Francis Pelichek (Praga, 1896 – Porto Alegre, 1 de agosto de 1937), também chamado Franz Pelichek, nascido František Pelíšek, foi um pintor, desenhista e professor tcheco naturalizado brasileiro. Nascido em Praga em 1896, então parte do Império Austro-Húngaro, Pelichek imigrou para o Brasil por volta de 1920, com cerca de vinte e quatro anos, instalando-se em Porto Alegre. Na época a Primeira República da Checoslováquia havia sido proclamada há pouco tempo. Estudou pintura com Francis Kysela (1881-1941) e Emilio Dité. Lecionou no Instituto de Belas Artes da UFRGS de 1922 até sua morte. Trabalhando como ilustrador na Revista do Globo, produziu capas e imagens para textos literários, juntamente com João Fahrion e Sotero Cosme. Fez, em 1928, uma exposição individual na Casa Jamardo e participou de mostras coletivas como a do Salão de Outono, em 1925, do Salão da Escola de Artes, em 1929, e da Exposição do Centenário da Farroupilha, em 1935, criando cartões-postais para este evento e para a I Exposição Agrícola, Pastoril e Industrial, em 1931. É autor de obra sólida e interessante mas pouco conhecida, tendo deixado uma produção relativamente reduzida. Suas obras são encontradas nos acervos do Centro Cultural APLUB, da Pinacoteca Aldo Locatelli, da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, do MARGS e do MASP, assim como em coleções particulares. As obras de maior valor artístico de Pelichek, que também pintava retratos, são as paisagens do Rio Grande do Sul, das quais se destacam: Parando RodeioMarcaçãoRebanho de OvelhasVisita no PousoRonda de GalpãoApartando e Uma Toada Nova na Coxilha.

Pelichek era amigo pessoal do poeta Mario Quintana (1906-1994), tendo sido mencionado em um de seus sonetos. Integrava um grande grupo de boêmios, poetas e artistas, na capital gaúcha dos anos 1920 e 1930.

 

Hélio de Castro (SP, 1960) Artista de marinhas e barcos, premiado e catalogado por Julio Louzada. Iniciou-se na pintura aos 15 anos de idade, tendo como mestre e incentivador o seu pai, artista plástico Celson de Castro, com quem aprendeu a arte acadêmica e impressionista. Com o seu talento e técnica apurada, nos mostra uma arte delicada que nos conduz a um passado distante. Depois de vários estudos, o pintor chegou a tonalidades que lembram paisagens europeias, motivo pelo qual suas obras são tão admiradas na Europa, América do Norte, e até mesmo no Japão.

Artista plástica, pesquisadora, professora. Doutora em Artes Visuais, PPGAV, UFRGS/RS; Doutorado/sanduíche, na Université Pantheon-Sorbonne – Paris I, França; Associada à ANPAP – Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas; Membro do Conseil National Français des Arts Plastiques – CNFAP. Realiza curadoria de exposições; atua na pesquisa artística na área da gravura, fotografia, livros de artista, instalação.

Haydéa Santiago (1896 – 1980)

Frequentou cursos livres na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), com Modesto Brocos (1852-1936) e Rodolfo Amoedo (1857-1941). Aperfeiçoa-se ainda com Eliseu Visconti (1866-1944). Entre 1928 e 1932, vive em Paris, onde estuda sob a orientação de Louis-François Biloul (1874-1947) e R. Primet. Participa, na mesma cidade, do Salão dos Artistas Franceses. Integra a Exposição Geral de Belas Artes (Egba), no Rio de Janeiro, desde 1921, recebendo prêmios entre 1923 e 1927. Em 1934, é premiada no Salão Nacional de Belas Artes, evento que substitui a Exposição Geral. Expõe nos Salões do Núcleo Bernardelli em 1932 e 1935. Em 1936, é agraciada no 4º Salão Paulista de Belas Artes, em São Paulo.
Em 1939, ganha prêmio no 1º Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, e, no ano seguinte, é premiada no 7º Salão Paulista de Belas Artes. Em 1947, participa do Salão de Outono, em Paris. Integra a mostra Um Século da Pintura Brasileira: 1850-1950, no Museu Nacional de Belas Artes, em 1950, no Rio de Janeiro, e a 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951. Em 1971, é convidada especial do 6º Salão de Maio, realizado na Sociedade Brasileira de Belas Artes, na mesma cidade. Na ENBA, Haydéa foi aluna de pintores renomados como Modesto Brocos (1852-1936), Rodolfo Amoêdo (1857-1941) e Eliseu Visconti (1866-1944), tendo participado com frequência das Exposições Gerais de Belas Artes, promovidas pela Escola. Foi também na academia que a artista conhecera seu futuro marido, o pintor Manoel Santiago (1897-1987). Nas Exposições Gerais, a artista recebeu uma menção honrosa de 2º grau em 1923 e outra de 1º grau em 1924, além da Medalha de Bronze em 1925, a Pequena Medalha de Prata em 1926 e a Grande Medalha de Prata em 1927. Já casados, neste mesmo ano de 1927, Manoel recebeu a principal premiação ofertada nas Exposições: o Prêmio de Viagem, que consistia em uma bolsa para estudos na França, epicentro da arte acadêmica na qual o Brasil se inspirava. É também na década de 1950 que começamos a identificar Haydéa e Manoel como parte de um grupo de grande importância na transição da arte acadêmica para os modernismos que já haviam despontado nas décadas anteriores.

François Auguste René Rodin (Paris/FR, 1840 — Meudon/FR, 1917)

Mais conhecido como Auguste Rodin, foi um escultor francês. Apesar de ser geralmente considerado o progenitor da escultura moderna, não se propôs a rebelar contra o passado. Foi educado tradicionalmente, teve o artesanato como abordagem em seu trabalho, e desejava o reconhecimento acadêmico, embora nunca tenha sido aceito na principal escola de arte de Paris. Esculturalmente, Rodin possuía uma capacidade única em modelar uma superfície complexa, turbulenta, profundamente embolsa em argila. Muitas de suas esculturas mais notáveis ​​foram duramente criticadas durante sua vida. Eles entraram em confronto com a tradição da escultura da figura predominante, onde as obras eram decorativas, estereotipadas ou altamente temáticas. Seu trabalho mais original partiu de temas tradicionais da mitologia e da alegoria, modelando o corpo humano com realismo e celebrando o caráter individual e fisicalidade. Rodin era sensível às controvérsias em torno de seu trabalho, mas se recusou a mudar seu estilo. Sucessivas obras trouxeram aumentos de favores do governo e da comunidade artística.

Fonte: Google Arts & Culture.

Laura Anderson, 1958, Ciudad de Mexico, México. É uma artista multidisciplinar autodidata mexicana.  Criou o conceito de «transcomunalidade» para definir um espaço no qual não existam fronteiras geográficas e territoriais. É considerada pioneira em arte social entendendo por isto propostas artísticas em que subjaz o trabalho colaborativo e comunitário. Estudou escultura e gravura na Escola de Artes Visuais da Universidade do Rio de Janeiro,  arquitetura na Ciudad de México, e sociologia na Universidade da California en San Diego ​ e arquitetura na Universidad Motolinia do México. Foi professora na Escuela Nacional de Pintura, Escultura y Grabado “La Esmeralda” pertencente ao Instituto Nacional de Bellas Artes do México. Atualmente reside em Nueva York.

M.Dubois (França, século XIX/XX)

Ubi Bava (Santos SP 1915 – São Paulo SP 1988). Pintor, desenhista e professor. Freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes, formando-se em arquitetura em 1939 e pintura em 1940, no Rio de Janeiro. É aluno de Lucilio de Albuquerque e Henrique Cavalleiro. Em 1947, torna-se professor de desenho artístico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, FAU/UFRJ. Nos anos 40 e 50 desenvolveu um abstracionismo geométrico a partir do qual foi caminhando a passos largos para a arte cinética e a arte ótica. Em 1961, ganha o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro do Salão de Arte Moderna e segue para a Europa, fixando-se, principalmente, na Itália. Viveu na Europa de 1962 a 1963, entre Espanha, França e Itália. Já nos anos 70, trabalhando com espelhos recortados e modulados, calotas de alumínio e canos plásticos, chamava o espectador a participar da obra. No espelho, a nossa imagem (“essência da imagem”), multiplicada ou deformada, passa a ser a proposta “fenomenológica” do artista. Construtivista, ele próprio chegou a se considerar uma espécie de concretista lírico, o que naturalmente o colocou à margem dos movimentos concretista e neoconcretista. Individuais no Rio de Janeiro (com destaque para a realizada no Museu Nacional de Belas Artes, em 1984) e em São Paulo. Entre as premiações atribuídas à sua obra podemos destacar: 1949, medalha de prata no Salão Nacional de Arte Moderna; 1961, viagem ao estrangeiro no mesmo salão; 1981, prêmio IBEU de melhor exposição realizada no ano de 1980, Rio de Janeiro. Presente à Bienal de São Paulo desde 1951, dedicaram-lhe sala especial em 1973. Foi também professor de arte durante muitos anos.

Desenhista, pintor, artista intermídia.

Em 1977, Fernando Luiz Lucchesi Cunha(Belo Horizonte, MG, 1955) trabalhou no setor de artes plásticas da Fundação Clóvis Salgado em Belo Horizonte. Participa de sua primeira exposição coletiva, A Paisagem Mineira, em 1977. Dois anos depois, realiza sua primeira exposição individual na Fundação de Arte de Ouro Preto. Em 1983, integra a Escola de Artes e Ofícios de Contagem, Minas Gerais, idealizada por Amilcar de Castro (1920 – 2002), onde ministra aulas de desenho, pintura e objetos para crianças carentes da cidade. Em 1989, muda-se para Ouro Preto, onde no ano seguinte, durante a Semana Santa, realiza uma exposição a céu aberto, cobrindo com banners as fachadas das casas. Volta a residir em Belo Horizonte em 1995, e passa a realizar pinturas constituídas sobretudo por pequenos toques circulares do pincel. Muda-se novamente para Ouro Preto em 1997 e monta seu ateliê. Fixa residência em Nova Lima, na região de Belo Horizonte em 1999.

Nascido no Pará, em 1943,  Manoel Raimundo Pereira da Costa passou a infância e adolescência no Amapá, crescendo em plena selva amazônica. Entre os perigos e seduções da floresta, deixou-se fascinar pela visão dos seringueiros, pelas colheitas, pela pesca nos igarapés e pelos batuques da tradicional festa do Marabaixo: cenas inesquecíveis que se tornariam temas principais da sua produção artística. Mesmo sem o menor contato com o fenômeno arte, Manoel despertou precocemente para pintura. Aproveitando sobras de tintas que seu pai utilizava para pintar canoas criando toscas paisagens sobre pedaços de madeira ou papelão, sob o olhar contrariado de seu pai. Mudando-se para Macapá, foi fortemente incentivado pelo seu professor de literatura, Antonio Munhoz Lopes, abraçou a pintura com garra maior, desenvolvendo um paisagismo vibrante voltado para captação dos momentos mágicos da natureza. Seu esforço foi recompensado com prêmios em salões e com uma bolsa de estudos concedida pelo Governador que lhe abriria as portas da escola de belas Artes do Rio de Janeiro. Uma vez na metrópole, aprimorou-se no desenho e expandiu sua visão da arte, mas sem trair jamais suas origens. Em 1987 foi lançado um livro sobre sua vida e sua obra, com texto de Walmir Ayala. passou a infância e adolescência no Amapá, crescendo em plena selva amazônica. Entre os perigos e seduções da floresta, deixou-se fascinar pela visão dos seringueiros, pelas colheitas, pela pesca nos igarapés e pelos batuques da tradicional festa do Marabaixo: cenas inesquecíveis que se tornariam temas principais da sua produção artística. Mesmo sem o menor contato com o fenômeno arte, Manoel despertou precocemente para pintura. Aproveitando sobras de tintas que seu pai utilizava para pintar canoas criando toscas paisagens sobre pedaços de madeira ou papelão, sob o olhar contrariado de seu pai. Mudando-se para Macapá, foi fortemente incentivado pelo seu professor de literatura, Antonio Munhoz Lopes, abraçou a pintura com garra maior, desenvolvendo um paisagismo vibrante voltado para captação dos momentos mágicos da natureza. Seu esforço foi recompensado com prêmios em salões e com uma bolsa de estudos concedida pelo Governador que lhe abriria as portas da escola de belas Artes do Rio de Janeiro. Uma vez na metrópole, aprimorou-se no desenho e expandiu sua visão da arte, mas sem trair jamais suas origens. Em 1987 foi lançado um livro sobre sua vida e sua obra, com texto de Walmir Ayala.

Rubem Mauro Cardoso Ludolf (Maceió/AL, 1932 – Rio de Janeiro/RJ, 2010)

Pintor, arquiteto, paisagista. Forma-se pela Escola Nacional de Arquitetura da Universidade Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, em 1955. Nessa época, frequenta as aulas de Ivan Serpa (1923-1973) no curso livre de pintura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). Participa do Grupo Frente a partir de 1955. Integra-se ao movimento concretista, entre 1956 e 1957. Paralelamente a sua atividade como artista plástico, Rubem Ludolf atua como arquiteto, entre 1954 e 1990, no Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), dedicando-se principalmente ao paisagismo. Participa de cinco edições da Bienal Internacional de São Paulo, entre 1955 e 1967, recebendo o prêmio aquisição dessa última; é um dos integrantes da sala especial Arte Construída: homenagem a Waldemar Cordeiro, exibida na 12ª edição da mostra, em 1973.

Na metade da década de 1950, Rubem Ludolf cria obras abstrato-geométricas, nas quais explora as estruturas seriadas, o ritmo e os efeitos óticos, como ocorre em Assimetria Resultante do Deslocamento Simétrico, 1955 ou em Quase Quadrado, 1957. Em Ritmo, 1958, a estrutura é dada pela linha, pela superposição dos planos e por elementos que tendem ao signo gráfico. Na década de 1960, passa a substituir o rigor concretista por uma pintura caracterizada por pinceladas que constroem tramas de cor. Na opinião do crítico Roberto Pontual, é pela cor que tudo começa na obra de Rubem Ludolf, aspecto pelo qual sua produção revela afinidades com o neoconcretismo, apesar de ter sido circunstancialmente ligado ao concretismo paulista, entre 1956 e 1957.

O artista cria campos de forças onde os elementos, dispostos dinamicamente, se atraem em jogos de equivalências visuais. Em sua produção ocorre a rigorosa ordenação de formas e um apurado cromatismo, que estimulam a percepção visual do espectador.

Como nota o crítico Mário Pedrosa (1900-1981), em 1965, seus trabalhos são de grande delicadeza tonal, com tramas que se superpõem a ponto de formar, em certas telas, um terceiro plano, posterior. São essas tramas que caracterizam particularmente seu trabalho. Para o crítico Frederico Morais, as Tramas resultam de uma interligação de escritas ou de signos gráficos superpostos, que formam tessituras, nas quais explora os jogos de profundidade e vazio. O próprio movimento do espectador diante dos quadros, aproximando-se ou distanciando-se, cria novas vibrações cromáticas e novas descobertas para o olhar.

Na definição do próprio artista, seu trabalho consiste em “pintar a tela em branco como quem escrevesse com a cor, formando frases em pinceladas ordenadas ora num sentido, ora noutro, nunca a esmo. Continuar pintando (escrevendo) até que as tramas, labirintos, claro-escuros, signos tomem forma e comecem a respirar”. No fim da década de 1980, sua obra volta a apresentar características construtivas, em cujas telas a ordenação cromática ocorre por meio de faixas horizontais.

Fonte: Itaú Cultural.

Julio Plaza González (Madri, Espanha 1938 – São Paulo, 17 de Junho de 2003) foi um artista, escritor, gravador e professor. Iniciou sua formação em Madri, na década de 50. Cursou a École de Beaux-Arts (Escola de Belas Artes de Paris)

Chegou ao Brasil em 1967, para participar da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, fazendo parte da integrando a representação espanhola. Com bolsa de estudos oferecida pelo Ministério da Relações Exteriores do Brasil, ingressa na Escola Superior de Desenho Industrial – ESDI, no Rio de Janeiro. Realiza em São Paulo com o editor Julio Pacello o Livro-Objeto, em serigrafia com recortes, um exemplo típico da obra aberta,no final década de 1960-(68-69). De 1969 a 1973, foi professor de linguagem visual e artes plásticas no Departamento de Humanidades da Universidad de Puerto Rico, onde realiza esculturas no espaços abertos do Campus, inúmeras serigrafias, e organiza o que foi provavelmente a primeira exposição de arte postal internacional: Creación, Creation, com a presença de cerca de 80 artistas de vários cantos do mundo. Retorna ao Brasil em 1973. A seguir se torna professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP e da Fundação Armando Álvares Penteado – Faap. Em 1975, publica com Augusto de Campos os livros Caixa Preta e Poemóbiles. Foi grande colaborador do Prof. Walter Zanini, então diretor do MAC/USP, tendo organizado duas emblemáticas exposições internacionais de arte postal: Prospectiva (1974) e Poéticas |Visuais(1977). Sempre um estudioso das novas mídias e da teoria da arte, J. Plaza publica livros sobre video-texto e a tradução intersemiótica, e também inúmeros artigos e textos com grande rigor, nos quais manifesta uma visão crítica a respeito dos rumos que o sistema das artes e do mercado vão tomando no passar dos anos.

Foi casado ainda nos anos 60 com a artista concretista espanhola Elena Asins, e já no Brasil, com a artista conceitual Regina Silveira, com quem vive de 1967 a 1987. Casa-se pela terceira vez, com a advogada portuguesa Anabela Plaza, com quem viveu até sua morte em 2003.

Mario Cravo Junior (Salvador, 13 de abril de 1923 — Salvador, 1 de agosto de 2018) foi um escultor, pintor, gravador e desenhista e poeta brasileiro. Fez parte da primeira geração de artistas plásticos modernistas da Bahia, ao lado de Carlos Bastos e Genaro de Carvalho. Em 70 anos de atividade como artista plástico, realizou inúmeras exposições individuais e coletivas, prêmios, esculturas em espaços abertos em muitos pontos do Brasil, sobretudo em Salvador, além de obras adquiridas por museus internacionais. Filho de um próspero fazendeiro e comerciante, executa suas primeiras esculturas entre 1938 e 1943, período em que viaja pelo interior da Bahia. Em 1945, trabalha com o santeiro Pedro Ferreira, em Salvador, e muda-se para o Rio de Janeiro, estagia no ateliê do escultor Humberto Cozzo (1900-1973). Realiza sua primeira exposição individual em 1947, em Salvador. Nesse ano, é aceito como aluno especial do escultor iugoslavo Ivan Mestrovic (1883-1962) na Syracuse University, no Estado de Nova York, Estados Unidos, e, após a conclusão do curso, muda-se para a cidade de Nova York. De volta a Salvador, em 1949, instala ateliê no largo da Barra, que logo se torna ponto de encontro de artistas como Carlos Bastos (1925-2004), Genaro (1926-1971) e Carybé (1911-1997). Em 1954, passa a lecionar na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Entre 1964 e 1965, mora em Berlim, patrocinado pela Fundação Ford. Retorna ao Brasil em 1966, ano em que obtém o título de doutor em belas artes pela UFBA e assume o cargo de diretor do Museu de Arte da Moderna da Bahia (MAM/BA), posição que ocupa até 1967. Em 1981 coordena a implantação do curso de especialização em gravura e escultura da Escola de Belas Artes da UFBA. Em 1994, doa várias obras para o Estado da Bahia, que passam a compor o acervo do Espaço Cravo, localizado no Parque Metropolitano de Pituaçu, em Salvador.

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho (Rio de Janeiro/RJ, 1907 – 2012)

É o arquiteto moderno brasileiro de maior renome internacional. Pensava no edifício como uma escultura, destaca-se pelas formas curvilíneas que dá a suas edificações, inaugurando um novo padrão estético na arquitetura brasileira. Formou-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro, em 1934. Nesse ano, estagia no escritório do arquiteto e urbanista Lucio Costa, onde aprende os fundamentos da arquitetura moderna e toma gosto pelas construções coloniais luso-brasileiras. Para Niemeyer, Costa é seu principal mestre, especialmente no que diz respeito à técnica e à tradição brasileiras.

A parceria entre os dois é frutífera. Antes de convidar Niemeyer para auxiliá-lo no projeto do Pavilhão Brasileiro na Feira Internacional de Nova York, em 1939, Lucio Costa o indica para compor a equipe de arquitetos que projeta o Ministério da Educação e Saúde (MES), no Rio de Janeiro, com a supervisão do suíço Le Corbusier. Este é fundamental para a constituição da identidade arquitetônica de Niemeyer, que se interessa pela ideia do edifício como uma unidade escultural e pela concisão arquitetônica de Le Corbusier, de quem absorve aspectos como o rigor formal e a liberdade de desenho.

Entre 1940 e 1944, projeta, por encomenda do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, que se configura como um marco de sua obra, pois rompe com os conceitos rigorosos do funcionalismo e utiliza uma linguagem de formas novas, livres, curvas e sensuais, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. O conjunto é composto pela Casa do Baile, o Iate Clube, a Igreja de São Francisco e o Cassino, e conta com a importante colaboração do engenheiro Joaquim Cardozo e do paisagista Burle Marx.

Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas (ONU) a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, junto com o de Le Corbusier, é escolhido, e Niemeyer consolida seu prestígio no exterior. Em 1949, é nomeado membro da American Academy of Arts and Sciences [Academia Americana de Artes e Ciências]. No início da década de 1950, o debate crítico em torno da obra de Niemeyer se intensifica. O arquiteto greco-americano Stamo Papadaki (1906-1992) publica a primeira monografia sobre a obra do arquiteto carioca, em 1950.

Ainda na década de 1950, Niemeyer é convidado por Ciccillo Matarazzo para projetar o Parque do Ibirapuera, idealizado para ser um marco da cidade de São Paulo. O parque é constituído de cinco edifícios culturais conectados por uma grande marquise de desenho leve e orgânico, propiciado pelo uso do concreto armado. Os vãos desses prédios tornam-se ainda mais largos, e as colunas, mais estreitas; os pontos de apoio são delicados; o conjunto tem um aspecto leve e curvilíneo. Todo esse complexo é articulado em harmonia a uma extensa área verde.

Em 1956, Juscelino Kubitscheck, já presidente da República, convida Niemeyer para projetar os prédios públicos de Brasília, futura capital do Brasil, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. De acordo com Niemeyer, os edifícios de Brasília são uma tomada de posição contra os limites do funcionalismo e o envelhecimento de algumas fórmulas da arquitetura moderna. Sua “preocupação fundamental consiste em conceber um elemento novo e diferente, que não copiasse os modelos habituais nos quais a arquitetura moderna se atola, mas que suscitasse um sentimento de surpresa e emoção”. A cidade é inaugurada em 1960 e causa admiração. O escritor André Malraux diz que as colunas do Palácio da Alvorada “são o evento arquitetônico mais importante desde as colunas gregas”. Le Corbusier acha Brasília “magnífica de invenções, de coragem e de otimismo”.

Na década de 1960, a violência e a perseguição política da ditadura militar fazem o arquiteto se exilar na França e voltar a sua carreira para o exterior, onde obtém muito êxito. Em 1967, é convidado para projetar a nova sede da Editora Arnaldo Mondadori, nos arredores de Milão. Niemeyer atende ao pedido do proprietário, Giorgio Mondadori, que deseja um prédio como o do Palácio Itamaraty, e cria um conjunto monumental. A obra é centrada em um longo edifício de vidro e aço envolto por um espelho d’água. Ele é constituído de um sistema de grandes arcos de concretos, que, por terem larguras diferentes, dão uma espécie de “ritmo musical” à fachada, nas palavras do arquiteto.

No início dos anos 1980, realiza importantes obras públicas. A Casa da Cultura de Le Havre é inaugurada em 1982, na França. O conjunto é uma das obras mais escultóricas de Niemeyer. Sobre um amplo terreno, o arquiteto relaciona plasticamente grandes edifícios. Um de seus últimos trabalhos, o Memorial da América Latina, construído entre 1988 e 1989, em São Paulo, já não tem a mesma força dos projetos anteriores. Em 1991, desenha o Museu de Arte Contemporânea (MAC-Niterói), construído às margens da baía de Guanabara. Em 2007, ao completar 100 anos, recebe homenagens no Brasil e no exterior.

Autor de obras arquitetônicas de notoriedade no século XX, Oscar Niemeyer valoriza em suas construções a inovação e a beleza plástica que comovem e surpreendem. O arquiteto concebe em seus projetos um elemento novo e diferente, rompendo com modelos convencionais da arquitetura.

Fonte: Itaú Cultural.

Francisco Brilhante, ou Professor Brilhante, como ficou popularmente conhecido, nasceu no dia 2 de abril de 1901, em Porto Alegre, RS, e aos 12 anos já manifestava seu gosto pela pintura, quando desenhava para dois jornais humorísticos da época, o Bem-Te-Vi e o Sova. Na Escola de Belas Artes, futuro Instituto de Arte da UFRGS, foi aluno dos mestres Libindo Ferrás e Francis Pelichek. Depois de formado, foi para a capital carioca, onde permaneceu por quatro anos, para aperfeiçoar os estudos.

De volta a Porto Alegre, começou seu trabalho junto a parques e praças, fixando-se finalmente na Igreja do Rosário. Aos 33 anos casou-se com Edelmira Posada, estabelecendo-se no bairro São Geraldo, com os filhos Domingos e Ivaniza. Viveu por mais de 30 anos numa modesta casa, na rua Pernambuco: ‘a pintura não me deu dinheiro, vivo com muito pouco, mas em compensação, trabalhar da forma como escolhi me ensinou a viver e a conhecer os homens’, costumava dizer.

Em 14 de julho de 1987 morreu em decorrência de problemas bronco pulmonares e de infecção renal. Suas telas foram parar na Argentina e na Itália e um documentário de sua vida, nos Estados Unidos.

Prof. Círio Simon

Cassia Aresta(1956) nasceu e reside em Florianópolis, Santa Catarina. Nos anos 1990 estudou com os artistas Tuneu, Brito Velho, Dudi Maia Rosa e Paulo Pasta. Desde o final dos anos 1980 integrou uma série de exposições coletivas, tanto no Brasil, como no exterior. Também realizou exposições individuais, em espaços como a FUNARTE, Instituto Goethe (em São Paulo, Bordeaux e Frankfurt), SESC, entre outros.

Luís Mario Cladera – De nacionalidade alemã-uruguaia, o artista nasceu em Montevidéu, Uruguai, em 1958, e reside em Porto Alegre desde 1978. Trabalhou no ateliê do escultor Vasco Prado e da gravurista e tapeceira Zorávia Bettiol, com a ceramista argentina Martha Kearns. Em 1984, ingressou no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Desde os anos 80, participou de quase 200 eventos entre exposições coletivas, individuais, salões, curadorias, simpósios, palestra, cursos e leilões. É membro diretor da Associação dos Escultores do Rio Grande do Sul.

Joseph Franz Seraph Lutzenberger (Altötting, 13 de janeiro de 1882 — Porto Alegre, 2 de agosto de 1951), também conhecido como José Lutzenberger, foi um artista plástico, decorador, arquiteto e professor alemão naturalizado brasileiro que emigrou para o Brasil em 1920, fixando-se em Porto Alegre. Foi um estimado professor do Instituto de Belas Artes, e deixou uma série importante de edifícios, alguns deles protegidos oficialmente, bem como uma obra artística relevante no campo na aquarela e do desenho, com destaque para suas cenas campeiras e urbanas com seus tipos humanos característicos. É pai do ambientalista José Lutzenberger.

Milton Kurtz (Santa Maria, 1951 — Porto Alegre, 1996) foi um pintor, desenhista e artista intermídia brasileiro.

Graduou-se em arquitetura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1977, mas desde logo se aproximou das artes. Integrou o Grupo KVHR, entre 1978 e 1980, e o Espaço NO de 1979 a 1982, que desenvolviam uma arte de vanguarda inquisitiva e contestatória, questionando o sistema de arte, explorando novas formas de representação e apresentação, novos campos de significados, novas mídias e novas relações com o corpo, a obra e o público.

Fez sua primeira exposição individual em 1983, na Galeria Tina Presser, em Porto Alegre. Quatro outras individuais se seguiram, e participou mais de 60 coletivas (35 em vida), entre elas Salão Nacional de Artes Plásticas (1980, 1981), Salão Paulista (1981), Bienal de Havana (1984), Caminhos do Desenho Brasileiro (1986, Museu de Arte do Rio Grande do Sul), Arte Sul (1989, Museu de Arte do Rio Grande do Sul), Arte Erótica (1993, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro). Postumamente sua obra foi reapresentada muitas vezes, podendo ser destacadas as coletivas A Arte Contemporânea da Gravura (1997, Museu de Arte de Curitiba), Figura na Pintura (2000, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul), O Corpo na Arte Contemporânea Brasileira (2005, Itaú Cultural em São Paulo), Queermuseu (2017, Farol Santander, 2018, Escola de Artes Visuais do Parque Lage), Bienal do Mercosul (2022).

Ficou conhecido pelas obras que exploram o universo da cultura pop e o diálogo entre diferentes mídias, técnicas e estilos. Segundo o pesquisador Marcelo Guimarães Alves, Kurtz “inseriu sua obra no circuito das artes do Rio Grande do Sul e do Brasil através da convivência com artistas e grupos que promoveram o debate e uma efervescência cultural responsável por tornar a capital gaúcha um importante pólo das artes no país no final dos anos 70 e inicio dos 80”. Sintonizado com sua contemporaneidade e com a mídia de massa, buscando referenciais nas histórias em quadrinhos, revistas, fotografias, jornais, anúncios publicitários, cinema e televisão, “Kurtz constrói uma obra com intensas aproximações ao espírito característico da Pop Art”.

Enquanto os artistas do Grupo KVHR e do Espaço NO atuavam numa linha mais discursiva, conceitual e minimalista, na década de 1980 Kurtz passou a investir mais na visualidade, acompanhando o chamado “renascimento” internacional da pintura que ocorreu neste período. Tinha um grande domínio do desenho e da representação figurativa — que muitas vezes se aproxima do hiper-realismo — e mesmo na pintura um caráter gráfico sobressai em grande parte de sua produção, jogando com padrões abstratos e cores fortes e contrastantes tratadas em planos chapados. A figura humana ocupa um lugar destacado na sua obra, com variados tratamentos e associações temáticas. Uma seção importante de sua obra alude ao homoerotismo, ora explícito, ora apenas sugerido. Começara a fazer arte desde jovem, no período de emergência da cultura gay e da contracultura no Brasil, que levantavam temas difíceis de trabalhar durante a repressão e a censura da ditadura militar, trazendo para a tela ou o desenho um jogo de tensões entre o corpo e o espaço, os conflitos humanos e os desejos mais íntimos.Para o crítico Fernando Cocchiaralle, “Kurtz singulariza-se enquanto artista a partir do imaginário, nunca pelo virtuosismo quase impessoal de uma técnica que dominava como poucos”.

No fim da década de 1980 seu trabalho se encaminha para uma nova fase, em que a descrição anatômica do corpo humano se simplifica radicalmente, resumindo-se ao contorno de silhuetas em movimento tratadas em cores chapadas contra fundos abstratos que podem se aproximar dos efeitos visuais vibrantes da Op Art.

Nascida em Sant’Ana do Livramento/RS em 1943 Iniciou sua trajetória em 1967 frequentando o Atelier de Miriam Pchara, em Canoas/RS, até 1973. De 1974 a 1983 e em 1990 e 1991 frequentou o Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Freqüentou o curso “Transformação da Linguagem, Característica e Privilégio da Gravura em Metal”, no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre/RS, com a Professora Nilza Haertel; Desde 1990 trabalha em atelier próprio com gravura em metal, onde também ministra aulas de gravura. Em 1993 desenvolve pesquisa para a produção de tinta talho doce para gravura em metal, produzindo todas as tonalidades que são empregadas em seu trabalho.Em novembro de 1988 participa de Oficina de Litografia no Centrum voor grafiek Frans Masereel em Kasterlee/Bélgica.

Premiações:

Durante sua trajetória recebeu mais de 10 premiações destacando-se: Pequena Medalha de Bronze no 9° Salão de Artes Plásticas de Franca, São Paulo, em 1985.  Grande Prêmio no V Salão Latino Americano de Artes Plásticas no Museu de Artes de Santa Maria/RS em 1994. Em 1993 e 1994 foi agraciada com o Troféu Destaque em Gravura da Associação Francisco Lisboa. Em 2007, como integrante do grupo A Flecha, foi agraciada com 1º Prêmio Açorianos de Artes Plásticas na categoria Projeto Alternativo de Produção Plástica. Em 2010 foi indicada para o IV Prêmio Açoriano de Artes Plásticas como destaque em gravura pela exposição Código Pessoal realizada no Museu de Artes do Rio Grande do Sul – MARGS. HONORARY MEDAL no 16º International Triennial of SMALL GRAPHIC FORMS, POLAND – LÒDZ 2017.

Mais de quarenta participações em salões nacionais e internacionais, destacando-se: XXXVIII Salão de Artes Plásticas de Pernambuco em 1984; Bienal de Gravura – Gravure de lune – Lille – França em 2006, 14th International Triennial of Small Graphic Forms, Poland – Lódz; em 2011 e Second International Print Biennale Yerevan 2019 – Armenia.

Exposições individuais: mais de 20, destacando-se: Exposição no Espaço Cultural da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Rio de Janeiro/RJ, em 2006. Exposição intitulada Código Pessoal, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul- MARGS – Porto Alegre/RS, em 2005.  Exposição no Banco do Brasil em Bruxelas/Bélgica, em 1998. Na Bolsa de Arte de Porto Alegre/RS em 1992 e na Galeria Cambona, também em Porto Alegre em 1987 e no Museu de Arte de Santa Catarina em 1985.

Exposições coletivas: mais de cem, destacando-se: “Galeria Arte em Papel” da Aliança Francesa de Brasília, juntamente com o artista carioca Alex Gama em 2007: Gomboc Gallery, Middle Swan, Western Australia em 2004; Frans Masereelcentrun /Bélgica, Exposição comemorativa ao jubileu do Centro Gráfico em 2004; Exposição “Reations” – Galeria Exit Art – Nova York em 2001; Graphic Work and Sculptures – Galeria Domplein – Utretch – Holanda – Coletiva de arte latino-americana em 1996; e Edel Trade Center: Arte Contemporânea Destaque no Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS em 1992.

Rusy Scliar (Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 1947) Pintora autodidata. Irmã do pintor Carlos Scliar.

Jesús Fuertes Gomes (1938, Madrid, Espanha – 2006, Miami, Flórida, EUA)

Jesus Fuertes foi um pintor cubista iniciado no mundo da arte por Salvador Dalí e descrito como um “verdadeiro gênio” por Pablo Picasso. Fuertes costumava escolher mulheres e gatos como tema. Vários de seus trabalhos mais conhecidos envolvem o uso de tons de azul, o que lhe rendeu o apelido de “Pintor de Azul”. Wikipedia . Sua família, de convicções republicanas, deixou a Espanha para morar na Bélgica, em 1944. Viveu em diversas cidades europeias durante sua juventude. Estudou história da arte, na universidade parisiense da Sorbonne.Morou em Paris, onde conheceu Salvador Dali, um dos corifeus do surrealismo e André Breton, um dos teóricos mais importantes desse movimento, em 1958. Conviveu com Picasso na capital francesa, em 1960.Em Roma, em 1962, recebeu o Grande prêmio para pintura e escultura. Morou nessa cidade até 1970. Conheceu, em Roma, Giorgio di Chirico. Fixou-se em Alicante, Espanha, entre 1973 e 1976. Instalou-se em São Paulo, em 1997. Nesta cidade desenvolveu um colorido intenso que, segundo críticos, representa uma das primeiras formas do que seria um neocubismo tropical.Entre 1989 e 1992, trabalhou em um tríptico para a Feira Internacional de Sevilha (Descobrimento da América), encomendado pelo governo espanhol.

Fonte: guiadasartes.com.br

Leda Catunda Serra (São Paulo SP 1961)Pintora e gravadora. Cursa artes plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado – Faap, em São Paulo, entre 1980 e 1984, onde é aluna, entre outros, de Regina Silveira (1939), Julio Plaza (1938 – 2003), Nelson Leirner (1932) e Walter Zanini (1925). A partir de 1986, leciona na Faap e em seu ateliê, até meados dos anos 1990. Desde o fim dos anos 1980, ministra também workshops e cursos livres em várias instituições culturais no Brasil e ocasionalmente no exterior. Recebe o Prêmio Brasília de Artes Plásticas/Distrito Federal, na categoria aquisição, em 1990. Em 2003, defende doutorado em artes, com o trabalho Poética da Maciez: Pinturas e Objetos Poéticos, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP, com orientação de Julio Plaza. Tem ainda relevante atuação docente, lecionando pintura e desenho no curso de artes plásticas da Faculdade Santa Marcelina – FASM, em São Paulo, entre 1998 e 2005. Em 1998, é publicado o livro Leda Catunda, de autoria de Tadeu Chiarelli, pela editora Cosac & Naify.

Jean-Baptiste Camille Corot (Paris, França, 1796 – Ville-d’Avray, França, 1875)Filho de uma família de comerciantes abastados, Corot, teve uma infância confortável e estável, tendo trabalhado numa loja do pai. Corot fez seus estudos na cidade de Rouen, onde foi hospedado pela família Sennegon, uns vendedores de tecidos, amigos do seu pai. Denis Sennegon casou-se com a irmã de Camille Corot, Annette-Octavie. Corot, fez retratos de vários membros da família Sennegon. Destes, onze são conhecidos e dois estão expostos no Museu do Louvre. Nesses retratos, Corot (que nessa época raramente pintava figuras ou paisagens), teve oportunidade de se sentir à vontade com os modelos. Tais obras estão entre as mais notáveis de suas figuras.

As primeiras obras do pintor ocupam um lugar de destaque no desenvolvimento da moderna pintura de paisagens. Em 1825 Corot viajou à Itália e explorou o campo nas proximidades de Roma, como antes fez Claude Lorrain. O artista não transformou seus esboços em visões pastoris mas apreendeu sua dimensão de quadros em pequenas telas. Corot prima pela claridade, estabilidade arquitetônica e “verdade do momento” – sua precisão de observação e sua facilidade para apreender qualquer paisagem durante suas excursões, demonstram o mesmo compromisso com a experiência visual direta que tinha Constable.

No mesmo ano, pintou “O Coliseu” (1825), mostrando a sua formação essencialmente clássica e algumas inovações a nível da luz.

De volta à França, abandonou o academicismo em favor de um estilo paisagístico realista. Construiu então, uma pintura puramente paisagista, rural e citadina e marcada pela maestria na gradação tonal de luzes e sombras e pelo rigor construtivo da composição. As suas obras apresentavam-se expressivas e possuidoras de uma linguagem muito própria, caracterizadas pela serenidade. Fato este devido à sua anterior permanência em Itália.

Após várias exposições sem muito sucesso no Salão de Paris, começou a receber a atenção da crítica (1840), devido a quadros como “O Bosque de Fontainebleau” e “O Pastorzinho”, e ganhou a cruz da Legião de Honra (1846).

Pintou, também, monumentos de variadas cidades europeias, entre os quais se destacam da Catedral de Chartres (é feita referência a esta conhecida pintura no romance Caminho de Swann de Marcel Proust, em que o jovem narrador descreve a obsessão de sua avó em não dar-lhe nunca fotografias de monumentos, mas fotografias de pinturas de monumentos, como é o caso do quadro de Corot).[3] A evolução da paisagem clássica para a realista deve-se, em parte, ao seu trabalho em Itália.

Tornou-se grande amigo de vários pintores, entre eles Théodore Rousseau e Charles-François Daubigny. Também foi amigo e discípulo de Corot o pintor Henri Nicolas Vinet que se mudou para o Brasil e aqui permaneceu até o final de sua existência. Excelente paisagista, deixou trabalhos da melhor qualidade, mostrando o quanto foi proveitoso o seu aprendizado com o insigne mestre francês.

Com uma carreira artística recheada com as melhores coisas que a vida nos pode dar, Corot morreu em Paris, em 1875.

Banksy é um veterano artista de rua britânico, cujos trabalhos em estêncil são facilmente encontrados nas ruas da cidade de Bristol, mas também em Londres e em várias cidades do mundo. Nasceu em 28 de julho de 1974. Banksy é o pseudônimo do artista cuja real identidade permanece preservada. Pintor de graffiti, pintor de telas, ativista político e diretor de cinema britânico sua arte de rua satírica e subversiva combina humor negro e graffiti feito com uma distinta técnica de estêncil. Feitas apenas com tinta preta e branca e, às vezes, algum toque de cor, as obras do artista ocupam prédios, muros, pontes e até vagões de trem da Inglaterra, França,  Áustria, Estados Unidos, Austrália e Palestina. Todas são carregadas de questionamentos socioculturais e críticas ao capitalismo e à guerra.

Banksy ingressou no mundo das artes no final da década de 1980, quando o graffiti se tornou muito popular em Bristol.

Feitas apenas com tinta preta e branca e, às vezes, algum toque de cor, as obras do artista ocupam prédios, muros, pontes e até vagões de trem da Inglaterra, França,  Áustria, Estados Unidos, Austrália e Palestina. Todas são carregadas de questionamentos socioculturais e críticas ao capitalismo e à guerra.

As artes de Banksy passaram a ganhar mais reconhecimento após a exposição “Barely Legal”, de 2006. Ela aconteceu de forma gratuita dentro de um galpão industrial na Califórnia e foi considerada controversa. Uma de suas atrações principais foi a “Elephant in the room”, interpretação praticamente literal da expressão “um elefante na sala de estar” pois consistia na exposição de um elefante de verdade pintado dos pés à cabeça.

A hipótese mais aceita garante que Banksy é o artista Robin Gunningham. Também nascido em Bristol, ele tem um estilo de trabalho parecido com o do grafiteiro misterioso e fez parte do mesmo movimento artístico nas décadas de 1980 e 1990. O pseudônimo escolhido por ele faria uma referência direta ao apelido com o qual já assinou algumas obras: Robin Banks.

