticos. No outono do mesmo ano, colocou várias pinturas novas na Leo Castelli Gallery, em Nova York. Algumas semanas mais tarde, viu, na mesma galeria, trabalhos de Andy Warhol, usando também imagens da banda desenhada.

    Muitas ilustrações de Lichtenstein eram feitas a partir de desenhos em quadrinhos. Com essas obras, o artista pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. Seus quadros, desvinculados do contexto de uma história, aparecem como imagens frias, intelectuais, símbolos ambíguos do mundo moderno. O resultado é a combinação de arte comercial e abstração.

    Em 1995, Roy Lichtenstein recebeu o Prêmio Kyoto.

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