Adélio Sarro Sobrinho, nascido em Andradina, São Paulo, em 7 de setembro de 1950, é pintor, desenhista, escultor e muralista brasileiro. Filho de agricultores de origem italiana e portuguesa, desde tenra idade, Sarro demonstrou inclinação e gosto para o desenho. Acompanhou a família, sempre à procura de melhores condições de vida, por diversas cidades de São Paulo e Goiás. Chegando a Duartina, seu pai resolveu abandonar o trato da terra para assumir a profissão de pedreiro, tendo Sarro como ajudante. Quando tinha 16 anos, sua irmã casou-se e foi morar em São Caetano, trazendo para aquela cidade o restante da família. De início, pai e filho retomaram o ofício de pedreiro, mas Adélio tinha projetos mais ambiciosos. Nunca tinha deixado de lado seu rabiscos, porém tencionava conseguir muito mais. De início, um programador visual deu-lhe o emprego de letrista enquanto nas horas vagas ele frequentava as aulas de uma professora do Grande ABC. Assim, começou a desenhar e a pintar seus quadrinhos, que, reconhece, ainda estavam muito longe de qualquer ideal. Naquela época, organizou sua primeira exposição no Centro de Convenções de São Bernardo. Apresentava paisagens que, embora achasse trabalhos fracos e sem importância, o público gostou e muitos foram vendidos.

Por casualidade,em 1972, viajou à pequena cidade paulista de Brodowski e lá tomou contato com a obra de Cândido Portinari. Ficou tão deslumbrado e fascinado com o que viu que, imediatamente, decidiu seguir a carreira de pintor. Comprou livros sobre Portinari e começou a trabalhar copiando as obras do grande artista. No começo, teve grande dificuldade. Fazia, refazia, destruía o mesmo trabalho. Queria chegar de qualquer maneira a um nível satisfatório e, aos poucos, com grande esforço e tenacidade, conseguiu alcançar um nível de pintura que lhe agradava.

Naquela época, os novos artistas, que não tinham acesso às grandes galerias, só tinham como opção expor seus trabalhos nas feiras de domingo realizadas na Praça da República, no centro de São Paulo. Não era o local mais ambicionado pelos pintores, mas lá ganhavam visibilidade, clientes – inclusive turistas estrangeiros -, faziam amizade e trocavam experiências com outros artistas. E também ali surgiam oportunidades de novas exposições, que Sarro soube bem aproveitar. Assim aconteceram, a partir de 1973, participações em mostras coletivas e individuais em São Paulo, Limeira, Piracicaba, Santos e mais outras dez cidades brasileiras.

Tornando-se cada vez mais conhecido e graças às amizades que ia formando, em 1981, Adélio Sarro foi convidado para organizar seis diferentes mostras no Japão. Era seu batismo como pintor internacional. Dois anos depois, foi para a Itália e, nos anos seguintes, o Japão novamente, Uruguai, Argentina, França, Estados Unidos, Portugal, Nicarágua, Suíça, Alemanha, Bélgica, Noruega, Cingapura e Austrália.

Adélio Sarro não foi apenas um desenhista e pintor em telas. Ganhando notoriedade como artista e desenvolvento técnicas novas, pode atender encomendas de instituições públicas e privadas. A primeira instituição que lhe encomendou um trabalho de grande formato foi a Federação da Agricultura do Estado de Goiás, para a qual, em 1984, Sarro pintou um painel de 2,50m por 6m.

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