Uruguaio radicado no Brasil, Nibbes(1954) é um pintor de alma celeste que atravessa fronteiras com suas obras coloridas numa busca do desequilíbrio de suas formas. Formas que fogem da simetria acadêmica, e que nos fazem mergulhar num universo único, particular, permeado de alegria.
Nibbes mora no Brasil desde 1998 e já realizou exposições no Uruguai e participa de Bienais como artista convidado; destacando-se na Bienal da República da Coréia do Sul em 1997 expondo sua técnica mista de encaustica sobre tela. O artista é representado por Galerias de Artes no Canadá, Estados Unidos, Brasil e Uruguai. Seus primeiros contatos com a Pintura aconteceram em 1965|1967 no Colégio Liceu Onze de Cerro, em Montevideo onde foi aluno dos pintores Luiz Azevedo e Torres Garcia.
1970 | 1980 – Foi representado pelas Galerias de Artes do Canadá e de Nova York, tendo trabalhos seus levados à leilão pela Sothebys NY, como artista sul-americano ao lado de nomes importantes como Torres Garcia, Pedro Figari e José Cúneo. 1984 | 1990 realiza exposições no Uruguai e participa de Bienais destacando-se na Bienal da República da Coréia do Sul em 1997. Em 2011 sua exposição “Carlitos, está Amando?” chega no Espaço Cultural Zumbi dos Palmares da Câmara dos Deputados em Brasíia.

 

Aluísio Carvão (Belém/PA, 1920 – Poços de Caldas/MG, 2001)

Pintor, escultor, ilustrador, ator, cenógrafo, professor. As cores assumem força expressiva na obra de Aluísio Carvão, que também pesquisa as potencialidades das formas geométricas. Em 1949 é contemplado pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC) com uma bolsa destinada a professores de artes e se muda para o Rio de Janeiro. Em 1952, ingressa no curso livre de pintura de Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ).

De 1953 a 1956, faz parte do Grupo Frente e participa das principais exposições coletivas ligadas ao concretismo brasileiro. Em 1959, assina o Manifesto neoconcreto, escrito por Ferreira Gullar (1930-2016), com artistas como Amilcar de Castro, Franz Weissmann  e Lygia Clark. A série Cromáticas (1957-1960), produzida propositalmente sem moldura, evidencia uma mudança na relação entre o quadro e a parede, numa pesquisa que, como afirma o crítico Fernando Cocchiarale, vai em direção à integração da obra no espaço, característica marcante do neoconcretismo. 

A adesão ao neoconcretismo leva o artista a abandonar as estruturas formais geométricas em favor de uma construção que se faz diretamente com a cor, em telas que suspendem a diferenciação entre forma, cor e fundo. Em 1960, participa da mostra Konkrete Kunst, em Zurique (Suíça), e da Exposição de Arte Neoconcreta, em Munique (Alemanha). É contemplado no Salão Nacional de Arte Moderna com o prêmio de viagem ao exterior. Como artista visitante, ingressa na Hochschule für Gestaltung (HfG), na cidade alemã de Ulm.

Depois da estadia na Europa, volta para o Rio de Janeiro em 1963 e intensifica sua atuação como professor, ministrando cursos no MAM do Rio de Janeiro e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage). Na década de 1980, integra diversas retrospectivas sobre arte concreta e neoconcreta. Uma importante retrospectiva do artista é realizada em 1996, no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba, e segue para o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM/BA), em Salvador, e o MAM do Rio de Janeiro.  

Importante figura do concretismo e do neoconcretismo, Aluísio Carvão explora as nuances cromáticas e os contornos formais com ousadia, a ponto de jogar com dimensões espaciais. Dialogando eventualmente com abordagem figurativa, constrói um estilo alusivo e inventivo.

Fonte: Itaú Cultural.

Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva (Santa Luzia, BA ,1932 – 2021, São Paulo, SP)

Em 1957, aos 25 anos, começou a pintar tendo por inspiração o cangaceiro Lampião, personagem que marcou o imaginário nordestino com suas aventuras. Em 1960 iniciou um movimento em Salvador que incentivou o mercado de arte local. Em sociedade com amigos, fundou a Galeria Manoel Querino que foi palco de mostras de grandes artistas brasileiros que com ele expuseram: Di Cavalcanti, Djanira, Manabu Mabe, Aldemir Martins, Antonio Bandeira e muitos outros.

O nome Renot foi criado pela direção do jornal da Bahia ainda na década de 60 para assinatura da coluna social de título “Gran Mond”, na qual o artista dava notas sobre a sociedade baiana, alcançando enorme prestígio. A coluna assinada por ele foi transferida para o jornal Estado da Bahia, pertencente ao complexo Diários Associados. Em 1969 foi convidado pelo então Governador de São Paulo, para participar da exposição coletiva de inauguração do Paço das Artes. Entre os maiores incentivadores de sua obra estavam o diretor do Museu do Estado Carlos Eduardo da Rocha e Jorge Amado.

No fim dos anos 60 mudou-se definitivamente para São Paulo e, em 1972, inaugurou a legendária Galeria Renot nos Jardins, onde promoveu exposições de Francisco Rebolo, Aldemir Martins, Pennacchi, José Antonio da Silva, Di Cavalcanti, Cícero Dias, Rubens Gerchman, entre dezenas de grandes artistas. Renot sempre foi um homem dedicado à cultura, com sua atenção voltada especialmente para as artes plásticas, sendo referência no mundo artístico. Exerceu papel de destaque na divulgação e comercialização da obra de dezenas de artistas.

Em 2008 foi realizada a Exposição “Renot em 20” na Cristal Pizza Bar, apresentando as obras do artista em várias fases de sua carreira e um grande quebra-cabeça a partir de uma de suas obras, que foi montado na exposição.

Em 2014, após décadas de dedicação, Renot encerrou as atividades da Galeria Renot, dedicando-se inteiramente a sua obra. O artista mostra a natureza com sensualidade, combinando matizes de cores que se escondem atrás dos casarios ou brotam da vegetação tropical do recôncavo. Em suas obras a realidade brasileira é caracterizada em todo seu mistério, exotismo e aspectos únicos. O mundo criado por Renot é onírico, sensual e mágico, onde a fantasia e a realidade são indivisíveis. No trabalho deste grande artista há a predominância da flora e da fauna da Bahia, sempre com a presença marcante das cores e, em especial, o azul e suas variações. Jaime Maurício afirmou que na arte de Renot “seu desenho é um poema e sua tapeçaria um afresco”.

José Júlio Calasans Neto (Salvador BA 1932 – idem 2006). Pintor, gravador, ilustrador, desenhista, entalhador e cenógrafo. Estuda pintura com Genaro de Carvalho. Na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, UFBA, tem aulas de gravura com Mario Cravo Júnior. Em Salvador funda, com outros artistas, a Jogralesca (teatralização de poemas), a revista Mapa e a Editora Macunaíma. Especializa-se em gravura em metal e madeira e empenha-se na relação da gravura com a cultura popular e o cordel. Entre 1956 e 1965, cria cenários para produções como Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, e Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri. Ilustra romances como Tereza Batista Cansada de Guerra Tieta do Agreste, de Jorge Amado. Nos anos 80 passa a dedicar-se também à pintura. 

Roberto de Oliveira Magalhães (Rio de Janeiro, 1940) Pintor, desenhista gravador. Realiza seu aprendizado artístico com as atividades profissionais iniciadas precocemente: primeiro, na gráfica do tio (desenho de rótulos e propagandas); em seguida, fazendo capas de livros e discos e desenhos publicitários. Freqüenta cursos da Escola Nacional de Belas Artes (Enba), como aluno livre, em 1961. No decorrer da década de 1960, participa de diversas coletivas, no Brasil e no exterior: 1962, expõe desenhos a nanquim na Galeria Macunaíma, anexa à Enba; em 1964, realiza sua primeira individual de xilogravuras, na Petite Galerie, Rio de Janeiro; e recebe, no ano seguinte, o prêmio de gravura da 4ª Bienal de Paris. Segue para a capital francesa, em 1967, depois de ganhar o prêmio viagem ao exterior no 15º Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM), em 1966, com a xilogravura Édipo Decifra o Enigma da Esfinge. Em Paris expõe com Antonio Dias (1944) na Galeria Debret, em 1968. Estudos de ocultismo, teosofia e, sobretudo, a aproximação ao budismo a partir de 1969 levam-no a residir por quatro anos no Centro de Meditação da Sociedade Budista do Brasil, quando interrompe a atividade artística. Em 1975, recomeça o trabalho com arte por meio de exposições individuais de desenho e pintura no Rio e em São Paulo, e de aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). Integra coletivas de gravuras e desenhos, na década de 1980. Em 1992, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), do Rio de Janeiro organiza uma retrospectiva dos 30 anos de produção do artista, a maior dedicada a sua obra. A localização de distintas fases na obra de Magalhães não impede a identificação de um estilo pessoal construído, desde o início, em estreito diálogo com as técnicas e temáticas da ilustração, das histórias em quadrinhos e das caricaturas.

Rodrigo de Haro (Paris6 de maio de 1939 – Florianópolis1 de julho de 2021) foi um poetaintelectual, pensador, mosaicista e artista multifacetado brasileiro.

Foi filho do grande pintor clássico Martinho de Haro. Rodrigo nasceu em Paris e veio em 1939 para o Brasil. Foi membro da Academia Catarinense de Letras e, entre muitas obras plásticas que brotam de sua criatividade, um de seus trabalhos mais vistosos orna as paredes e a entrada da reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina. Suas obras podem ser vistas na Igreja de Santa Catarina de Alexandria, em homenagem a Santa Catarina de Alexandriapadroeira de Florianópolis, e também em mural na escola municipal Doutor Paulo Fontes na comunidade de Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis.

Na poesia teve sua obra associada ao surrealismo e ao conjunto de poetas que surgiu no início da década de 1960 em São Paulo, do qual podemos citar Roberto PivaClaudio WillerCarlos Felipe Moisés e Antonio Fernando de Franceschi dentre outros.

https://pt.wikipedia.org/

Joyce Roybal (J.Roybal) é uma pintora do pós-guerra e contemporânea, nascida em 1955.

A artista Joyce Roybal nasceu na Itália em 1955. Sua arte foi influenciada principalmente por Graciela Boulanger, e seu assunto raramente se afastava de crianças de rosto redondo brincando. As pinturas de Joyce Roybal são alegres e quase caricaturais, usando cores vivas e texturizadas e formas geométricas. Os rostos perfeitamente simétricos das crianças em suas pinturas e suas estruturas corporais curvas ou bloqueadas dão às suas pinturas uma sensação abstrata. A pintura Musical Enchantment, de Joyce Roybal, que apresenta cinco crianças tocando vários instrumentos, pode ser facilmente reproduzida e transformada em itens de arte gráfica, como cartões de anotações, gravuras ou ilustrações. Esse tipo de produção multiplataforma tornou seu trabalho disponível acessível e muito reproduzido.

Levino de Araújo Vasconcelos Fânzeres (Cachoeiro do Itapemirim6 de junho de 1884 — Rio de Janeiro1956) foi um pintorgravadordesenhistaconferencista e professor brasileiro. Era filho de diretora de ensino médio, Prof. Maria Josepha de Vasconcelos e do escultor-decorador de arte religiosa, Salvador de Araújo-Fânzeres, cujo pai Joaquim, de abastada família de Santo Tirso, era escultor de figuras sacras, tendo vindo para o Brasil junto com a Ordem Beneditina à volta de 1835, trazendo equipe de marceneiros, artesãos e douradores para ornamentações no Mosteiro de São Bento em SalvadorBahia.

O filho de Joaquim, Salvador, pai de Levino, nasceu em Ilhéus e radicou-se depois em Cachoeiro, onde realizou vários trabalhos, inclusive nas portadas do Convento da Penha, em Vila Velha. Por volta de 1895 Levino foi com os pais para o Rio de Janeiro completar seus estudos. Em 1902, freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios, estudando com Evêncio Nunes e depois na Escola Nacional de Belas Artes sob a orientação de Batista da Costa, de quem recebeu influência técnica.

Em 1912 obteve a láurea mais cobiçada do Salão promovido pela Escola Nacional de Belas Artes, o Prêmio de Viagem. Viajou para a França com a esposa Izolina Albernaz Machado, escultora e pintora, discípula de Eliseu Visconti e que obteve Menção Honrosa.

Em Paris instalaram-se em atelier no Boulevard Raspail. Frequentam as aulas de Ferdinand Carmon e André Lhote, na Academia Julian até 1916. Levino conheceu Picasso e Leger, e apesar de ter vivido um período revolucionário da arte em Paris, permaneceu fiel ao seu tema predileto, pintando figuras e paisagens do campo. Décadas mais tarde confirmou sua obra na tendência romântica do século XIX, com pinceladas vigorosas, por vêzes à maneira de Nicholas De Stael. Este vigor era visível sobretudo em suas representações da natureza agreste brasileira sob a dramaticidade de crepúsculos.

Marcos Gonçalves Monteiro (Porot Alegre, RS, 1964) Pintor. Frequentou o Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e posteriormente ingressou no Instituto de Artes da UFRGS, em 1988. Desde 1984 participa de coletivas, fez cenários e ambientações. Obteve o primeiro lugar no concurso para cartaz de IV Festival de desenho do Atelier Livre de Porto Alegre, 1985. Sua primeira individual foi na Assembleia Legislativa do RS, 1987 e, desde então tem participado de inúmeras exposições individuais. Desenvolve uma temática figurativa ligada ao desenho clássico.

Guido Fernando Mondin (Porto Alegre, 6 de maio de 1912 — Brasília, 20 de maio de 2000) Pintor. Economista, industrial, comerciante, professor, e político brasileiro. Foi senador da República, deputado estadual e federal, vice-prefeito de Caxias do Sul e ministro do Tribunal de Contas da União. Presidiu a Sociedade de Belas-Artes do Rio Grande do Sul. Recebeu orientações de artistas como Dario Mecatti e Oswaldo Teixeira. Sua primeira mostra individual foi na Galeria Cruzeiro, Porto Alegre, 1956. Foi sócio-fundador da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa(Chico Lisboa).

Em 1982, ao completar setenta anos, Mondin foi compulsoriamente aposentado, dedicando-se, a partir de então, principalmente à pintura e ao escotismo. Ao deixar a vida pública, fixou residência permanente em Brasília, onde já vivia desde 1959. Pertenceu, além da ANE, à Academia de Letras de Brasília, à Academia Brasileira de Belas Artes e ao Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, do qual foi presidente.

Os trabalhos de Guido Mondin, feitos em óleo sobre tela, retrataram cenas do cotidiano do povo gaúcho e temas históricos, em especial a Revolução Farroupilha. Pinturas de Mondin são encontrada no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional e no Tribunal de Contas da União.

Roberto Augusto Machado Cidade (Caçapava do Sul, 1939 – 2011, Porto Alegre) Escultor. Cursou a Faculdade de Belas-Artes na Universidade Federal de Santa Maria, Ainda como aluno da Faculdade de Belas Artes promoveu diversas atividades artísticas, tais como exposições de pinturas, gravuras, concertos, cursos, lançamentos de obras e outras atividades totalizando 15 no ano de 1969. Obteve vários prêmios neste ano em diversas categorias artísticas por todo o Brasil.
Diplomou-se em 1970, ano em que se transfere para Porto Alegre. Expôs na Galeria Contemporânea, Montevidéu, 1974, e na Sala de Exposições da UFSM, recebendo a comenda máxima da universidade, a Flor-de-Lis. Foi aluno de escultura de Dorotea Vergara Pinto da Silva. Participou de importantes salões nacionais e mostras significativas, com distinções. Seu trabalho é focalizado por Armindo Trevisan, com reproduções em Escultores contemporâneos do Rio Grande do Sul. É verbete com obra reproduzida no Dicionário brasileiro de artistas plásticos.

Roseli Pretto (Uruguaiana, RS, 1949 – 2002) Licenciada em artes plásticas pela Universidade de Passo Fundo; pós-graduação em Artes, Teorias e Métodos; professora de desenho e técnica de composição artística da UPF e atelier de serigrafia do CDE – Carlos Barone de passo Fundo. Participou de várias exposições coletivas e salões, destacando-se o projeto Atelier Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, mostras na Alemanha, Polônia e Israel. Salão Paranaense e Salão Nacional de Pernambuco entre outros. Ganhou medalha de ouro na Vanguarda Brasileira de Arte em São Paulo e prêmio honorífico na I Mostra Internacional Brasil – Marrocos, medalha de prata no II Prêmio Paleta de Outro em São Paulo e menção honrosa no Salão Nacional de Goiás.
Foi diretora do Museu de Artes Visuais Ruth Schneider, de Passo Fundo-RS.

Rubens Vaz Ianelli nasceu em 1953 na cidade de São Paulo. Filho do artista plástico Arcangelo Ianelli e sobrinho de Thomaz Ianelli, pintor e aquarelista, Rubens teve uma estreita ligação com as artes desde a infância. Destaca-se, ao longo de sua carreira, a partir da década de 1970, além do engajamento na luta contra o regime militar e atuação no movimento estudantil, a ativa participação nos Salões de Arte Moderna e Contemporânea do país, onde obteve os seus primeiros prêmios de pintura com trabalhos geométricos. Nos anos 1980, inicia o estudo de Medicina.

Em 1989 realiza no Centro Cultural Vergueiro, em São Paulo, a sua primeira mostra individual, intitulada Homenagem aos Povos que Lutam. Marca presença nos salões nacionais e obtém novos prêmios com as suas colagens. Nos anos 1990, o artista prossegue o seu exercício autodidata de observação. As técnicas diversificam-se carvão, grafite, pastel, guache, óleo, nanquim, extrato de nogueira e a exploração da figura aprimora-se. Consta também dessa época, a incursão de Rubens no mundo da pesquisa científica ligada aos estudos de saúde pública, na Fundação Oswaldo Cruz (FiocruzRio), e o trabalho como sanitarista na área de grandes epidemias entre populações indígenas do Brasil.

O convívio com mais de 10 etnias diferentes influencia a sua produção artística, sobretudo sob o aspecto gráfico. Ao final de 1999, Rubens recebe o convite do Ministério da Saúde para ajudar na implantação dos distritos sanitários indígenas no Acre, onde permanece durante todo o ano de 2000. Como médico, seu trabalho social atinge o ápice e a sua atividade amplia-se em prol da organização dos serviços de saúde dirigidos às populações nativas. Como artista, a sua produção ganha matrizes cada vez mais próximas da cultura de raiz, sob a influência não apenas da arquitetura das habitações indígenas, mas, principalmente, do grafismo de diferentes etnias, que tem a sua expressão máxima na pintura corporal.

Em 2001, Rubens distancia-se da saúde pública para então se dedicar integralmente à arte, sempre em busca de um caminho próprio, alheio à rigidez das escolas e do senso-comum das tendências de linguagem. Além do desenho e da pintura, Rubens faz incursão no objeto, na gravura e na escultura. Em 2003, ele dedica-se à elaboração de maquetes de escultura em ferro, tendo como base os seus trabalhos geométricos da década de 1970. Mantendo seu atelier em São Paulo, Rubens executa, a partir de 2004, pinturas em grandes dimensões, esculturas em ferro e objectos, até agora, em grande parte, nunca expostos.

António Carvalho da Silva (Porto11 de Novembro de 1850 – Lisboa1 de Junho de 1893) foi um pintor português que mais tarde adoptaria para apelido o nome da sua cidade natal, ficando conhecido por Silva Porto.[1]Filho de António da Silva Carvalho Porto, latoeiro e cinzelador e de Margarida Carvalho da Silva Porto, bordadeira premiada pela Associação Industrial do Porto, e irmão de Adelina Branca Carvalho da Silva Porto, António nasceu na Rua da Ponte Nova, freguesia da  do Porto. Em 1865, aos 15 anos, matriculou-se na Academia Portuense de Belas Artes, instituição onde frequentou vários cursos, sempre com excelente aproveitamento (obteve dezoito valores a Escultura e Pintura Histórica e vinte a Arquitectura) e foi discípulo dos pintores João Correia e Tadeu de Almeida Furtado. Em 1869, participou na X Exposição Trienal da Academia Portuense de Belas Artes.

Estagiou em Paris (18761877) junto com Marques de Oliveira, e em Itália (1879). Em 1879 regressou a Portugal. Aureolado de prestígio, foi convidado para ensinar na Academia de Lisboa como mestre de Paisagem. Em 1880 realiza uma exposição de quadros paisagísticos inundados de luz, tendo D. Fernando adquirido o quadro Charneca de Belas. Fez parte do chamado Grupo do Leão, juntamente com António Ramalho, João Vaz, José MalhoaCesário VerdeColumbano e Rafael Bordalo Pinheiro. Entre outros galardões, recebeu a medalha de ouro da Exposição Industrial Portuguesa de 1884 e a primeira medalha do Grémio Artístico.

A sua pintura, cheia de luz e cor, é sobretudo inspirada na própria Natureza. Junto com Marques de Oliveira é um dos introdutores do naturalismo em Portugal. Encontra-se largamente representado no Museu do Chiado, em Lisboa, e no Museu Nacional de Soares dos Reis no Porto.

Existe uma rua em sua honra, com o seu nome, na freguesia de ParanhosPorto e o Parque Silva Porto na freguesia de BenficaLisboa.

Faleceu aos 42 anos, de tiflite, na Travessa da Estrela, número 10, R/C, freguesia da Encarnação, ocorrendo o funeral no Cemitério do Alto de São João. Era casado com Adelaide Torres Pereira (1863-1914), tendo deixado três filhos menores: António, Carlos e Maria.

Santiago Cardenas Arroyo nasceu em Bogotá em 1937. Viveu entre 1947 e 1967 nos Estados Unidos, de modo que a sua aprendizagem como um artista chega a uma arte americana extremamente vital. Estudou na Rhode Island School of Design, em 1957, com bolsa de estudo em 1959 estuda na Cummington Art School e em 1965 recebe da Yale Univesity Scholl of Art and Architecture, New Haven, Connectcut, o título de Master of Fine Art.Desde 1977, participa de exposições coletivas, não só no seu país como também no estrangeiro. Em 1963, faz sua primeira mostra individual em Bogotá. Em 1965 regressou a Colômbia, desde então tem prosseguido uma carreira docente atva na Universidade Nacional da Colômbia.
Seu trabalho leva a estética da figuração clássica, no entanto, usa os recursos de trompe-l oeil para evocar nas preocupações de observadores conceituais que desmantelar a iluSão fascinante produzido pela pintura percepção de captura.
Entre suas exposições individuais incluem: Museu de Arte, na Universidade Nacional, Bogotá (1966, 1980 e 1999), Museu de Arte Moderna, Bogotá (1976), Museu de Arte Moderna, Medellín (1982), Rachel Adler Gallery, Nova Iorque (1983, 1992 e 1996), Museu de Arte Contemporânea de Caracas Sofa Imber (1995), e Museu Rufno Tamayo, Cidade do México (1996). Coletvamente partcipou: XIV Bienal de São Paulo (1977) e Bienal de Veneza (1989 e 1990). Bienal Internacional de Medellín, 1973 (Primer Premio de Pintura); la Bienal de Sao Paulo en 1977 onde recebeu uma menção especial; Recent Acquisitons, The Museum of Modern Art N.Y. 1977: The Latn American Presence, 1920-1970, Bronx Museum of the Arts, N.Y. 1988; Art in Latn America, The Hayward Gallery, Londres 1989. à‰ detentor de importantes premiações em desenho e pintura, entre eles, recebeu os seguintes prêmios: Primeiro Prêmio de Pintura XXVIII Salão Nacional de Artstas, Colômbia (1976), Menção Honrosa, XIV Bienal de São Paulo (1977) e Prêmio Especial para Lifetme Achievement, XXXV Salão Nacional de Artstas, Colômbia (1994).

Vicent.

Sergio Barcellos Telles GCRB (Rio de Janeiro, 14 de abril de 1936 — São Paulo, 24 de janeiro de 2022) foi um diplomata e pintor brasileiro. Como diplomata, serviu na América do Sul, Europa, África e Ásia. Foi embaixador do Brasil na Malásia (1995–1998), no Líbano (1998–2002) e na Tunísia (2003–2006).Sergio Telles nasceu em 1936 no Rio de Janeiro e começou a pintar aos nove anos na Quinta da Boa Vista orientado por Levino Fânzeres, um paisagista. Em 1954 Sergio Telles participou pela primeira vez do Salão Nacional de Belas Artes. Posteriormente, obteve vários prêmios nos salões da Sociedade Brasileira de Belas Artes, Associação de Artistas Brasileiros, foi inclusive agraciado com uma viagem à Bahia. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro.

Em 1957 Sergio Telles viajou para a Europa e visitou os principais museus na Itália, França, Holanda e Portugal. Naquele mesmo ano, na condição de estagiário, prestou serviços de restauração na Pinacoteca do Vaticano. Depois de seu retorno ao Brasil, trabalhou nos ateliês de Rodolfo Chambelland, Oswaldo Teixeira e Marie Nivouliès de Pierrefort, no Rio de Janeiro.

Em 1964, ingressou no Ministério das Relações Exteriores por concurso público e, como diplomata, exerceu diversas funções no Brasil e em países como Portugal, Argentina, Angola, Japão, França, Malásia, Líbano, Suíça e Tunísia. Aposentou-se como ministro de primeira classe da carreira de diplomata, regressando ao Brasil em 2006. Atualmente reside em São Paulo.

Em agosto de 2005, Sergio Telles foi condecorado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a maior comenda da Ordem de Rio Branco, a Grã-Cruz ordinária.

A obra de Sergio Telles, desenhos, aquarelas, gravuras e pinturas realizadas no Brasil, França, Portugal, Líbano, e Tunísia (paisagens urbanas, praias, mercados, bailes populares, interiores de seus ateliês) figura em museus importantes como o Carnavalet, o Beaubourg, o de Arte Moderna de Paris, Grenoble e Marselha, o Petit Palais de Genebra, o Hermitage de São Petersburgo, o Pouchkine de Moscou, o MASP de São Paulo, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, a Fundação Gulbenkian e o Museu de Lisboa, o Bridgestone de Tóquio, o Albertina de Viena e o Palácio Kheireddine de Túnis.

Suas principais exposições foram organizadas por alguns dos museus acima listados e pelas galerias Wildenstein de Londres, Tóquio e Buenos Aires, Bernheim Jeune, « La Cave » e Claude Marumo em Paris, Perron em Genebra, Jean Boghici no Rio de Janeiro, Renato Magalhães Gouvêa em São Paulo, S. Mamede em Lisboa, Nuno Lima de Carvalho no Estoril, Fujikawa em Tóquio e Stuker em Zurique.

Textos sobre a pintura de Sergio Telles foram escritos por críticos de arte e intelectuais como Bernard Dorival, Gaston Diehl, Raymond Cogniat, Arnaud d’Hauterives, Pierre Courthion, Pierre Seghers, Henri Dauberville, Jeanine Warnod (Paris), François Daulte (Lausanne), Antonio Bento, Jorge Amado, Olivio Tavares de Araujo, Ferreira Gullar, Fabio Magalhães, Carlos Drummond de Andrade, Mario Barata, Clarival do Prado Valladares, José Roberto Teixeira Leite, Jacob Clintowitz, Gilberto Gil, Rachel de Queiroz (Rio e São Paulo), Antonio Valdemar, José Carlos Vasconcellos, Fernando Namora (Lisboa), Rafael Squirru, Cesar Magrini, Eduardo Baliari, Sigmart Blum (Buenos Aires), Chisaburo Yamada, Yasuo Kamon (Tóquio). Trata-se de impressões que figuram em livros, álbuns de gravuras e catálogos de suas exposições publicados na França, Brasil, Argentina, Portugal, Tunísia e Japão.

Morreu em 24 de janeiro de 2022, aos 85 anos.

Luíza Fontoura (Porto Alegre, 1931) Pintora e desenhista. Iniciou seus estudos na Escola de Belas Artes de Porto Alegre, em 1947. Entre 1971 e 1976 voltou a estudar, fazendo cursos de desenho, pintura e gravura no Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Desde 1976 participa de salões e coletivas, e realiza diversas individuais, destacando-se, entre elas, as do Centro Comercial de Porto Alegre, 1979, e da Galeria Arte&Fato, 1987. Realizou, em em 1994, viagem de estudos aos Estados Unidos. Considera-se “uma artista múltipla em termos de linguagem, sem medo de mudar ou errar.”

(1956, Ciudad de Mexico, Mexico)

Miguel Castro Leñero pintor mexicano. Nascido em Cidade do México em 1956. Um dos principais expoentes da arte contemporânea mexicana no mundo, com exposições em Nova York, Áustria e Brasil. Ele estudou na Escola Nacional de Pintura e Escultura – La Esmeralda – INBA. Ele então entrou no Workshop de Gravura do Centro de Investigação e Experimentação Plástica INBA. Ao longo de sua carreira fez várias exposições individuais e recebeu vários prêmios e reconhecimentos Em 1975 ele se juntou La Esmeralda, os estudos dois anos depois de deixar para entrar na oficina de gravura do Centro de Pesquisa e Experimentação Plástica onde permanece muito cedo. Em 1981 ele recebeu o Prêmio de Aquisição do Salão Nacional de Artes Plásticas Bienal da Seção Gráfica. Leitor incansável, Castro Leñero obter a sua imaginação muitos dos temas da sua pintura, onde a textura é sua marca registrada. Representa os itens de maneira quotidiana: animais, nuvens, prédios, casas, rios, mostrando as origens e representando em sua forma mais elementar.
Ao longo de sua carreira fez várias exposições individuais entre os quais:
A flor de papel na Galeria Lopez Quiroga, México, DF Estar no mundo , na Galeria OMR, Cidade do México
Obras sobre papel , no Banco Hypo, Erfurt, Alemanha Pintura e Desenho no Museu de Arte Contemporânea, Oaxaca, México Mistérios cotidianos em Quiroga Lopez Gallery, Cidade do México àrvore de sinais na Galeria OMR, Cidade do México
Divisão Paisagem no Museu de Arte Moderna, Cidade do México e A respiração da noite , no Museo de Arte Carrillo Gil , Cidade do México
Ele foi homenageado com prêmios importantes:
Aquisição Prêmio Nacional 1981 Salão de Artes
Aquisição Prize 1982 Primeira Bienal de Pintura Rufino Tamayo em Oaxaca no México.
1982 Primeiro Prêmio Aquisição Arte Jovem II Reunião Aguascalientes, MEX.
1986 O Museu de Arte Moderna na Cidade do México organizou uma exposição individual – Paisagem Dividido – 1992 Prêmio Eco Arte na compra Internacional no Rio de Janeiro, Brasil.
Tem participado em exposições colectivas e seu trabalho está em coleções particulares no México, Estados Unidos, Equador, Cuba, Brasil, Colômbia, Espanha, França, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Polônia, Itália, Suíça, Coréia do S

Robert Goodnough (23 de outubro de 1927 – 02 de outubro de 2010) foi um pintor americano expressionista abstrato. Um veterano da Segunda Guerra Mundial , Goodnough foi um dos últimos da geração original da Escola de New York ; (embora ele tenha sido referido como um membro da segunda geração de expressionistas abstratos ), começou a exibir seu trabalhos em galerias de Nova York no início dos anos 1950.
Durante a década de 1940 formou-se na Syracuse University e serviu no Exército dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial . Depois da guerra, em 1946, frequentou a Escola de Belas Artes Ozenfant em Nova York e Hans Hofmann School, em Provincetown, Massachusetts. Ele obteve seu mestrado a partir da New York University em 1950, depois que ele começou a expor suas pinturas publicamente e também a escrever artigos para ARTnews revista.
Robert Goodnough estava entre os 24 artistas do total de 256 participantes que foram incluídos na famosa 9Street Exposição de Arte , (1951) e em todas as seguintes em Nova Iorque; a pintura e escultura aparecem em anuários de 1953 a 1957. Estes Anuários foram importantes porque os participantes foram escolhidos pelos próprios artistas. No início de sua carreira a partir de 1950, expôs suas pinturas na Galeria Wittenborn, NYC. Expôs também na Galeria Nagy de Tibor, em New York City, 1952-1970 e, novamente de 1984 a 1986. Em 1960 e 1961, realizou exposições individuais no The Art Institute of Chicago . Um veterano de dezenas de exposições individuais e centenas de exposições coletivas nos Estados Unidos e no exterior, Goodnough também realizou exposições individuais em 1969, no Whitney Museum of American Art, em Nova York, e no Albright-Knox Art Gallery, em Buffalo. Nos últimos anos, suas pinturas também foram associados com o campo Cor movimento.

(1958, Santiago, Chile)

Entre 1976 e 1979 estudou na Escola de Belas Artes da Universidade do Chile, Santiago, que complementou com bolsas de estudos outorgadas pela Grant Corporación Amigos del Arte (Santiago), AT&T Foundation (1986). New York Foundation for the Arts (1987) e John Simon Guggenheim Memorial Foundation Fellowship (1988). Expos pela primeira vez, individualmente, em 1982, no Chile e Peru e, posteriormente, em Nova York, Lima, Zurique e Tóquio. a partir de 1980, participou ativamente de exposições coletivas em várias partes do mundo. Vive e trabalha em Nova York.

-Rafael Soriano (1920, Cidra, Cuba)

Nascido em 1920 em Matanzas, Cuba, Rafael Soriano manifestou desde cedo uma inclinação para a pintura. Depois de completar sete anos de estudos na prestigiosa Escuela Nacional de Bellas Artes San Alejandro de Havana, graduou-se em 1941 como Professor de Pintura, Desenho e Escultura. Ele então retornou a Matanzas, onde ensinou artes visuais por quase duas décadas. Ele foi um dos fundadores, e depois diretor, da Escuela de Bellas Artes de Matanzas, a escola de arte mais importante de Cuba fora de Havana. Ele é um dos maiores artistas latino-americanos de sua geração e um dos principais pintores de Cuba.

Em 1962 Soriano se exilou, estabelecendo-se em Miami com sua esposa Milagros e sua filha Hortensia. Trabalhou como designer gráfico e ocasionalmente lecionou, primeiro no Catholic Welfare Bureau e depois no Programa Cultural Cubano da Universidade de Miami. Ele continuou a pintar incansavelmente à noite.

Soriano evitou temas vernaculares que dominaram a arte cubana desde seu surgimento com a primeira Vanguarda em meados dos anos vinte. Sua obra percorreu os caminhos da abstração geométrica ao longo dos anos 1950 e fez parte dos Dez pintores geométricos concretos, mas no final dos anos 1960, a obra de Soriano tomou um rumo radical. Seu pincel começou a criar formas incríveis; expressões abstratas relacionadas às emoções, sentimentos, meditações e introspecções místicas. Um novo tratamento de luz e cor, transparências e formas colocou Soriano em uma nova dimensão estética e o libertou de seus apegos anteriores a escolas e tendências. Através de uma técnica altamente refinada, tornou-se um mestre da luminosidade, da metáfora pictórica e da linguagem metafísica das formas. Em suas imagens surpreendentes e altamente complexas, a luz atua como forma e conteúdo.

Desde sua primeira exposição em 1947 no Liceu e Lawn Tennis Club de Havana, o trabalho de Rafael Soriano foi representado em inúmeras exposições individuais e mais de 200 coletivas. Suas pinturas viajaram pelos Estados Unidos, América Latina e Europa. Seu trabalho está incluído em várias coleções públicas e privadas, incluindo o Museu de Arte das Américas | Organização dos Estados Americanos, Washington, DC, Blanton Museum of Art, Austin, TX, Bacardi Imports, Miami, FL, Banco Bozano-Simonsen, Rio de Janeiro, Brasil, Continental Bank, Miami, FL, CIFO Collection | Cisnero Fontanals Art Foundation, Miami, FL, Cuban Museum of Arts and Culture, Miami, FL, Denver Art Museum, CO, Galeria de Arte Moderno, Santa Domingo, República Dominicana, Grupo DEARMAS, Caracas, Venezuela, Jane Voorhees Zimmerli Art Museum | Rutgers, New Brunswick, NJ, Long Beach Museum of Art, Long Beach, CA, Lowe Art Museum, Coral Gables, FL, McMullen Museum of Art at Boston College, Boston, MA, Museo de Arte, Matanzas, Cuba, Museo de Arte Zea, Medellín, Colômbia, Museo Nacional de Bellas Artes, Havana, Cuba, Museu de Arte, Ft. Lauderdale, FL, Nations Bank Corporation, Charlotte, NC, Patricia & Phillip Frost Art Museum, Miami, FL, Pérez Art Museum Miami, FL e Smithsonian American Art Museum, Washington, DC.

Sérgio Martinolli (Trieste Itália 1938). Pintor. Passa a infância e adolescência em Veneza, Itália, onde se forma oficial da Marinha e cursa a Accademia di Belle Arti di Venezia. Em 1965 passa a dedicar-se totalmente à pintura e muda-se para Nova York, onde trabalha como retratista, pintando figuras da alta burguesia americana, nobres e artistas. Em sua estada em Nova York tem contato com Salvador Dalí (1904 – 1989), este encontro o estimula e marca o desenrolar de sua carreira. Em 1971, volta a Itália e viaja para Bréscia e Ravena, onde dedica-se à pesquisa e à restauração de grandes afrescos da arte bizantina, sob a direção do Padre Renato Laffranchi.

Sílvia Cestari Cunha(Porto Alegre, RS, 1953).Gravadora. Formada pelo Instituto de Artes da UFRGS em 1979, fez cursos livres de gravura com Trindade leal, Julio Espíndola e Rubem Grilo. Desde 1979 participa de coletivas, mostras internacionais de gravura e salões, tendo obtido prêmio aquisição no I Salão Nacional de Artes Plásticas de Goiânia, 1984. Expôs individualmente em diversas cidades do interior do RS e em Porto Alegre.

Stelio Teixeira (1937-

Sonia Ebling de Kermoal (Taquara RS 1918 – Rio de Janeiro, RJ, 2006). Escultora, pintora e professora. Inicia sua formação fazendo cursos de pintura e escultura na Escola de Belas Artes do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, entre 1944 e 1951. De 1956 a 1959, viaja por vários países da Europa, estudando com Zadkine, em Paris, França. Reside nessa cidade, entre 1959 e 1968, e recebe uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian. Sonia participou de seis edições das Bienais de Arte de São Paulo, inclusive da 1ª edição, realizada em 1951, com a obra“Adolescentes”, além das seguintes em 1953, 1955, 1959, 1965 e 1967. Ganhou diversas premiações relevantes para a época, como o Prêmio do 4º Salão Nacional de Arte Moderna, em 1955. De volta ao Brasil, executa relevo para o Palácio dos Arcos, do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, Distrito Federal. Em 1970, ministra um curso de extensão técnica, diretamente em cimento, na Escola de Belas Artes da UFRGS. Seis anos depois, é convidada para lecionar escultura nessa mesma universidade. “Sonia Ebling é atração e é choque. Sua escultura de formas estranhas, telúricas, eróticas e puras consegue despertar, em quem as contempla, um mundo de recordações, de poesia, de tragédia, de alegria e de luminosidade”. Maria Martins, escultora.

https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa8531/sonia-ebling

Paulo Gagarin (São Petesburgo, Rússia, 1885 – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1980). Pintor. Filho de um ex-governador do Cáucaso, estuda no Liceu de São Petersburgo entre 1900 e 1904 e na Universidade de São Petersburgo de 1905 a 1910. Em 1911, ingressa no serviço militar russo, participa de uma série de expedições militares e serve como oficial de artilharia pesada durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), terminada a guerra emigra para a França. Em 1921, vem ao Rio de Janeiro como copeiro do navio brasileiro Pelotas. No ano seguinte, realiza sua primeira individual, na Associação dos Empregados do Comércio.

https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa24361/paulo-gagarin

Takashi Fukushima (São Paulo, São Paulo, 1950). Pintor, gravador, desenhista e cenógrafo. Sua pintura se caracteriza por uma linguagem própria, fruto da combinação do tradicionalismo da cultura japonesa com questões próprias da contemporaneidade. Elege como objeto privilegiado a paisagem, seja ela a do jardim, a da cidade, a do oceano ou a do cosmos. O que importa para o pintor é expressar o que o humano pode ver (ou mesmo imaginar), sendo um ponto de referência na vastidão do universo. 

Filho do pintor Tikashi Fukushima (1920-2001), estuda com Luiz Paulo Baravelli (1942) em 1970 e, no mesmo ano, ingressa na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP). Paralelamente aos estudos universitários, expõe suas pinturas em grandes mostras. Participa da Bienal Internacional de São Paulo de 1973 e de 1975 – obtendo, nesta última, o prêmio aquisição – e de várias edições do Salão Paulista de Artes Plásticas, sendo premiado em 1976. 

Esse abstracionismo pode ser pensado como uma herança da produção artística não só de seu pai, mas também de outros pintores de origem japonesa, como Manabu Mabe (1924-1997) e Kazuo Wakabayashi (1931). Homens simples e sem formação artística, esses imigrantes japoneses desenvolvem uma arte própria, com bastante lirismo, que se inscreve no que se chama de abstracionismo informal.

Premiado e reconhecido por seu talento em sua longa trajetória artística, Takashi Fukushima é um dos grandes nomes da pintura contemporânea brasileira. Resgata, nesse momento de fugacidade do tempo, a importância de contemplar o entorno, de olhar para a paisagem, seja ela qual for, e de se colocar no mundo como ponto de referência para a observação. É o homem e seu lugar no mundo que Takashi Fukushima representa com beleza e singularidade.

Tomás Santa Rosa (João Pessoa PB 1909 – Nova Délhi, Índia 1956). Cenógrafo. Integrante fundador das companhias Os Comediantes e Teatro Experimental do Negro (TEN), Tomás Santa Rosa é o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Faz a cenografia de Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, 1943, espetáculo que marca o surgimento do teatro brasileiro moderno na década de 1940.

Inicia-se no teatro cenografando Ásia, de Lenormand, pela Companhia de Álvaro Moreyra, em 1937. No mesmo ano, trabalha com o conjunto do ator Jaime Costa, em Uma Loura Oxigenada, de Henrique Pongetti, e Anna Christie, de Eugene O’Neill, ambas com o ensaiador Eduardo Vieira.

