João Fahrion (Porto Alegre, 4 de outubro de 18981 — Porto Alegre, 11 de agosto de 1970) foi um pintor, ilustrador, desenhista, gravador e professor brasileiro.

Levou uma vida discreta, inteiramente dedicada à sua carreira, mas em certos períodos apreciou a boemia. Passou muitos anos atribulado por crises periódicas de depressão, que em seus anos finais o deixou incapacitado. Recebeu uma sólida formação acadêmica, estudando em Amsterdam, Berlim e Munique, com bolsa concedida pelo governo do Rio Grande do Sul, mas entrou em contato com as vanguardas modernistas e delas recebeu influência. Nos anos 1930-1940 foi prolífico capista e ilustrador da Revista do Globo e de livros infantis publicados pela Editora Globo, criando imagens alinhadas à estética modernista que circularam por todo o Brasil e que o creditaram como um dos grandes ilustradores de sua geração. Deu aulas no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre de 1937 a 1966, sendo considerado um excelente professor e formando gerações de alunos.

Na pintura deixou obra extensa, centrada nos retratos, nos auto-retratos e nas cenas de bastidores do teatro e do circo. Os retratos, embora de grande qualidade, são tipicamente conservadores, produzidos para a elite gaúcha, e lhe trouxeram uma apreciável fama dentro deste círculo. Já os auto-retratos e as cenas, em que surge nítida a influência da Nova Objetividade e do Expressionismo alemães, são os grupos, junto com suas ilustrações, em que deixou sua contribuição mais original e renovadora para a arte de seu estado natal. Hoje seu nome parece definitivamente consagrado no Rio Grande do Sul, é considerado por outros críticos brasileiros como um mestre, e é um consenso que sua obra precisa ser mais conhecida e divulgada, principalmente no restante do Brasil. Tem obras em inúmeras coleções privadas e públicas.

 

 

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