Constitui o primeiro núcleo de Os Comediantes, juntamente com a atriz Luiza Barreto Leite e o diretor Jorge de Castro, em 1938. Já realiza a cenografia para o primeiro trabalho do grupo, em 1940, em A Verdade de Cada Um, de Luigi Pirandello, com direção de Adacto Filho. Quando a companhia se organiza administrativamente, em 1941, Santa Rosa é o diretor artístico e lidera o pensamento em torno da criação de um estudo sistematizado paralelo ao trabalho de novas montagens. Posteriormente, assume a vice-presidência da companhia. Em 1942, cenografa para Orfeu, de Jean Cocteau, e As Preciosas Ridículas, de Molière, primeira direção de Ziembinski para Os Comediantes, seguindo-se mais três trabalhos, até a consagração, em 1943. O cenário de Vestido de Noiva, sob a direção de Ziembinski, introduz a ideia da ambientação como parte da concepção, de maneira que a função do cenógrafo se insere na autoria do espetáculo. O crítico literário Álvaro Lins escreve no Correio da Manhã: “Não teria obtido, por exemplo, um sucesso tão completo a peça Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, sem a colaboração de Santa Rosa e Ziembinski. […] tiveram da peça aquela compreensão que serviu para identificá-los com o autor […] Santa Rosa ficou sendo uma espécie de co-autor de Vestido de Noiva“.1

A partir daí, Ziembinski procura, sempre que possível, a parceria do cenógrafo. A crítica, mesmo quando não compreende o trabalho do diretor polonês, aplaude as inovações de Santa Rosa, como em Pelleas e Melisanda, de Maeterlink, 1944: “… o ambiente preparado por Santa Rosa espelhou com expressão, e até com poesia, o inconsciente e o subconsciente que palpita nas palavras, nos gestos, nos olhares das personagens […]”.2

Faz a cenografia para Senhora dos Afogados, outro Nelson Rodrigues, dirigido por Bibi Ferreira, para a Companhia Dramática Nacional (CDN), 1954.

A partir de 1952, Santa Rosa fica responsável pela coordenação e orientação das montagens do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Sem chegar a adotar a licenciatura como um ramo profissional, dirige o Conservatório Nacional de Teatro e ministra um curso de cenografia no SNT. É um dos fundadores de Sua RevistaA Manhã (jornal) e Rio Magazine. Assina a coluna de crítica de arte do Diário de Notícias. Colabora para a Dom Casmurro – periódico especializado em teatro.

Celso Kelly aborda o autodidatismo do cenógrafo em depoimento: “Santa substituiu escolas e universidades pelo esforço impressionante de seu autodidatismo. Só as inteligências ordenadas e a apreciação aguda permitem um autodidatismo tão bem-sucedido. Não tendo mestres formais, veio a ser um dos mestres do seu tempo. Seu conselho desfrutava de grande prestígio. Influenciou muita gente. Mestre de seus alunos diretos, e mestre além de seus alunos, daqueles que se deixaram tocar por sua fina sensibilidade e por sua aguda capacidade de observação. O talento artístico nele foi plural: desde as artes plásticas até o teatro e a literatura. Teria sido um pintor? Um poeta sem versos? Um cenógrafo, um diretor? Ele fora em verdade um artista plural. Com todos os enriquecimentos que advêm dessa pluralidade de vocações”.6

VASCONCELOS MACHADO DE OLIVEIRA Nasceu em Canela (RS) em 15 de julho de 1956. Iniciou cedo na arte, trabalhando como artesão aos 14 anos em sua cidade natal. Atualmente, reside em Caxias do Sul, trabalhando como ilustrador de livros e publicidade. Somente a partir de 1989 passou a dedicar-se plenamente à pintura. Vasco é catalogado no Dicionário de Artes Plásticas do Rio Grande do Sul.

1979/80/81: Mostra coletiva de Caxias do Sul.

1989: Pinta retratos de Barbosa Lessa, Paixão Cortes, Antônio Fagundes e do pesquisador uruguaio Fernando Assunção. / Mostra de ilustração no Palácio Piratini no Salão Negrinho do Pastoreio, em Porto Alegre. / Mostra de ilustração no Salão Verde do Alfred Palace Hotel, em Caxias do Sul. Mostra de ilustração no museu Júlio de Castilhos, em Porto Alegre. / Mostra de ilustração na Galeria Municipal de Arte, Casa da Cultura Perci Vargas de Abreu e Lima, em Caxias do Sul.

1990: Mostra de ilustração de trajes típicos gaúchos no Museu Júlio de Castilhos, em Caxias do Sul.

1991: Mostra de ilustração no Clube Juvenil, em Caxias do Sul. / Exposição tributo à natureza juntamente com seu irmão Tino, na Galaria Cocooning (Gramado). / Coletiva de pinturas na Galeria Saron, em Porto Alegre. / Ilustração do livro Trajes do Imigrante Italiano no Rio Grande do Sul. / Ilustração do cartaz do VI Festival Gaúcho de Arte e Tradição (Fegart).

1992: Exposição coletiva em comemoração aos 80 anos do Recreio da Juventude. / Recebe orientação do artista plástico Guido Mondin. / Mostra de ilustrações dos Trajes típicos Gaúchos na Abrafex no Clube Farrapos, em Porto Alegre.

1993: Exposição com o artista plástico Tino na Galeria Municipal de Arte, Casa da Cultura Perci Vargas de Abreu Lima, em Caxias do Sul. / Mostra de ilustrações dos Trajes Típicos Gaúchos no Museu Municipal, Parque da Baronesa em Pelotas.

1994: Mostra de ilustrações dos Trajes Típicos Gaúchos na Galeria Municipal de Arte, em Caxias do Sul. / Mostra de ilustrações dos Trajes do Imigrante no Rio Grande do Sul na Galeria Municipal de Arte em Caxias do Sul. / Exposição com o artista plástico Tino na Galeria Arte Nobre, em Porto Alegre. / Exposição coletiva Bico de Pena, na Galeria Municipal de Arte, em Caxias do Sul. / Exposição coletiva dos artistas Canelenses.

1995: Ilustrações a bico de pena do livro Italianos no Rio Grande do Sul. / Exposição de pintura, uma visão impressionista da cidade, juntamente com seu irmão o pintor S?Tino no Centro de Informações Turísticas de Nova Petrópolis.

1996: Ilustrações a guache do livro Trajes do Cone Sul.

1998: Exposição das ilustrações a bico de pena da cartilha Os Italianos no Rio Grande do Sul, no Museu Municipal em Caxias do Sul. / 1998 – Curso com Paulo Porcella (Desenhe Pintando).

1999: Catalogado na edição de 1999 no volume Artes Plásticas Brasil Júlio Louzada. Exposição coletiva da 1ª Mostra internacional e 8ª Mostra Nacional da Pintura Artística Agapa, Continental Serra Hotel Canela (RS).

2000: Exposição coletiva IX Mostra Nacional e Mostra MERCOSUL de Pintura Artística no Everest Palace Hotel Porto Alegre (RS). / Exposição de Pintura na Cervejaria Dado Bier Porto Alegre (RS). / Exposição de Pintura na Assembleia Legislativa Porto Alegre (RS).

2001: Pinturas para a Churrascaria Fogo de Chão, da Avenida Bandeirantes, São Paulo (SP).

2002: Pintura da Capela do Colégio La Salle Cristo Ressuscitado Caxias do Sul (RS).

2003: Exposição Os Gaúchos Cotidiano da Nostra Gen Tchê, Pavilhões da Festa da Uva ? Caxias do Sul (RS).

2004: Ilustração da capa e contra-capa de Martin Fierro, de José Hernandez 9ª edição, Martins Livreiro. / Ilustração e Seguimento com treze páginas sobre a sua obra no livro Gáuchos, de Locatelli e Reilly.

2005: Ilustrações da Capa Tropa de Anseios de Sebastião Teixeira Correia. /

2005: Exposição o Gaúcho e seu Mundo, Documenta, Espaço sobre os usos e costumes regionais, Caxias do Sul.

2006: Capa da Revista Dartis n° 30. / Exposição coletiva Puc Corig – Porto Alegre, RS. / Capa do livro Gêneros Musicais Campeiros do Rio Grande do Sul, de Valdir Verona e Silvio de Oliveira.

2007: Ilustrações originais no Espaço Documenta, projeto sobre usos e costumes regionais – UCS.

2008: Ilustrações do Livro Registros da Eficiência da Equitação Gaúcha, de Bayard Bretanha Jacques. / Ilustrações da Agenda Gaúcha 2009. / Ilustrações do Calendário do Ano de 2009 da Universal Leaf Tabacos Ltda. / Capa e ilustrações do Livro Num Ar de Milonga Poemas Pajadas e Canções, de Pedro Junior da Fontoura.

Velcy Soutier (Nascido em Clevelândia, PR, em 1951, radicado em Porto Alegre desde
1972.) Cresceu e iniciou a carreira em Passo Fundo. É graduado em Artes Plásticas pela UPF (1986), Especialista em Educação Estética e Arte pelo UNILASALLE (Canoas, 2004) e Mestre em Design pela UFRGS (Porto Alegre, 2009). Dirigiu a Studio-Escola de Desenho (1988/92). Foi curador do Espaço de Arte FIERGS (1998/2000). Verbete no Dicionário de Artes Plásticas no RS, é professor de desenho, pintura e design, com 10 obras publicadas, entre elas, Desenhar é fácil, bonito e necessário, e obra em design gráfico-visual conhecida em 60 países. Dedica-se também à pintura mural, com obras permanentes em instituições civis e religiosas (Porto Alegre, Novo Hamburgo, Caxias do Sul, Canela, Bento Gonçalves e Ijuí). Possui obras em acervos particulares no Brasil, Uruguai, Equador, Estados Unidos, Holanda, Espanha, França, Itália e Suíça (maior acervo no exterior). Recebeu a Comenda Pedro Weingärtner da Câmara Municipal de Porto Alegre, pelo conjunto da obra e contribuição à cultura do Rio Grande do Sul e a Medalha do Mérito Artístico Oscar Bertholdo, da Câmara Municipal de Bento Gonçalves, pela obra de reconstituição muralística do Santuário Santo Antônio e contribuição à educação. Foi professor substituto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2006/2008). Tem experiência na área de Artes e Design, com ênfase em Desenho, Pintura Sacra e Profana e Design Visual, atuando principalmente nos seguintes temas: cor, criatividade, expressão plástica, pintura mural e restauro, retrato e figura humana, tipografia e identidade visual, design & emoção (visual e produto).

Vera Wildner (1936 Porto Alegre, RS – 2017, idem) Pintora. Artista Plástica, Bacharel em Pintura pelo Instituto de Artes da UFRGS, foi Professora do Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e diretora do Atelier Galeria Estaggio desde 1983, onde orientou artistas em técnicas de pintura. As pinceladas de Vera Wildner expressam suas memórias e as inquietudes humanas com vida e morte e a Paz Universal. Sua obra é um livro da vida, de sua vida, da vida de todos nós.

Victor Hugo Irazábal,(1945, Caracas) Artista plástico, comunicador visual e professor.

Vincenzo Cencin (Veneza, Itália 1925 – São Paulo SP 2010). Pintor e engenheiro. Forma-se engenheiro eletro-mecânico na Itália. Inicia-se na pintura sob a orientação de Francescchini em 1941 na cidade de Tolmezzo. Durante a Segunda Guerra Mundial enfrenta os fascistas e é preso por alemães, ficando um ano e meio em um campo de concentração. Terminada a guerra emigra para o Brasil, fixando residência em São Paulo em 1949. No Brasil, torna-se sócio efetivo da Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro. Nos anos 1950, 1960 e 1970, sem abandonar a pintura, trabalha como engenheiro eletrônico numa indústria de eletrodomésticos de São Paulo. Em 1980 aposenta-se para dedicar-se somente à pintura, montando em 1981 a Galeria Velha Europa. Em 1992 realiza-se exposição comemorativa dos 50 anos de sua pintura na Galeria Grossman em São Paulo.

Waldomiro de Deus Souza (Itagibá, Bahia, 1944). Pintor e desenhista. De origem humilde, leva uma vida itinerante pelo sertão baiano e norte de Minas Gerais, até vir para São Paulo em 1959, quando trabalha como engraxate. Começa a pintar em 1961, utilizando guache e cartolina encontrados na casa de um antiquário, onde trabalha como jardineiro. Acusado de negligência, perde o emprego e leva seus trabalhos para exposição no Viaduto do Chá – acaba vendendo dois deles para um americano no primeiro dia. Em 1962, o decorador Terry Della Stuffa fornece-lhe material e um lugar para pintar e, em 1966, faz a sua primeira exposição individual na Fundação Armando Álvares Penteado, Faap. No auge do movimento hippie, desfila de mini-saia pela Rua Augusta. Pinta temas religiosos ligados ao céu e ao inferno, criando imagens polêmicas, como Nossa Senhora de mini-saia, cinta-ligas e botas e Jesus de bermudas. Por causa disso é raptado por um grupo de jovens armados da organização TFP (Tradição Família e Propriedade), porém convence os rapazes a soltá-lo. Expõe em vários países como a Inglaterra, Itália, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos. Em 1972, volta a viver em Osasco. Viaja a Goiânia GO, em 1977, e lá monta uma casa. Vive de sua arte desde a década de 60, pintando o cotidiano e o folclore de sua terra natal: festas populares, histórias sobre mula-sem-cabeça e lobisomens, bem como imagens escatológicas e eróticas. As figuras humanas são sempre mulatos, nunca brancos ou negros. Em todas as telas há a presença de três cachorrinhos. É considerado o maior primitivista brasileiro ao lado de José Antônio da Silva e Djanira. É reconhecido internacionalmente como um dos mais criativos pintores naifs. Em 1983, é premiado com a Awarding the Statue of Victory pelo Centro Studi e Ricerche Delle Nazioni, na Itália.

Jean Maurice Eugène Clément Cocteau (Maisons-Lafitte, 5 de julho de 1889 — Milly-la-Forêt11 de outubro de 1963) foi um poetaromancistacineastadesignerdramaturgoator, e encenador de teatro francês. Em conjunto com outros surrealistas da sua geração (Jean Anouilh e René Char, por exemplo), Cocteau conseguiu conjugar com maestria os novos e velhos códigos verbais, linguagem de encenação e tecnologias do modernismo para criar um paradoxo: um avant-garde clássico. O seu círculo de associados, amigos e amantes incluiu Jean MaraisHenri BernsteinÉdith Piaf e Raymond Radiguet.

Cocteau realizou sete filmes e colaborou enquanto argumentista, narrador em mais alguns. Todos ricos em simbolismos e imagens surreais. É considerado um dos mais importantes cineastas de todos os tempos. As suas peças foram levadas aos palcos dos Grandes Teatros, nos Boulevards da época parisiense em que ele viveu e que ajudou a definir e criar. A sua abordagem versátil e nada convencional e a sua enorme produtividade trouxeram-lhe fama internacional.

Figura importante do surrealismo, apesar de detestado e rejeitado pelo líder do movimento, André Breton e todos os do seu grupo, que não raras vezes o perseguiram e insultaram, por homofobia e àquilo que eles consideravam ser mundanidade, frivolidade e diletantismo. Teve enorme influência na obra de outros artistas, incluindo o grupo musical de amigos de Montparnasse, que ficou conhecido Les Six. O termo “surrealismo” foi criado por Guillaume Apollinaire no prólogo de Les mamelles de Tirésias , uma obra começada em 1903 e completada em 1917, menos de um anos antes da sua morte.[1] “Se não fora Appolinaire fardado”, escreveu Cocteau, “com a cabeça rapada, uma cicatriz na testa e uma ligadura `volta da cabeça, as mulheres ter-nos-iam arrancado os olhos com alfinetes”.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Cocteau

Yolanda Lederer Mohalyi (Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria [atual Cluj Napoca, Romênia] 1909 – São Paulo SP 1978). Pintora, desenhista. Na Hungria estuda pintura na Escola Livre de Nagygania e, em 1927, ingressa na Real Academia de Belas Artes de Budapeste. Em 1931, vem para o Brasil e fixa-se em São Paulo, onde leciona desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi (1935) e Giselda Leirner (1928). A partir de 1935, começa a freqüentar o ateliê de Lasar Segall (1891 – 1957), com quem identifica-se. Por volta de 1937, integra o Grupo 7, ao lado de Victor Brecheret (1894 – 1955)Antonio Gomide (1895 – 1967) e Elisabeth Nobiling (1902 – 1975), entre outros. Sua primeira exposição individual ocorre em 1945 no Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB/SP. Em 1951 realiza suas primeiras xilogravuras, com Hansen Bahia (1915 – 1978). Em 1958, recebe o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea. Entre as décadas de 1950 e 1960, executa em São Paulo vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado – Faap e murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, além de mosaicos para residências particulares. Mais tarde, executa também vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Entre 1960 e 1962, leciona no curso de desenho e plástica da Faap. É também nesse ano que a artista representa o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte, na Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Sir Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Em 1963, recebe o prêmio de melhor pintor nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo.

https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa8469/yolanda-mohalyi

 Yugo Mabe(Lins SP 1955)Pintor.

Forma-se em comunicação pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAM) em 1977, mas nunca exerce a profissão de publicitário. Filho do pintor Manabu Mabe (1924-1997), cuja família migra para o Brasil em 1935, para trabalhar nas lavouras de café do interior de São Paulo, fixando-se em Lins. Mantém contato com as artes desde muito cedo, frequentando exposições e convivendo com o trabalho de seu pai e de seus amigos Aldemir Martins (1922-2006), Arcangelo Ianelli (1922-2009), Tomie Ohtake (1913) e Tikashi Fukushima (1920-2001), entre outros. Começa a participar de mostras coletivas no início da década de 1970 e é premiado nos Salões Bunkyo, em 1972 e 1975, e Paulista de Belas Artes, em 1975 e 1982.

Fonte: Itaú Cultural

Filho de portugueses, Francisco Brilhante se formou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal, em 1920, em Porto Alegre, sua cidade natal. Seguiu para o Rio de Janeiro para completar seus estudos, na Escola de Belas Artes, custeando seus estudos e sustento através das pinturas que fazia nos jardins da Quinta da Boa Vista. Falecido em 1987, deixou um legado estimado em mais de 40 mil quadros, espalhados pelo país. Entre as inúmeras personalidades que retratou, constam nomes como Pinheiro Machado, Washington Luís, Borges de Medeiros, Getúlio Vargas, Ildo Meneghetti, Monteiro Lobato, Erico Verissimo, Mario Quintana, Pedro Weingartner e Athos Damasceno Ferreira.

Nas escadarias da Igreja do Rosário, em Porto Alegre, permaneceu durante 25 anos, utilizando, além da calçada, as dependências da casa paroquial, onde mantinha um ateliê para ministrar aulas. Os retratos que pintava na rua eram feitos, muitas vezes, com ausência de modelo, baseando-se apenas em uma pequena foto 3×4. Com estilo considerado ‘parisiense’, realizou incontáveis exposições na Capital e no Interior. Para a presidente da Associação Francisco Brilhante, Miriam Palazzo, o artista representa ‘uma imagem poética de Porto Alegre, meio perdida no tempo’. Na sua opinião, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs) deveria ter no seu acervo obras do precursor dos pintores de rua de Porto Alegre.

Volnei Cardoso Petiz (Pelotas, RS, 1941) Em 1959 ganhou bolsa de estudos e frequentou o atelier do pintor italiano Sandro manzini, em são Paulo, durante seis anos.Em 1962 viajou pela Colômbia e México. De volta ao sul, fixa-se em Porto Alegre a partir de 1968. Em 1973 viaja pelos Estados Unidos, realizando retratos. Trabalhou com escultura em porcelana, além da pintura a óleo. Uma temática constante em seu trabalho é a natureza morta.

Nelson Leirner (São Paulo, São Paulo, 1932 – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2020). Artista intermídia e professor universitário. Suas obras e ações se caracterizam pelo teor reflexivo e polemista. Alternando entre crítica política e social, remissões à arte e ao mercado e referências a divindades e animais, transforma objetos cotidianos em alegorias das situações que pretende destacar.

Filho da escultora Felícia Leirner (1904-1996) e do empresário Isaí Leirner (1903-1962), tem contato com a arte moderna desde a infância. Seus pais ajudam a fundar o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e convivem com boa parte da vanguarda brasileira. Essa proximidade, no entanto, não desperta de imediato o interesse de Leirner pela arte.

Reside nos Estados Unidos, entre 1947 e 1952, onde estuda engenharia têxtil no Lowell Technological Institute, em Massachusetts, mas não conclui o curso. Resolve tornar-se artista apenas na década de 1950, estimulado por trabalhos do pintor Paul Klee (1879-1940). Em 1956, passa a ter aulas de pintura com o artista catalão Joan Ponç (1927-1984), e, em 1958, frequenta, por curto período, o Atelier-Abstração, de Flexor (1907-1971). Não se entusiasma com os cursos. Suas telas se aproximam da abstração informal de pintores como Alberto Burri (1915-1955) e Antoni Tàpies (1923-2012).

Entre 1961 e 1964, continua com a pesquisa de materiais, mas com outra direção. Interessado nas poéticas dadaístas, produz seus quadros com objetos recolhidos na rua, gerando a série Apropriações. Em 1964, o artista abandona a pintura e passa a trabalhar com elementos prontos, fabricados industrialmente. Recolhe objetos de uso e desloca seu sentido, como em Que Horas São D. Candida (1964). Seus trabalhos estão entre a escultura e o objeto.

A participação do espectador é incorporada a obras como Você Faz Parte I e  II, (1966). Nesse ano, funda o Grupo Rex, com os artistas Wesley Duke Lee (1931-2010)Geraldo de Barros (1923-1998)Carlos Fajardo (1941)José Resende (1945) e Frederico Nasser (1945). O coletivo promove happenings e publica o jornal Rex Time. O grupo se volta a problemas como as relações da arte com o mercado, as instituições e o público, sendo tudo isso abordado com base nas linguagens radicais dos anos 1960.

Em 1967, monta a exposição Da Produção em Massa de uma Pintura. Mostra a série Homenagem a Fontana, uma das primeiras séries de múltiplos do país. As “pinturas” são produzidas industrialmente, feitas de zíperes e tecidos, objetos que tradicionalmente não têm propriedades artísticas. No mesmo ano, envia seu Porco Empalhado (1966) para o 4º Salão de Arte Moderna de Brasília. O júri aceita o trabalho. Leirner questiona o resultado e solicita publicamente, pelo Jornal da Tarde, uma manifestação explícita dos critérios de admissão da mostra, criando uma polêmica com críticos como Mário Pedrosa (1900-1981) e Frederico Morais (1936), que fica conhecida como “happening da crítica”. Ainda em 1967, realiza a Exposição-Não-Exposição, happening de encerramento das atividades do Grupo Rex, em que oferece obras de sua autoria gratuitamente ao público.

Realiza seus primeiros múltiplos, com lona e zíper sobre chassi. É também um dos pioneiros no uso do outdoor como suporte. Por motivos políticos, fecha sua sala especial na 10ª Bienal Internacional de São Paulo de 1969, e recusa convite para outra em 1971.

A partir da década de 1970, o teor questionador do trabalho migra da ação direta para um sentido alegórico, que muitas vezes envolve o erotismo. O happening tem menos presença que o desenho e a instalação. Nessa época, Leirner se dedica a outras linguagens, como o design, os múltiplos e o cinema experimental, e cria grandes alegorias da situação política contemporânea em séries de desenhos e gravuras. Em 1974, expõe a série A Rebelião dos Animais, com trabalhos que criticam duramente o regime militar, pela qual recebe da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) o prêmio melhor proposta do ano.

Em 1975, a APCA encomenda-lhe um trabalho para entregar aos premiados, mas a Associação recusa-o por ser feito em xerox. Por isso, como protesto, os artistas não comparecem ao evento. De 1977 a 1997, leciona na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo, onde tem grande relevância na formação de várias gerações de artistas.

A presença de elementos da cultura popular brasileira, marcante desde os anos 1960, cresce a partir da década de 1980. Em 1985, realiza a instalação O Grande Combate, em que utiliza imagens de santos, divindades afro-brasileiras, bonecos infantis e réplicas de animais. Pretende converter em arte o que é considerado banal.

Muda-se para o Rio de Janeiro em 1997, e coordena o curso básico da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage). A partir dos anos 2000, seu trabalho se apropria de imagens artísticas banalizadas pela sociedade de consumo. De maneira bem-humorada, lida com as reproduções da Gioconda [Mona Lisa] (1503/1506), de Leonardo da Vinci (1452-1519), e a Fonte (1917), de Marcel Duchamp (1887-1968), como tema artístico. Com a mesma ironia, o artista replica sobre couro de boi imagens da tradição concreta brasileira, na série Construtivismo Rural.

Com uma carreira profícua, de obras heterogêneas e de teor crítico e reflexivo, Leirner torna-se, enquanto produtor e educador artístico, uma figura importante para o desenvolvimento da arte moderna no Brasil.

Gustavo Nakle. Escultor. Montevidéu, Uruguai, 1951. Estudou na Escola de Belas Artes de Montevidéu. Reside em Porto Alegre desde 1970. Criou, em 1974, juntamente com Elizabeth Nunez, Wilson Cavalcante e Maria Tomaselli, o Mercadão da Arte. Após experiências em técnicas como desenho, histórias em quadrinhos e desenho publicitário, retoma à escultura em 1983. Dois anos depois figura no livro Artistas da cerâmica brasileira, de Jacob Klintowitz. Pesquisa materiais como resina, bronze, tinta automotiva, acrílica e cerâmica. Desenvolve um trabalho irreverente, que mereceu comentário de Angel Kalemberg, durante a XIX Bienal Internacional de São Paulo, em 1987, a propósito da obra Juízo, purgatório e paraíso dos farofeiros: Nakle fusiona o homem com o animal, ou o contorna ou superpõe. Zoomorfisa parte do humano; cabeça ou membros. Mas esses monstros expressam as fantasmagorias de seu autor, liberam suas repressões que, de alguma maneira, são as de nossa sociedade; do mesmo modo como os bestiários medievais veiculizavam os medos e os sistemas místico-religiosos daquela época. Realizou individuais em importantes e consagrados espaços no exterior como o Stedelijk Museum, em Amsterdã, Holanda. Em 1989 foi artista convidado da III Bienal de Cuba. Expôs no Uruguai, Argentina e Chile. Vive e trabalha em Porto Alegre. Realizou individuais na Cezar Prestes Arte e Espaço Cultural NET, ambas em Porto Alegre, 1996, sob o título geral de Torre de Babel, com apresentação de Angélica Moraes: Nakle faz refletir sobre os rumos do chamado processo civilizatório. O artista é o demiurgo de uma babel movida por uma ironia humanista, que aponta o ridículo para sonhar o sublime. Possui obras no acervo do Museu Blanes, Montevidéu, Uruguai.

Fonte: Dicionário de Artes Plásticas no Rio Grande do Sul / Renato Rosa e Décio Presser – Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1997

Maurício Nogueira Lima (Recife, Pernambuco, 1930 – Campinas, São Paulo, 1999). Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor. Transita entre a pintura e a comunicação visual, construindo trabalhos a partir da abstração geométrica, da experimentação das cores, e das imagens que percorrem os meios de comunicação de massa.

Tuneu, Antonio Carlos Rodrigues. (08.01.1948, São Paulo, SP)Desenhista, Gravador, Pintor, professor de artes plásticas entre 1960 e 1966, estuda com Tarsila do Amaral e recebe influência de Wesley Duke Lee. Em 1966, realiza a primeira mostra individual no João Sebastião Bar, em São Paulo. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Salão de Arte Contemporânea de Campinas, várias edições entre 1966 e 1974 (Prêmio Viagem à Europa, 1970 e Prêmio Aquisição, 1974); XVI e XVII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, 1967/1968; Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1967 e 1975 (Prêmio Aquisição Itamarati , 1971 e 1975); Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP, São Paulo, várias edições entre 1971 e 1989; III e VI Salão Paulista de Arte Contemporânea, no Masp, São Paulo, 1971/1975; Arte na Rua 2, São Paulo, 1984; OFF Bienal, no MuBE, São Paulo, 1996.

Lia Mascarenhas Menna Barreto (Rio de Janeiro RJ 1959). Artista plástica. Entre 1975 e 1978, cursa artes e desenho no Ateliê Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Estuda pintura com Luiz Paulo Baravelli (1942) e desenho com Rubens Gerchman (1942 – 2008), em 1984. No ano seguinte forma-se bacharel em desenho pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e realiza exposição individual no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), em Porto Alegre.  Participa do 10º Salão Nacional de Artes Plásticas, em 1988, na Fundação Nacional de Arte (Funarte), no Rio de Janeiro, no qual é contemplada com o prêmio aquisição. Entre 1993 e 1994, vive em São Francisco, nos Estados Unidos, e estuda na Stanford University com bolsa concedida pelo programa International Fellowship in the Visual Arts, da America Arts Alliance. Em 1997, expõe trabalhos na 6ª Bienal de Havana, na Bienal de Los Angeles e na 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, em Porto Alegre, da qual volta a participar, em 2003, em sua 4ª edição.

Nara Amélia Melo da Silva(Três Passos, RS, 1982) Gravadora

Glaé Eva Macalós nasceu em Soledade no ano de 1941. Graduada em Artes (escultura) pela UFRGS, em 1966. Licenciada em Desenho pela Faculdade de Filosofia da UFRGS, em 1969. Bacharel em Arquitetura e Urbanismo, pela FALPA, em 1980. Cursou Gravura em Metal com Wilson Cavalcante, de 1992 à 1994; Litografia no Atelier Livre com Danúbio Gonçalves, de 1986 à 1996. Premiada em vários eventos, recebeu medalha de ouro no Salão de Artes de Novo Hamburgo(1995); 2º lugar em Gravura no Salão Fundarte de Desenho e Gravura de Montenegro; Prêmio Aquisição de Gravura no 5º CONARTE; menção honrosa em Gravura, no 5º Salão de Artes Plásticas em Avaré, SP.
Também participou de vários salões, entre eles, o “Second International Graphic Triennial – Bitola 97”, na Macedônia; Salão de Arte Contemporânea de Jacareí, “SAJA 97” Jacareí (SP), 5º Salão de Arte Cidade de Itajaí, Itajaí (SC) em 1997; 16º Miniprint Internacional de Cadaqués 96, Barcelona. Conta com várias coletivas nacionais e internacionais. Já realizou 3 exposições individuais.
Atualmente freqüenta o Centro Gráfico do Museu do Trabalho.

Gastão Formenti (Guaratinguetá24 de junho de 1894 — Rio de Janeiro28 de maio de 1974) foi um pintordesenhistamosaicistavitralista e cantor brasileiro.

Filho do italiano Cesare Formentipintordecorador e cantor lírico amador, e irmão da escultora Sara Formenti.

Em 1895, sua família se transferiu para São Paulo. Fez o primário na Escola Filorette Fondacari, em São Paulo, e o secundário no Ginásio São Bento, no Rio de Janeiro. Aos nove anos, começou a estudar pintura com o pai e com Pedro Strina. Em 1910, transferindo-se com a família para o Rio de Janeiro, passou a trabalhar com o pai em pintura e, a 25 de fevereiro de 1920, casou-se com Otília de Oliveira.

Vitrais de Gastão Formenti encontram-se na Igreja de São Domingos, em Niterói, no hall do Edifício Orania, em Copacabana, em mausoléus do Cemitério da Penitência, no Caju[1], no Hospital dos Lázaros de São Cristóvão[2] e na cúpula de vitral do Palácio Tiradentes.[3]

Flávio Scholles (1950, Morro Reuter – RS)

Em 1973 obbtém a licenciatura em desenho plástico pela PUC de Campinas, SP, tendo iniciado os estudos de arte na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O tema central de sua pintura é a colonização alemã. Funda e idealiza o movimento de Arte Casa Velha em Novo Hamburgo(1977), que tem como objetivo radicar o artista em seu lugar de origem. Cria o monumento ao sapateiro em Novo Hamburgo. Realizou mosaicos e paineis para igrejas como Vila Scharlau, São Leopoldo, RS, a Via Sacra da Igreja de Três Cachoeiras e Terra de Areia, RS, em 1980/81. Na década de 1980 realiza diversas exposições, entre elas: Coletiva do Kraft – Escritório de Arte – Porto Alegre, RS; Coletiva na Galeria de Arte Contemporânea – Novo Hamburgo, RS: 9° Salão Nacional de Arte (FUNART – Região Sul); Museu de Arte do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS; Coletiva na Galeria Gestual – São Leopoldo, RS; 49° Salão de Artes Plásticas do Paraná – Curitiba, PR, Trabalho coletivo apresentado pelo grupo Valão e Coletiva na Galeria André – São Paulo, SP, Junto a seis artistas gaúchos, liderados por Carlos Scliar. Em 1995 realiza individuais na Alemanha: Kunstgallerie St. Wendeler Volsksbank e G. St. Wendeler Saarland.

Fernando Pascual Odriozola (Oviedo, Espanha 1921 – São Paulo SP 1986). Pintor, desenhista, gravador. Começa a pintar em 1936. Vem para o Brasil em 1953, e fixa residência em São Paulo. No ano seguinte, realiza sua primeira exposição individual, na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) dedica-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, leciona no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e colabora como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integra, com Wesley Duke Lee (1931 – 2010)Yo Yoshitome (1925) e Bin Kondo (1937), o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Na 8ª Bienal Internacional de São Paulo, de 1965, recebe o prêmio de melhor desenhista nacional, que lhe proporciona uma sala especial na edição seguinte do evento. No ano de seu falecimento, 1986, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realiza uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem.

Fernando Martins (Rio Tinto, Portugal, 1911 – Teresópolis, Rio de Janeiro, 1965). Pintor, desenhista, caricaturista, modelador e jornalista. Emigra com a família para o Brasil em 1921, fixando residência no Rio de Janeiro. Nessa cidade, sete anos depois, estuda no Liceu Literário Português, onde começa a interessar-se por desenho. Nos anos seguintes, aprende modelagem com Modestino Kanto(1889-1967) no Liceu de Artes e Ofícios, inicia-se em pintura com Armando Vianna (1897-1992) e integra o Núcleo Bernardelli. Realiza, em 1949, cinco painéis decorativos para o Palácio da Reta, em Teresópolis, onde funda a Academia Cultural e Artística, lecionando desenho e pintura, além de organizar o Salão de Belas Artes local

(mais…)

Paloma Picasso, Pássaros, 1972, desenho giz pastel, 22 x 30 cm

Paloma Picasso (19 de abril de 1949) é uma Fashion Designer francesa/espanhola, mais conhecida pela sua assinatura em joias e perfumes. Nascida em 19 de abril de 1949 em Vallauris, França, Paloma é a filha caçula de Pablo Picasso e de Françoise Gilot.

Rodolfo Amoedo (Salvador11 de dezembro de 1857 — Rio de Janeiro31 de maio de 1941) foi um pintordesenhistaprofessor e decorador brasileiro. Era professor na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro e foi considerado um ótimo conhecedor das técnicas artísticas. Ao começar a lecionar, sempre dava grande importância ao método de aprendizado no momento que ensinava seus alunos. Acreditava que o mais significativo não era criar especialistas e sua maior pretensão era que todos aqueles que passassem por suas mãos se tornassem grandes entendedores de arte.[1]

Tinha uma personalidade forte, a ponto de se envolver em diversas brigas. Visto por muitos críticos como um dos pintores que inovou o conceito do que era pintura durante o fim do Brasil Imperial, foi denominado com o atualizador das obras acadêmicas do final do século XIX e começo do século XX.[2] Ao morrer, suas pinturas foram doadas para o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro.[3]

Paul Gustave Doré (Estrasburgo6 de janeiro de 1832 — Paris23 de janeiro de 1883) foi um pintor, desenhista e o mais produtivo e bem-sucedido ilustrador francês de livros de meados do século XIX. Seu estilo se caracteriza pela inclinação para a fantasia, mas também produziu trabalhos mais sóbrios, como os notáveis estudos sobre as áreas pobres de Londres, realizados entre 1869 e 1871.

Em 1854 o editor Joseph Bry publica uma edição das obras de Rabelais, contendo uma centena de gravuras feitas por Doré. Entre 1861 a 68 realiza a ilustração dA Divina Comédia, de Dante Alighieri

Com aproximadamente 25 anos, começou a trabalhar nas ilustrações de O Inferno de Dante. Em 1868, Doré terminou as ilustrações de O Purgatório e de O Paraíso, e publicou uma segunda parte incluindo todas as ilustrações de A Divina Comédia. Gustave Doré foi um marco na arte da ilustração, influenciando os ilustradores que o sucederam.

Sua paixão eram mesmo as obras literárias. Ilustrou mais de cento e vinte obras, como os Contos jocosos, de Honoré de Balzac (1855); Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes (1863); O Paraíso Perdido, de MiltonGargântua e Pantagruel, de Rabelais; O Corvo, de Edgar Allan Poe; a BíbliaA Balada do Velho Marinheiro, de Samuel Taylor ColeridgeContos de fadas de Charles Perrault, como Chapeuzinho VermelhoO Gato de BotasA Bela Adormecida e Cinderela, entre outras obras–primas. Ilustrou também alguns trabalhos do poeta inglês Lorde Byron, como As Trevas e Manfredo.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Gustave_Dor%C3%A9

Adelson Filadelfo do Prado (Vitória da Conquista/BA, 1944)

Pintor e desenhista. Autodidata, começa a desenhar aos treze anos, copiando imagens religiosas e igrejas da sua cidade. Realiza, em 1960, a 1ª Convenção dos Artistas Locais e inaugura o painel da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, em Vitória da Conquista. Em 1977, inaugura o painel do Salão Nobre da Tribuna de Honra do Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Adelson Prado explora a brasilidade não-folclórica com suas Madonas, imagens de São Francisco, casarios e santos barrocos em explosões coloridas e de alta densidade cromática. Isso o levou a ficar conhecido como “o artista das cores”. A originalidade das obras foi reconhecida por Jorge Amado ainda no começo da carreira de Prado, quando, em 1962, problemas financeiros o levaram a trabalhar na cozinha do Grande Hotel de Salvador, onde escritor costumava se reunir com outros artistas. Suas referências passam por Raimundo de Oliveira, Djanira e Di Cavalcanti.

Fonte: Itaú Cultural.

Gonçalo Ivo (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1958). Artista plástico, arquiteto. Filho do jornalista e poeta Lêdo Ivo (1924-2012) e da professora Maria Leda Sarmento de Medeiros Ivo (1923-2004), é influenciado pela circulação dos pais em ambientes culturais. Além de conhecer escritores, frequenta desde criança ateliês de artistas plásticos, como Iberê Camargo (1914-1994). Adolescente, matricula-se em aulas de pintura e de desenho no Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro (MAM/RJ). As aulas são ministradas pelos artistas Aluísio Carvão (1920-2001) e Campos Mello (1932), que lhe apresentam o que há de mais notável na produção corrente nas artes visuais.

Em 1983, forma-se em arquitetura e urbanismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e, durante a década de 1980, trabalha como ilustrador e designer gráfico para editoras em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 1986, leciona pintura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ) como professor visitante. Estabelece ateliê no bairro de Santa Teresa e também em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro, onde reside. Participa de mostras coletivas e Salões de Artes, e integra, em julho de 1984, a exposição Como Vai Você, Geração 80?, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, com outros 123 artistas.

https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9949/goncalo-ivo

Nascida em Saint-Hubert, França, a artista plástica naturalizada brasileira Yvonne Visconti Cavalleiro (1901-1965) frequentou a Escola Politécnica do Rio de Janeiro de 1935 a 1937, onde se especializou em arte decorativa. Começou a pintar com o pai, Eliseu Visconti, e foi aluna de André Lhote. Executou painéis no palácio do antigo Conselho Municipal do Rio de Janeiro e, com seu marido, Henrique Cavalleiro, executou painéis da creche IPASE, também na capital fluminense. Participou do Salão Nacional de Belas Artes de 1924 a 1960, e suas obras fizeram parte de diversas exposições póstumas em salões, galerias e museus. Algumas de suas produções estão no acervo do Museu de Arte do Rio de Janeiro.

Mira Schendel, Tornado, Desenho a grafite – 44 cm x 20 cm

Myrrha Dagmar Dub (Zurique, Suíça, 1919 – São Paulo, São Paulo, 1988). Desenhista, pintora, escultora. Muda-se para Milão, Itália, na década de 1930, onde estuda arte e filosofia. Abandona os estudos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Estabelece-se em Roma em 1946, e, em 1949, obtém permissão para mudar-se para o Brasil. Fixa residência em Porto Alegre, onde trabalha com design gráfico, faz pintura, escultura de cerâmica, poemas e restauro de imagens barrocas, assinando com seu nome de casada Mirra Hargesheimer. Sua participação na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, permite contato com experiências internacionais e a inserção na cena nacional. Dois anos depois muda-se para São Paulo e adota o sobrenome Schendel.

Na década de 1960 realiza desenhos em papel de arroz. Em 1966, cria a série Droguinhas, elaborada com papel de arroz retorcido e trançado, que é apresentada em Londres, na Galeria Signals, por indicação do crítico de arte Guy Brett (1942). Nesse ano, passa por Milão, Veneza, Lisboa e Sttutgart. Conhece o filósofo e semiólogo Max Bense (1910 – 1990), que contribui para a realização de sua exposição em Nurembergue, Alemanha, e é autor do texto do catálogo. Em 1968 começa a produzir obras utilizando o acrílico, como Objetos Gráficos e Toquinhos. Entre 1970 e 1971, realiza um conjunto de 150 cadernos, desdobrados em várias séries.

Na década de 1980, produz as têmperas brancas e negras, os Sarrafos e inicia uma série de quadros com pó de tijolo. Após sua morte, muitas exposições apresentam sua obra dentro e fora do Brasil e, em 1994, a 22ª Bienal Internacional de São Paulo lhe dedica uma sala especial. Em 1997, o marchand Paulo Figueiredo doa grande número de obras da artista ao Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP).

Fonte: Itaú Cultural.

Acesso: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa2450/mira-schendel

Vittorio Brecheret (Farnese, Itália, 1894 – São Paulo, Brasil, 1955). Escultor. O artista é um dos precursores do movimento modernista brasileiro nas artes. Sua obra é marcada pela busca incessante de diferentes técnicas da escultura, do mármore à terracota, e de temas relevantes da cultura nacional.

Inicia sua formação artística em 1912, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo (Laosp), onde estuda desenho, modelagem e entalhe em madeira. Em 1913, viaja para Roma e torna-se discípulo de Arturo Dazzi (1881-1966), escultor italiano que se destaca pelo gosto por figuras monumentais elaboradas com grande síntese formal. Em Roma, estuda atentamente as obras de Auguste Rodin (1840-1917), considerado o precursor da escultura moderna, e se aproxima de seu naturalismo. Conhece também o escultor croata Ivan Mestrovic (1883-1962), cuja linguagem dramática e heroica fascina Brecheret e o influencia. Ainda na Itália, participa de algumas mostras coletivas e recebe destaques da crítica.

Quando retorna a São Paulo, em 1919, já é um escultor com amplo domínio técnico. Improvisa um ateliê em espaço cedido pelo engenheiro Ramos de Azevedo (1851-1928) no Palácio das Indústrias. É descoberto por modernistas como Di Cavalcanti (1897-1976), Mário de Andrade (1893-1945) e Oswald de Andrade (1890-1954), que passam a divulgar sua obra. 

São de 1919 as esculturas Ídolo e Eva, que apresentam um tratamento naturalista da anatomia e uma contida dramaticidade, expressa por meio de torções do corpo e de volumes trabalhados em luz e sombras acentuadas. Mário de Andrade denomina esse período da obra de Brecheret (em oposição à época posterior, em Paris) de fase de sombras, na qual estas sempre se valorizam mais do que a luz. Em 1920 o escultor realiza a maquete para o Monumento às Bandeiras, no qual evoca a saga dos bandeirantes na conquista de novas terras. No ano seguinte, recebe bolsa de estudo do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo e viaja para Paris. 

Embora ausente, participa da Semana de Arte Moderna de 1922 com 12 esculturas de diferentes dimensões e materiais. Entre as peças está a famosa Cabeça de Cristo (nº 7), mais conhecida como Cristo de Trancinhas, obra em bronze polido de uma cabeça com expressão funérea e a boca semiaberta, emoldurada por duas tranças. De acordo com Daisy Peccinini, a escultura, que pertence a Mário de Andrade, causa polêmica na época e inspira este autor na escrita de Paulicéia Desvairada (1922).

Em Paris, Brecheret busca fundir três fontes de maneira pessoal: a ênfase ao volume geométrico da escultura cubista, o tratamento sintético da forma dado pelo escultor romeno Constantin Brancusi (1876-1957) e a estilização elegante do art déco. A convergência dessas matrizes pode ser percebida em Tocadora de Guitarra (1923). Nessa fase, o escultor reduz a dramaticidade vista em suas obras anteriores, produzindo formas simplificadas e de forte cunho ornamental. 

A escultura Mise au Tombeau [O Sepultamento], de 1923 – no Cemitério da Consolação, em São Paulo – é uma das obras de maior destaque de seu período francês. Organizada em formas lineares, tem uma suavidade melódica, e o tema é tratado com muita simplificação formal, evocando um clima de grande serenidade.

Em 1936, depois de tantos anos alternando sua estada entre França e Brasil, Victor Brecheret fixa-se em São Paulo, onde recebe encomendas de esculturas públicas e também de trabalhos com temas religiosos. Retoma o projeto do Monumento às Bandeiras, concluído apenas em 1953. A obra se destaca pelas figuras elaboradas com grande síntese formal, pela preocupação com os volumes e pela simplificação dos detalhes e linhas estilizadas. O monumento consegue resumir o apelo narrativo e alegórico do tema: em sua composição convergem uma forte marcação horizontal e um movimento de arrasto que culmina na figura da Glória, que enfeixa heroicamente todo o grupo escultórico. O tratamento da superfície é mais áspero, se comparado ao de obras anteriores, enfatizando a matéria. 

A partir da década de 1940, o artista se aproxima dos temas ligados à cultura indígena, em esculturas realizadas em bronze ou terracota. Nessa fase, em que alcança o ponto alto de sua carreira, também trabalha com pedras de formas circulares, nas quais interfere realizando suaves incisões, como nas obras Luta da Onça ou Índia e o Peixe (1947/1948). Nestas, evoca o caráter sagrado ou mágico das pedras e retoma, assim, de maneira muito pessoal, formas e arquétipos indígenas, ainda que se aproxime da escultura do inglês Henry Moore (1898-1986) e do alemão Hans Arp (1886-1966). Em trabalhos como Luta dos Índios Kalapalos (1951) produz formas nas quais dialoga com a abstração. Em Índio e Suassuapara (1951), o artista parte de dois volumes que se aglutinam e trabalha superfícies vazias ou cheias, nas quais se inserem incisões. 

Variando entre a intensa dramaticidade de corpos e rostos e a simplicidade das formas, Victor Brecheret contribui para a constituição de uma arte autenticamente brasileira, ainda que com influências externas importantes. Sua obra vasta e diversificada tecnicamente revela uma história nacional, cuja identidade poética se traduz em um caráter de síntese formal e requintada simplicidade.

Fonte: Itaú Cultural.

Acesso: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa1634/victor-brecheret

Regina Silveira, Sem título, Técnica mista, 1963 – 46 cm x 33 cm

Regina Scalzilli Silveira (Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 1939). Artista multimídia, gravadora, pintora e professora. Com diferentes linguagens, sua obra explora temas que passam pela composição da imagem, pela reinvenção da representação, pelo poder e pela política.

Gradua-se, em 1959, em pintura no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IA/UFRGS), onde é aluna dos pintores Aldo Locatelli (1915-1962) e Ado Malagoli (1906-1994). No início dos anos 1960, tem aulas de gravura com o austríaco Francisco Stockinger (1919-2009) e com Marcelo Grassmann (1925-2013), no Ateliê Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre.

Tem aulas de pintura com Iberê Camargo (1914-1994), artista que exerce forte influência na poética de Silveira. Com ele, absorve a maneira de encarar a técnica como um meio e não um fim, e aprende a duvidar dos códigos de representação preestabelecidos e cristalizados.

No fim da década de 1960 e começo de 1970, produz esculturas e serigrafias ainda de forte tradição geométrico-construtiva. Inicia trabalhos com malhas geométricas e perspectivas, como Labirintos (1971). Na série de serigrafias Middle Class & Co (1971-1972), trata da questão da dilaceração do indivíduo na sociedade contemporânea, intervindo sobre fotografias com recortes, diagramações e reticulações. A apropriação de imagens fotográficas torna-se constante na obra da artista, que lhe acrescenta uma dimensão semântica.

Em 1967, estuda na Faculdade de Filosofia e Letras de Madri como bolsista do Instituto de Cultura Hispânica. Em 1969, é convidada a ministrar cursos na Faculdade de Artes e Ciências da Universidade de Porto Rico. Em 1973, volta ao Brasil e coordena o setor de gravura da Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), onde permanece até 1985.

Em 1974, passa a lecionar na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Na mesma instituição, defende dissertação de mestrado em 1980 e obtém o título de doutora em 1984. Como docente, tem importante papel na formação de vários artistas das novas gerações, como Ana Maria Tavares (1958), Rafael França (1957-1991), Mônica Nador (1955) e Iran do Espírito Santo (1963). 

Em 1981 e 1983, participa como artista convidada da Bienal de São Paulo. Nessa década, começa a explorar questões relativas à representação visual. Na série Anamorfas (1980), interessa-se pela subversão dos sistemas de perspectiva. Fotografias de objetos cotidianos são redesenhadas com o intuito de obter compressões, dilatações e dobras.

No fim dos anos 1980, inclui discussões políticas em suas obras, como a abordagem do papel social da mulher em Carrinho de Chá (1986) e as reflexões sobre o poder em Monudentro (1987). A vertente social segue na produção da década seguinte, sobretudo em Encuentro (1991) e The Saint’s Paradox (1994).

De 1991 a 1994, vive em Nova York, com bolsas de estudo concedidas pela John Simon Guggenheim Foundation (1991), pela Pollock-Krasner Foundation (1993) e pela Fulbright Foundation (1994). Em 1995, recebe bolsa de artista residente da Civitella Ranieri Foundation e, em 1998, é novamente artista convidada da Bienal de São Paulo. 

Ainda nos anos 1990, começa a intervir no espaço com a aplicação de silhuetas sombreadas, em tinta ou látex, sobre paredes ou pisos. Algumas obras apresentam ampla relação com a arquitetura, como Vértice (1994) ou Escada Inexplicável II (1999), nas quais oferece ao espectador a ilusão de profundidade.

Regina Silveira tem um importante papel na formação de artistas contemporâneos e um trabalho que perpassa várias linguagens das artes visuais e explora questões próprias da representação imagética e temas sociais e políticos.

Fonte: Itaú Cultural.

Acesso: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa8084/regina-silveira

Geoff Rees Nascido em Nelson,1930, formou-se na Escola de Arte de Vancouver. Lecionou na Emily Carr Universidade de Arte e Design. Se tornou uma figura icônica na comunidade de pintura de Vancouver, tendo recebido diversos prêmios de arte no Canadá e Internacionalmente. Se tornou professor da antiga  Escola de Arte de Vancouver durante 35 anos, onde havia também sido estudante. Durante seu tempo como professor seu trabalho teve grande impacto nos seus alunos e colegas. Seus trabalhos foram apresentados e representados pela Galeria Mowat Buschlen. Suas obras expressam sua linguagem pessoal. Rees cria o espaço e presença em suas ousadas pinturas abstratas. Procura através da pintura transmitir a exuberância do gesto, que para o artista, só se consegue através da disciplina magistral. O artista tem profunda afeição pelo desenho fascínio pela caligrafia. Seus trabalhos possuem influencia da escrita japonesa, que foi estudada pelo artista com muito interesse por sua particularidade. Realizou exposição de desenhos na Inglaterra e na Déc. 60, passa o ano viajando pelo mundo, cuja experiência incorpora ao seu trabalho. Vive e trabalha no Canadá.

Flávio Shiró Tanaka nasceu em 1928, em Sapporo, na ilha setentrional de Hokkaido, no Japão. O pintor, desenhista, gravador e cenógrafo possui um estilo chamado de realismo lírico não figurativo, onde pode-se notar a presença da natureza brasileira, através da vegetação, fauna e o objeto humano. Reside em São Paulo a partir de 1940. Estuda na Escola Profissional Getúlio Vargas, onde conhece Octávio Araújo (1926-2015)Marcelo Grassmann (1925-2013) e Luiz Sacilotto (1924-2003). Por volta de 1943 tem contato com Alfredo Volpi (1896-1988) e Francisco Rebolo (1902-1980) integrantes do Grupo Santa Helena. Em 1947, integra o Grupo Seibi. No ano seguinte, trabalha na molduraria do pintor Tadashi Kaminagai (1899-1982). Com bolsa de estudo, viaja a Paris, onde permanece de 1953 a 1983. Estuda mosaico com Gino Severini (1883-1966)gravura em metal com Johnny Friedlaender (1912-1992) e litografia na École National Supérieure des Beaux-Arts [Escola Nacional Superior de Belas Artes]; e freqüenta o ateliê de Sugai e Tabuchi. Na década de 1960, participa do movimento artístico brasileiro e integra o Grupo Austral (Movimento Phases) de São Paulo. Dedica-se à abstração informal, desde a década de 1950. A partir dos anos 1970, suas telas apresentam sugestões de figuras, por vezes seres fantásticos ou monstruosos. Em 1990, é publicado o livro Flávio-Shiró, pela editora Salamandra. A exposição Trajetória: 50 Anos de Pintura de Flavio-Shiró é apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) e no Hara Museum of Contemporary Art, em Tóquio, em 1993, e no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), em 1994.

Fernando de Szyslo, El Canto de la Tierra, serigrafia P.A.  1992, Edição Eco Arte, 98 x 70 cm

Fernando de Szyszlo Valdelomar (1925, Lima – 2017, San Isidro, San Isidro, Peru) foi um pintor, escultor, gravador e professor peruano, uma figura-chave no avanço da arte abstrata na América Latina desde meados da década de 1950 e um dos principais artistas plásticos do Peru. Participou da Bienal Internacional de São Paulo, na qual conquista Menção Honrosa por duas vezes, em 1957 e 1959.

Daniel Senise (Rio de Janeiro/RJ, 1955)

Pintor e gravador brasileiro, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Formou-se em Engenharia Civil em 1980 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e estudou Arte na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV) de 1981 a 1983. Entre 1985 e 1996, lecionou pintura na EAV. Daniel Senise é um dos representantes da chamada Geração 80, marcada pelo processo de retomada da pintura no Brasil. Desde o final da década de 1990, sua prática artística consiste no que pode ser descrito como “construção de imagens”. O processo começa com a impressão de superfícies – como pisos de madeira ou paredes de concreto – sobre tecidos, à maneira de monotipias. Esse material serve de base para suas obras, seja como área a ser trabalhada ou como fragmento a ser colado sobre outra imagem, frequentemente, fotográfica.

No início da carreira, Senise produz obras com paisagens povoadas por formas volumosas, que ocupam a quase totalidade da tela. Esses objetos impõem-se como presenças monumentais, mas são vazios de conotações temáticas. Como observa o crítico Fernando Cocchiarale, a pintura de Senise caracteriza-se pela ambigüidade – o artista revela e oculta, ao mesmo tempo, imagens de objetos que se aproximam daqueles cotidianos, mas não podem ser facilmente identificados. A dramaticidade de suas obras iniciais é determinada pela forma como ele articula as imagens com um tratamento volumétrico vigoroso e uma gama cromática soturna, como ocorre em Coração ou em Sax (ambas de 1985).

A partir da metade da década de 1980, a figura não é mais tão determinante em suas telas e o uso da cor diversifica-se. O artista passa a adicionar registros da impressão de elementos extrínsecos a sua obra. Em muitos trabalhos, prepara a tela com pigmentos e a estende, ainda úmida, sobre o piso do ateliê. Ao ser descolada do chão, ela retém na superfície a marca, como uma impressão, das rugosidades do piso, incorporando também resquícios de telas anteriores. O quadro é então retrabalhado.

Senise produz um repertório de imagens que parecem desgastadas pela ação do tempo. A partir de 1989, o artista passa a adotar, entre outros procedimentos, o uso de pregos de ferro, que deixam nas telas as marcas da oxidação. No quadro São Sebastião (1991), a corda crivada de pregos é empregada como símbolo do santo, trespassado de flechas. Em outras obras, emprega tintas prateadas, industriais, porque evocam uma memória distante e a sensação da imagem fotográfica.

A paisagem e a perspectiva são também temas para o artista, em obras como Altivez na Velocidade (1997), um díptico no qual insere objetos de madeira sobre a tela, que comentam a perspectiva da paisagem, inspirada no quadro A Avenida, Middelharnis, do pintor holandês Hobbema (1638-1709).

As pinturas de Senise estabelecem, portanto, uma relação direta com a história da arte, com o universo das imagens e a maneira como este é percebido. Incorporando à tela a rugosidade do piso, objetos de uso cotidiano, pó de ferro, objetos de chumbo ou tecidos como voile, algumas obras apresentam superfícies densamente trabalhadas enquanto outras possuem camadas de tinta quase etéreas. Para a crítica inglesa Dawn Ades, sua pintura pode ser compreendida em termos de equilíbrio e peso, e de presença e ausência de objetos. Suas imagens abrem-se a um vasto campo de experiências e evocações materiais e poéticas.
Em sua prática atual, destaca o equilíbrio e peso do espaço, em pinturas que retratam a presença e a ausência de objetos cotidianos. Com frequência, suas telas incorporam as texturas do solo, pó de ferro, objetos de chumbo e tecido. Alguns de seus trabalhos apresentam superfícies densamente trabalhadas; outros, camadas muito finas de tinta. Participou de diversas bienais, incluindo as edições de 1985, 1989, 1998 e 2010 da Bienal de São Paulo, a Bienal de Havana em 1986 e a Bienal de Veneza em 1990.

Fonte: Itaú Cultural.

David Manzur Londoño (nascido em 14 de dezembro de 1929) é um pintor colombiano. Seus temas incluem naturezas-mortas, cavaleiros montados e santos. [1]

Manzur nasceu em Neira, Caldas , Colômbia. Seu pai, Salomón Manzur, era um empresário libanês ; sua mãe, Cecilia Londoño Botero, era colombiana. [2] Passou a infância e adolescência em Bata, Guiné Equatorial , nas Ilhas Canárias e em Sevilha , vivendo a Guerra Civil Espanhola e a Segunda Guerra Mundial na África e na Europa. [3]Catálogo David Manzur – Museu Nacional da Colômbia

Após retornar à Colômbia em 1947, estabeleceu-se em Bogotá, onde começou a estudar arte, música e atuação. Ele teve uma breve carreira teatral. [3] Ele estudou arte na Escola de Belas Artes de Bogotá e na Art Students League e Pratt Institute em Nova York, e recebeu duas bolsas Guggenheim consecutivas carece de fontes ] e uma bolsa da Organização dos Estados Americanos . [3]

Nos Estados Unidos, foi assistente de Naum Gabo , o escultor construtivista russo e pioneiro do cinetismo . [4]

Ao retornar à Colômbia, fundou uma oficina de arte que existia há mais de 20 anos e formou muitos artistas. [2] Ele teve sua primeira exposição individual no Museu Nacional da Colômbia quando tinha 24 anos, apresentando obras figurativas. [5] Durante as décadas de 1960 e 1970, o construtivismo foi uma parte importante de seu trabalho, e ele produziu principalmente obras abstratas e experimentou materiais como madeira, fio e arame. [2] [4]

Influenciado pela arte barroca espanhola , em particular por pintores como Velázquez , Zurbarán e Sanchez Cotán , e usando elementos extraídos dos realistas americanos do século XIX William Harnett e John F. Peto , Manzur retornou à arte figurativa, pintando naturezas-mortas, o êxtase de Santa Teresa , a história de São Sebastião , e principalmente cavalos em diversas situações. [6]

Nos últimos anos, Manzur se voltou para novos assuntos. [1] A série Ciudades Oxidadas com críticas mistas, [7] que expôs na primeira década do século XXI, que mostrava seu especial interesse pela deterioração do planeta e era fruto de extensas viagens e pesquisas . [8] Seu show mais recente, Obra Negra (obra escura) [9] Ele agora passa a maior parte de seu tempo em seu estúdio em Barichara , Santander 

Carlos Renato Rosa, Artista plástico

Carlos Alberto Fajardo (São Paulo, São Paulo, 1941). Artista plástico, professor. A pintura e o desenho, suportes utilizados no início da carreira, mais tarde orientam-se para as questões da escultura e instalação, especificamente a discussão da superfície.

Durante a década de 1960, enquanto cursa arquitetura na faculdade Mackenzie, Fajardo tem aulas de desenho com o artista Wesley Duke Lee (1931-2010). Nesse período, estuda também pintura, história da arte e comunicação visual, gravura em metal e litogravura.

Entre 1966 e 1967, ao lado dos artistas como Frederico Nasser (1945), Geraldo de Barros (1923-1998) e José Resende (1945), funda o grupo Rex e a Rex Gallery, em São Paulo, onde organiza eventos e edita o jornal Rex Time. Em 1987, é premiado pelo Ministério da Cultura com bolsa Ivan Serpa (1923-1973) e, em 1989, com bolsa Vitae em 1989.

O interesse pelo ensino de artes inicia-se com a criação do centro de experimentação artística Escola Brasil (1970-1974) com os artistas Luiz Paulo Baravelli (1942), José Resende e Frederico Nasser. Durante os anos 1980 e 1990, a atividade pedagógica expande-se com aulas em seu atelier. A partir de 1998, depois de concluir doutorado em artes com a tese Poéticas Visuais, a Profundidade e a Superfície, torna-se professor no Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), orientando alunos de graduação e pós-graduação.

Está presente em cinco edições da Bienal de São Paulo – 9a (1967), 16a (1981), 19a (1987), 25a (2002) e 29a (2010) – e na Bienal de Veneza de 1978 e 1993. Participa de duas edições do Arte Cidade, a 1a (1994) e a 4a (2002), e da 1a Bienal do Mercosul (1997). Suas obras estão em acervos do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), do Parque da Marina, em Porto Alegre, e da Fundação Demócrito Rocha, em Fortaleza.

https://enciclopedia.itaucultural.org.br/

 

Elizethe Borghetti (1955 – 2020) Estudou com Danúbio Gonçalves, Fernando Baril, Renina Katz, Katie Van Sherpenberg e Plínio Bernhardt. Frequentou o Atelier Livre da Prefeitura Municipal entre 1973 e 1980, onde estudou entalhe com Anestor Tavares, escultura com Claudio Martins Costa, desenho e litografia com Danúbio Gonçalves, Teoria da Arte e aquarela com Fayga Ostrower. Frequentou, como aluna e assistente, o atelier de Iberê Camargo e a oficina de Marco Túlio Resende em Belo Horizonte. Realizou workshop de aquarela na Universidade de Belas Artes de Sevilha e Florença.

Exposições Individuais:
2010 A Ferro e Flor – Galeria Tina Zapolli (Fotografias)
2008 Picasso Galery, Washington, DC. (Possible Landscape)
2007 Brazilian-American Cultural Institute, Washington, DC.
2006 Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli, Porto Alegre.
2006 Avenida Cultural Clebio Sória, Câmara Municipal de Porto Alegre.
2005 Casa de Cultura Mário Quintana, Galeria Xico Stockinger, [fotografia] múltiplos de 1
2005 Galeria Arte & Fato, Gravuras (Casas de Morar)
2003 Casa de Cultura Percy Vargas de Abreu e Lima, Caxias do Sul, RS. (Elementos).
2000 Centro Cultural Aplub, Porto Alegre, RS. (Elementos)
1999 Galeria Gravura, Porto Alegre, RS. (Tupi 500)
1998 Museu Histórico Casa do Imigrante, Bento Gonçalves, RS. (Cartografia Missioneira), Espaço Cultural Yázigi Sonilton Alves, Porto Alegre, RS. (Cartografia Missioneira)
1997 Galeria de Arte Mosaico, Porto Alegre, RS.
1996 Projeto Federico Garcia Lorca, Memorial RS, Porto Alegre, RS e Madrid, Espanha.
Galeria de Arte Mosaico, Porto Alegre. RS.
1995 Espaço Cultural Yázigi, Sonilton Alves, Porto Alegre, RS.
Modernidade Galeria de Arte, Novo Hamburgo, RS.
1994 Galeria de Arte Mosaico, Porto Alegre, RS.
Atelier Livre, Cachoeira do Sul, RS.
Galeria Soluzione, Caxias do Sul, RS.
1993 Centro Municipal de Cultura, Santo Ângelo, RS.
1992 Casa de Cultura Mario Quintana, Porto Alegre, RS.
1991 Galeria Arte & Fato, Porto Alegre, RS.

Helena Kanaan, Artista Visual com investigações em Pós Gravura e Procedimentos Híbridos na Arte Impressa. Docente na área da Gravura / Arte Impressa no Departamento de Artes Visuais Instituto de Artes Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutora em Poéticas Visuais pelo PPG em Artes Visuais / UFRGS e Universidade Politécnica de Valencia / Espanha. Mestre em Poéticas Visuais pelo PPG Artes Visuais / UFRGS. Especialização pela Scuola d’Arte Grafica Il Bisonte Florença / Italia. Professora no Centro de Artes / UFPel, (1991 / 2013) na linha de Poéticas Visuais, orientando trabalhos de pesquisa (bacharelado, licenciatura, pós-graduação), quando coordenou o projeto de pesquisa e extensão Grupo Gravadores de Rua. Foi membro da Comissão de Consultoria do MALG – Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo e membro na Câmara de Extensão. No CNPq é co-líder do Grupo de Pesquisa Expressões do Múltiplo: Imagens e meios reprodutivos de criação. Na UFRGS foi membro do NAU – Núcleo de Avaliação da Unidade. Coordenou a Galeria de Arte / Pinacoteca Barão de Santo Ângelo IA UFRGS e a Galeria de Arte do CA UFpel. Coordena o Projeto de pesquisa Práticas Críticas da Gravura à Arte Impressa: Processos e procedimentos matriciais, transferências, impregnações e, Grupo de Extensão NAI-Núcleo de Arte Impressa: Produção e Reflexão da Gravura Contemporânea. 2017/Artista residente no Proyecto ACE / Buenos Aires Argentina. 2018 / Summer Workshop no Tamarind Institute UNM / EUA. Membro da ANPAP – Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas.

Circe Saldanha (Alegrete/RS, 1930)

É graduada em Pintura pelo Instituto de Belas Artes do RS e licenciada em Desenho e Plástica pela Escola de Artes da UFRGS. Frequentou as oficinas de Xilogravura com Armando Almeida e Litografia com Danúbio Gonçalves no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre/RS. Fez cursos de Extensão Universitária sobre Xilogravura com Trindade Leal e com Rubem Grilom, e de Litografia com Renina Katz no MARGS/RS. Foi selecionada em Salões do Rio Grande do Sul e do Brasil (Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, Curitiba). Realizou exposições individuais destacando-se as do Museu da Gravura Brasileira em Bagé/RS e do Museu do Trabalho, Porto Alegre/RS, nos “20 Anos de Gravura”. Participou de inúmeras exposições coletivas no Brasil e no exterior, destacando-se: “O Rio Grande e a Xilogravura”, Curadoria MARGS e NGRGS, paralela à itinerante nacional da Funarte. Intercâmbio “Gravura Brasil Hoje”.

NGRGS- Washington Printmakers Gallery, USA- MARGS, P. Alegre/RS.
Prêmio de Artes Plásticas COPESUL/MARGS/RS. Gravadores do Núcleo de Gravura do RS
– Bogotá- Medellín-Colômbia. Gravadores do RS, Núcleo de Gravura
– Museu de Arte Contemporânea- Montevideo- Uruguay. “Gravura contemporânea do RS”
– Núcleo de Gravura- Universität Eichstät- Alemanha. Itinerante “A gravura e suas técnicas”
– MARGS. 13º Salão de Artes Plásticas Câmara Municipal de Porto Alegre/RS.
Sztuka-“Ameryki Polvoniowey
– Grafika” Galeria Bielska- Bielsko Biala , Polônia. “Núcleo de Gravura do Rio Grande do Sul, Brasil”
– Museo Nacional del Grabado, Buenos Aires , Argentina. “Trilhando a gravura”
– NGRGS- Museus Castro Maya- Rio de Janeiro.

Fonte: Gravura Brasileira.

Carlos Alberto de Araújo Filho (São Paulo, São Paulo, 1950). Pintor, desenhista, litógrafo. Inicia em 1963 estudos autodidáticos com o painel Alegoria ao Carnaval. Entre 1971 e 1975 cursa engenharia na Universidade Mackenzie, em São Paulo. Em 1973, é convidado a participar da exposição Imagens do Brasil, em Bruxelas. No ano seguinte, faz a primeira exposição individual, no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), local em que realiza outras exposições. Além da pintura, trabalha outras técnicas, como desenho e litografia. Lança em Paris, em 1989, o livro de litogravuras Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Na sua obra observam-se elementos da pintura renascentista. No decorrer de sua carreira, realiza diversas exposições individuais e coletivas, no Brasil e exterior. Em 1980, o painel Anunciação, de sua autoria, é enviado pelo governo brasileiro ao Papa João Paulo II. Em 1984, é premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

Carlos Alberto Petrucci (Pelotas, Rio Grande do Sul, 1919 – Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 2012). Pintor, desenhista e cenógrafo. Estuda desenho com o pintor Adail Bento Costa no Conservatório de Pelotas entre 1935 e 1936. Cinco anos depois, passa a integrar a Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa, da qual é eleito presidente em 1953. Entre os anos de 1948 e 1959, realiza cenários para várias peças no Teatro do Estudante. Também é membro do Clube de Gravura de Porto Alegre e Bagé, participando do primeiro álbum editado pelo clube que recebe o Prêmio Pablo Picasso da Paz. Em 1958, participa da comissão julgadora dos exames do curso de arte dramática da Faculdade de Filosofia da UFRGS. Na década de 60, faz o curso Teoria da Informação e Comunicação de Massas, com Décio Pignatari.

Mário Silésio de Araújo Milton (Pará de Minas, Minas Gerais, 1913 – Belo Horizonte, Minas Gerais, 1990). Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais – UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola Guignard, sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito – Detran. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964.

https://enciclopedia.itaucultural.org.br/

Antonio Henrique Abreu Amaral (São Paulo/SP, 1935 – 2015)

Pintor, gravador, desenhista. Tem uma vasta produção em pintura, desenho e gravura, seus trabalhos dialogam com a cultura contemporânea, ora se aproximando do surrealismo, da arte pop, ora das questões políticas e sociais.

Inicia sua formação artística na escola do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), com Roberto Sambonet, em 1952. Em 1956, estuda gravura com Lívio Abramo no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP). O aprendizado com o gravurista é fundamental para sua formação artística, pois ensina a impor disciplina a seu traço. Do mestre, retém apenas a técnica. Seu estilo, que já apresenta considerável veia surrealista, é inspirado em artistas como o chileno Roberto Matta, o suíço Paul Klee, o espanhol Joan Miró, entre outros, de quem absorve o equilíbrio entre o automatismo psíquico e o rigor formal.

Mudanças de ordem política e cultural marcam seu trabalho na segunda metade da década 1960, que começa a incorporar elementos da gravura popular e a figuração extraída da cultura de massa, como a publicidade e o graffiti. Violência, sexo e política são temas tratados no uso recorrente de imagens de generais e bocas. Desse período, destaca-se o álbum de sete xilogravuras coloridas da série O meu e o seu (1967), com apresentação e texto de Ferreira Gullar e capa de Ruben Martins, no qual revela de forma sintética a questão da internalização do autoritarismo. Passa a se dedicar predominantemente à pintura. Em 1971, recebe o prêmio viagem ao exterior do Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro e viaja para Nova York. Retorna ao Brasil em 1981.

A busca por símbolos que remetam a uma situação, e cujos sentidos são construídos e reiterados no decorrer de suas aparições, é algo constante na produção de Amaral. Se de início elege as bocas e a figura do general, presentes também em suas primeiras pinturas de meados dos anos 1960, é na representação da banana, ou por meio dela, que o artista consegue concentrar toda sua insatisfação com o momento histórico. Índice às avessas de uma identidade nacional, a figura da banana é trabalhada em diversas situações: solitária e em cachos, transpassadas por cordas, facas ou garfos, maduras, verdes ou apodrecidas. Como metáfora, a banana se refere tanto à ditadura militar quanto à posição do Brasil no conjunto dos países democráticos. Refere-se ao “ser” brasileiro no momento em que está em voga o slogan “Brasil, ame-o ou deixe-o”, ao mesmo tempo em que retoma uma tradição moderna de representação do caráter nacional que se inicia com a bananeira em Tropical (1917), de Anita Malfatti, passando pela pintura A negra (1923), de Tarsila do Amaral, e Bananal (1927), de Lasar Segall. Em seu “hiper-realismo” quase fantástico, com enquadramentos fotográficos e abuso de cortes transversais e close-up, Amaral retoma também uma determinada tradição da pintura de natureza-morta de nomes como o artista holandês Alberto Eckhout (ca.1610-ca.1666) e o mexicano Rufino Tamayo (1899-1991).

Em rotação, tais signos adquirem “novos significados em função do encadeamento de fases e épocas de sua pintura e do relacionamento de sua obra com a realidade do país e do mundo”. Com o passar dos anos, Antonio Henrique Amaral lança mão de outras figuras-símbolo em sua pintura, criando séries com base no garfo, no bambu, em seios enormes e torsos, na mata e urbe estilizadas.

Antônio Henrique Amaral desenvolve prolífica obra, sempre atento às transformações do seu tempo e estando aberto para dialogar e criar com inúmeras manifestações artísticas que marcam intensamente as inovações que acontecem no século XX.

Fonte: Itaú Cultural.

Antônio Maluf (São Paulo, São Paulo, 1926 – 2005)

Pintor, desenhista e artista gráfico. Inicia seus estudos em engenharia civil e passa, posteriormente, a cursar a Escola Livre de Artes Plásticas, em São Paulo, dirigida por Flávio Motta (1916). Realiza também cursos de pintura com Waldemar da Costa e Flexor. Estuda gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Masp, com Poty e Darel. Frequenta o primeiro curso de desenho industrial da América Latina, no Instituto de Arte Contemporânea – IAC do Masp, onde é aluno de Sambonet, entre outros. Nessa época, entra em contato com a arte construtiva, por meio da obra de Max Bill (1908 – 1994), apresentada na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, e no Masp, em 1952. A tendência construtiva caracteriza sua atividade como artista, designer gráfico e programador visual. Vence o concurso para o cartaz da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, e este é considerado um marco do design gráfico no país. O artista utiliza vários suportes e realiza pinturas murais e elementos modulares, atuando em colaboração com arquitetos como Vilanova Artigas, entre outros.

Fonte: Itaú Cultural.

Debret, Jean Baptiste, “Les premiéres occupations du matin”, Pl.4, gravura aquarelada, 34×27 cm

Jean-Baptiste Debret (Paris, França 1768 – idem 1848). Pintor, desenhista, gravador, professor, decorador, cenógrafo. Freqüenta a Academia de Belas Artes, em Paris, entre 1785 e 1789, aluno de Jacques-Louis David (1748 – 1825), seu primo e líder do neoclassicismo francês. Estuda fortificações na École de Ponts et Chaussée [Escola de Pontes e Rodovias, futura Escola Politécnica], onde se torna professor de desenho. Em 1798, auxilia os arquitetos Percier e Fontaine na decoração de edifícios. Por volta de 1806, trabalha como pintor na corte de Napoleão (1769 – 1821). Após a queda do imperador e com a morte de seu único filho, Debret decide integrar a Missão Artística Francesa, que vem ao Brasil em 1816. Instala-se no Rio de Janeiro e, a partir de 1817, ministra aulas de pintura em seu ateliê, onde tem como aluno Simplício de Sá (1785 – 1839). Em 1818, colabora na decoração pública para a aclamação de D. João VI (1767 – 1826), no Rio de Janeiro. Por volta de 1825, realiza águas-fortes, que estão na Seção de Estampas da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. De 1826 a 1831, é professor de pintura histórica na Academia Imperial de Belas Artes – Aiba, atividade que alterna com viagens para várias cidades do país, quando retrata tipos humanos, costumes e paisagens locais. Na Aiba tem como alunos Porto Alegre (1806 – 1879) e August Müller (1815 – ca.1883). Em 1829, organiza a Exposição da Classe de Pintura Histórica da Imperial Academia das Bellas Artes, primeira mostra pública de arte no Brasil. Deixa o país em 1831 e retorna a Paris com o discípulo Porto Alegre. Entre 1834 e 1839, edita, o livro Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, em três volumes, ilustrado com litogravuras que têm como base as aquarelas realizadas com seus estudos e observações.

Fonte: Itaú Cultural

Acesso: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa18749/jean-baptiste-debret

Henri Matisse, Carruagem, Serigrafia – 38 cm x 58 cm

Henri Matisse Ele nasceu no dia 31 de dezembro de 1869, na cidade de Le Cateau-Cambrèsis, uma pequena cidade que fica ao norte da França. Estudou Direito, mas abandonou essa profissão porque percebeu que o que ele queria mesmo era ser pintor. Tudo começou porque ele ficou doente e por um bom tempo precisava permanecer de repouso e para se distrair sua mãe lhe presenteou com um estojo de pintura e então, não parou mais.

Mesmo contrariando a família, largou a advocacia e foi para Paris estudar pintura. Na Academia Julian conheceu um pintor chamado Albert Marquet, que se tornou seu amigo e essa amizade durou a vida inteira. Mas, Henri Matisse não gostava de ficar limitado na forma convencional do aprendizado da arte, na qual tem que seguir regras e geralmente a pintura é como um retrato do real.

Aos 23 anos, ele foi para um ateliê mais “moderno” na qual um renomado pintor Gustave Moreau o incentivou a copiar obras dos Grandes Mestres expostos nos principais museus de Paris para aprender o oficio. Dois anos depois, Matisse conseguiu ser aceito pela École des Beaux-Arts (Escola de Belas Artes de Paris).

Ele tinha uma jeito muito sério de se vestir, talvez porque tenha  cursado Direito e se acostumou com uma roupa mais social. Ele usava barba bem aparada e óculos. Nessa época casou com Amélie Parayre e tiveram dois filhos e Amélie adotou também, uma filha que Matisse tinha tido com outra namorada. Depois da morte do seu mestre Gustave, Henri Matisse abriu seu próprio ateliê e percebeu que precisava aprender mais, foi fazer um curso de escultura.

No começo do século 20 um importante negociante de arte, Ambroise Vollard, organizou uma exposição das pinturas de Matisse em Paris.

Quando conheceu dois artistas chamados André Derain e Maurice Vlaminck, iniciaram um movimento artístico radical chamado “Fovismo”, que quer dizer “Selvagem” e ficaram famosos quando participaram de uma exposição chamada “Salão de Outono” . Matisse pintou muito e viajou por vários países da Europa, da África e Ilhas do sul do Pacifico, o que resultou em novos conhecimentos e também em ensinar pintura para aqueles que gostavam do seu estilo. Das constantes viagens que fazia sempre trazia cerâmicas e tecidos coloridos dos locais que conhecia.

Antes de chegar aos 40 anos Matisse já era reconhecido como um artista extraordinário e mesmo não usando pinceladas vigorosas como do período do estilo fovista, continuou simplificando as formas e objetos com cores e formas. Não se contentou em pintar tela, fez também litogravuras, desenhos para tapeçarias e ilustrar livros.

Quando já não conseguia ficar muito tempo em pé diante do cavalete Matisse recortava papéis colorido e colava em grandes espaços criando novas imagens e sem deixar a sua “eterna brincadeira” com as cores. Mesmo quando, por causa de problemas de saúde e precisava de repouso, Matisse criou e pintou os vitrais e idealizou e pintou os murais da Capela em Vence na França. Henri Matisse viveu até os 85 anos e sua vida era criar e pintar e pintar….. até o seu último suspiro.

Fonte: História das Artes.

Acesso: https://www.historiadasartes.com/prazer-em-conhecer/henri-matisse/

 

 

Frans Krajcberg (Kozienice, Polônia, 1921 – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2017). Escultor, pintor, gravador e fotógrafo. Autor de obras que têm como característica a exploração de elementos da natureza, destaca-se pelo ativismo ecológico, que associa arte e defesa do meio ambiente.

Nascido na Polônia, Krajcberg forma-se em engenharia e artes pela Universidade de Leningrado. Mais tarde, ao mudar-se para a Alemanha, ingressa na Academia de Belas Artes de Stuttgart, onde é aluno do pintor alemão Willi Baumeister (1889-1955).

Sua carreira artística se inicia no Brasil, onde chega em 1948, procurando reconstruir a vida depois de perder toda a família em um campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Reside um curto período no Paraná (isolando-se na floresta para pintar) e, em 1951, participa da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, com duas pinturas. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1956, onde divide ateliê com o escultor Franz Weissmann (1911-2005). Naturaliza-se brasileiro no ano seguinte. Suas pinturas desse período tendem à abstração, predominando tons ocre e cinza. Trabalha motivos da floresta paranaense, com emaranhados de linhas vigorosas.

O artista retorna a Paris em 1958, onde permanece até 1964. Alterna a estada em Paris com viagens a Ibiza, Espanha, onde produz trabalhos em papel japonês modelado sobre pedras e pintados a óleo ou guache. Essas “impressões” são realizadas com base no contato com a natureza e aproximam-se, nas formas, de paisagens vulcânicas ou lunares. Também em Ibiza, a partir de 1959, produz as primeiras “terras craqueladas”, relevos quase sempre monocromáticos, com pigmentos extraídos de terras e minerais locais. Como nota o crítico Frederico Morais, a natureza torna-se a matéria-prima essencial do artista.

De volta ao Brasil, em 1964, instala um ateliê em Cata Branca, Minas Gerais. A partir desse momento ocorre em sua obra a explosão no uso da cor e do espaço. Começa a criar as “sombras recortadas”, nas quais associa cipós e raízes a madeiras recortadas. Nos primeiros trabalhos, opõe a geometria dos recortes à sinuosidade das formas naturais. Destacam-se as projeções de sombras em suas obras.

Em 1972, passa a residir em Nova Viçosa, litoral sul da Bahia. Amplia o trabalho com escultura, iniciado em Minas Gerais. Intervém em troncos e raízes, entendendo-os como desenhos no espaço. Essas esculturas fixam-se no solo ou buscam libertar-se, direcionando-se para o alto. A partir de 1978, atua como ecologista, luta que assume caráter de denúncia em seus trabalhos: “Com minha obra, exprimo a consciência revoltada do planeta”. Krajcberg viaja constantemente para Amazônia e Mato Grosso, e registra, por meio da fotografia, desmatamentos e queimadas em imagens dramáticas. Dessas viagens, retorna com troncos e raízes calcinados, que utiliza em esculturas.

Na década de 1980, inicia nova série de “gravuras”, que consiste na modelagem em gesso de folhas de embaúba e outras árvores centenárias, impressas em papel japonês. Também nesse período, realiza a série Africana, utilizando raízes, cipós e caules de palmeiras associados a pigmentos minerais. Krajcberg sempre fotografa suas esculturas, muitas vezes tendo o mar como fundo. 

O Instituto Frans Krajcberg, em Curitiba, é inaugurado em 2003, recebendo a doação de mais de uma centena de obras do artista. Krajcberg, ao longo da carreira, mantém-se fiel a uma concepção de arte relacionada à pesquisa e utilização de elementos da natureza. A paisagem brasileira, em especial a floresta amazônica, e a defesa do meio ambiente marcam toda sua obra.

Acesso: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa10730/frans-krajcberg

 

Rembrandt Harmenszoon van Rijn (Leiden/NL, 1606 – Amsterdã/NL, 1669)

Foi um pintor, desenhista e gravurista holandês. Trabalhou com inovação no uso de luz e sombra, retratos, autorretratos, obras sacras e históricas. Com 14 anos, Rembrandt ingressou na Universidade de Leiden, na época uma das mais importantes da Europa. Mas sua permanência na instituição foi extremamente breve: dentro de nove meses convenceu os pais de que seus interesses eram mais artísticos do que eruditos. Mantinha-se fiel a uma paixão que havia brotado bem cedo: a pintura. Assim, já aos 15 anos o jovem deixava a universidade; seus pais viram ruir os planos  que tinham para o filho, sendo obrigados a permitir que se tornasse aprendiz de um pintor.

Rembrandt foi levado até o pintor acadêmico Jacob Isaaxszoon van Swanenburgh, para que fosse ensinado e educado por ele, permanecendo cerca de 3 anos. Mas com com ele, Rembrandt aprendeu pouco mais que os rudimentos de sua arte: preparo de tintas, montagem de telas, princípios gerais do desenho e técnicas básicas de pintura. Os trabalhos dessa fase inicial se perderam todos.

Embora tivesse retratado familiares e a si mesmo em telas e águas-fortes, no período de Leiden Rembrandt dedicou-se mais a pintar figuras humanas caracterizadas como filósofos ou personagens bíblicas; assim, só em 1631 faria seu primeiro retrato por encomenda – o de Nicolaes Ruts, rico mercador de Amsterdam.

Rembrandt deve ter percebido que nesse tipo de obra estava a receita para o sucesso, pois no fim de 1631  mudou-se para Amsterdam, dedicando-se nos anos seguintes. Instalou-se na casa do marchand Hendrik van Uylenburgh, com quem fizera negócios no período de Leiden, e um ano depois já era pintor famoso – um dos mais caros e procurados da maior cidade da Holanda.

Dentre as obras do artista que chegaram até nós, cinquenta (quase todas retratos) datam até 1632 e 1633: uma produção extraordinária, mesmo sem considerar as que certamente desapareceram ao longo dos anos. Desse período, sua pintura mais célebre é, sem dúvida, A Lição de Anatomia do Dr. Tulp, obra em que Rembrandt renovou o conceito do retrato de grupo.

 

Fonte: História das Artes.

Frank Philip Stella (Malden/EUA, 1936)

Artista gráfico, escultor e pintor, designer, fotógrafo, escultor e gravador.

Conhecido pelo seu uso de padrões e formas geométricas na criação de pinturas e esculturas. Indiscutivelmente um dos artistas americanos vivos mais influentes, as obras de Stella utilizam as propriedades formais de forma, cor e composição para explorar narrativas não literárias.

Frequentou a Phillips Academy em Andover, Massachusetts, e posteriormente, a Universidade de Princeton. O seu trabalho foi influenciado pelo expressionismo abstrato, tendo a obra de Jasper Johns inspirado-o a criar as “Black Paintings” de 1958-1960. Essas obras austeras e planas ajudaram a abrir as portas para o minimalismo. Frank Stella foi um dos principais artistas do movimento minimalista, que valorizava a simplicidade e a objetividade na arte. O artista também foi influenciado pela arte geométrica, especialmente pelo trabalho do artista holandês Piet Mondrian.

A partir da década de 1960, suas pinturas começaram a apresentar linhas regulares e cores separadas por riscos. Neste mesmo período, passou a usar muitas cores, que se apresentam em linhas curvas e retas. Na década de 1980, Stella produziu uma série de relevos sobre a obra Moby Dick do escritor Herman Melville.- A partir da década de 1990, o artista começou a produzir esculturas para espaços públicos. Essas esculturas são metálicas (principalmente de aço inoxidável e alumínio) e apresentam como principal característica a presença de forma retorcidas. Em seus desenhos e gravuras, utilizou muito a serigrafia, a litografia, a gravação e a litografia offset.

Fonte: P55.ART.

Vicente do Rego Monteiro (Recife, Pernambuco, 1899 – idem, 1970). Pintor, escultor, desenhista, ilustrador, artista gráfico e poeta. Sua diversificada atuação envolve áreas como a dança, a poesia, a tradução, a docência e, sobretudo, a pintura, fortemente inspirada pela cultura indígena e marcada pela simplificação formal.

Muda-se para o Rio de Janeiro em 1908, ano em que inicia os estudos artísticos, acompanhando sua irmã Fedora do Rego Monteiro (1889-1975) em cursos da Escola Nacional de Belas Artes (Enba). No início da carreira, antes de se estabelecer como pintor, dedica-se brevemente à escultura.
Em 1911, a família se muda para Paris, onde o artista frequenta cursos livres das  Academias Colarossi, Julian e de La Grande Chaumière. Participa do Salon des Indépendants [Salão dos Independentes], em 1913, do qual se torna membro societário.

No início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), ele e a família deixam a França e se estabelecem no Rio de Janeiro, em 1915. Realiza a primeira individual, no Teatro Santa Isabel, em Recife, em 1918, e dois anos mais tarde expõe no Rio de Janeiro e em São Paulo. Nessa mostra, já revela o interesse pelas lendas e costumes da Amazônia, referência presente em grande parte de suas obras. A curiosidade pela cultura indígena, aliada à grande paixão pela dança, o levam a realizar o espetáculo Lendas, Crenças e Talismãs dos Índios do Amazonas (1921), no Teatro Trianon, no Rio de Janeiro, elogiado pelo poeta e crítico Ronald de Carvalho (1893-1935).

A década de 1920 é o período mais produtivo do artista. Estuda a arte marajoara das coleções do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, o que interfere em sua produção artística. Essa inspiração pode ser notada em aquarelas que representam lendas indígenas, recorrendo à figuração geométrica e também à ornamentação da cerâmica marajoara, como em Mani Oca e O Boto (ambas de 1921).

Em 1921, retorna a Paris e deixa algumas pinturas com Ronald de Carvalho, que decide incluí-las na seleção de obras expostas na Semana de Arte Moderna de 1922. Neste momento, interessa-se pelas estilizações formais do art déco. Na obra A Caçada (1923), o pintor utiliza o recurso de estilização das figuras, que apresentam certa tensão muscular e assumem o aspecto de engrenagens, tendo as obras do pintor francês Fernand Léger (1881-1955) como parâmetro.

A produção de Vicente do Rego Monteiro tem como eixo comum a simplificação formal e o uso de uma gama cromática reduzida, aspectos aliados à interpretação do art déco. Tem importante papel na interlocução artística entre Brasil e França e na propagação da produção modernista internacional no país natal.

Giuseppe Giannini Pancetti, mais conhecido como José Pancetti (Campinas, 18 de junho de 1902 — Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 1958), foi um pintor modernista brasileiro. Considerado um dos grandes paisagistas da pintura nacional. Destaca-se por suas numerosas e belas marinhas. As marinhas são a face mais conhecida da produção de Pancetti, elas refletem a sua experiência de marinheiro, chegando a ser pintor da Companhia de Praticantes Especialistas de Convés.

Nascido numa família humilde de imigrantes da Toscana, viveu em Campinas até os oito anos. Aos onze anos, José Pancetti e uma de suas irmãs, são levados para a Itália para viver sob os cuidados de um tio e dos avós. Para fixá-lo num ofício mais atraente, seu tio emprega-o na marinha mercante italiana onde deveria aprender a profissão de marinheiro. Embarca no veleiro Maria Rosa que percorria o Mediterrâneo, principalmente entre os portos de Gênova e Alexandria. Mas a inconstância própria de seu caráter faz com que abandone o navio e passe a vagar pelas ruas de Gênova, com sérias dificuldades de subsistência. Até que num determinado dia, alguém o encaminha para o consulado brasileiro, onde é providenciado o seu repatriamento. Para sobreviver trabalha em diversos lugares e ofícios diferentes até que, em 1921, transfere-se para São Paulo onde um empresário, também italiano, lhe dá um emprego de pintor de paredes e cartazes. Parece ter sido este o seu primeiro contato com pinceis e tintas.

Em seguida, no ano de 1922, conseguiu realizar um grande desejo: alistar-se na Marinha de Guerra do Brasil, onde permaneceria até 1946.

Em 1932, o pintor tem seu primeiro trabalho publicado no jornal A Noite Ilustrada, sob o título, “Um Amador da Pintura”. Ao ver seu desenho, o escultor Paulo Mazzuchelli, aconselha-o a ingressar no recém-criado Núcleo Bernardelli, escola livre que funcionava nas dependências do edifício da Escola de Belas Artes até então a referência no ensino da arte e da pintura no Brasil. Acatando a sugestão, ingressa no Núcleo Bernardelli em 1933, onde teve como principal orientador o pintor Bruno Lechowski. No Núcleo Pancetti teria como companheiros pintores que, ao passar do tempo, viriam a ganhar notariedade como, entre outros, Edson Motta, José Rescala, Ado Malagoli, Expedito Camargo Freire, Manuel Santiago, Bustamante Sá e Silvio Pinto. Dois anos depois, em 1935, casa-se com Anita Caruso.

Com o quadro “O Chão” ganha em 1941, o prêmio de viagem ao estrangeiro, na recém criada Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas Artes. Por motivos de saúde, é licenciado da Marinha e não desfruta seu prêmio no exterior.

A primeira exposição individual ocorre em 1945, apresentando mais de setenta quadros. No ano seguinte é reformado pela Marinha na função de Segundo-Tenente. Em 1948 recebe a medalha de ouro do Salão Nacional de Belas Artes, realizando a sua primeira exposição internacional em 1950, na Bienal de Veneza. Um ano depois participa da I Bienal de São Paulo. Em 1952 dois fatos importantes marcam a sua vida: o nascimento de seu filho Luís Carlos e a promoção à Primeiro-Tenente da Marinha Brasileira. Decorridos dois anos recebe a medalha de ouro no Salão de Belas Artes da Bahia e em 1955 faz uma importante exposição no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

A 10 de Fevereiro de 1958 morre com câncer no hospital da Marinha no Rio de Janeiro. É enterrado no cemitério São João Batista da capital fluminense, tendo o poeta Augusto Frederico Schmidt proferido a oração fúnebre.

Fonte: https://www.guiadasartes.com.br/giuseppe-gianinni-pancetti.

Léo Barcellos Dexheimer (Porto Alegre RS 1935). Gravador, pintor, desenhista e professor. Aprende litografia com Marcelo Grassmann (1925) e cursa gravura em metal com Iberê Camargo (1914-1994), em 1955, no Clube de Gravura de Porto Alegre. Posteriormente conclui o curso de pintura na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS em 1960. Com colegas da Escola de Belas Artes, funda o grupo Bode Preto, que se opõe à rigidez acadêmica da instituição. Em 1961, publica o álbum de xilogravuras São Miguel das Missões, com Waldeni Elias (1930). Trabalha em diagramação em jornais de Porto Alegre, leciona pintura, desenho e gravura nas Escolas de Arte de Novo Hamburgo e de Cachoeira do Sul. Entre 1963 e 1965, leciona desenho e artes gráficas na UnB. A partir de 1966, atua também em publicidade e produção gráfica. De 1988 a 1991, retorna para a UnB. 

Cildo Meireles (Rio de Janeiro, 9 de fevereiro de 1948) é um escultor e pintor brasileiro. 

Conhecido internacionalmente, Cildo cria os objetos e instalações que diretamente levam o observador em uma experiência sensorial completa, questionando, entre outros temas, a ditadura militar no Brasil(1964 – 1985) e a dependência do país na economia global.

Ele tem desempenhado um papel chave dentro da produção artística nacional e internacional. Situando-se na transição da arte brasileira entre a produção neoconcretista do início dos anos 60 e a de sua própria geração, já influenciada pelas propostas da arte conceitual, instalações e performances, as obras de Cildo Meireles dialogam não só com as questões poéticas e sociais específicas do Brasil, mas também com os problemas gerais da estética e do objeto artístico

Durante os anos 70 e 80 Cildo Meireles arquitetou uma série de trabalhos que faziam uma severa crítica à ditadura militar. Obras como Tiradentes: totem monumento ao preso político ou Introdução a uma nova crítica, que consiste em uma tenda sob a qual se encontra uma cadeira comum forrada com pontas de prego, são alguns trabalhos de cunho político do artista. Neles a questão política sempre vem acompanhada da investigação da linguagem. Inserções em circuito ideológico: Projeto Coca Cola, por exemplo, consistiu em escrever, sobre uma garrafa de Coca Cola, um dos símbolos mais eminentes do imperialismo norte-americano, a frase Yankees go home, para, posteriormente, devolvê-la à circulação. Além da questão política o projeto faz referência a toda problematização desenvolvida pelos movimentos de vanguarda e por Marcel Duchamp no início do século; uma espécie de ready made às avessas.

Cildo examina a falibilidade da percepção humana, os processos de comunicação, as condições do espectador, a relação da obra de arte com o mercado.

Uma de suas obras, chamada Cruzeiro zero é uma réplica fiel de uma nota do Cruzeiro (a moeda corrente naquele tempo) que não tem nenhum valor e as figuras históricas e heróicas sejam substituídas pela fotografia de um índio brasileiro e de um paciente de um hospital psiquiátrico. Há uma crítica, um comentário na super inflação e na desvalorização do cruzeiro, este trabalho joga com noções tradicionais da natureza e ‘ do valor ‘ da arte e da marginalização do Brasil no mundo internacional da arte.

Em 2008 ganhou o Premio Velázquez de las Artes Plásticas, concedido pelo Ministerio de Cultura da Espanha, ainda em 2008, ganhou mostra na Tate Gallery em Londres, onde expõe obras e instalações com caráter político que serão expostas até janeiro de 2009. Segundo o Jornal Folha de S. Paulo de 13 de outubro de 2008.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cildo_Meireles

Rufino Tamayo (Oaxaca26 de agosto de 1899 – Cidade do México24 de junho de 1991) Pintor mexicano. Passou a viver na Cidade do México em 1911 e, em 1915, começou a frequentar aulas de desenho. De 1917 a 1921 estudou na Escola Nacional de Artes Plásticas. Neste último ano foi nomeado chefe do Departamento de Desenho Etnográfico do Museu Nacional de Arqueologia do México; isso fez com que seu trabalho, dali em diante, fosse influenciado pela arte popular mexicana e pela arte pré-hispânica. Seu primeiro mural data de 1933 no Conservatório de Música do México. Formou uma coleção de arte pré-hispânica que, em 1965, doou à cidade de Oaxaca, para formar o Museu de Arte Pre-hispânica do México Rufino Tamayo. Em 1981 foi inaugurado, na Cidade do México, o museu que leva seu nome. É um dos centros de arte contemporânea mais modernos do mundo, onde se encontram obras de mais de 150 artistas internacionais. Realizou o vitral “El Universo” que está exposto no Centro Cultural Alfa desde 1988.

Tamayo significou um corte radical nos paradigmas estabelecidos por volta de 1930 na pintura moderna mexicana. Fez oposição à linha estética em voga, estabelecida pelos muralistas, ao argumentar que eles se despreocupavam dos autênticos problemas das artes plásticas, para se dedicar ao pitoresco. Ao mesmo tempo, rejeitava a pintura de cavalete e o consumo das telas unicamente pelos colecionadores. Trabalhava diretamente sobre a tela sem estudos preliminares. Desenhava sobre a tela a estrutura geral e depois construía modelando com a pintura.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rufino_Tamayo

Marta Loguercio(Bagé,RS, 1945) Desenhista e gravadora. Estudou com Vasco Prado e Danúbio Gonçalves. A partir de 1982 passa a lecionar gravura no Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e, posteriormenrte, no MAM – Atelier de Litografia, do qual foi uma das fundadoras, em Porto Alegre. Sua primeira individual foi em 1974, Galeria do Atelier Livre. Participou de diversos salões e coletivas em diversos estados e países como Argentina, Uruguai, Estados Unidos e Inglaterra. Em 1995 realizou individual nas Salas Negras do Museu de Artes do Rio Grande do Sul em Porto Alegre.

Abraham Palatnik (Natal/ RN, 1928 – Rio de Janeiro/RJ, 2020)

Artista cinético, pintor, desenhista. Considerado um dos pioneiros da chamada arte cinética no Brasil, expande os caminhos das artes visuais ao relacionar arte, ciência e tecnologia. De modo criativo, e ao longo de seus mais de 60 anos de carreira, desenvolve maquinários com experimentações artísticas e estéticas diversas.

Em 1932, muda-se com a família para a região onde atualmente se localiza o estado de Israel. De 1942 a 1945, estuda na Escola Técnica Montefiori, em Tel Aviv, e se especializa em motores de explosão. Inicia seus estudos de arte no ateliê do pintor Haaron Avni (1906-1951) e do escultor Sternshus e estuda estética com Shor. Frequenta o Instituto Municipal de Arte de Tel Aviv, entre 1943 e 1947, onde tem aulas de desenho, pintura e estética. Produz pinturas de paisagens, retratos e naturezas-mortas. O crítico Frederico Morais (1936) comenta os desenhos dessa época, dizendo que “a grafite, a linha é ágil, fluente, quase lírica”. No desenho a carvão, “o traço negro é firme, sólido, realista, por vezes expressionista”.

Palatnik Retorna ao Brasil em 1948 e se instala no Rio de Janeiro. Convive com os artistas Ivan Serpa (1923-1973), Renina Katz (1925) e Almir Mavignier (1925). Com este último frequenta a casa do crítico de arte Mário Pedrosa (1900-1981) e conhece o trabalho da doutora Nise da Silveira (1905-1999), no Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro.

O contato com os artistas e as discussões conceituais com Mário Pedrosa fazem Palatnik romper com os critérios convencionais de composição. Diz o artista: “O impacto das visitas ao Engenho de Dentro e as conversações com Mário Pedrosa demoliram minhas convicções em relação à arte”. Palatnik deixa de pensar a qualidade da obra baseando-se no manejo realista das tintas e na associação da arte com o motivo. Sua pintura e escultura abandonam os critérios escolares de composição e partem para relações livres entre formas e cores.

Por volta de 1949, inicia estudos no campo da luz e do movimento. Após pintar algumas telas construtivas, começa a projetar máquinas em que a cor aparece se movendo. Com base nesses experimentos são criadas caixas de telas com lâmpadas que se movimentam por mecanismos acionados por motores. Mário Pedrosa chama as invenções de Aparelhos Cinecromáticos, mostrados pela primeira vez em 1951, na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em seu primeiro texto sobre Palatnik, Pedrosa descreve esses aparelhos como caixas em que ele “projeta sobre a tela ou outro qualquer material semitransparente composições de formas coloridas em movimento”. O trabalho é pioneiro no uso artístico de fontes luminosas artificiais.

Em 1953 o artista expõe novos Cinecromáticos, na 2ª Bienal Internacional de São Paulo e na 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata, no Hotel Quitandinha. O envolvimento com questões construtivas e o diálogo permanente com artistas como Ivan Serpa e Almir Mavignier levam-no a participar da criação do Grupo Frente, em 1954. No mesmo ano expõe na primeira coletiva do grupo, na Galeria Ibeu, Rio de Janeiro.

A partir de 1959, leva o movimento para o campo tridimensional. Cria trabalhos em que campos eletromagnéticos acionam pequenos objetos colocados em caixas fechadas. Ao mesmo tempo que inventa peças com que explora as possibilidades tecnológicas da arte, o artista faz quadros em superfícies bidimensionais. Em 1962, inicia a série Progressões, na qual compõe efeitos óticos ao utilizar faixas sobre uma superfície. No trabalho, usa materiais como madeira, cartões, cordas e poliéster.

Em 1964, nascem os Objetos Cinéticos. O artista cria esculturas de arame, formas coloridas e fios que se movem acionados por motores e eletroímãs. As peças se assemelham aos móbiles do escultor norte-americano Alexander Calder (1898), mas se diferenciam deles por se moverem com regularidade mecânica segundo a dinâmica planejada. Os Aparelhos Cinecromáticos são exibidos na Bienal de Veneza em 1964. A participação nessa mostra dá projeção internacional ao artista, que passa a ser considerado um dos precursores da arte cinética. Tal reconhecimento leva-o a participar, em 1964, da mostra internacional de arte cinética Mouvement 2, na Galeria Denise René, em Paris. Frederico Morais organiza em 1999 mostras retrospectivas de Palatnik no Itaú Cultural, em São Paulo, e no Museu de Arte Contemporânea (MAC-Niterói).

Ao criar composições que partem da cor, mas ultrapassam o limite da pintura, o artista é consagrado pioneiro em explorar as conquistas tecnológicas na criação de vanguarda brasileira, habilitando as máquinas para gerar obras de arte.

Fonte: Itaú Cultural.

Carlos Augusto da Silva. Escultor. Porto Alegre, RS, 1958. Estudou no Atelier Livre de Porto Alegre, entre 1974 e 1977. Tornou-se profissional ainda adolescente. A partir de 1975 é visto com freqüência em coletivas e salões, onde obteve prêmios e salões, entre eles, o do 1º Salão Nacional casa velha, em Novo Hamburgo. Realizou esculturas para diversos prédios centros profissionais de Porto Alegre, entre eles, o prédio do Senac. Criou figuras femininas aladas com resultado bastante personalizado, em materiais diversos como pedra, madeira e resina. Transferiu-se para São Paulo onde desenvolveu carreira.

Ramón Cáceres (Quilndy – Paraguai, 31/08/1944)

Pintor, escultor, restaurador e cantor. Atualmente assina Cáceres, assinava Ramonchi (até 1984).

Ramón Cáceres nasceu em 1944, em Quiindy, Paraguai. Depois de estudar pintura e música na Escola de Belas Artes da Universidade Nacional do Paraguai, em Assunção, emigrou para o Brasil, em 1970, fixando residência em São Paulo, onde desenvolveu sua carreira artística.  Ramón participou de numerosas exposições coletivas no Brasil e no exterior, e realizou sete exposições individuais no Brasil, uma delas no MASP – Museu de Arte de São Paulo, sendo apresentado por seu então diretor P. M. Bardi.  Paralelamente desenvolveu carreira como restaurador e como cantor, transformando-se, na expressão do maestro Hermínio Gimenez, “num dos mais altos expoentes, como intérprete, da bela música paraguaia”. 

Inicialmente figurativa, a pintura de Ramón Cáceres tendeu para a abstração geométrica. Sua pintura construtiva remete com freqüência a bandeiras. No prefácio do catálogo de sua última mostra individual, ocorrida em 2007 no Espaço Cultural do BNP PARIBAS, em São Paulo, o crítico de arte Enock Sacramento afirmou que, “dentre os artistas originários do construtivismo como um todo e do concretismo em particular, no Brasil, Ramón Cáceres ocupa um lugar especial por sua sensibilidade refinada e por sua notável qualidade de harmonizar formas, cores e ritmos.

https://www.escritoriodearte.com/

Hércules Rubens Barsotti (São Paulo SP 1914 – idem 2010). Pintor, desenhista, programador visual, gravador. Inicia formação artística em 1926, sob orientação do pintor Enrico Vio (1874-1960), com quem estuda desenho e composição. Em 1937, forma-se em química industrial pelo Instituto Mackenzie. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro (1926-1988), funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Viaja a estudo para a Europa em 1958, onde conhece Max Bill (1908-1994), então um dos principais teóricos da arte concreta. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1930), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura (MEC), no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP). Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista.

Ismael Nery (Belém PA 1900 – Rio de Janeiro RJ 1934). Pintor, desenhista, poeta. Muda-se ainda criança para o Rio de Janeiro onde, em 1917, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes – Enba. Viaja para França em 1920 e freqüenta a Académie Julian. De volta ao Rio de Janeiro, no ano seguinte, trabalha como desenhista na seção de Arquitetura e Topografia da Diretoria do Patrimônio Nacional, órgão ligado ao Ministério da Fazenda. Lá conhece o poeta Murilo Mendes (1901 – 1975), que se torna grande amigo e incentivador de sua obra. Em 1922 casa-se com a poeta Adalgisa Nery (1905 – 1980). Ismael Nery aplica à sua produção os princípios do Essencialismo, sistema filosófico que ele mesmo cria. Segundo Murilo Mendes, esse sistema diz respeito às concepções do artista sobre a abstração do tempo e do espaço. Em 1927, novamente na França, conhece Marc Chagall (1887 – 1985), André Breton (1896 – 1966) e Marcel Noll. A volta ao Brasil marca a fase surrealista de sua obra, a princípio por influência de Chagall. Em 1930, contrai tuberculose. Enfermo, seus trabalhos passam a revelar seu drama pessoal e a fragilidade do corpo. Falece aos 33 anos. Em 1948, uma série de artigos de Murilo Mendes publicados nos jornais O Estado de S. Paulo e Letras e Artes busca resgatar a obra plástica, literária e filosófica do artista. Esquecido, Ismael Nery, passa a ser valorizado em meados dos anos 1960 com exposições realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Sua obra icônica é Autorretrato, 1927. Esta obra participou da exposição Brazil: Body & Soul, no Museu Solomon R. Guggenheim em 2001, e encontra-se atualmente exposta no MASP.

Leon Ferrari (Buenos Aires, Argentina 1920 – idem 2013). Pintor, gravador, escultor, artista multimídia. Inicia seu trabalho como escultor na Itália, onde reside por três anos. Em 1955, realiza individual na Galeria Cariola, em Milão. Em 1960, começa a fazer esculturas de arame e aço inoxidável e, dois anos depois, produz desenhos caligráficos e colagens. Em 1965, engaja-se no movimento cultural e político do Instituto di Tella de Buenos Aires, e abandona a produção abstrata. Entre 1968 e 1969, participa dos eventos Tucuman Arde e Malvenido Rockefeller, em Buenos Aires. Muda-se para São Paulo, em 1976, e retoma a produção de escultura de metal. Em 1977, passa a fazer esculturas sonoras em barras metálicas e interessa-se por novos meios expressivos, incentivado pela convivência com Regina Silveira (1939) e Julio Plaza (1938-2003). Realiza obras em videotexto, microfichas, arte postal, cria livros de artista e trabalha com litografia. Recebe prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA de melhor exposição do ano, em 1983. No ano seguinte volta a residir em Buenos Aires. Passa a utilizar também o meio digital em suas proposições, como em Electronicartes, 2002/2003. Em paralelo às atividades em artes visuais, publica livros como Nosotros No Sabíamos, em 1976; Cuadro Escrito, em 1984; Exégesis, em 1993, e La Bondadosa Crueldad, em 2000. Nesse ano, recebe o Prêmio Costantini.

Maria Helena Vieira da Silva GCSE • GCL (LisboaPortugal13 de junho de 1908 – ParisFrança6 de março de 1992) foi uma pintora portuguesanaturalizada francesa em 1956.

Em 1928, tal como era frequente entre os artistas portugueses, com apenas dezanove anos e acompanhada pela sua mãe, Maria Helena decidiu prosseguir com os seus estudos académicos em Paris, França, onde estudou desenho com Fernand Léger e escultura com Antoine Bourdelle na Académie de La Grande Chaumière, ingressando ainda depois na Academia Escandinava, onde foi discípula do escultor Charles Despiau. Durante este período, a jovem artista portuguesa foi ainda discípula dos pintores franceses Othon Friesz e do printmaker inglês Stanley William Hayter no Atelier 17, frequentou cafés, concertos, teatros, museus e galerias, realizou a sua primeira mostra colectiva em França, na Exposition Annuelle des Beaux-Arts da Société des Artistes Français, no Grand Palais, travou amizade com o pintor pós-impressionista Pierre Bonnard, cujo trabalho veio a influenciar a sua própria obra, os pintores modernistas portugueses Eduardo Viana e Milly Possoz. Após concluir os seus estudos, trabalhou com os pintores e escultores Henri de Waroquier (1881-1970) e Charles Dufresne, passando a focar-se apenas na pintura, abandonando assim a escultura.

No início da década de 1930, Maria Helena Vieira da Silva viajou para Itália, onde se inspirou nas obras da escola sienesa, fez ilustrações para livros infantis, participou no Salon d’Automne e no Salon des Surindépendants (1931) em Paris, ingressou juntamente com Árpád nas aulas do pintor francês Roger Bissière da Académie Ranson, conheceu a galerista Jeanne Bucher, que passou a representar o seu trabalho artístico,[6] vendeu o seu primeiro quadro para o Museum of Modern Art de Nova Iorque e aventurou-se no mundo da literatura infantil ao criar a história “Kô et Kô, les deux esquimaux” (1933),[7] escrita em parceria com Pierre Guéguen e ilustrada pela própria, sendo ainda organizada a primeira exposição individual da artista em Paris, com os guaches originais do livro, pela Galeria Jeanne Bucher (1933). Durante esse período, outros dois eventos de grande relevo na sua carreira foram a sua participação no 1º Salão dos Independentes (1930) na Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa, que contou com alguns dos nomes mais emblemáticos do panorama artístico português, como Fernando PessoaCamilo PessanhaMário EloySarah AfonsoAbel MantaDordio GomesJorge BarradasLino AntónioMily PossozCarlos BotelhoBernardo MarquesJosé TagarroFrancisco FrancoDiogo de MacedoCanto da MaiaSalvador Barata FeyoLeopoldo de AlmeidaAntónio DuarteRuy Roque GameiroCotinelli Telmo ou Mário Novais, entre muitos outros, sendo esta a sua primeira exposição colectiva em Portugal, e ainda a realização da sua primeira exposição individual em Lisboa, na Galeria UP (1935), organizada pelo escritor, pintor, actor, encenador e coleccionador de arte António Pedro.

Pierre-Auguste Renoir (Limoges, 25 de fevereiro de 1841 — Cagnes-sur-Mer, 3 de dezembro de 1919) foi um artista francês que foi um dos principais pintores no desenvolvimento do estilo impressionista. Como celebrante da beleza e especialmente da sensualidade feminina, já se disse que “Renoir é o representante final de uma tradição que vai diretamente de Rubens a Watteau”.Renoir foi inspirado pelo estilo e assunto dos pintores modernos anteriores Camille Pissarro e Édouard Manet. Após uma série de rejeições pelos júris do Salon, ele juntou forças com Monet, Sisley, Pissarro e vários outros artistas para montar a primeira exposição impressionista em abril de 1874, na qual Renoir exibiu seis pinturas. Embora a resposta crítica à exposição tenha sido amplamente desfavorável, o trabalho de Renoir foi relativamente bem recebido.Em 1890, casou-se com Aline Victorine Charigot, uma costureira vinte anos mais nova que ele, que, junto com vários amigos do artista, já havia servido de modelo para Le Déjeuner des canotiers (Almoço do Boating Party; ela é a mulher da esquerda brincando com o cachorro) em 1881, e com quem já teve um filho, Pierre, em 1885. Depois de se casar, Renoir pintou muitas cenas de sua esposa e vida familiar diária, incluindo seus filhos e seus enfermeira, prima de Aline, Gabrielle Renard. Os Renoirs tiveram três filhos: Pierre Renoir (1885–1952), que se tornou ator de teatro e cinema; Jean Renoir (1894–1979), que se tornou um cineasta notável; e Claude Renoir (1901–1969), que se tornou ceramista.

Joaquim Albuquerque Tenreiro (1906, Portugal – 1992, São Paulo) foi um marceneiro, projetista de mobiliário, pintor e escultor moderno. Embora não tenha nascido no Brasil, Joaquim Tenreiro pode ser considerado o pai do design de móveis brasileiro do século XX, graças à precisão inigualável e aos detalhes impecáveis, com criações que transformaram drasticamente a indústria moveleira nacional. Nascido em Portugal, mudou-se para o Brasil, onde exerceu a profissão de marceneiro, herdada da família, e depois a de projetista de móveis, em diversas empresas no Rio de Janeiro, como Laubisch & Hirth.  Em 1914, retornaria ao seu país natal para iniciar aulas de pintura. Filho de marceneiros, durante todo o período entre Brasil e Portugal Tenreiro ajudou seu pai na produção de móveis, tomando o primeiro contato com a área.  No ano de 1928, fixou residência definitiva no Rio de Janeiro frequentando, então, o curso de desenho do Liceu Literário Português e fazendo cursos no Liceu de Artes e Ofícios.

Em 1943, ele decidiu montar sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro. Alguns anos mais tarde, Tenreiro inaugurou as suas lojas de móveis, primeiro no Rio de Janeiro e depois em São Paulo. Ao criar sua própria empresa, ele começou a colocar em prática suas ideias para o mobiliário moderno. Durante as décadas de 1950 e 1960, Tenreiro desenhou mobiliários e painéis em madeira, acompanhando o progresso da arquitetura moderna brasileira com seus móveis presentes em inúmeras instituições no país, com destaque para o Itamaraty e o Senai. Dedicou-se por mais de 20 anos às artes plásticas, especialmente à escultura.

Produziu treliças, relevos e colunas em madeira policromada, com destaque para as peças que combinavam arte e o amplo conhecimento adquirido como designer de móveis. Algumas das soluções criadas por ele para seus mobiliários foram usadas de maneira mais livre em suas esculturas.

A produção de Tenreiro no campo das esculturas aliou características modernas com o despojamento e a simplicidade do uso de materiais tipicamente brasileiros. É exatamente isso que assegura que as suas peças tenham qualidade artística. Em 1960, ele recebeu uma menção honrosa em desenho no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1965, participou da VIII Bienal de São Paulo.

Judith Lauand (Pontal/SP, 1922 – São Paulo/SP, 2022)

Pintora e gravadora. Nome importante do movimento concretista, é reconhecida por suas obras com formas geométricas precisas, pelo rigor matemático de suas composições constituídas de linhas, planos e vetores, e mesclada com cores contrastantes. Ao longo de sua carreira, experimenta técnicas diferentes, como gravura, desenhos, guaches, colagens, xilogravuras, tapeçarias, bordados e esculturas.

Em 1950, forma-se na Escola de Belas-Artes de Araraquara, no interior de São Paulo, onde aprende pintura. Nessa época, Lauand pinta naturezas-mortas, quadros mais figurativos e retratos. Muda-se para São Paulo em 1952 e cursa aulas de gravura, época na qual começa a experimentar essa técnica e caminhar para a abstração em suas obras.

Sua aproximação com as vanguardas artísticas se dá em 1953, ano em que trabalha como monitora da 2ª Bienal de São Paulo e entra em contato com obras de artistas como o suíço Paul Klee (1879-1940), nome importante do movimento expressionista, o modernista Piet Mondrian (1872-1944) e o escultor e pintor estadunidense famoso por seus móbiles Alexander Calder (1898-1976).

Em 1955, ingressa no Grupo Ruptura e é conhecida como a única mulher a ter feito parte oficialmente do grupo, integrado por Waldemar Cordeiro (1925-1973), Geraldo de Barros (1923-1998) e Luiz Sacilotto (1924-2003). O convívio com os concretistas, tanto nas artes visuais, quanto na literatura, incentiva Lauand em sua busca por formas geométricas, com precisão matemática e reflexão sobre a composição de linhas, vetores e formas.

A obra Do Círculo ao Oval (1958) representa o rigor na estrutura das linhas, que partem de um ponto e vão rotacionando e formando outras figuras geométricas. O interior da imagem se assemelha a um círculo que irradia para uma figura oval quando vista em sua completude. A cor de fundo, um amarelo vibrante, corrobora o cuidado da artista na escolha de cores puras e vivas que contrastem com a composição geométrica.

A artista tem reconhecimento nacional e internacional, participando de importantes exposições coletivas, como a 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta (1956), realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP); a Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa (1959-1960), que passa por cidades como Munique, Lisboa, Madri e Paris; e Judith Lauand: Abstrações do Concretismo Brasileiro (2017), na galeria Driscoll Babcock, em Nova York, evidenciando sua constante atuação no sistema das artes.

Na década de 1960, Lauand passa por uma fase ligada à pop art e adiciona outros elementos às suas telas, como tachinhas, tecidos, alfinetes, barbantes e clipes, e insere palavras, também por influência da poesia concreta com que tem contato na época, como a de Décio Pignatari (1927-2012). O trabalho Te Amor (1969) é um exemplo dessa fase pop e traz à tela os rostos de um homem e de uma mulher, pintados com cores fortes e contrastantes, como o amarelo, o bordô e o azul escuro. No quadro, observamos que a mulher está com o rosto virado e o homem, que está à sua frente, parece que a pressiona contra a parede. A cena parece simular uma tentativa de beijo entre um casal, e na parte inferior da tela estão as palavras “Te” e abaixo “A Mor”. Podemos ler tal qual está no título “Te Amor” ou, se invertermos, podemos ler “A Mor Te”, mostrando como a artista brinca com as palavras e situações.

Funda a Galeria Novas Tendências, em São Paulo, com os artistas Hermelindo Fiaminghi (1920-2004) e Luiz Sacilotto, como um espaço para expor os artistas concretos, inaugurada com a exposição Coletiva Inaugural 1 (1963), que tem por intenção apresentar novos artistas ao mercado de arte.

Há em suas obras uma formulação matemática com desenhos que parecem abertos ou fechados, como o trabalho Quatro Grupos de Elementos (1959), que também denota uma exploração cromática para formar a imagem e garantir uma ilusão ótica. Na tela, observamos duas linhas paralelas, nas cores preta e azul-escura, atravessadas por outras linhas que se cruzam e, dependendo da observação, vemos um losango ou um objeto tridimensional. Lauand experimenta, com essas formas, técnicas para a abstração.

Judith Lauand tem intensa atividade desde o início de sua carreira, na época com pinturas mais figurativas e acadêmicas, mas firmando sua produção com as características da arte concretista. Experimenta a arte pop, porém, segue trabalhando com abstrações em seus desenhos. Notável pelo rigor matemático e pela precisão das formas, Judith Lauand evidencia em sua produção composições de linhas e vetores que denotam movimento, trabalhando também com escolhas cromáticas que conferem vivacidade às obras.

Fonte: Itaú Cultural.

Paulo Pasta, 1959, Ariranha, SP, Brasil. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil.

Pintor, desenhista e gravador, Paulo Pasta busca construir uma temporalidade na pintura. As cores e as formas em seus trabalhos parecem planificar a percepção da passagem do tempo: diante das telas, o presente coloca-se de uma maneira quase absoluta. As formas e as geometrias representadas nas atmosferas espessas realizadas pelo artista são vagarosamente reconhecidas por um olhar atento do espectador – colocado entre horizontes e obstáculos, que impedem que se veja o espaço da representação com nitidez. A densidade e o tempo criados por Pasta são contrários a qualquer concessão ao mundo prático e a suas necessidades de presteza e prontidão: é no rumor e na abertura ao tempo presente que recai sua poética.

Doutor em artes plásticas pela Universidade de São Paulo, SP (2011), realizou exposições individuais em diversos espaços, como Museu de Arte Sacra de São Paulo, SP (2021); Simões de Assis Galeria de Arte, Curitiba, PR (2019); Instituto Tomie Ohtake e Anexo Millan, São Paulo, SP (2018); Galeria Carbono, São Paulo, SP, e Paulo Darzé, Salvador, BA (2017); Palácio Pamphilj, Roma, Itália (2016); Galeria Millan e Anexo Millan e Museu Afro Brasil, São Paulo, SP (2015); Sesc Belenzinho, São Paulo, SP (2014); Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, RS (2013); Centro Cultural Maria Antonia, São Paulo, SP (2011); Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, RJ (2008); Pinacoteca do Estado de São Paulo, SP (2006); entre outros.

Também participou de importantes exposições coletivas, entre elas: Vício impune: o artista colecionador, Galeria Millan e Galeria Raquel Arnaud, São Paulo, SP (2021); 1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, SP (2021); Pinacoteca: acervo, Pinacoteca de São Paulo, SP (2020); MAC-USP no Século XXI – A Era dos Artistas, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, SP (2017); Clube de Gravura – 30 Anos, Museu de Arte Moderna de São Paulo, SP, e Os Muitos e o Um, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, SP (2016); 30 x Bienal, Pavilhão da Bienal, São Paulo, SP (2013); Europalia, International Art Festival, Bruxelas, Bélgica (2011); Matisse Hoje, Pinacoteca do Estado de São Paulo, SP (2009); Panorama dos Panoramas, MAM-SP, SP (2008); MAM [na] Oca, Oca, São Paulo, SP (2006); Arte por Toda Parte, 3a Bienal do Mercosul, Porto Alegre, RS (2001); Brasil + 500 – Mostra do Redescobrimento, Pavilhão da Bienal, São Paulo, SP (2000); III Bienal de Cuenca, Equador (1991), entre outras.

Suas obras integram diversas coleções, entre as quais: Pinacoteca do Estado de São Paulo, SP; Museu de Arte Moderna de São Paulo, SP; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, RJ; Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, SP; Museu de Belas-Artes do Rio de Janeiro, RJ; Colección Patricia Phelps de Cisneros, Nova York, EUA; e Kunsthalle, Berlim, Alemanha.

KENNETH KEMBLE (Buenos Aires 1923-1998) Estudou pintura em 1950, com seu primeiro professor, Raúl Russo. Em 1951 frequenta a Academia de André Lothe, corre museus em Paris e na França, Itália, Espanha, Inglaterra, Bélgica e Holanda.

Nos anos 50 retorna à Argentina, com sua primeira esposa, Terry Hanrahan. A sua estadia é breve, uma vez que viaja para os EUA em 1955 e permanece lá por três meses durante o ano nasceu a filha Katherine.

Em 1956, divorciados e novamente em Buenos Aires, ele conhece Silvia Torras, um jovem estudante de arte, juntos fundaram uma relação pessoal e profunda artística.

A partir de 1956, ele começou a desenvolver uma série de colagens e pinturas a óleo – feitos com trapos, prateleiras, caixas, cobertores, que representam uma parte central da renovação da linguagem artística na Argentina. Entre 1958 e 1960 produziu sua série de “paisagens suburbanas” assemblages feito de madeira, cascas, folhas de metal desenhada por favelas Kemble de Cordoba. Em 1958, expôs pela primeira vez na Galeria Pizarro, New Art em exposição. Em 1961, leva adiante a exposição Destructive Art na Galeria Lirolay, experiência que abre o caminho para o conceptualismo na Argentina, e as experiências feitas no Instituto Di Tella e CAYC- Centro de Arte e Experimentación- durante o 60 e 70.

Em 1963, o Museu de Buenos Aires de Arte Moderna dedica sua primeira exposição retrospectiva no mesmo ano exposição individual no Museu de Arte Moderna de Miami.

Durante esse ano, ele se separa de Silvia Torras e meet Julie Capp, com quem se casou em terceiro casamento. Com ele irá se mover para Boston, EUA, onde viveu até 1965.

Entre 1960 e 1972, foi crítico de arte para o Buenos Aires Herald, é diretor do Museu de Luján entre 1968-1972 e em 1962 foi incorporada como um professor na Escola de Belas Artes Ernesto Cárcova, uma tarefa previamente reportado em sua oficina e continuará ao longo de sua vida. Durante 1968 Berta sabe Handel, sua quarta esposa e mãe de Juliet, sua segunda filha, nascida em 1971.

Em 1972, ele ganhou o primeiro prémio de pintura no Salão Nacional de Belas Artes Manuel Belgrano. O 70 será frutífero para a produção artística e crítica: publicado em vários escritos de mídia “A pintura não está se movendo, não barulhento e não é um meio de comunicação, felizmente” -1971 -, “Autocolonización Cultural I e II “e” Em Defesa da Academia “-1976-.

Durante o 80 exposição individual em galerias Alberto Elia -1980-, Benzacar -1985, 87, 89- e Centro de Arte e Comunicação-CAYC, 1988. Recebeu, em 1983, o prêmio de melhor ensino, concedido pela Associação Argentina de Críticos de Arte e Melhor Artista do Ano em 1985, concedido pela mesma instituição.

Em 1987, o crítico Rafael Squirm publicou o livro “Kenneth Kemble, ensaio crítico e biográfico”.

A 90 vê -1990- Borrachas exposição no Gallery, do Instituto Ibero-Americano de Cooperação -ICI de 1994, Nexus Gallery -1998-. Em 1994, venceu o Grande Prêmio de Honra Belas Artes Hall. Entre 1995 e 1998 ocorrem duas grandes exposições retrospectivas, o primeiro na Exposição Nacional eo último no Centro Cultural Recoleta, intitulado A Grande Ruptura. Works (1956-1963), com curadoria de Marcelo Pacheco.

Kemble morreu em 30 de abril de 1998. Ele deixa para trás inúmeras obras, poemas e escritos. Seu descanso cinzas em La Falda, Córdoba, seu refúgio, onde fez o que ele mais amava: comer, pintura, leitura e, acima de tudo, ouvir música.

Toulouse-Lautrec (Albi24 de novembro de 1864 — Saint-André-du-Bois9 de setembro de 1901) foi um pintor pós-impressionista e litógrafo francês, conhecido por pintar a vida boêmia de Paris do final do século XIX. Sendo ele mesmo um boêmio, faleceu precocemente aos 36 anos de sífilis e alcoolismo. Trabalhou por menos de vinte anos mas deixou um legado artístico importantíssimo, tanto no que se refere à qualidade e quantidade de suas obras, como também no que se refere à popularização e comercialização da arte. Toulouse-Lautrec revolucionou o design gráfico dos cartazes publicitários, ajudando a definir o estilo que seria posteriormente conhecido como Art Nouveau. Filho mais velho do Conde Toulouse-Lautrec-Monfa, de quem deveria herdar o título, falecendo antes do pai. Toulouse-Lautrec sofria de uma doença genética rara, a Pycnodysostosis, que ficou mais tarde conhecida como Doença de Toulouse-Lautrec. Trata-se de uma doença autossômica recessiva caracterizada por ossos frágeis e baixa estatura. Aos dezesseis anos foi estudar pintura com Léon Bonnat, professor rígido que não o agradava. Logo depois foi estudar com Fernand Cormon, cujo estúdio ficava nas ladeiras suburbanas de Montmartre, em Paris. Foi lá que Lautrec descobriu a inspiração que lhe faltava. Mudou-se para aquele bairro, de má fama, e encontrou seu lugar entre trabalhadores e artistas de caráter duvidoso.

Fonte: Wikipedia

Amílcar Augusto Pereira de Castro (Paraisópolis/MG, 1920 – Belo Horizonte/MG, 2002)

Escultor, gravador, desenhista, diagramador, cenógrafo, professor. Um dos principais artistas plásticos brasileiros do século XX, Amílcar de Castro promoveu inflexões radicais e inovadoras no campo da escultura e da geometria, tornando-se referência incontornável para essa forma de expressão artística, tanto no Brasil quanto no mundo.

Muda-se com a família para Belo Horizonte em 1935 e estuda na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre 1941 e 1945. A partir de 1944, frequenta a Escola de Belas Artes de Belo Horizonte, onde participa curso livre de desenho e pintura com Guignard. Com o professor, aprende a usar o lápis duro, o que exige firmeza no traço. Estuda escultura figurativa com Franz Weissmann. No fim da década de 1940, assume alguns cargos públicos, que logo abandona, assim como a carreira de advogado.  

Artisticamente, dá-se a passagem do desenho para a tridimensionalidade. Em 1952, muda-se para o Rio de Janeiro e trabalha como diagramador em diversos periódicos, com destaque para a reforma gráfica realizada no Jornal do Brasil. Depois de entrar em contato com a obra do artista suíço Max Bill, realiza sua primeira escultura construtiva, exposta na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1953. Participa de exposições do grupo concretista, no Rio de Janeiro e em São Paulo, em 1956, e assina o Manifesto neoconcreto em 1959.

Em sua escultura, em vez de adicionar ou subtrair matéria, parte de um plano (circular, retangular, quadrado etc.) que é cortado e dobrado, formando um objeto tridimensional articulado por intenso diálogo com o espaço. Sem fragmentar a matéria, a separação provocada pelos cortes e dobras mantém a unidade interna da escultura. A ausência da solda, o que lhe daria um caráter artificial, e a resistência do ferro à ação do homem, devido à espessura das placas, convivem com a presença do tempo que o encardido da ferrugem explicita. Se os concretistas, sobretudo Max Bill, partem de uma ideia e sublimam a matéria de que é feita a escultura, Amilcar de Castro mantém sua ligação com o solo e com a natureza. 

Em 1960, participa da Mostra Internacional de Arte Concreta, organizada em Zurique por Max Bill. Em 1968, vai para os Estados Unidos, conjugando bolsa de estudo da Guggenheim Memorial Foundation com o prêmio de viagem ao exterior obtido na edição de 1967 do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM). Nesse período, realiza algumas esculturas que partem de anéis, chapas e fios de aço. Essas peças, às quais não dá sequência, possuem diferentes pontos de equilíbrio no solo. 

De volta ao Brasil, em 1971, fixa residência em Belo Horizonte. Torna-se professor de composição e escultura da Escola Guignard, na qual trabalha até 1977, inclusive como diretor. Entre as décadas de 1970 e 1980, leciona na Faculdade de Belas Artes da UFMG. Nesse período, retoma intensamente o desenho e dá continuidade à escultura anterior ao período americano. Em seus desenhos – ligados profundamente ao trabalho escultórico e à litografia que desenvolve nos anos 1990 –, seu gesto se acentua e alguns permitem diversas posições e configurações (o artista inclusive assina em vários lados). A organização do espaço surge neles sem um projeto anterior, como se pode ver na fluidez de seu gesto e do rastro da pincelada. Em parte de suas últimas esculturas, não realiza dobras, mas apenas cortes em espessas paredes de ferro que deixam a luz passar. Em algumas, liberta um sólido móvel, mas resguarda a unidade que o corte a princípio teria desfeito. É a sutil justaposição desse sólido ao plano que mantém a possibilidade de sua integração ao todo. 

Em 1990, aposenta-se da docência e passa a dedicar-se com exclusividade à atividade artística. Em 1999, apresenta trabalhos novos em exposição realizada no Centro de Arte Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro, em que respeita o limite de resistência das lajes do histórico edifício. Ao lado do prédio, na praça Tiradentes, expõe um conjunto de peças monumentais. Em suas últimas esculturas, afastado da ortodoxia construtiva, não parte de figuras geométricas regulares que caracterizam um período de sua produção.

Há muito tempo fora da base, suas obras se estendem horizontalmente no solo e dialogam com a paisagem. Num percurso de cerca de cinco décadas, Amilcar de Castro experimenta infinitas possibilidades do plano. Resistente ao excesso de racionalismo, suas dobras tornam a geometria maleável e mais humana.

Fonte: Itaú Cultural.

 

Alex Vallauri (Asmara/ET, 1949 – São Paulo/SP, 1987)

Grafiteiro, artista gráfico, gravador, pintor, desenhista, cenógrafo. Conhecido como o mestre do grafite no Brasil, caracteriza-se como um artista revolucionário. Conectado com seu tempo, desenvolve seu trabalho incorporando o kitsch e a arte pop, fazendo dos muros cinzas de grandes cidades a sua principal tela, a partir de diferentes técnicas, entre elas, o estêncil.

Chega ao Brasil em 1965, com 16 anos, estabelecendo-se com a família em Santos, no litoral de São Paulo. Nessa época, inicia-se em xilogravura e produz registros gráficos de alto contraste, cujos temas são personagens do porto, como estivadores e prostitutas. O artista logo se destaca: é premiado no Salão de Arte Jovem, de Santos, em 1968, e realiza sua primeira exposição individual, em 1970, na Associação Amigos do Museu de Arte Moderna de São Paulo (AAMAM/SP). No ano seguinte, já morando na capital paulista, forma-se em comunicação visual pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e, dois anos depois, torna-se professor de desenho de observação e livre expressão da mesma escola.

Na década de 1970, o artista desenvolve uma linguagem gráfica que evoca a pop art. Elabora xilogravuras de grandes dimensões que ganham o espaço público, como Boca com Alfinete (1973). Objetos e o corpo humano — ou fragmentos dele — são temas privilegiados dessas intervenções. Especializa-se em litografia no Litho Art Center de Estocolmo, Suécia, em 1975, e passa dois anos viajando por algumas cidades da Europa, onde tem contato com a arte que vinha sendo produzida nos grandes centros, como a pintura mural e as instalações urbanas. Em 1977, participa da 14ª Bienal Internacional de São Paulo com uma projeção de imagens de arte urbana colecionadas por ele, nomeada Ao Alcance de Todos, evidenciando o pensamento de Vallauri que fundamentaria sua obra. 

De volta ao Brasil, e dando continuidade à exploração de uma iconografia que remete à cultura de massa dos anos 1950, a partir de 1978, inicia sua produção em grafite, sendo reconhecido como seu precursor no Brasil. Usando o estêncil, concebe personagens que remetem aos das histórias em quadrinhos — apropriando-se de algumas de suas figuras conhecidas, como o personagem Mandrake, de Lee Falk (ca. 1911-1999) — e, em especial, às pin-ups

O artista acredita no potencial comunicativo da arte e que, por isso mesmo, defende que ela deve estar em todo lugar para todos. De acordo com o curador de arte João Spinelli, nessa época, o grafite ainda tem um caráter subversivo, sendo “caso de polícia”. Os desenhos são feitos de madrugada e apagados na manhã seguinte, reaparecendo, pelas mãos insistentes de seu autor, dias depois, em outros lugares. 

A subversão de Vallauri está também no conteúdo que marca sua obra. Sem ser panfletário, ainda segundo Spinelli, o artista produz trabalhos com posicionamento político a partir de elementos lúdicos, pois, para ele, a crítica à ditadura militar, vigente no Brasil à época, tal como era feita por partidos políticos e ativistas, já não chegava ao povo. Boca com Alfinete (1973) é um exemplo desses trabalhos, assim como seus grafites com um telefone vermelho fora do gancho, em referência ao telefone vermelho de Moscou como uma “ameaça” comunista, e araras com balões dizendo “já, já, já”, em alusão ao movimento Diretas Já, pela volta da democracia.   

Na década de 1980, sua arte passa a estampar outros lugares. Em 1982, Vallauri muda-se para Nova York, onde cursa artes gráficas no Pratt Institute até 1983. Nesse período, realiza uma série de grafites pela cidade, em pontos incomuns, como Soho, Greenwich Village e Broadway. Esses se diferenciam tanto na paisagem que se tornam referência da cidade, sendo posteriormente reproduzidos em cartões-postais. 

A contribuição de Alex Vallauri para as artes plásticas brasileiras e para o grafite, em especial, é, senão imensurável, bastante importante, sendo uma referência incontornável para a arte que se propõe a questionar padrões sociais e o próprio status da arte, de forma lúdica e acessível. O dia 27 de março foi instituído como Dia Nacional do Grafite, em homenagem ao artista. 

Fonte: Itaú Cultural.

Aldemir Martins (Ingazeiras/CE, 1922 – São Paulo/SP, 2006).

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador. Reconhecido pela produção figurativa amplamente difundida nos meios de comunicação, Aldemir Martins recorre a um repertório formal constantemente retomado, no qual se destacam: aves, sobretudo os galos; cangaceiros, inspirados nas figuras de cerâmica popular; gatos, realizados com linhas sinuosas; e ainda flores e frutas.

Começa a desenhar no Colégio Militar de Fortaleza, que frequenta desde 1934. Na década de 1940, trabalha como artista na capital cearense, ao mesmo tempo que busca atualizar o então incipiente meio artístico da cidade. No princípio da carreira, em 1941, ajuda a criar o Centro Cultural de Belas Artes (CCBA), com Mario Baratta (1915-1983), Antonio Bandeira (1922-1967), Raimundo Cela (1890-1954) e Inimá de Paula (1918-1999). O grupo monta um espaço para exposições permanentes e organiza salões e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passa a se chamar Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Martins produz desenhos, xilogravuras, aquarelas, pinturas e colabora, a partir de 1943, como ilustrador na imprensa cearense.

Em 1945, segue para o Rio de Janeiro com Antonio Bandeira e Inimá de Paula. Na cidade, participa de uma coletiva de artistas cearenses na Galeria Askanasy, organizada pelo pintor suíço Jean-Pierre Chabloz (1910-1984). No ano seguinte, muda-se para São Paulo, onde realiza sua primeira exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e retoma a carreira de ilustrador. Entre 1949 e 1951, frequenta os cursos do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e se torna monitor da instituição. Lá estuda história da arte com Pietro Maria Bardi (1900-1999) e gravura com Poty Lazzarotto (1924-1998). Durante o curso, produz o álbum de gravuras Cenas da seca do Nordeste, com prefácio de Rachel de Queiroz (1910-2003). Os trabalhos revelam a importante influência de Candido Portinari (1903-1962) tanto no tratamento do tema como no traço de Martins. Em 1951, faz desenhos de paus-de-arara, rendeiras e cangaceiros, trabalho que no mesmo ano recebe o prêmio aquisição para desenho na 1ª Bienal Internacional de São Paulo.

Dois anos mais tarde, realiza o cenário da peça Lampião, de Rachel de Queiroz. Em 1956, é premiado como melhor desenhista internacional na 28ª Bienal de Veneza e expõe em diversas partes do mundo. Em 1959, recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna e permanece por dois anos na Itália. Na década de 1960, trabalha muito com arte aplicada a objetos comerciais. Em 1962, cria cenário para o 1º Festival da MPB, produzido pela TV Record, e elabora estampas para tecidos da Rhodia Têxtil. Faz ilustrações dos aparelhos de jantar da série Goyana de Cora. A partir da segunda metade dos anos de 1960, cria esculturas de cerâmica e acrílico, além de joias em ouro e prata. Em 1969, ilustra bilhetes de loteria. Seis anos mais tarde, cria a imagem de abertura da telenovela Gabriela, da Rede Globo. Em 1981, repete a experiência na abertura da telenovela Terras do sem fim.

É pelo diálogo com o popular, pela encarnação de arquétipos da brasilidade com seus tipos e temas e pelo uso de linhas fortes e cores vibrantes do imaginário nacional que a obra de Aldemir Martins se projeta com destaque na cultura brasileira.

Fonte: Itaú Cultural.

Cesáreo Diaz, Rosto feminino, OST, 1919, 37 cm x 27 cm

Cesáreo Diaz (Buenos Aires/ARG, 1894 – 1994)

Nasceu em uma das famílias ilustres de origem espanhola na Argentina. Era descendente direto do Coronel Cèsar Díaz que participou ativamente da guerra de independência argentina, em cuja homenagem leva seu nome uma das mais belas avenidas de Buenos Aires. Pintor, desenhista e ilustrador autodidata, passou grande parte da sua vida nos mais importantes salões europeus ligados à arte, e é na Europa que aprendeu a pintar com os grandes mestres da época e que continuou os seus estudos por 17 anos. Percorreu espaços artísticos em Portugal, Espanha, França, Itália e Suíça. Principalmente na França, Díaz desenvolveu sua arte com grande maestria. Ele visitou o Brasil e o Norte da África.

Foi ilustrador de jornais e revistas importantes. Cesáreo Díaz, foi um pintor impressionista realista e figura entre os mestres do plástico argentino. Com o seu trabalho participou no Salão Nacional a partir de 1915, no Salão Nacional de Arte Decorativa em 1921 e 1922, e em outras importantes exposições coletivas, e em 1921 obteve a Medalha de Prata no Salão Nacional. Em 1922, Medalha de Ouro no Salão Nacional. Em 1927, Primeiro Prêmio e Medalha de Ouro na Exposição da Comissão de Artes Aplicadas. Ele produziu aquarelas daquela maneira fresca, espontânea e clássica que o distingue entre os nossos aquarelistas como um representante das tradições primitivas deste gênero de pintura. Há em suas obras, algo bem-educado, delicadeza e bom gosto.   

Fonte: Arte de la Argentina.

Nelson Ramos, Alerta, Serigrafia, Edição Eco Art, 98 x 70 cm

Nascido em Dolores, Soriano Departamento, a 19 de dezembro, 1932. Em 1951 ingressa na Escola nacional de Belas Artes de Montevideo, Uruguay, e, em 1959, com bolsa de estudo do governo brasileiro, aprende técnicas de gravura com Iberê Camargo e Friedlander no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Posteriormente em São Paulo, dedica-se ao desenho têxtil e ilustração para jornais locais.De 1962 a 1963 permanece um ano na Europa como bolsista. Ele recebeu inúmeros prêmios, incluindo: Grande Prémio de Pintura (Primeira Bienal de Jovens Artistas, Uruguai, 1961) Prêmio de Aquisição (Câmara Municipal nos anos de 1956, 1958, 1962 e 1967); Prêmio Desenho arte contemporânea americana e Espanha (Madrid, 1963), Grand Prix XXXI Salão Nacional de Artes Plásticas (1967) MID-AMERICA ALLIANCE Arts Award, EUA (1991) ECOART-Prêmio, Rio de Janeiro (1992), etc. Participou, entre outras, nas seguintes exposições: Primeira Bienal de Arte, Córdoba, Argentina (1962), VII Bienal de São Paulo, Palácio de Exposições, Roma (1964), Veneza XXXII Bienal, Primeira Bienal de Arte (Medellin, Colômbia , 1968); X Bienal de São Paulo, VII Festival Internacional de Pintura em Cagnes-sur-Mer (França, 1976), XVIII Bienal de São Paulo, Galeria Tretyakov, em Moscou (1988), Havana Quarta Bienal (1991); XLVII Venice Biennale, e assim por diante. Foi premiado com a Irmandade da B nai B rith do Uruguai.  Morreu em 2 de fevereiro de 2006.

Miguel Von Dangel
S/título, Serigrafia
98 x 70 cm Edição Eco Art

Miguel Von Dangel (1946) Nascido em Bayreuth na Alemanha, Miguel Von Dangel chega a Venezuela com três anos de idade. Depois de abandonar o bacharelado pela Taxidermia,decide estudar Escultura na Escola de Artes Plásticas Cristóbal Rojas, de Caracas, estendendo o seu interesse à pintura e à gravura. Em 1965 começa a expor individualmente, embora somente quatro anos depois tenha o reconhecimento da crítica e do público com a exposição de objetos intitulada “Sacrifixiones”. Em 1983, participa da Bienal Internacional de São Paulo com uma obra de grandes dimensões, “El Cuarto Barco”, uma síntese de suas intenções, idéias e práticas. Vive e trabalha em Caracas.

Cundo Bermúdez, S/título, Litografia, Edição Eco Arte, 98 x 70 cm, 1992

Cundo Bermúdez foi um pintor cubano. Secundino (Cundo) Bermúdez Delgado em Havana,  nasceu em Cuba, em 1914,  morreu na Flórida, E.U.A., em 30 de outubro de 2008.Em 1926, Bermudez foi admitido no “Instituto de Havana” e em 1930 se matriculou na renomada Escola Nacional de Belas Artes “San Alejandro”, onde estudou pintura por dois anos. Em 1934,  ingressou na Universidade de Havana para estudar direito e ciências sociais, formou-se em 1941. Mais tarde,  viajou para o México e estudou na Academia de San Carlos . Expõe individualmente pela primeira vez em 1942. Em 1949 fundou a Associação de Pintores e Escultores de Cuba (APEC) . Em 1956 obtém o 1º Prêmio da Exposição Internacional do Caribe e, em 1973, conquista outra premiação na mostra “Tributio à Picasso”, em Washington, E.U.A.Participa ainda da Bienal de Veneza na Itália, e da de São Paulo, Brasil.

Luiz Sacilotto (Santo André, São Paulo, 1924 – São Bernardo do Campo, São Paulo,  2003). Pintor, escultor e desenhista. Estuda pintura na Escola Profissional Masculina do Brás, entre 1938 e 1943, e desenho na Associação Brasileira de Belas Artes, de 1944 a 1947. Seus primeiros trabalhos demonstram uma recusa aos padrões acadêmicos e uma proximidade da estética do Grupo Santa Helena. A partir de 1944, passa a elaborar uma obra de caráter expressionista que se aprofunda até atingir, em 1948, um vigor fortemente marcado pelas cores e formas intensas. Em 1945, retoma o contato com seus colegas da Escola Profissional Masculina, os artistas Marcelo Grassmann (1925) e Octávio Araújo (1926), que lhe apresentam Andreatini (1921). Juntos, e com a ajuda de Carlos Scliar (1920 – 2001), realizam a mostra 4 Novíssimos, no Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB/RJ, no Rio de Janeiro, e passam a ser conhecidos como Grupo Expressionista. Sacilotto trabalha no escritório de arquitetura de Jacob Ruchti por volta de 1946. No mesmo ano, participa da exposição 19 Pintores, realizada na Galeria Prestes Maia, em São Paulo. Por ocasião desse evento, entra em contato com Waldemar Cordeiro (1925 – 1973), Lothar Charoux (1912 – 1987), com quem posteriormente funda o Grupo Ruptura, ao lado de Geraldo de Barros (1923 – 1998), Féjer (1923 – 1989), Leopoldo Haar (1910 – 1954) e Anatol Wladyslaw (1913). O convívio com o grupo é importante para seu aprimoramento teórico e o desenvolvimento de seu trabalho no ateliê, que desde meados de 1948 já esboça uma consciência abstrato-construtiva. É um dos fundadores da Associação de Artes Visuais Novas Tendências, em 1963. Considerado um dos importantes artistas da arte concreta no Brasil e, com uma pintura que explora fenômenos ópticos, um dos precursores da op art no país.

Wilson Furtado Cavalcanti (Pelotas RS 1950). Pintor, gravador e desenhista. Conhecido como Cava, desde a juventude cria histórias em quadrinho. Ainda na adolescência, começa a estudar gravura e desenho no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Nesta escola se mantém de 1967 a 1979, tendo como mestres Danúbio Gonçalves (1925), Paulo Peres (1935), Carlos Martins (1945) e Marília Rodrigues (1937), entre outros. Entre 1974 e 1978, suas histórias em quadrinhos são publicadas em diversos jornais e revistas estaduais e nacionais, tais como Folha da ManhãPasquimPlaneta etc. Organiza junto com outros artistas um manifesto sobre Arte na Rua, no Ponto de Arte de Porto Alegre. Participa de dois livros de humor: 14 Bis, da Editora Garatuja e Antologia do Humor Gaúcho, da LPM Editora. Tem grande importância no cenário cultural de Porto Alegre, tendo fundado o ateliê de gravura em metal do Museu do Trabalho, em 1988, o Atelier de Litografia Oficina 11, em 1992, o Núcleo de Gravuras do Rio Grande do Sul e a Associação Independente de Artistas (AINDA), em 1997. Neste ano exerce a função de Secretário Substituto da Secretaria de Cultura de Viamão RS.

http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa24784/wilson-cavalcanti

Franz Joseph Weissmann (Knittelfeld, Áustria 1911 – Rio de Janeiro RJ 2005). Escultor, desenhista, pintor e professor. Vem para o Brasil em 1921. No Rio de Janeiro, entre 1939 e 1941, frequenta cursos de arquitetura, escultura, pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes (Enba). De 1942 a 1944, estuda desenho, escultura, modelagem e fundição com August Zamoyski (1893-1970). Em 1945, transfere-se para Belo Horizonte, onde ministra aulas particulares de desenho e escultura. Três anos depois, Guignard (1896-1962) convida-o a lecionar escultura na Escola do Parque, que mais tarde recebe o nome de Escola Guignard. Inicialmente, desenvolve uma obra pautada no figurativismo. A partir da década de 1950, gradualmente elabora um trabalho de cunho construtivista, com valorização das formas geométricas, submetendo-as a recortes e dobraduras, utilizando chapas de ferro, fios de aço, alumínio em verga ou folha. Integra o Grupo Frente, em 1955. No ano seguinte, volta a residir no Rio de Janeiro e participa da Exposição Nacional de Arte Concreta, em 1957. É um dos fundadores do Grupo Neoconcreto, em 1959. Nesse ano viaja para a Europa e o Extremo Oriente, retornando ao Brasil em 1965. Na década de 1960, expõe a série Amassados, elaborada na Europa com chapas de zinco ou alumínio trabalhadas a martelo, porrete e instrumentos cortantes, alinhando-se temporariamente ao informalismo. Posteriormente volta a aproximar-se das vertentes construtivas. Nos anos de 1970 recebe o prêmio de melhor escultor da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA), participa da Bienal Internacional de Escultura ao Ar Livre, em Antuérpia, Bélgica, e da Bienal de Veneza. Realiza esculturas monumentais para espaços públicos de diversas cidades brasileiras, como na Praça da Sé, em São Paulo; no Parque da Catacumba, no Rio de Janeiro; e no Palácio das Artes, em Belo Horizonte.

Henry Spencer Moore (Castleford, Yorkshire, 1898 — Perry Green, Hertfordshire, 1986) foi um escultor e desenhista britânico que desenvolveu uma obra tridimensional predominantemente figurativa, com breves incursões pela abstração.

Henry Moore foi um importante escultor inglês do século XX. É considerado um dos principais escultores de arte abstrata de origem britânica. Muitas de suas esculturas estão expostas ao ar livre, em várias cidades do mundo, principalmente nas da Inglaterra.

Características de seu estilo artístico (escultura): – Foi influenciado, no começo de sua carreira artística, pela arte pré-colombiana, principalmente da civilização maia.

– Teve influência também de artistas renascentistas e góticos, principalmente de Michelangelo e Giotto.

– Embora tenha recebido várias influências, desenvolveu seu estilo artístico próprio e original, ligado à arte abstrata.

– Buscou inspiração na natureza, principalmente nas formas de montanhas e cavernas, para confeccionar muitas de suas esculturas.

– O bronze e o mármore foram suas principais matérias-primas para a elaboração das esculturas.

– Também abordou em suas esculturas, temas ligados a crianças e à maternidade. Além disso, fez muitas esculturas mostrando corpo de pessoas deitadas ou encostadas.

– Principalmente na segunda etapa de sua carreira artística, após a Segunda Guerra Mundial, passou a imprimir em suas obras de arte forte preocupação com a humanidade.

Lygia Pape (Nova Friburgo RJ 1927 – Rio de Janeiro RJ 2004)

Artista plástica e cineasta, dedicou-se também ao magistério de arte. Cursou Filosofia na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estudos com Ivan Serpa e Fayga Ostrower, dedicando-se inicialmente à xilogravura. Participou das mostras do Grupo Frente (1952 a 1956) e das exposições de Arte Concreta em São Paulo (1956), no Rio de Janeiro (1957) e em Zurique (1960). Participou também das exposições do movimento neoconcreto (1957-1961), de cujo manifesto foi signatária. Realizou letreiros, cartazes e displays para filmes do cinema novo no período de 1962 a 1966, entre os quais se destacam Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos, Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, e O Padre e a Moça, de Joaquim Pedro de Andrade. Participou da Bienal de São Paulo (1955, 1957, 1959 e 1998) e de mostras no Brasil e no exterior ligadas ao abstracionismo geométrico. Entre 1981 e 1982, recebeu bolsa da Fundação Guggenhein, de Nova York. Premiada pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (1990) e em primeiro lugar pelo Johnnie Walker de Artes Plásticas (1999). Entre suas exposições mais recentes, merecem destaque: Galeria Camargo Vilaça, São Paulo (1992 e 1995); retrospectiva no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto (Portugal, 2000); Centro de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro (2002).

Antônio Garcia Pascoal (Itapui/SP, 1939)
Pintor. Após iniciar seus estudos na cidade natal, transferiu-se para São Paulo em 1956. Reside atualmente em São Caetano do Sul, onde instalou seu ateliê.

Sua primeira exposição data de 1989 participando do Projeto Arte na Rua, organizado pela prefeitura municipal de São Caetano do Sul onde obteve sua primeira menção honrosa. Recebeu inúmeros prêmios, menções honrosas, medalhas de prata, de ouro e prêmio aquisição e possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.

Guiado por uma inspiração fértil e uma busca de uma harmonia envolvente, a pintura de Antonio G. Paschoal é feita de serenidade, luz e arquitetura da paisagem. Em seus quadros, a cor é a protagonista principal, pontuada por contrastes tímbricos que dão lugar a paisagens sublimes.

O equilíbrio é produzido pela criação visual analítica, através da clareza harmoniosa das tintas e da luminosidade intensa e serena. Sua obra revela uma inspiração contínua, um permanecer fiel ao mundo interior, um deixar vibrar as forças nativas. Admirando seus quadros sentimos que o pintor não somente viu e assimilou as aparências visíveis da paisagem escolhida, mas ali viveu.

Embora possam existir paisagens pintadas magnificamente, mas somente como puro fato pictórico, com essa participação pessoal, a criatividade de Antonio G. Paschoal confere à visão um particular encanto que pode-se definir de intimidade. Através das obras “Jangadas e Jangadeiros” e “Paisagem de Penedo”, doadas ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, o artista demonstra fielmente que a natureza é a sua vida, como o são as cores, a alegria que pinta em seus quadros e a paz que transmite ao observador.

Fonte: ALESP.

(mais…)

Yoshiya Takaoka (Tóquio, 11 de junho de 1909São Paulo, 11 de agosto de 1978) foi um pintor, desenhista e professor nipo-brasileiro.

Em Tóquio estudou com Shin Kurihara. Chegou ao Brasil em 1925, morou em Cafelândia, estado de São Paulo, onde trabalhou na lavoura como outros imigrantes japoneses. Em 1929, já na cidade de São Paulo, para se sustentar, foi caricaturista, pintor de paredes e vendedor de pastéis. Estudou na Escola Profissional Masculina do Brás onde teve como colega Tomoo Handa. Aos poucos foi conhecendo e formando amizades com pintores brasileiros.

No ano de 1934, junto com seu inseparável amigo o pintor Yuji Tamaki mudou-se para o Rio de Janeiro. Ambos ingressaram no Núcleo Bernardelli, sendo orientados pelo pintor polonês Bruno Lechowski. Ainda que residindo no Rio de Janeiro, participaram do grupo Seibi-kai criado em São Paulo no ano seguinte por pintores japoneses imigrantes como eles.

Voltou a residir na capital paulista em 1944. Foi um dos primeiros a expor fora da colônia.

Foi para Paris em 1952, onde estudou mosaico com Gino Severini e frequentou a Académie de la Grande Chaumière.

Expôs na Bienal de São Paulo, no Salão Paulista e no Salão Nacional de Belas Artes. Sua obras estão no Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Museu Nacional de Belas Artes, na Pinacoteca do Estado, entre outra instituições e importantes coleções particulares.

Georges Wambach (1901-1965), nasceu na Antuérpia/Bélgica e morreu no Rio de Janeiro.

Pintor autodidata, transferiu-se em 1935 para o Brasil. Temperamento boêmio e andarilho contumaz, montou ateliê no Rio de Janeiro e fez constantes viagens pelo Brasil, tendo fixado em aquarelas e óleos paisagens de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará, Bahia, Amazonas, Acre, Pará etc. Em 1939 participou do Salão Nacional de Belas Artes. Realizou individuais na Galerie da la Toison D’Or, Bruxelas (Bélgica, 1938), no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (1942) e na Galeria Montparnasse, Rio de Janeiro (1945). Teve sua obra resgatada nos anos de 1980, quando foram realizadas em São Paulo duas mostras de sua pintura: Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte (1982) e Centro Empresarial Itaú/Conceição (1988).

Athos Bulcão – Rio de Janeiro, 2 de julho de 1918 – Brasília, 31 de julho de 2008

Em 1939, abandona o curso de medicina para dedicar-se à pintura. Apresentado por Murilo Mendes (1901 – 1975) ao casal Vieira da Silva (1908 – 1992) e Arpad Szenes (1897 – 1985), freqüenta o ateliê deles na década de 1940. Em 1945, trabalha como assistente de Candido Portinari (1903 – 1962) na construção do painel de São Francisco de Assis, na Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte. Entre 1948 e 1949, vive em Paris com bolsa de estudos concedida pelo governo francês. Realiza cursos de desenho na Académie de La Grande Chaumière e de litografia no ateliê de Jean Pons (1913). De volta ao Rio de Janeiro, ingressa no Serviço de Documentação do Ministério da Educação e Cultura – MEC, e realiza ilustração de catálogos e livros. Entre 1952 e 1958, dedica-se à realização de fotomontagens. Desde 1952, quando se integra à Companhia Urbanizadora da Nova Capital – Novacap, colabora em projetos do arquiteto Oscar Niemeyer (1907 – 2012). Realiza, entre outros, o projeto de painéis de azulejos e vitrais para a Igreja Nossa Senhora de Fátima e para o Palácio do Itamaraty, em Brasília, e relevos para o Memorial da América Latina, em São Paulo. Leciona na Universidade de Brasília – UnB, entre 1963 e 1965. Desde a década de 1970, trabalha com o arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé (1932), criando relevos e elementos arquitetônicos para a rede de hospitais Sara Kubistchek. Em 1993, é criada a Fundação Athos Bulcão, em Brasília.

Fontes:
Foto: https://pt.wikipedia.org/wiki/Athos_Bulc%C3%A3o
Texto: https://www.escritoriodearte.com/artista/athos-bulcao

Fernand Léger (1881-1955) foi um pintor francês, um dos mais destacados pintores do Cubismo, importante movimento artístico do século XX.

Fernand Léger (1881-1955) nasceu em Argentan, na Baixa Normandia, França, no dia 04 de fevereiro de 1881. De família de camponeses normandos, ainda criança mostrou seu interesse pelo desenho. Com 16 anos foi para Caen, capital da Alta Normandia para trabalhar como aprendiz de arquiteto.

Em 1900, mudou-se para Paris, onde trabalhou como desenhista em um escritório de arquitetura e retoques fotográficos. Entre 1902 e 1903 prestou serviço militar em Versailles. Depois de reprovado no exame de ingresso na Escola de Belas Artes de Paris, em 1903 entrou para a Escola de Artes Decorativas e para a Academia Julien. Nessa época frequentou vários ateliês e passou a ser atraído pela obra de Césanne.

Em 1909, Fernand Léger se aproxima dos artistas que seguiam o Cubismo, entre eles, os poetas Apolinaire, Max Jacob e Blaise Cendrars, e os pintores George Braque e o espanhol Pablo Picasso. Em 1911, realiza sua primeira exposição no Salão dos Independentes, onde se destacou com a tela “Nus na Floresta”. No ano seguinte participou da Section D’Or, em Paris, e publicou na revista Der Sturm, “Les Origines de la Peinture Contemporaine”. Nessa época realiza diversas exposições em Paris, Moscou e Nova York.

Em contato com o Cubismo, Legér não aceitou sua representação exclusivamente analítica para representar o mundo real, seus trabalhos apresentavam formas curvilíneas e tubulares, em contraste com as formas retilíneas usadas por Picasso e Braque. No quadro “Mulheres de Azul”, que marca o apogeu de sua fase de cubista, se percebe as características pessoais que o diferenciam do movimento.

Em 1914, com a eclosão da Primeira Guerra seus trabalhos são interrompidos durante quatro anos, quando foi enviado à frente de batalha. Em 1918, volta a expor suas obras, assina contrato com uma galeria e realiza grandes pinturas, cada vez mais influenciado pelo Modernismo, afasta-se da abstração. Entre os anos de 1923 e 1924, recebe Tarsilla do Amaral em seu ateliê.

Nos anos 30, Fernand Léger passou a fazer desenhos para vitrais, mosaicos e cerâmicas, além de cenários para o teatro e balé, projetos de decoração e trabalhos para o cinema, entre eles, a direção do filme “Le Balet Mécanique” (1924). Em 1935, fez uma exposição de suas obras no Instituto de Artes de Chicago.

Em decorrência da Segunda Guerra Mundial, Léger se refugia nos Estados Unidos, onde vive entre 1940 e 1945. Nessa época, continua a dissociar a cor do desenho, procedimento que não abandona mais. Em 1945 voltou para a França, levando uma série de composições inspiradas na paisagem industrial americana. Passa a produzir obras em série, retratos, temas dos divertimentos populares, como ciclistas, palhaços, acrobatas, entre outros.

Fernand Léger faleceu em Gif-Sin-Yvette, Seine-et-Oise, França, no dia 17 de agosto de 1955.

Eliseu D’Angelo Visconti (Salerno, Itália 1866 – Rio de Janeiro RJ 1944) Pintor, desenhista, professor.

Eliseu Visconti vem com a família para o Rio de Janeiro, entre 1873 e 1875, e, em 1883, passa a estudar no Liceu de Artes e Ofícios, com Victor Meirelles (1832 – 1903) e Estêvão Silva (ca.1844 – 1891). No ano seguinte, sem deixar o Liceu, ingressa na Academia Imperial de Belas Artes – Aiba, tendo como professores Zeferino da Costa (1840 – 1915), Rodolfo Amoedo (1857 – 1941), Henrique Bernardelli (1858 – 1936), Victor Meirelles e José Maria de Medeiros (1849 – 1925). Em 1888, abandona a Aiba para integrar o Ateliê Livre, que tem por objetivo atualizar o ensino tradicional. Com as mudanças ocorridas com a Proclamação da República, a Aiba transforma-se na Escola Nacional de Belas Artes – Enba. Visconti volta a freqüentá-la e recebe, em 1892, o prêmio de viagem ao exterior. Vai à Paris e ingressa na École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts [Escola Nacional e Especial de Belas Artes]; cursa arte decorativa na École Guérin, com Eugène Samuel Grasset (ca.1841 – 1917), um dos introdutores do art nouveau na França. Viaja à Madri, onde realiza cópias de Diego Velázquez (1599 – 1660), no Museo del Prado [Museu do Prado], e à Itália, onde estuda a pintura florentina. Em 1900, regressa ao Brasil e, no ano seguinte, expõe pela primeira vez na Enba. Executa o ex-libris para a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e vence o concurso para selos postais e cartas-bilhetes, em 1904. Em 1905 é convidado pelo prefeito da cidade, engenheiro Pereira Passos, para realizar painéis para a decoração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre 1908 e 1913, é professor de pintura na Enba, cargo a que renuncia por descontentamento com as normas do ensino. Retorna à Europa para realizar também, entre 1913 e 1916, a decoração do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e só se fixa definitivamente no Brasil em 1920. Segundo alguns estudiosos, é considerado um praticante do art nouveau e do desenho industrial e gráfico no Brasil, com obras em cerâmica, tecidos e luminárias.

Décio Rodrigues Villares (Rio de Janeiro RJ 1851 – idem 1931). Pintor, escultor e caricaturista. Formado pela Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), no Rio de Janeiro, estuda na Europa, intercalando idas e vindas entre 1872 e 1881. Aluno de pintores consagrados como Victor Meirelles (1832-1903), Alexandre Cabanel (1823-1889) e Pedro Américo (1843-1905), é classificado em primeiro lugar em concurso para professor da Académie des Beaux-Arts [Academia de Belas Artes] de Paris, mas rejeita o cargo por não querer se naturalizar francês. Na França, adere a teses positivistas. Retorna definitivamente ao Brasil em 1881 e passa liderar, em 1888, o grupo dos positivistas que se contrapõe aos modernistas e às reformas que eles exigem que sejam implementadas na Aiba. Passa a desenhar caricaturas para jornais satíricos e, em 1889, participa da concepção da bandeira brasileira. Expõe em 1874, no salão de Paris, o quadro Paolo e Francesca da Rimini. Participa da 25ª e da 26ª Exposições Gerais de Belas Artes na Aiba. Parte de suas obras é incendiada porque sua esposa, num acesso de loucura logo após a morte de Villares, ateia fogo a seu ateliê.

Décio Villares forma-se na tradição instituída pela Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), Rio de Janeiro, trabalhando tanto na pintura quanto na escultura. Por influência de Pedro Américo (1843-1905) pinta temas bíblicos, e chega a receber uma medalha de ouro pela obra São Jerônimo, na Exposição Geral de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1879. Suas posições ressoam na pintura: nesse momento, a última década do império, Villares é um pintor de formação conservadora, religiosa, e católico fervoroso. Em sua estada na Europa, se aproxima da doutrina positivista, deixando para trás o catolicismo e afirmando-se na perspectiva positivo-materialista inaugurada pelo filósofo Auguste Comte. É nessa época que pinta as obras Queda do Cristianismo e Virgem da Humanidade para o templo positivista de Paris. Por suas ideias, recusa naturalizar-se francês, e perde o cargo de professor da Académie des Beaux-Arts [Academia de Belas Artes] de Paris, conquistado com mérito em concurso.

De volta ao Brasil, em 1881, depara-se com o cenário que leva à proclamação da república oito anos mais tarde. A abolição da escravatura, a formação de mercado interno urbano, a introdução do sindicalismo no país por trabalhadores imigrantes, todo esse panorama coincide com o interesse pelo progresso do pintor positivista. As obras do período retratam estadistas e figuras públicas como Benjamin Constant, Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, entre outros. E partilhando esse espírito de criação de uma identidade nacional republicana que participa da criação da nova bandeira. A tarefa é criar um símbolo que represente as ideias da república brasileira e é cumprida, ou ao menos esboçada, em apenas uma noite. Na escultura e na estatutária, Villares não faz por menos. Talentoso no trato com metais, é o criador de belíssimos bustos também de importantes nomes, principalmente da política. Uma dessas peças coloca-o em injusta celeuma, o Monumento a Júlio Castilhos, em Porto Alegre, é comparado às obras do escultor Auguste Rodin (1840-1917), a tal ponto que rende a Villares uma acusação de plágio.

Em Retrato de Senhora, de 1889, pertencente ao Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), podemos notar características que se repetem em boa parte da obra do pintor. Excelente retratista, suas qualidades no gênero reafirmam-se no retrato feminino. Nesta tela, é notável sua capacidade vigorosa de transmitir, no lânguido olhar da pintura, o ideal feminino de uma época. A figura da mulher toma todo o espaço. Pode-se perceber a influência francesa na pompa, na riqueza de detalhes, na ostentação da postura. Os traços são delicados e finos e a coloração já se deixa tocar pelo romantismo. A calmaria dos olhos numa excepcional composição com a firmeza do conjunto, transparece vivamente a poesia de um talento delicado e criativo.

Nascimento: 18/7/1941 (Brasil, São Paulo, São Paulo),  Morte: 3/4/2012 (Brasil, São Paulo, São Paulo) – Cenógrafo, pintor, desenhista, gravador, arquiteto.

Nasceu em São Paulo, em 1941, filho de imigrantes alemães judeus. Em 1959 ingressou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), que concluiu em 1965. O ambiente cultural da faculdade provoca substancial amadurecimento criativo e, incentivado por uma série de mestres e colegas, Flávio Motta, Renina Katz e Julio Katinsky, desenvolve novas técnicas de desenho e pintura.

Em 1961 dedica-se ao aprendizado de xilogravura, quando passa a frequentar o ateliê do artista Savério Castellano. Frequenta os cursos de desenho e gravura em metal da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), ministrados por artistas plásticos reconhecidos.

Em 1970 retorna ao Brasil e inicia suas atividades profissionais. Abre escritório próprio de arquitetura e ateliê em São Paulo. Associa-se ao arquiteto e marchand César Luiz Pires de Mello, desenvolvendo trabalhos em conjunto. Participa das atividades da Galeria Cosme Velho e, com apoio de César Luiz, integra o acervo da galeria, participando de exposições. A partir de 1975 assume como professor, a cadeira de arquitetura de interiores, na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie.

Em 1979 inicia seu trabalho como gravador, produzindo serigrafias e litografias.

Desde os anos 70 expõe regularmente suas obras em diversas galerias, individualmente e em mostras coletivas, em São Paulo, outros estados do Brasil e no exterior.

Farnese de Andrade Neto (Araguari / MG, 1926 – Rio de Janeiro, / RJ, 1996), pintor, escultor, desenhista, gravador e ilustrador. Estudou em Belo Horizonte onde teve aulas de desenho – com Guignard como professor e colegas como Amilcar de Castro, Mary Vieira e Mário Silésio – na Escola do Parque. Depois mudou para o Rio de Janeiro onde havia mais recursos para o tratamento de sua tuberculose pulmonar.

Trabalhou como ilustrador para o Suplemento Literário do Diário de Notícias, Correio da Manhã, Jornal de Letras, e em periódicos como Rio Magazine, Sombra, O Cruzeiro, Revista Branca e Manchete.

Aperfeiçoou sua técnica de gravura em metal no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, tendo como orientador Johnny Friedlaender. Conheceu, nesse ateliê o artista Rossini Perez e com ele produziu trabalhos durante três anos.

A partir de 1964, passou a criar obras de materiais descartáveis naturais e industriais recolhidos por ele, como brinquedos destruídos, imagens de santos, cacos de vidro, conchas, mariscos e outros objetos marinhos. Também utilizava móveis adquiridos em antiquários, depósitos, brechós ou mesmo na rua. Presentes em suas obras também estão fotografias antigas, inclusive de sua própria família. No final da década de 60 além dos materiais perecíveis adquiridos de fontes diversas, ele acrescentou um novo material em suas obras: resina de poliéster.

Foi para a Espanha (Barcelona) – com o Prêmio de Viagem ao Exterior ganho no Salão Nacional de Arte Moderna – e lá montou seu estúdio que permaneceu até 1975 quando voltou para o Brasil (Rio de Janeiro) e morou até sua morte.

Arnaldo Roche Rabell ( 1955 , Puerto Rico ) é um pintor porto-riquenho . Formado em Arquitetura pela Universidade de Porto Rico, faz, posteriormente, Bacharelado e Mestrado em Belas Artes na School of the Art Institute of Chicago, EUA. Sua primeira exposição individual é realizada em Porto Rico, 1984, no Museu da Ponce, seguindo-se outras no seu país e nos Estados Unidos. Dentre as várias coletivas das quais tem participado destacam-se a XIX Bienal Internacional de São Paulo, 1987, e II Bienal de Cuenca no Equador, 1989. Expôs no Museu de Arte Contemporânea, Nova York, 1989 e no Museu de Arte Moderna de Caracas na Venezuela, 1990. Vive e trabalha em Porto Rico e Miami. Suas pinturas estão em muitas coleções públicas e privadas e também em exposições por todo o mundo.

 

 

 

Nasceu em Venâncio Aires (RS) em 1940.

Estudou desenho com Vasco Prado e Zorávia Bettiol, de 1959 a 1964. Expõe desde 1962. Sua primeira individual foi no ateliê de Vasco e Zorávia.

Domina o mármore, bronze e madeira. Em 1977 expôs no Centro de Estudos Brasileños, Buenos Aires, e, em 1978, na extinta Galeria de Arte do Clube do Comércio, Porto Alegre, ano em que cria o troféu Tibicuera. Também trabalha com o basalto.

A figura humana é dominante em seus trabalhos. Participou de importantes coletivas no País e exterior. Foi incluído e focalizado por Armindo Trevisan em Escultores contemporâneos do rio Grande do Sul.

Tem realizado exposições em Porto Alegre, com regularidade, nos últimos vinte anos. Em 1994 foi lançado livro-solo com texto do jornalista Carlos Urbim. Vive em Bento Gonçalves, RS, onde mantém ateliê.

Victor Vasarely Nascido em Hungria, (Pécs, 9 de abril de 1908 — Paris, 15 de março de 1997) foi um pintor e escultor húngaro radicado na França considerado o “pai da OP ART” (abreviatura de Optical Art) .  Nasceu em Pécs na Hungria, tendo ido posteriormente estudar arte em Budapeste, onde se familiarizou com o movimento Bauhaus e com os trabalhos de Noku Doi, Wassily Kandinsky e Josef Albers.   Em 1930, foi viver em Paris, onde trabalhou como designer gráfico em várias empresas de publicidade. Depois de um período de expressão figurativa, decidiu optar por uma arte construtivista e geométrica, tendo-se dedicado nos 13 anos seguintes ao aprofundamento de conhecimentos gráficos. O seu fascínio por padrões lineares levou-o a desenhar diversos motivos através da utilização de grelhas lineares bicolores (pretas e brancas) e das deformações ondulantes, onde a sensação de profundidade e a multidimensionalidade dos objetos foram sempre uma preocupação constante. Posteriormente, a introdução da cor nos seus trabalhos vai permitir ainda um maior dinamismo, através do qual pretendeu retratar o universo inatingível das galáxias, a gigante pulsação cósmica e a mutação biológica das células.

Elena Castellanos – 9 de setembro de 1929 – 18 de outubro de 2000. Natural de Montevideo Uruguay. Estudou no Instituto Escuela Nacional de Bellas Artes de Montevideo.
Realizou inúmeras exposições no Uruguay, Argentina e Brasil, suas obras também estão em acervos no México, Portugal, Venezuela, Estados Unidos e Espanha.

Mai Bavoso(Jundiaí, SP, 1963) Pintor. Trabalha desde 1983 no Vale dos Sinos, RS, participando de coletivas e salões na região. Em 1987 realizou sua primeira individual na Galeria Contemporânea de Artes, em Novo Hamburgo, cidade em que vive e trabalha. Além da presença de tonalidades intensas, outras características marcantes em suas pinturas são o uso contínuo de alguns elementos , como peixes,gatos, penas, pipas e cidades, elementos estes que se tornam marcas registradas do artista.

 

 

Mauro Altino Ferreira de Souza, o Mó, nasceu em SantAna do Livramento em 22.09.1963, tendo frequentado, após receber uma bolsa de estudos junto a rede pública de ensino, a Escola de Artes da ASPES, onde teve orientação. Residiu em Porto Alegre, onde frequnetou o Atelier Livre da Prefeitura. Reside em Santa Rosa, onde executa obras em vários materiais, com forte influência expressionista. Trabalha com cartuns e ilustrações para jornais, livros e participa de salões de humor pelo Brasil afora. Acredita na expontaneidade da arte e realiza oficinas com crianças da rede pública de ensino de Santa Rosa.

Mirela Bolognini. Pintora. Nasceu em 26 de julho de 1956, em Brusque, SC. Iniciou estudos de pintura com o artista argentino Vito Campanella. Frequentou o Atelier livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre onde foi aluna de Paulo Porcella. Desde 1977 participa de coletivas e salões, tendo obtido prêmio na Categoria Pintura no VIII Salão do Jovem Artista – RBS, Porto Alegre, 1980. Realizou individuais em diversas cidades do País.

 

Pintora nascida em Porto Alegre.

Cursos com Angelo Guido, Alice Soares e Mara Beatriz Caruso;

Escultura com Fernando Corona;  Pintura com Aldo Locatelli,

Aldo Malagoli, Fernando Baril e outros.

Litografia com Danúbio Gonçalves e Karuzo Ika.

 

Exposições:

de 1981 à 2001 – no Brasil e no Exterior

 

 

 

Mario Antonio Soldatelli   Natural de Flores da Cunha – RS, atualmente residindo em Porto Alegre. Autodidata, desde criança já desenhava e pintava. Sua outra grande paixão é a aviação, sendo ex-integrante da Força Aérea Brasileira – foi aluno da Escola de Especialistas da Aeronáutica e do Curso de Formação de Pilotos Militares – CFPM, Natal – RN, em 1973.  Participou de diversas exposições coletivas e individuais, recebendo vários prêmios, tais como: Primeiro lugar no Centenário da Imigração Italiana no Rio Grande do Sul, com a obra “As Botas do Imigrante”.
Premiado no III Salão de Artes Plásticas Luiz Teixeira.
Obras selecionadas para compor cartões Natalícios.
Três obras na Pinacoteca Aldo Locatelli, Museu Municipal de Caxias do Sul e várias obras por todo o Brasil, bem como no exterior.
 

 

 

 

 

 

Nascido em Ribeirão Pret0 SP em 1966    

Um verdadeiro artista, dono de uma sensibilidade latente. Consegue interagir com as cores, como se elas sempre tivessem feito parte de sua vida. A harmonia plástica resulta na busca constante do significado dessa simbologia impregnada na obra desse artista que tenta perpetuar sua contribuição para a história da arte.

                                                        

2015-Exposiçâo na Casa Bacacrirá São Sebastião SP

2015-Duas obras leiloadas por Aloysio Magalhães São Paulo

2014-Flip Paraty no Restaurante Sarau, Paraty RJ

2014– Pintando ao vivo, Centro Cultural São Paulo SP

2013– Pintando ao vivo, Centro Cultural São Paulo SP

2012Joh Mabe Espaço de Arte e Cultura São Paulo SP

2012-Flip Paraty Exposicão no Restaurante Sarau, Paraty RJ

2010Bienal de Firenze- Itália

2001-Galeria K2 Criação pinturas móveis e objetos

2000Galeria Arte Aplicada São Paulo SP

2000-Centro Cultural Bacarirá, Camburi São Sebastião SP

1999-Bienal de São Paulo Prêmio Michelangelo São Paulo SP

1999Prêmio Bunkio Fudação Bunkio São Paulo SP

1999-Oficinade Agosto São Paulo SP

1998-V Salão Nacional Universitário de Artes Plásticas Fasm São Paulo

1998-Faculdade de belas Artes São Paulo SP

1992-Museu Conselheiro Rodrigues Alves. Premio Jovem Artista Guaratinguetá SP

Emeric Marcier (Cluj, Romênia 1916 – Paris, França 1990) Pintor, muralista. Estuda na Accademia di Belli Arti de Brera [Academia de Belas Artes de Brera], em Milão, Itália, de 1935 a 1938.

Marcier viveu em Bucareste e, de 1935 até 1938, estudou na Real Academia de Belas Artes de Brera (Accademia di Belli Arti de Brera), em Milão, conhecendo a pintura italiana do pré-renascentismo. Em 1939, ele fez um curso de escultura na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, em Paris, onde montou seu ateliê.  Em 1940, por causa da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), viaja para Lisboa, onde permanece por um breve período. Colabora na revista Presença e mantém contato com escritores portugueses. Vem para o Brasil nesse ano, trazendo três cartas de apresentação endereçadas a José Lins do Rego (1901-1957),  Mário de Andrade (1893-1945) e Candido Portinari (1903-1962).  Fixa residência no Rio de Janeiro e torna-se amigo dos escritores Jorge de Lima (1893-1953) e Murilo Mendes (1901-1975) e  Lúcio Cardoso (1912-1968), que o influenciam a converter-se ao catolicismo, abandonando o judaísmo. Reside no bairro de Santa Teresa, tendo inclusive alugado de Djanira (1914-1979) uma sala ampla onde pinta sua grande Crucificação, hoje desaparecida.Colaborou com a revista O Cruzeiro, viajando, em 1942, entre diversas cidades históricas mineiras. Entre 1947 e 1950, começou a trabalhar em obras murais, baseado na arte mural italiana dos séculos XIII e XIV (ver afresco). Marcier executou murais com temas religiosos em Barbacena, que se tornou o seu modelo de paisagens, na Capela Cristo Rei de Mauá, em São Paulo, e no antigo convento dos Dominicanos (hoje Escola da Serra) em Belo Horizonte, onde pintou o “Encontro em Emaús”, afresco que foi restaurado em 2009.  A partir de 1971, sua morada passou a ser definitivamente o Rio de Janeiro.

 

Jean-Michel Basquiat (Nova Iorque, 22 de dezembro de 1960Nova Iorque, 12 de agosto de 1988) foi um artista americano. Ganhou popularidade primeiro como um grafiteiro na cidade onde nasceu e então como neo-expressionista. As pinturas de Basquiat ainda são influência para vários artistas e costumam atingir preços altos em leilões de arte. Basquiat começou a ser mais amplamente reconhecido em junho de 1980 quando participou do The Times Square Show, uma exposição de vários artistas patrocinada por uma instituição de nome “Colab”. Em 1981, o poeta, crítico de arte e “provocador cultural” Rene Ricard publicou um artigo em que comentava sobre o artista. Isso ajudou a catapultar de vez a carreira de Basquiat internacionalmente. Nos anos consecutivos, Basquiat continuou a exibir sua obra em Nova York ao lado de artistas como Keith Haring e Barbara Kruger. Também realizou exposições internacionais com a ajuda de galeristas famosos.

Paulo Porcella nasceu em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, no dia 04 de fevereiro de 1936.    Ingressa no Instituto de Artes da UFRGS em 1957. Em 1961, aos 25 anos, Porcella faz a sua primeira exposição na Alliance Française em Porto Alegre. Em 1963 conclui o curso na universidade, decide passar seis meses só pintando. Segue, então, sua jornada de exposições como nome que já figura nas agendas de diversas galerias em Porto Alegre. Nessa ocasião é convidado para lecionar no Instituto Técnico de Desenho, o ITD, onde desempenhou a função de professor, de 1964 a 1966. Inicia-se na carreira de arte educador. Em 1968 é professor contratado pela Escola de Belas Artes, em Novo Hamburgo, e em 1973 também passa a lecionar na Escola Superior de Artes Santa Cecília, em Cachoeira do Sul, até 1975. Ingressa na Prefeitura de Porto Alegre como instrutor de artes plásticas no Atelier Livre, quando o mesmo deixa o Altos do Mercado Público, transferido para a Rua Lobo da Costa nº291. Porcella, na “cadeira” de pintura, integra a equipe já composta por Danúbio Gonçalves, em técnicas gráficas, Paulo Peres, no desenho, Anestor Tavares, nos entalhes e Wilbur Olmedo, na cerâmica. Mesmo desempenhando a função de instrutor de arte e diretor do atelier livre da prefeitura, em 1980-81, Porcella continua a sua produção como artista plástico. A dupla função de artista plástico e facilitador no ensino das artes tem sido uma constante na vida de Porcella. Do encontro com o escritor Luiz Antônio de Assis Brasil, colega do Atelier Livre, surge a proposta do Atelier Estúdio de Artes Visuais, uma escola de arte que funcionou na Rua Tobias da Silva nº 120, em 1981-82 e contava com uma equipe de grandes mestres: Alice Brueggemann, Nataniel Guimarães, Plínio Bernhardt, Paulo Porcella e Vera Wildner. O atelier também oferecia palestras sobre arte e literatura com artistas convidados do cenário nacional e mantinha ainda uma pequena galeria de arte.Durante sua trajetória nas artes visuais, Porcella, além de desenvolver uma carreira individual nos seus antigos atelieres na Rua Dr. Flores, na Galeria Nação e, posteriormente, na esquina com a Siqueira Campos, onde também tinham ateliers os artistas plásticos Jader Siqueira, João Mottini e Fernando Baril, participou de grupos de experimentação e pesquisa nas artes visuais. Destacam-se entre eles o Atelier 6, que desenvolvia suas atividades no atelier da artista Isabel Marroni, em 1990, tendo como integrantes, além de Paulo Porcella e Isabel Marroni, Rosy Moreno, Elizabeth Costa, Miguel Ból e Celina Ten Caten. Posteriormente contaram também com a participação de Angelo Braguirolli, Rosana Almendares, Marilia Fayh Paulitsch e Marisa Veeck. O Atelier 6 fez várias exposições no estado do Rio Grande do Sul e no país até 1998. Em 1996 o grupo passa a fazer parte e a expor juntamente com a ENARTES. Tendo inicio em 1995, a Enartes – Encontro das Artes –, grupo organizado por Adair Ferreira de Souza e Jossenei da Silva Souza e tendo como “madrinha” e incentivadora Alice Brueggemann, tem por objetivo promover exposições, work shops e intervenções artísticas itinerantes pelo Rio Grande do Sul, Brasil e Europa.  De 2005 a 2007, Porcella compõe a equipe de instrutores de arte no MARGS, juntamente com Plinio Bernhardt e Enio Lippmann, onde criou o curso “Desenhe Pintando”. Ao longo destes cinquenta anos de arte e ensino de arte, Porcella tem mantido diálogo com outros artistas e aprendizes, pois acredita no enriquecimento que estas trocas promovem à reflexão, sempre realimentando o processo criativo.

A artista plástica brasileira Wega Nery Gomes Pinto mais conhecida por Wega Nery nasceu no dia dez do mês de março do ano de 1912 em Corumbá e faleceu no dia vinte e um do mês de maio do ano de 2007 no Guarujá. A artista plástica foi morar em São Paulo para estudar no Colégio Sion e terminou o ginásio no ano de 1930 e depois disso fez pedagogia, didática e psicologia. Muito estudiosa passou a dar aulas e mais tarde se tornou inspetora federal de ensino e nessa época voltou a pintar e desenhar como uma forma de didática.

No ano de 1932 passou a publicas na revista O Malho poesias usando o nome vera Nunes e no ano de 1946 passou a estudar na Escola de Belas Artes, em São Paulo onde ficou amiga de Joaquim da Rocha Ferreira e Theodoro Braga. Realizou muitas exposições individuais entre as mais recentes estão: no ano de 1994 20 Obras do Trajeto Abstrato de Wega Nery que aconteceu na MAC/USP na cidade de São Paulo e A Ilha Verde de Wega no Centro Cultural São Paulo na cidade de São Paulo e no ano de 2006 Casa Cor que aconteceu no Guarujá.

 

Gastão Tesche. Pintor e muralista. Santa Cruz do Sul, RS, 1932. Autodidata. Vem atuando desde 1947, quando obteve o primeiro lugar num concurso de desenho promovido pela Liga de Defesa Nacional, Porto Alegre. Projetou diversos murais e participa de coletivas e salões desde 1960. Sua primeira individual foi na Associação de Cultura Franco-Brasileira, Porto Alegre, 1968.Em 1994 expôs no Espaço Alternativo Sogipa, também em Porto Alegre, onde vive e trabalha.

Fonte: Rosa, Renato.Dicionário de artes plásticas no Rio Grande do Sul/ Renato Rosa e Decio Presser.Porto Alegre, Ed.Universidade/UFRGS, 1997.

Biografia:
Exposições Nacionais
1960
– I Salão de Artes Plásticas da AFCEEE – Medalha de Prata – Porto Alegre – RS
1961
– I Salão de Artes Plásticas da Prefeitura Municipal – Porto Alegre – RS
– II Salão de Artes Plásticas do AFCEEE – Medalha de Prata – Porto Alegre – RS
1968
– Galeria de Arte Pancetti – Porto Alegre – RS
– Espaço Cultural da Associação de Cultura Franco-Brasileira – Porto Alegre – RS
1971
– Galeria de Arte Pancetti – Porto Alegre – RS
1972
– Galeria de Arte Oca Morganti – Porto Alegre – RS
– I Feira de Arte Contemporânea do Lions Club – Porto Alegre – RS
1973
– II Salão Nacional de Artes Visuais da UFRGS – Porto Alegre – RS
1974
– I Mostra de Artes das Olimpíadas do Exército – Brasília – DF
1977
– Espaço Cultural do Casa do Artista Plástico Riograndense – Porto Alegre – RS
– Espaço Cultural do Banco Europeu para América Latina – Porto Alegre – RS
1978
– V Carrossel de Arte do Clube Soroptimista – Novo Hamburgo – RS
1979
– Espaço Cultural da Casa do Artista Plástico Riograndense – Murais em Mosaico – Porto Alegre – RS
1982
– Museu de Arte do Rio Grande do Sul – Arte e Crítica – Porto Alegre – RS
1984
– Espaço Cultural da Sociedade Germânia – 160 Anos da Imigração Alemã no RGS – Porto Alegre – RS
1993
– Espaço Cultural Aldeia dos Piratas – Ilhas e Caravelas – Florianópolis – SC
1994
– Espaço Cultural do Sogipa – Porto Alegre – RS
1995
– Galeria de Arte Visage – Exposição Natalina – Santa Cruz do Sul – RS
– Galeria de Arte da Caixa Econômica Federal – Canela – RS
– Espaço Cultural do Casa de Portugal – Dia de Portugal – Porto Alegre – RS
– Galeria de Arte da Caixa Econômica Federal – Garibaldi – RS
– Espaço Cultural do Ginásio Poliesportivo e Cultural – Santa Cruz do Sul – RS
1996
– I Salão de Artes da Casa de Portugal – Porto Alegre – RS
1998
– Espaço Cultural do Associação Atlética do Philip Morris Marketing S.A. – Santa Cruz do Sul – RS
– IV Salão de Pintura – Torres – RS
– Centro de Cultura da SMEC – Momento Arte 96 – Santa Cruz do Sul – RS
1997
– VI Mostra Nacional de Arte da Associação Gaúcha de Pintura Artística- Porto Alegre – RS
– Galeria de Arte da SAPT – Torres – RS
– Projeto Enartes- Espaço Cultural da Associação Catarinense dos Artistas Plásticos – Florianópolis – SC
– Projeto Enartes – Espaço Cultural do Projeto Sobrado – Sao Leopoldo – RS
– Projeto Enartes – Espaço de Arte Miró – Pré-estréia do Mostra de Madri-Espanha – Porto Alegre – RS
– Atelier Livre Municipal Prof. Eluiza de Bem Vidal – Sec. Municipal de Cultura – Cachoeira do Sul – RS
– X Salão de Artes – Sociedade Germânia – Porto Alegre – RS
– Projeto Enartes – Galena Encontro das Artes – Alices entre Amigos – Porto Alegre – RS
1998
– VII Mostra Nacional de Arte da Associação Gaúcha de Pintura Artística – Porto Alegre – RS
1999
– Projeto Enartes – Salão Tannenwald – Parque do Imigrante – Nova Petrópolis – RS
– Projeto Enartes – Centro Cultural Jornalista Francisco Josh Frantz – Santa Cruz do Sul – RS
– Projeto Enartes – Espaço Cultural da Soc. Harmonía – Frederico Westphalen – RS
– Projeto Enartes – Centro Municipal de Cultura – Gramado – RS
– Centro de Cultura do SMEC – 150 anos de imigração e colonização Alemã de Santa Cruz do Sul – RS
– Casa do Desenho – Porto Alegre – RS
2000
– Casa do Culture Percy Vargas de Abreu e Lima – Caxias do Sul – RS
– Projeto Enartes – 500 Anos do Descobrimento do Brasil “SMEC 4″ e Gazeta Grupo de Comunicação” Santa Cruz do Sul – RS
– Instituto Cultural Brasileiro Norte Americano – Gallery of Arts Dante Sfoggia – Porto Alegre – RS
– Projeto Enartes – Centro Municipal de Cultura – Gramado – RS
– Centro de Exposições FIERGS – Mulher 2000 com lançamento da Revista Dartis NQ IV – Porto Alegre – RS
– Projeto Enartes – Mostra de Arte em homenagem aos 500 anos do Monarca “Carlos V” – Espaço de Arte WO – Porto Alegre

Waltercio Caldas Júnior , mais conhecido como Waltercio Caldas (Rio de Janeiro, 6 de novembro de 1946 escultor, desenhista, artista gráfico e cenógrafo. Estuda pintura com Ivan Serpa (1923 – 1973), em 1964, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ. Entre 1969 e 1975, realiza desenhos, objetos e fotografias de caráter conceitual. Na década de 1970, leciona no Instituto Villa-Lobos, no Rio de Janeiro é co-editor da revista Malasartes integra a comissão de Planejamento Cultural do MAM/RJ participa da publicação A Parte do Fogo e publica com Carlos Zilio (1944), Ronaldo Brito (1949) e José Resende (1945) o artigo O Boom, o Pós-Boom, o Dis-Boom, no jornal Opinião. Em 1979, sua produção é analisada no livro Aparelhos, com ensaio de Ronaldo Brito, e, em 1982, no Manual da Ciência Popular, publicado na série Arte Brasileira Contemporânea, pela Funarte. Em 1986, o vídeo Apaga-te Sésamo, de Miguel Rio Branco (1946), enfoca a sua produção. Recebe, em 1993, o Prêmio Mário Pedrosa, da Associação Brasileira de Críticos de Arte – ABCA, por mostra individual realizada no Museu Nacional de Belas Artes – MNBA, no Rio de Janeiro. Em 1996, lança a obra O Livro Velázquez e realiza a mostra individual Anotações 1969/1996, no Paço Imperial, Rio de Janeiro, apresentando pela primeira vez seus cadernos de estudos.

Representa o Brasil na 47a Bienal de Veneza em 1997, onde apresenta A série Veneza no pavilhão brasileiro. Participa da I Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Porto Alegre, com a instalação Lugar para uma pedra mole, exposta anteriormente no evento paralelo à ECO-92, no MAM, Rio de Janeiro.

Em 2007 participa da 52a Bienal de Veneza – “Pensa con i sensi, senti con la mente” – expondo a obra Half mirror Sharp, no Pavilhão Itália, a convite do curador geral da bienal, Robert Storr.

Participa da Bienal “Entre abierto”, Cuenca, Equador, em 2011, da qual recebe o prêmio com a obra Parábolas de superfície; e da coletiva “Art unlimited – what is world. What is not”, Art /42 / Basel, Suíça.

Antônio Parreiras foi um importante pintor brasileiro que atuou no período imperial e nas décadas iniciais da República. Nascido em Niterói no dia 20 de janeiro de 1860, Antônio Diogo da Silva Parreiras surpreendeu seus pais ao demonstrar o talento e o grande interesse com a arte desde muito cedo. Após ser aluno de professores particulares e desenvolver seu talento, o jovem ingressou na Academia Imperial de Belas Artes, o grande centro de estudo e trabalho dos artistas do Império Brasileiro, quando tinha 22 anos de idade. Permaneceu, então, no Rio de Janeiro de 1882 até 1884, pois abandonou o curso regular na Academia para se dedicar às aulas do curso livre do professor e pintor alemão Georg Grimm. Mais tarde, contudo, foi a vez de seu próprio mestre partir em viagens pelo interior do Brasil em busca das paisagens que gostava de retratar. Nesse momento, já em 1885, Antônio Parreiras ficou sem professor e dedicou-se ao estudo de maneira autodidata.

Antônio Parreiras, que revelou seu dom para arte desde cedo, mostrar-se-ia apaixonado e um destacado pintor de paisagens. Seu objeto preferido de representação foi um dos motivos pelos quais abandonou a Academia Imperial de Belas Artes e prosseguiu seus estudos com Georg Grimm, internacionalmente reconhecido por retratar paisagens de forma brilhante. Após três anos de estudo autodidata, Antônio Parreiras partiu para a Itália e estudou na Accademia di Belle Arti di Venezia, onde aperfeiçoou suas técnicas. Por lá conseguiu se destacar e popularizar seu nome no meio artístico. Quando regressou ao Brasil, apenas dois anos depois, muita coisa havia mudado e mudaria também a vida de Antônio Parreiras. Na época de sua partida, 1888, o Brasil ainda era um Império regido por Dom Pedro II que estava se desligando da tradicional mão-de-obra escrava. O principal centro de artes do Brasil era a Academia Imperial de Belas Artes. Mas, quando regressou, em 1890, as macrocaracterísticas políticas já haviam sido todas alteradas. O país havia se tornado uma República em 1889, Dom Pedro II e a família imperial já não exerciam mais qualquer forma de poder e o Brasil era regido provisoriamente por um presidente militar chamado Deodoro da Fonseca. A nova fase revolucionava todos os costumes, toda a simbologia do Império havia se tornado indesejada. A Academia Imperial de Belas Artes teria seu nome alterado para Escola Nacional de Belas Artes. Todas essas transformações ocorridas no Brasil também mudariam os rumos da carreira de Antônio Parreiras.

A partir de 1899, Antônio Parreiras ingressou nesse gênero de pintura e realizou vários trabalhos para o palácio do governo. Seu trabalho repercutiu intensamente e, em pouco tempo, Antônio Parreiras tinha obras de cunho histórico espalhadas por quase todos os estados do Brasil. Passou a realizar diversas exposições no país e foi reconhecido em 1925 como o pintor mais popular do país. Entre suas telas de destaque pelo teor histórico estão: Alegoria a Apollo, Conquista do Amazonas e A Jornada dos Mártires.

Simultaneamente ao gênero de pintura que lhe rendeu grande sucesso, Antônio Parreiras desenvolveu o gosto por outro gênero de pintura, os nus femininos. Parreiras executava suas obras retratando as mulheres com grande sensualidade. Porém este foi um gênero de pintura que não foi determinante para a carreira de Parreiras, as telas que retratavam as paisagens ainda eram mais significativas.

No auge do sucesso, Antônio Parreiras publicou sua autobiografia em 1926, o que lhe fez ingressar na Academia Fluminense de Letras. Atuou também como desenhista e ilustrados e participou ainda de diversas exposições antes de falecer em Niterói em outubro de 1937. Artista reconhecido internacionalmente e consagrado com importantes prêmios, seu ateliê foi transformado em museu apenas quatro anos depois de sua morte, 1941, o Museu Antônio Parreiras.

    João Câmara Filho, nascido em João Pessoa, Paraíba, no dia 12 de janeiro de 1944, é pintor, gravador, desenhista, artista gráfico, professor e crítico. Atualmente, reside e trabalha em Olinda, Pernambuco.

    João Câmara estudou pintura no curso livre da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Pernambuco entre 1960 e 1963. Nesse ano, foi eleito presidente da Sociedade de Arte Moderna do Recife e cursou xilogravura sob a orientação de Henrique Oswald (1918 – 1965) e Emanoel Araújo (1940) na Escola de Belas Artes de Salvador.

    Em 1964, fundou, com Adão Pinheiro (1938), José Tavares e Guita Charifker (1936), o Ateliê Coletivo da Ribeira e, em 1965, o Ateliê + Dez, ambos em Olinda. Entre 1967 e 1970, lecionou pintura na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa. Em 1974, montou um ateliê de litografia, transformado depois na Oficina Guaianases de Gravura, que, em 1995, foi incorporada ao Laboratório de Artes Visuais da Universidade Federal de Pernambuco.

    A partir da década de 1960, a produção de João Câmara caracteriza-se por apresentar, ao lado de figuras humanas com seus corpos estruturados, representações de corpos fragmentados, o que confere um caráter de estranheza aos trabalhos.

    Premiado nacionalmente e internacionalmente, admirado por críticos como Ferreira Gullar e Frederico Morais, já participou de dezenas de salões de arte e bienais e realizou diversas exposições individuais pelo país e no exterior.

    A maior parte da sua obra é composta de pintura a óleo, mas tem um trabalho significativo em litografia. João Câmara tem uma obra pontuada por séries temáticas. A primeira e mais conhecida é Cenas da Vida Brasileira, tratando da vida política brasileira de 1930 a 1954 (dez painéis e cem litografias), produzida em 1976. Outra série importante é Dez Casos de Amor e uma Pintura de Câmara, iniciada em 1977 e concluída em 1983. Em 1986, realizou a série O Olho de meu Pai sobre a Cidade, em que faz uma homenagem a seu pai e a Recife. Em 2001, terminou a série Duas Cidades, que tem como cenário Recife e Olinda.

    Josinaldo Ferreira Barbosa é um artista primitivista regionalístico do Rio São Francisco, Bahia. Nasceu em Remanso, Bahia, em 1951, sendo filho do navegador fluvial Martiniano Ferreira Barbosa e da costureira Rubina Pereira Barbosa. Viveu em Pirapora, Minas Gerais, e Presidente Epitácio e Guarulhos, em São Paulo. Concluiu o curso ginasial nos anos 70 em escola pública. Iniciou sua vida adulta trabalhando em diversas atividades, desde vendedor até bancário em setor administrativo.

    Sua arte chegou em 1972 como decorrência da vida errante e ligada às águas, aos barcos, aos marinheiros e às populações ribeirinhas, sendo um autodidata. Aproximar-se dos pincéis, das tintas, dos cavaletes e das imagens fixadas na memória é retrospecto da vida passada na Bahia, no rio São Francisco, com as carrancas e os retirantes. A temática fluvial, relativa ao Velho Chico, é a base de toda a sua obra.

    Na Praça da República, em São Paulo, ele se relacionou com artistas e jornalistas, e realizou sua primeira exposição individual, na Galeria KLM e na Galeria do Consulado Norte-Americano, em 1972. Participou de exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior, sem interromper a temática e a carreira. Em 1978, fez sua primeira viagem ao exterior, visitando Caracas, Venezuela, onde realizou exposição com o patrocínio da multinacional Basf-Glassurit. No mesmo ano, foi publicado um calendário anual com suas pinturas (reproduções).

    Em 1979, viajou a Nova York, EUA, visitando museus e galerias de arte e mantendo contato com o consulado brasileiro e artistas. Logo depois, foi a Paris, visitando museus e realizando exposição individual na Maison de Amerique Latine. Voltou ao Brasil, para Presidente Epitácio, onde mantém ateliê às margens do rio Paraná, pintando este e o pantanal mato-grossense, sem perder a base fluvial da sua obra.

    Constam do sólido currículo de Josinaldo premiações em mostras oficiais e participações importantes em muitas cidades do Brasil e de vários países, como Estados Unidos, Itália, França, Portugal e Venezuela. Possui obras em coleções particulares e em acervos oficiais e é citado em livros especializados em artes plásticas. Realizou vários trabalhos para cartões e calendários com os principais elementos que caracterizam as suas obras: o rio, as embarcações e a população ribeirinha.

     Hélio Oiticica, nascido no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, no dia 26 de julho de 1937, e morto na mesma cidade em 22 de março de 1980 (vítima de acidente vascular cerebral), foi pintor, escultor, artista plástico e performático de aspirações anarquistas. É considerado por muitos um dos artistas mais revolucionários de seu tempo e sua obra experimental e inovadora é reconhecida internacionalmente.

    Oiticica buscou a superação da noção de objeto de arte como tradicionalmente definido pelas artes plásticas até então, em diálogo com a teoria do não-objeto de Ferreira Gullar. O espectador também foi redefinido pelo artista carioca, que alçou o indivíduo à posição de participador, aberto a um novo comportamento que o conduzisse ao “exercício experimental da liberdade”, como articulado por Mário Pedrosa. Nesse sentido, o objeto foi uma passagem do entendimento de arte contemplativa para a arte que afeta comportamentos, que tem uma dimensão ética, social e política, como explicitado no texto Nova Objetividade Brasileira, publicado em 1967 no catálogo da exposição homônima ocorrida no MAM-RJ.

    O conceito “suprassensorial”, que Oiticica desenvolve também a partir de 1967, propõe experiências com a percepção do participador, investigando possibilidades de dilatamento de suas capacidades sensoriais – uma “suprassensação” semelhante àquela causada pelo efeito de drogas alucinógenas ou pelo êxtase do samba. Poderia a arte atingir esse mesmo efeito? Segundo Oiticica, o suprassensorial levaria o indivíduo “à descoberta do seu centro criativo interior, da sua espontaneidade expressiva adormecida, condicionada ao cotidiano”.

    Hélio Oiticica aspira à superação de uma arte conformista, elitista, condicionante, limitada ao processo de estímulo-reação, que se configura como instrumento de domínio intelectual e comportamental. Propõe, então, uma arte que busca uma abertura ao participador e do participador por meio de experiências que promovam uma volta do sujeito a si mesmo, redescobrindo e libertando-se de seus condicionamentos éticos e estéticos, impelindo-o a um estado criativo em uma vivência suprassensível.

    Hélio Oiticica era neto de José Oiticica, anarquista, professor e filólogo brasileiro, autor do livro O anarquismo ao alcance de todos (1945). Até os dez anos, Hélio Oiticica não frequentou escolas, foi educado pelos pais. Em 1947, transferiu-se com a família para Washington (EUA), quando seu pai recebeu uma bolsa da Fundação Guggenheim. De volta ao Brasil, em 1954, iniciou estudos de arte na escola de Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), estudo marcado pela ênfase na livre criação e na experimentação. No mesmo ano, escreveu o primeiro de seus muitos textos sobre arte.Entre 1955 e 1956, Oiticica fez parte do Grupo Frente, de artistas concretistas.

    A partir de 1959, participou do Grupo Neoconcreto, ao lado de artistas como Reynaldo Jardim, Amílcar de Castro, Lygia Clark, Lygia Pape e Franz Weissmann. Abandonando o quadro e adotando o relevo, bem cedo Hélio incursionou por novos domínios, criando seus núcleos e seus penetráveis para chegar, em seguida, à arte ambiental, em que melhor daria vazão ao seu temperamento lúdico e hedonista.

    A ida ao Morro da Mangueira, em 1964, para conhecer a feitura de carros alegóricos, colocou-o em contato com uma comunidade organizada em torno da dança, do samba e do carnaval, o que, para Oiticica, foi uma experiência vital de desintelectualização e derrubada de preconceitos sociais. Naquela época, Hélio Oiticica criou o Parangolé, que ele chamava de “antiarte por excelência”, uma pintura viva e ambulante. O Parangolé (nome que Oiticica encontrou em uma placa que identificava um abrigo improvisado, construído por um mendigo na rua, na qual se lia “Aqui é o parangolé”) é uma espécie de capa (ou bandeira, ou estandarte, ou tenda) que só com o movimento de quem o veste revela plenamente suas cores, formas, texturas e textos com mensagens como “Incorporo a revolta” e “Estou possuído”. Em 1965, ao apresentar os Parangolés vestidos por passistas da Mangueira na mostra Opinião 65, foi expulso do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, evento que acentuou seu interesse em desenvolver uma arte inseparável de questões sociais.

    Foi também Hélio Oiticica quem fez o penetrável Tropicália, que não só inspirou o nome, mas também ajudou a consolidar uma estética do movimento tropicalista na música brasileira nos anos 1960 e 1970. Oiticica o chamava de “primeiríssima tentativa consciente de impor uma imagem ‘brasileira’ ao contexto da vanguarda”. Os penetráveis têm como pré-requisito a incursão do visitante, ou seja, os ambientes coloridos só funcionam com a presença do espectador.

    Em 16 de outubro de 2009, um incêndio destruiu grande parte das obras que estavam na reserva técnica no bairro Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. As primeiras notícias sobre o incêndio estimavam que 90% do acervo (avaliado em 200 milhões de dólares) foram perdidom, dados que foram subsequentemente revistos. No local, também eram guardados documentários e livros sobre o artista. Esse incêndio deflagrou a discussão sobre a importância da obra escrita de Hélio Oiticica, em grande parte preservada pela digitalização realizada anos antes do acidente pelo Programa Hélio Oiticica, coordenado pela curadora e crítica de arte Lisette Lagnado e desenvolvido em uma parceria entre o Instituto Itaú Cultural e o Projeto Hélio Oiticica.

Roy Lichtenstein

Roy Lichtenstein (1923-1997) foi um pintor pop norte-americano, conhecido por seus quadrinhos, pintados em enormes telas, onde os textos se integram à pintura. Roy Lichtenstein nasceu em Nova Iorque, nos Estados Unidos, no dia 27 de outubro de 1923. Na adolescência frequentava diversos clubes de Jazz, o que o levou a pintar retratos de músicos tocando seus instrumentos. Em 1939 frequentou a Art Students League. No ano seguinte ingressou na Escola de Belas Artes da Ohio State University, em Columbus.

Em 1943, Roy é recrutado para o exército. Terminada a guerra, fixa residência na França, onde estuda Língua e Civilização Francesa, na Cité Universitaire. De volta a Ohio, conclui os estudos universitários e é contratado como instrutor de artes em Cleveland. Começa a criar pinturas abstrata, baseadas em paisagens e em natureza morta. Posteriormente trabalha como decorador, gráfico e designer. Retoma o cargo de professor de arte.

Depois de participar de diversas exposições coletivas, em 1951, faz sua primeira individual na Carlebach Gallery, em Nova Iorque. Pouco a pouco, ele integra os títulos de seus quadros à própria pintura. Em 1956, criou uma litografia humorística de uma nota de dez dólares (The Dollar Bill), a sua primeira obra Pop. Em 1961 realiza seus primeiros quadros ao estilo Pop Arte. Imitando o trabalho do cartoon, usou a história em quadrinhos e o texto dando voz às suas personagens.

Um dos temas preferidos foram cenas de guerra. Explorou o azul, o vermelho e o amarelo, ou apenas uma ou duas cores para melhor imitar a impressão. Nesse mesmo ano, apresenta seus trabalhos na Leo Castelli Gallery, em Nova Iorque, com a qual firma contrato. Aos poucos, Roy Lichtenstein ganha celebridade, recebe encomendas e expõe em diversos locais. Nesse período, cria diversas séries temáticas: as pin-ups, as mulheres que gritam ou choram, as cenas de guerra, as paisagens desoladas, a bola de golfe, a arquitetura antiga e as explosões. É dessa época: “Look Mickey” (1961), “Golf Ball” (1962), “Crak!” (1963), “Crying Girl” (1964), “Oh Jeff…” (1964), “The Melody Haunts My Reverie” (1965), entre outros.

Lichtenstein teve seus trabalhos expostos no Cleveland Museum of Art, em 1966, no Passadena Art Museum, em 1967, depois, em diversos países. Em 1970, Lichtenstein abre um atelier em Southampton, em Nova Jersey, onde se dedica a confecção de grandes murais, entre eles, o mural da Universidade de Medicina de Düsseldorf, na Alemanha.

Passa a receber encomendas de diversas partes do mundo. Em 1979, foi eleito membro da Academia Americana e Instituto das Artes e Letras. Em 1993, Roy Lichtensten apresentou uma grande exposição retrospectiva no Guggenheim Museum, em Nova Iorque, sendo depois exibida em Los Angeles, Montreal, Munique, Hamburgo, Bruxelas e Columbus, sendo encerrada em 1996. Roy Lichtensten faleceu em Nova Iorque, Estados Unidos, no dia 29 de setembro de 1997.

Fonte: e-biografia.

Acesso: https://www.ebiografia.com/roy_lichtenstein/#:~:text=Roy%20Lichtenstein%20(1923%2D1997),27%20de%20outubro%20de%201923.

    Diego Rivera, de nome completo Diego María de la Concepción Juan Nepomuceno Estanislao de la Rivera y Barrientos Acosta y Rodríguez, nasceu em Guanajuato no dia 8 de dezembro de 1886 e morreu na Cidade do México em 24 de novembro de 1957. De origem judaica, foi um dos maiores pintores mexicanos. Casou-se quatro vezes, incluindo um tumultuoso enlace com a também artista Frida Kahlo.

    Desde sempre, Diego quis ser pintor e todos percebiam ter talento para isto. Ao ficar adulto, após estudar pintura na adolescência, participou da Academia de San Pedro Alvez, na Cidade do México, de onde partiu para a Europa, beneficiado por uma bolsa de estudos. Lá ficou de 1907 a 1921. Esta experiência enriqueceu-o muito em termos artísticos, pois teve contacto com vários pintores da época, como Pablo Picasso, Salvador Dalí e Juan Miró, e o arquiteto catalão Antoni Gaudí, que influenciaram a sua obra. Na época, começou a trabalhar num ateliê em Madrid, na Espanha.

    Acreditava que somente o mural poderia redimir artisticamente um povo que esquecera a grandeza de sua civilização pré-colombiana durante séculos de opressão estrangeira e de espoliação por parte das oligarquias nacionais culturalmente voltadas para a metrópole espanhola. Assim, como os outros muralistas, considerava a pintura de cavalete burguesa, pois, na maior parte dos casos, as telas ficavam confinadas em coleções particulares. Dentro desse conceito, realizou gigantescos murais que contavam a historia política e social do México, mostrando a vida e o trabalho do povo mexicano, seus heróis, sua terra, suas lutas contra as injustiças, as inspirações e as aspirações. Em 1930, Rivera foi para os Estados Unidos, onde permaneceu por quatro anos, pintando vários murais, inclusive no Rockfeller Center, em Nova York.

    Rivera era ateu e enfrentou grandes problemas por isto, sofendo muitos preconceitos. O seu mural “Sonho de uma tarde dominical na Alameda Central” retratava Ignacio Ramírez segurando um cartaz que dizia: “Deus não existe”. Este trabalho causou indignação, mas Rivera recusou-se a retirar a inscrição. A pintura não foi exposta por nove anos. Depois de Rivera concordar em retirar a inscrição, ele declarou: “Para afirmar ‘Deus não existe’, eu não tenho que me esconder atrás de don Ignacio Ramírez, eu sou ateu e considero as religiões uma forma de neurose coletiva”.

    O pintor foi casado quatro vezes. Sua primeira esposa foi a pintora russa Angellina Beloff. Com ela, Diego teve um menino. Após anos de casamento, Diego entrou em depressão ao ficar viúvo. Casou-se em seguida com Guadalupe Marín, com quem teve duas filhas. A terceira esposa foi a famosa pintora mexicana Frida Kahlo, com quem se casou em 1929 e teve uma relação muito conturbada por causa das mútuas infidelidades e também pelo fato de Rivera querer filhos e Frida ter sofrido muitos abortos (filhos dele) e não conseguir engravidar mais. Em 1954, ficou viúvo pela segunda vez. Depois da morte de Frida, casou-se com Emma Hurtado, em 1955. Conhecido por ser muito mulherengo, teve diversas amantes.

     Com Emma, viajou para a União Soviética para ser operado. De volta à terra natal, morreu em 24 de novembro de 1957 na sua casa estúdio, atualmente conhecida como Museu Casa Estúdio Diego Rivera e Frida Kahlo. Seus restos mortais foram colocados na Rotunda das Pessoas Ilustres, contrariando sua última vontade.

     O escultor, pintor, ilustrador e desenhista Arcangelo Ianelli nasceu em São Paulo, São Paulo, no dia 18 de julho de 1922 e morreu também em São Paulo em 26 de maio de 2009. Ele se niciou no desenho como autodidata. Em 1940, estudou perspectiva na Associação Paulista de Belas Artes e, em 1942, recebeu orientação em pintura de Colette Pujol. Dois anos depois, frequentou o ateliê de Waldemar da Costa com Lothar Charoux, Hermelindo Fiaminghi e Maria Leontina. Durante a década de 1950, integrou o Grupo Guanabara juntamente com Manabu Mabe, Yoshiya Takaoka, Jorge Mori, Tomoo Handa, Tikashi Fukushima e Wega Nery, entre outros.

    Arcangelo Ianelli começa a desenhar na adolescência. No princípio da década de 1940, fez pinturas e desenhos realistas, estruturados de acordo com as características percebidas na pintura paulistana. Entre o fim da década de 1940 e início da década de 1950, passou a demonstrar interesse por outras propostas estilísticas, aproximando-se progressivamente de soluções alinhadas ao debate sobre a arte construtiva, muito embora se mantenha ligado à figuração.

    Nas marinhas, realizadas em 1957, a tendência à simplificação formal se aprofundou. O artista reduziu sua paleta de cores e se concentrou em formas lineares e bem contornadas. Nesse trabalho, as formas são planas, sem o sombreado tradicional. Os primeiros quadros da década de 1960 são feitos com formas geométricas simples e fechadas. Ianelli usou esse vocabulário para criar paisagens e retratos. Em 1961, a pintura tornou-se francamente abstrata. No entanto, as cores ralas e a pincelada suave são trocadas por manchas espessas de tinta e cores escuras. Três anos mais tarde, ganhou o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna. Morou, entre 1965 e 1967, na Europa. Nesse período, o artista inseriu linhas e outros grafismos em sua pintura. As formas foram se tornando mais regulares e contornadas, as manchas são suavizadas.

    Em 1973, Ianelli radicalizou o processo de estruturação de suas telas e partiu para a abstração geométrica. Dividiu a tela em formas regulares e buscou uma relação rítmica entre elas. As pinturas guardam semelhanças com alguns trabalhos do concretismo. No mesmo ano, iniciou séries de pintura, como Transparências e Superposições, em que trabalhou com retângulos sobrepostos, com colorido discreto e vibrante. Em 1974, começou a realizar obra tridimensional. Como em suas pinturas, sobrepôs retângulos em planos diferentes de uma superfície contínua.

    A partir de 1983, o artista relacionou essas formas geométricas com zonas de cor menos lineares. As manchas passaram a escapar do contorno. Em alguns trabalhos, sumiram as linhas que separam uma cor da outra e as manchas regulares de tinta foram sobrepostas às formas retangulares, as passagens de cor se tornaram mais tonais. Durante a década de 1980, alternou essas pinturas mais informais a outras em que relacionou as manchas com retângulos.

    Atuou ainda como escultor desde a metade da década de 1970, quando realizou obras em mármore e em madeira, nas quais retomou questões constantes na obra pictórica. Em 1995, Ianelli voltou à escultura. Realizou volumes brancos enxutos e bem definidos de mármore. Ao mesmo tempo, sua pintura caminhou para a simplificação. Em trabalhos feitos entre 1999 e 2000, chamados Vibrações, reduziu o número de cores e de manchas na pintura. A aplicação da tinta é suave, como se fosse borrifada na tela. As obras têm semelhanças com os trabalhos de artistas norte-americanos, como Mark Rothko e Jules Olitski.

    Em 2002, comemorou seus 80 anos com retrospectiva montada pela Pinacoteca do Estado de São Paulo.

    O pintor, desenhista e gravador Ênio Lippmann nasceu no dia 1º de dezembro de 1934  em Rio Pardo, Rio Grande do Sul e morreu em 2014, em Porto Alegre, RS. Realizou seus primeiros estudos de pintura em Petrópolis, Rio de Janeiro. Depois de passar um ano em Santa Maria, foi residir em Porto Alegre, onde concluiu o curso de artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Fez cursos livres de arte com Iberê Camargo, Marcelo Grassmann e Francisco Stockinger.

    Realizou inúmeras exposições coletivas e individuais. Entre os diversos prêmios que recebeu, destacam-se o Primeiro Prêmio em Desenho no Salão da Câmara Municipal de Porto Alegre, em 1960, o Prêmio Divisão de Cultura para Melhor Artista Gaúcho, em 1962; e Menção Honrosa na edição de 1969 do Salão de Artes Visuais do Paraná.

    Realizou, em 1993, a retrospectiva Ênio Lippmann, Quatro Décadas: Pintura, Desenho, Gravura, no Espaço Cultural BFB, em Porto Alegre, e, em 1998, individual na Cacco Zanchi Kuns Gallery, Bélgica.

(1929 – Chile
2005 – Bahia)

Conhecido nacional e internacionalmente, Kennedy Bahia foi um dos pioneiros na expansão das artes plásticas no Estado e ficou conhecido por suas tapeçarias alegres e coloridas, além dos quadros e gravuras de belas mulatas.

Nos anos 60 e 70, Kennedy Bahia, que era muito amigo do escritor Jorge Amado e do também artista plástico Caribé, foi considerado o maior artista de tapeçaria do Brasil, tendo sua coleção Fauna e Flora da Bahia, de 1973, apreciada por colecionadores de todo o mundo.

O artista também contribuiu para a divulgação da cultura baiana, inclusive, adotando o nome do Estado e divulgando informações sobre a Bahia por todos os países para onde viajava com suas obras.

Nascido Patrick Maderos Kennedy Dito, em 1929, em Valparaiso – Chile, Kennedy Bahia era engenheiro de minas em seu país. Ele entrou em contato com o exotismo da fauna e flora brasileira pela primeira vez quando foi trabalhar na região amazônica, primeiro na exploração de ouro na selva boliviana e depois, já em território brasileiro, no alto Tapajós – Amazonas.
Convalescendo de uma malária, o engenheiro chileno iniciou sua atividade como tapeceiro. As impressões da selva porém, nunca sairam da sua mente e seus trabalhos caracterizam-se pelo aproveitamento da fauna e flora amazônicas. Ao se mudar para a Bahia, nos anos 60, passou também a incluir motivos folclóricos da cultura afro-baiana nas suas obras.

http://artenaifrio.blogspot.com.br/2012/04/kennedy-bahia.html

 

   

Andy Warhol (Pittsburgh/EUA, 1928 – Nova York/EUA, 1987)

Foi um pintor, empresário e cineasta norte-americano, e consagrou-se como a figura maior do movimento pop art. Ficou conhecido pelas suas obras usando elementos do pop para criar arte. Usando figuras famosas do mundo da música e entretenimento, como os rostos da atriz Marilyn Monroe, da cantora Madonna, do artista Basquiat e mais pessoas que se destacaram em suas áreas, além da estética de marcas de consumo em massa, acabou criando um novo movimento artístico.

Andy Warhol é um artista americano que ficou conhecido pelas suas obras usando elementos do pop para criar arte. Usando figuras famosas do mundo da música e entretenimento, como os rostos da atriz Marilyn Monroe, da cantora Madonna, do artista Basquiat e mais pessoas que se destacaram em suas áreas, além da estética de marcas de consumo em massa, acabou criando um novo movimento artístico. Saiba mais.

Sua arte celebrava o consumismo e a cultura das celebridades que estava em seu auge entre os anos 60 a 80. Além disso, deixava evidente a cultura popular, entre outras características da sociedade transformando artistas em ícones. Suas ilustrações impressas retratam a beleza idealizada aliada ao fato delas serem comerciáveis mostrando o estilo de vida americano, que praticamente inventou as celebridades de um mundo de aparências ilusórias sustentadas pela aparência. As celebridades mostravam um padrão de beleza e as pessoas eram alçadas a patamares inalcançáveis, além de ditarem padrões de comportamento e lançar tendências.

Andy Warhol criou cerca de 10,000 trabalhos entre 1961 até 1987. Sua arte ainda é uma das mais valorizadas e procuradas entre os colecionadores. O artista explorava o tema de identidade com suas repetições mostrando que as celebridades acabavam perdendo sua individualidade com a fama, já que suas imagens viravam produto de consumo em massa.

Andy Warhol começou a pintar o rosto da atriz Marilyn Monroe no dia de sua morte em 1962 e Jack Kennedy dias após o assassinato de seu marido o presidente John Kennedy em 1963. Desta forma, suas figuras se transformaram em ícones imortalizando suas imagens. Além da esposa do político e da atriz de Hollywood, retratou o cantor Michael Jackson, o líder chinês Mao Tsé-Tung, além de marcas famosas como a marca de enlatados Campbell e a bebida gaseificada Coca-Cola. Uma das suas obras mais famosas são o Golden Marilyn, Campbell Can Soup, Brillo Box, Mickey Mouse, Che Gevara, Pelé, Lenin, entre outros que substituíram a tendência do abstrato que dominava os anos 50.

O pop art é um movimento que se caracteriza pelas cores vibrantes com variações, retratos de personalidades e técnica de repetição caracterizando a crítica do consumo em massa. Era um artista plástico, mas tinha a veia comercial, pois trabalhou no meio publicitário, além de ter trabalhado com ilustração com revistas de moda, sabia as tendências estéticas que dominavam o mundo em que vivia. Suas tintas acrílicas, de alto-contraste e uso de serigrafia marcaram o pop art e definiram uma estética seguida até os dias atuais.

Fonte: Livia Doblas.

Anita Catarina Malfatti (São Paulo/SP, 1889 – 1964)

Pintora, desenhista, gravadora, ilustradora e professora. Uma das mais relevantes artistas brasileiras, Anita tem papel determinante na introdução da estética modernista no país. Inicia seu aprendizado artístico com a mãe, a pintora Bety Malfatti (1866-1952). Em 1909, pinta algumas obras, entre elas a Primeira Tela de Anita Malfatti.

No ano seguinte, viaja à Europa para aperfeiçoar sua formação, e se instala na Alemanha, país que vive uma efervescência do expressionismo. Anita ingressa na Academia Imperial de Belas Artes de Berlim, onde tem aulas de desenho, perspectiva e história da arte. A linha de seus estudos, no entanto, ainda é bastante tradicional. Ao longo de sua estada na cidade, entra em contato a agitação modernista, e se interessa pelas novas linguagens, ampliadas nas aulas particulares que tem com o professor e pintor alemão Fritz Burger-Mühlfeld (1867-1927). Ligado ao pós-impressionismo alemão, ele lhe oferece possibilidades artísticas que extrapolam as abordagens tradicionais. Anita permanece na Alemanha até 1914, período em que se dedica também ao estudo da gravura.

O aprendizado das novas poéticas transparece na produção do período. O contorno clássico prevalece, mas as cores são usadas de modo expressivo e demonstram uma movimentação maior e mais contrastada que a do desenho. Embora não haja conflito com as formas, é perceptível que os elementos operam em dinâmicas distintas. Ao retornar a São Paulo, expõe esses quadros em sua primeira mostra individual, em 1914, no Mappin Stores.

De 1915 a 1916, reside em Nova York e tem aulas com professores como os pintores americanos George Brant Bridgman (1864-1943), e Homer Boss (1882-1956) na Independent School of Art. A convivência com este professor e o clima vanguardista da escola levam adiante o desenvolvimento da liberdade moderna cultivada na Alemanha. Na mesma época, realiza seus trabalhos mais conhecidos, como O Farol (1915), Torso/Ritmo (1915/1916) e O Homem Amarelo (1915/1916), nos quais, o desenho perde o compromisso com a verossimilhança clássica e ganha sentido mais interpretativo. Por vezes, o contorno grosso e sinuoso apresenta as figuras como uma massa pesada e volumosa. Em outros trabalhos, com o traço mais fechado, a cor é aplainada e compõe retratos e paisagens livres, pela articulação de superfícies em tons contrastantes.

De volta ao Brasil, em 1917, associa a liberdade de compor com formas à crítica nacionalista. Pinturas como Tropical (1917) e Caboclinha (1907) fazem parte desse esforço. Todas essas pinturas são reunidas em sua segunda individual: Exposição de Arte Moderna, em dezembro de 1917. A mostra implica respostas diversas e repercussões decisivas para seu trabalho. Se, por um lado, a exposição rende uma aproximação com os artistas e intelectuais que mais tarde realizam em São Paulo a Semana de Arte Moderna, por outro, Anita vira alvo de uma reação violenta às linguagens vanguardistas.

As posições contrárias às vanguardas de origem europeia consideram a exposição um desperdício do talento da artista, porque representa a entrega a estrangeirismos deslumbrados e mistificadores. O crítico de maior destaque é o escritor Monteiro Lobato (1882-1948), autor do artigo A Propósito da Exposição Malfatti (1917). O escritor Oswald de Andrade (1890-1954) publica no Jornal do Comércio, em 1918, artigo em defesa da pintora.

Tal reação, para alguns, abala a confiança da artista, causando impacto em sua carreira; para outros, Anita já vem oscilando esquemas formais mais realistas e soluções mais próximas do modernismo internacional. Após 1917, a pintora se aproxima da linguagem tradicional e faz aulas com o acadêmico Pedro Alexandrino (1856-1942), e, com o pintor alemão Georg Elpons (1865-1939). Encorajada pelos membros do Grupo dos Cinco, por volta de 1921, Anita se interessa novamente pelas linguagens de vanguarda. A artista expõe 20 trabalhos de cunho modernista na Semana de Arte Moderna de São Paulo (1922).

Em 1923, recebe bolsa do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo e viaja a Paris, onde permanece por cinco anos e tem aulas com o pintor francês Maurice Denis (1870-1943). Em sua estada, distancia-se de posições polêmicas da vanguarda, passa a pintar cenas de interiores, como Interior de Mônaco (1925) e La Rentrée (1927), e se aproxima do fauvismo e da simplicidade da pintura primitiva. A artista não nega o modernismo, mas evita o que ele tem de ruptura. Volta ao Brasil em 1928, interessa-se por temas regionalistas e recorre às formas tradicionais, como a pintura renascentista e a arte naïf. Leciona desenho e pintura em escolas como Mackenzie, Escola Normal Americana e em seu ateliê.

Na década de 1930, integra a Sociedade Pró-Arte Moderna (Spam) e, em razão do interesse por uma pintura mais fluente e descompromissada, participa do Salão Revolucionário (1931) e aproxima-se do grupo de pintores da Família Artística Paulista (FAP). Anita se identifica com a busca de uma pintura espontânea, desvinculada de modelos consagrados e do desejo de inovação. A partir da década seguinte amplia sua produção de cenas da vida popular. Nos anos 1950, o popular não é apenas tema, mas também passa a ser incorporado nas formas, influenciado pela arte não culta.

Embora seja uma das responsáveis pela introdução do modernismo no país, o legado artístico de Anita Malfatti passa por variadas linguagens. O vasto trabalho da artista é movido pelo desejo tanto de experimentação quanto de simplicidade e espontaneidade.

Fonte: Itaú Cultural.

 

Danúbio Villamil Gonçalves (Bagé/RS, 1925 – Porto Alegre/RS, 2019)

Quando tinha dez anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde viveu durante 14 anos. Pintor, desenhista, gravador e escritor, frequentou o ateliê de Candido Portinari (1903 – 1962) com Iberê Camargo (1914 – 1994). Em 1945, frequentou o ateliê do paisagista e pintor Roberto Burle Marx e do escultor August Zamoyski. Em 1946, estudou gravura e desenho na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, com Carlos Oswald (1882 – 1971), Axl Leskoschek (1889 – 1975) e Tomás Santa Rosa Júnior. Viajou para Paris e, entre 1949 e 1951, frequentou a Académie Julian.

    De volta ao Brasil, fundou o Clube de Gravura de Bagé, no Rio Grande do Sul, com Glauco Rodrigues (1929 – 2004), Glênio Bianchetti (1928 – 2014) e Carlos Scliar (1920 – 2001). Com esses artistas, mais Vasco Prado, integrou o Clube de Gravura de Porto Alegre entre 1951 e 1955. Desde 1963, orientou os alunos do curso de litogravura do Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre, instituição que dirigiu até 1978. No período entre 1969 e 1971, lecionou gravura no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IA/UFRGS). Entre 1970 e 1978, fez várias palestras e deu cursos de xilogravura, litografia, desenho e pintura no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

    Publicou os livros “Do Conteúdo à Pós-Vanguarda”, editado pela Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre em 1995, e “Processos Básicos da Pintura”, pela editora AGE em 1996. Em 2000, foi realizada uma exposição retrospectiva de sua produção no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Margs) e foi publicado o livro “Danúbio Gonçalves: Caminhos e Vivências”, pela editora Fumproarte, com textos de Paulo Gomes e Stori.

    Dedicou-se também ao mosaico, realizando obras em painéis na Igreja de São Roque, em Bento Gonçalves; no Santuário do Sagrado Coração de Jesus, junto ao túmulo do padre João Batista Reus, em São Leopoldo; e na Igreja de São Sebastião, em Porto Alegre. Sua obra está presente em inúmeras coleções particulares e em acervos como no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli, na Pinacoteca Pública Aplub (Porto Alegre), no Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro), na Pinacoteca do Estado de São Paulo, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo e no Museu de Arte Moderna de São Paulo, entre outros.

Adélio Sarro Sobrinho (Andradina/SP, 1950)

Pintor, desenhista e escultor. Conduz seus estudos de forma autodidata. No inicio de sua carreira realiza pinturas e posteriormente utiliza-se de baixos-relevos que executa com mistura de materiais variados, como cimento e colas diversas. Sua primeira exposição individual realiza-se em 1972, em São Bernardo do Campo, no mesmo ano em que recebe seu primeiro prêmio, menção honrosa na 20ª Exposição Coletiva da ABPA. Em 1981 viaja para Tóquio, Japão, para exposições na Japan International Artists Society of Tokio e no Yamakataia Department Store. Entre 1998 e 2000 realiza diversos monumentos para praças públicas de São Caetano do Sul SP.

Fonte: Itaú Cultural.

Evans Fodrini, artista plástico uruguaio, nasceu em 1960, em Maldonado. Em 1975, ingressou no ateliê do pintor Manolo Lima, formado no estúdio de Torres Garcia, importante mestre da pintura nacional do Uruguai e reconhecido internacionalmente. Nesse ateliê, Fodrini ficou até 1979.

    Seu compromisso com a arte lhe permitiu expor em importantes galerias uruguaias e do Exterior, inclusive o Brasil. Atualmente, dirige o site de divulgação Arte e Cultura do Uruguai.

    Dionisio Del Santo nasceu em 1925 em Colatina, Espírito Santo, e morreu em 1998, em Vitória, no mesmo estado.

    Pintor, desenhista e gravador, ele se transferiu para o Rio de Janeiro em 1946, tendo se iniciado no desenho por volta de 1940. Com pleno domínio dos processos serigráficos, foi, sobretudo, nesta técnica que se destacou no panorama da arte brasileira da segunda metade do século XX.

    Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro, em Brasília e em São Paulo, com destaque para a de estréia, em 1965, na Galeria Relevo. Também se sobressaem a retrospectiva de 1973 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e as de 1989 e 1990, apresentadas no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo, respectivamente.

    Del Santo participou da mostra Opinião 66 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, da Bienal de São Paulo em 1963 e de diversas coletivas. Obteve os prêmios de aquisição do Salão Nacional de Arte Moderna em 1967 e de isenção de júri em 1968. Em 1978, conquistou o prêmio Artes Plásticas do Instituto Brasil-Estados Unidos, no Rio de Janeiro.

 

     Paulo Romero Calazans Salim nasceu em Caratinga, Minas Gerais, no dia 25 de maio de 1947. Pintor, desenhista e gravador, assinava Signo Paulo Calazans até 1980, atualmente, assina Paulo Calazans.

    Iniciou-se como amante da pintura na adolescência por intermédio de livros de História da Arte, nos quais Debret, Rugendas e outros artistas moldaram seu gosto e autodidatismo. Sua curiosidade o levou a um ecletismo que incluiu releituras, estudos da pintura clássica em aquarelas, gravuras, do figurativismo ao abstracionismo.

    Frequentou escolas de Engenharia, Publicidade, Arquitetura, Teatro, Música, Escultura e Artes Plásticas, que cursou na F.A.A.P. e lhe proporcionou um contato psico-arte nos caminhos de José Moraes, Ubirajara Ribeiro e Júlio Plaza. Hoje, seu trabalho, calcado na textura e na pesquisa da cor, está voltado à busca ferrenha de novos valores estéticos.

 Augusto Rodrigues nasceu em Recife, Pernambuco, em 1913 e morreu em Resende, Rio de Janeiro, em 1993. Foi educador, pintor, desenhista, gravador, ilustrador, caricaturista, fotógrafo e poeta. Trabalhou no ateliê de Percy Lau (1903-1972) e, em 1933, realizou sua primeira exposição individual, em Recife.

Naquele ano, iniciou sua atividade como ilustrador e caricaturista no Diário de Pernambuco. Ao lado de Guignard (1896-1962), Candido Portinari (1903-1962) e outros, expos, em 1934, na Associação dos Artistas Brasileiros, no Rio de Janeiro. Em 1935, transferiu-se para esta cidade e logo se tornou colaborador de jornais e revistas, como O Estado de S. Paulo e O Cruzeiro. Participou da fundação e do planejamento dos jornais Folha Carioca, Diretrizes e Última Hora.

Em 1942, realizou exposição individual, com cerca de cem desenhos, no Museu Nacional de Belas Artes. Com a colaboração de Lúcia Alencastro (1921-1996), Oswaldo Goeldi (1895-1961), Vera Tormenta (1930), Fernando Pamplona e Humberto Branco, fundou a Escolinha de Arte do Brasil, em 1948. Em 1953, participou da 2ª Bienal Internacional de São Paulo e, com Geza Heller (1902-1992) e Marcelo Grassmann (1925), expôs na Petite Galerie e no 2º Salão Nacional de Arte Moderna, em que obteve o prêmio de viagem ao exterior na categoria desenho.

Em 1971, integrou a mostra Panorama do Desenho Brasileiro, organizada pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), e editou seu primeiro livro de poesias, 27 Poemas. O segundo, A Fé entre os Desencantos, foi publicado em 1980. Em 1989, lançou Largo do Boticário – Em Preto e Branco, com 80 fotografias tiradas no decorrer dos anos.

    Jean Gillon nasceu na Romênia, onde formou-se pelas Faculdades de Arquitetura e Belas Artes da Universidade Nacional, em Iasi. Em 1956, veio para o Brasil, onde atuou em três segmentos: arquitetura de interiores, desenho industrial e artes plásticas.

    Naquele mesmo ano, conheceu o escultor Assis de Embu, que o levou para a cidade de Embu das Artes, onde viveu durante muito tempo e fundou a Casa da Ecologia Edith Gillon – Espaço Eco-Ambiental.

    No segmento artístico, participou de 24 exposições internacionais (Europa e Estados Unidos), onde ganhou dez prêmios, e de 37 no Brasil (individuais e coletivas). Suas obras figuram em museus, hotéis, instituições e coleções.

    Jean Gillon morreu em 2007, aos 87 anos.

Benedito Calixto de Jesus

(1853, Itanhaém, São Paulo – 1927, São Paulo, São Paulo) Foi um pintor, desenhista, fotógrafo, professor, historiador, decorador, cartógrafo e astrônomo amador brasileiro e é considerado um dos maiores expoentes da pintura brasileira do início do século XX. O artista manifesta a tendência para a pintura desde muito jovem. Quando adolescente transferiu-se para Brotas, onde pintou seus quadros iniciais.  Calixto realiza a primeira individual em 1881, na sede do jornal Correio Paulistano, em São Paulo. Muda-se para Santos, trabalha na oficina de Tomás Antônio de Azevedo, e é incumbido da decoração do teto do Theatro Guarany. Em 1883, viaja a Paris para estudar desenho e pintura, com recursos concedidos pelo visconde Nicolau Pereira de Campos Vergueiro. Freqüenta o ateliê de Jean François Raffaëlli (1850-1924) e a Académie Julian, e convive com os pintores Gustave Boulanger (1824-1888), Tony Robert-Fleury (1837-1911) e William-Adolphe Bouguereau (1825-1905), entre outros. Retorna ao Brasil em 1884, trazendo uma câmera fotográfica, que passa a utilizar para elaborar suas composições. Reside em Santos e posteriormente em São Vicente. Produz inúmeras marinhas, em que representa o litoral paulista. No começo do século XX, realiza diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo. Pinta vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo (MP/USP), por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay (1876-1958). Dedica-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio, e publica, entre outros, os livros A Vila de Itanhaém, em 1895,  e Capitanias Paulistas, em 1924. Retornando ao Brasil em 1885, Calixto é rigorosamente o mesmo de quando embarcou: imune a influências, impermeável ao fascínio cultural da capital francesa, permanece até o fim um isolado, praticando um tipo de pintura do qual não se arredaria um milímetro, alheio a qualquer inovação ou renovação. É com o quadro Enchente na Várzea do Carmo, ca.1892, que o artista consegue maior destaque: a crítica da época aponta a exatidão admirável com que representa a cidade de São Paulo e alguns de seus principais pontos, como o mercado, a rua 25 de março, a fábrica de chitas e o casario do Brás.

 

 

Edy Gomes Carollo nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 1921 e morreu na capital gaúcha em 2000. Iniciou seus estudos em pintura com seu pai, Sobragil Gomes Carollo.

De acordo como Walmir Ayala, “dedicou-se, nos primeiros tempos de aprendizado, a analisar a pintura de Rodolfo Amoêdo, de Baptista da Costa e dos impressionistas, embora recusasse influências desses pintores e da citada escola”. Conforme João Medeiros, foi um dos melhores no gênero paisagem.

Edy Gomes Carollo desenvolveu sua carreira no Rio de Janeiro, onde residiu e trabalhou. Sua pintura se caracteriza pela fidelidade ao real. Entre os temas abordados, encontram-se o gaúcho e cenas do interior mineiro com igrejas e casarios. O artista participou diversas vezes do Salão Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, entre 1955 e 1970, obtendo premiações. Também expôs no Salão Paulista de Belas Artes e no Salão de Belas Artes de Piracicaba.

Beatriz Milhazes (Rio de Janeiro/RJ, 1960)

Pintora, gravadora e colagista. Explora diferentes técnicas e materiais, experimentando as potencialidades da escultura. Sua obra se caracteriza pelo uso da cor, de estruturas geométricas, arabescos, florais e motivos ornamentais para criar composições de intenso dinamismo óptico.

Forma-se em comunicação social pela Faculdade Hélio Alonso, em 1981, e em artes plásticas pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), em 1983, no Rio de Janeiro. Atua como professora de pintura até 1996. As obras criadas por Beatriz Milhazes na década de 1980 revelam uma tensão entre figura e fundo, entre representação e ornamentalismo, com o uso de figuras que se repetem, arabescos, flores e colunas.

A artista participa das exposições que caracterizam a Geração 80 – grupo que, pela pesquisa de novas técnicas e materiais, produz pinturas avessas à vertente conceitual dos anos 1970. Entre suas principais influências estão ícones do modernismo, como a pintora Tarsila do Amaral , o paisagista Burle Marx , o pintor francês Henri Matisse , o artista performático Hélio Oiticica  e a pintora inglesa  Bridget Riley . Sua obra faz referência ao barroco, à art déco, e a op art.

A colagem é parte importante da construção de suas imagens e aparece com o uso de materiais diversos, como papéis (de bala, coloridos) e tecidos recortados (chitão). Com experimentação em monotipia, Milhazes desenvolve sua técnica de construção da pintura baseada na colagem, criando os motivos em filmes plásticos e transferindo-os para a tela quando secos. A artista pode então criar os próprios elementos a serem usados nas pinturas.

Beatriz Milhazes propõe uma relação não passiva com o espectador, que caminha com os olhos por suas telas, colagens e esculturas, buscando pequenos detalhes e se perdendo no acúmulo, na tensão cromática, na repetição, em movimentos e ornamentos que remetem à história da arte, ao barroco, ao pop, à cultura popular brasileira. A cor, a proporção e o ritmo estão no centro do seu pensamento estético na colagem, escultura, arquitetura e pintura.

Fonte: Itaú Cultural.

Cícero dos Santos Dias (Escada/PE 1907 – Paris/França 2003).

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor. Inicia estudos de desenho em sua terra natal. Em 1920, muda-se para o Rio de Janeiro, onde matricula-se, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes – Enba, mas não os conclui. Entra em contato com o grupo modernista e, em 1929, colabora com a Revista de Antropofagia. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expõe o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática, Eu Vi o Mundo… Ele Começava no Recife. A partir de 1932, no Recife, leciona desenho em seu ateliê. Ilustra, em 1933, Casa Grande & Senzala, de Gilberto Freyre (1900- 1987). Em 1937, é preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti, viaja para Paris onde conhece Georges Braque, Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, de quem se torna amigo. Em 1942, é preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, vive em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retorna a Paris onde integra o grupo abstrato Espace. Em 1948, realiza o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, é homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugura, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, é inaugurada a Sala Cicero Dias no Museu Nacional de Belas Artes – MNBA. Recebe do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos.

Fonte: Itaú Cultural.

Cícero Dias, Mulher na Varanda, Óleo sobre Tela – 73×60

Rubem Valentim

Rubem Valentim (Salvador BA 1922 – São Paulo SP 1991), foi escultor, pintor, gravador, professor. Inicia-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participa do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior (1923), Carlos Bastos (1925) e outros artistas. Em 1953 forma-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publica artigos sobre arte. Reside no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se torna professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte, no Instituto de Belas Artes. Reside em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna – SNAM. Em 1966 participa do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, reside em Brasília e leciona pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília – UnB. Em 1972, faz um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. O crítico de arte Frederico Morais elabora em 1974 o audiovisual A Arte de Rubem Valentim. Em 1979, Valentim realiza escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e é designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para os quais recria símbolos afro-brasileiros para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte da Moderna da Bahia – MAM/BA inaugura a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas.

Victor Hugo Porto, nascido em 19/10/1954 na cidade de Caxias do Sul-RS, tem como nome artístico Victor Hugo.
Apaixonado pelo desenho desde criança, começou a trabalhar como auxiliar de vitrinista aos 13 anos de idade, daí por diante não parou mais de pesquisar e estudar arte.
Frequentou como ouvinte a Escola de belas Artes de Caxias do Sul, participou de vários concursos de vitrinas e obteve várias vezes o 1º lugar, montou uma agência de propaganda visuais que se chamava Decorações Victor, e aos 20 anos se dedicou a pintura artística.Nesses anos de trabalho estudou formas, cores e técnicas sobre vários materiais como: pastel seco, tinta acrílica, óleo, carvão e técnicas mistas.
Cursou a Escola Internacional Gráfica de Veneza onde fez curso de Gravura e permaneceu por seis meses na Itália pintando e fazendo esculturas, onde existe o seu maior acervo de Esculturas.
Hoje trabalha em Caxias do Sul- RS e divide seu tempo com a pintura e ministrando workshops de desenhos e outras técnicas, passa 4 meses por ano na Itália pintando e fazendo exposições.

Cristina Bottallo (30 de setembro de 1967, Santo André – SP) É formada em Educação Artística e montou seu ateliê em 1990.

Especializada no ensino de técnicas de pintura e trabalhos manuais, desenvolve projetos e presta consultoria para empresas do segmento de materiais artísticos, ministrando aulas em eventos, programas de TV e publicações especializadas.

Participa do projeto Artesanato na Escola, que visa resgatar o ensino do artesanato nas escolas, tendo sido a responsável pelo desenvolvimento das técnicas e aplicação das aulas dirigidas aos educadores.

Além das atividades ligadas ao ensino, possui uma linha de serigrafias e pinturas que comercializa em galerias e lojas de decoração e é ilustradora.

    Romero Britto, nascido em Recife, Pernambuco, no dia 6 de outubro de 1963, é um famoso pintor brasileiro. Radicado em Miami, nos Estado Unidos, ficou conhecido pelo seu estilo alegre e colorido, por apresentar uma arte pop, despojada da estética clássica e tradicional. É considerado um dos artistas mais prestigiados pelas celebridades norte-americanas e o pintor brasileiro mais bem sucedido fora do Brasil.

    Romero esboçou seu interesse pelas artes na infância, quando usava sucatas, papelões e jornais para exercitar sua criatividade. Eram tempos de pobreza e muitas limitações em Recife. Naquela época, também começou a usar a grafitagem, o que foi de grande influência em seu trabalho.

    Iniciou o curso de Direito na Universidade Católica de Pernambuco, mas  viajou aos Estados Unidos e lá estabeleceu-se como artista de sucesso até hoje. É muito influenciado pela estética cubista e tem Picasso como um grande mestre. Seu estilo vibrante e alegre, com cores fortes e impactantes, fez com que sua obra tivesse forte ligação com a publicidade. O artista já mostrou o seu talento pintando para uma campanha publicitária da marca de vodca sueca Absolut e para as latas de refrigerante da Pepsi Cola, e redesenhou personagens de Walt Disney.

    Muitas celebridades admiram a obra de Romero Britto, como Arnold Schwarzenegger e Madonna, e os ex-presidentes Bill Clinton, Fernando Henrique Cardoso e Carlos Menem, respectivamente, dos EUA, do Brasil e da Argentina. Suas coleções estão presentes em diversas galerias do mundo.

    Entre outras realizações, merece destaque a criação dos selos postais que levam o nome de Esportes para a Paz, sobre as olimpíadas de Beijing. Outra criação importante é uma pirâmide que esteve instalada no Hide Park, em Londres, com uma altura similar a de um prédio de quatro andares. A obra deveria ser encaminhada para o Museu da Criança, na cidade do Cairo, no Egito.

    Suas pinturas estão presentes em importantes aeroportos do mundo, como os de Washington D.C., Nova York e Miami. Vale citar outros locais onde se pode ver e apreciar as suas obras: Montreux Jazz Raffles le Montreux Palace Hotel e Azul Basel Children’s Hospital, ambos na Suíça, e o Sheba Sheba Medical Center, em Tel Aviv, em Israel.

    Romero Britto foi homenageado pela escola de samba carioca Renascer no desfile do Carnaval de 2012. O enredo abordou sua história, o colorido e a alegria da sua obra. O pintor vive em Miami, cidade com a qual possui grande identificação.

Romanita Disconzi. Gravadora e pintora. Santiago, RS, 1940. Formada pelo Instituto de Artes da UFRGS, iniciou como gravadora na segunda metade da década de 1960. Nos anos 70, participou de inúmeras bienais de gravura e obteve prêmios importantes. Residiu nos Estados Unidos, onde realizou mestrado e iniciou pesquisa sobre linguagem televisiva que transportou para a pintura. Integrou o corpo docente do Instituto de Artes da UFRGS, em Porto Alegre, onde reside. Sua primeira individual foi na Galeria Leopoldina, Porto Alegre, 1967. Participou da Bienal de São Paulo, 1973, e nesse mesmo período praticou arte conceitual-ambiental. Foi uma das primeiras artistas gaúchas a ter preocupações de fundo ecológico, realizando projeto de interferência no Parque Farroupilha, Porto Alegre. Em 1995 foi empossada como diretora do MARGS, onde está representada com peças gráficas e Totens, sólidos geométricos (nove módulos). Nesse mesmo ano participa da coletiva-homenagem ao cinema gaúcho, Espaço I, Usina do Gasômetro, Porto Alegre. Durante boa parte de sua carreira, expôs sob nome Romanita Martins, assinando, porém, seus trabalhos apenas como Romanita.

Fonte: Dicionário de Artes Plásticas no Rio Grande do Sul.Renato Rosa e Décio Presser. Porto Alegre: Ed.Universidade/UFRGS, 1997.

Gustavo Rosa (1946, São Paulo – idem, 2013). O artista brincava, que antes mesmo de falar aprendeu a desenhar. Autodidata, sempre gostou muito do desenho e através dessa paixão foi em busca de conhecimento artístico.
Ele largou sua carreira de Publicitário, para a Arte e Pintura. Estudou arte com o norte americano Amer Rudy Pozzati. Lançou uma grife com seu nome, em New York, Estados Unidos.
Gustavo Rosa, ganhou fama por sua pintura Colorida, Viva e com desenhos do cotidiano, desenhos exatos de pessoas, pássaros, animais. Ele se destacou por sua originalidade.
Sua primeira exposição individual foi em 1970 na galeria Alberto Bonfiglioli. Depois disso, começou a fazer exposições pelo mundo todo, em museus famosos e ganhou cada vez mais reconhecimento.
Gustavo Rosa se espantantava com alguns costumes, paixões e amores ridículos, então ao pintar cria seu próprio Mundo, com emoção e colorido.

Carlos Haraldo Sorensen (Bauru/SP, 1928 – Rio de Janeiro/RJ, 2008)

Pintor, ceramista, tapeceiro, cenógrafo, ilustrador, figurinista, arquiteto, designer, poeta. Carlos Haraldo Sorensen forma-se em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Brasil em 1958. Em 1952 e 1953 vive em Paris (França) onde freqüenta o ateliê de André Lhote e conhece Picasso, Roonet e Fernand Léger , durante esse período também estuda na Escola Superior de Belas Artes de Paris com Gleizes. Em 1948 trabalha com Di Cavalcanti (1897-1976), com quem pinta inúmeros painéis. Em 1949 faz sua primeira individual, na Cooperativa dos Artistas Plásticos em São Paulo SP. Durante a década de 50 ilustra diariamente inúmeras revistas e jornais com Santa Rosa (1909-1956), Portinari (1903-1962) e Sigaud (1899-1979); participa de diversos salões, entre eles o Salão Preto e Branco, no Palácio da Cultura do Rio de Janeiro. Em 1950 organiza o 1º Salão do ART no Clube do Rio de Janeiro, e dois anos depois organiza, junto com grupo de expositores orientados por Lucio Costa (1902-1998) e Jorge Amado (1912-2001), o 1º Salão Brasileiro de Arte Moderna. Em 1951 ingressa como ator na cia de Jean Louis Barrault – Madeleine Renaut. Entre 1956 e 1970 é diretor de arte na TV Tupi, a convite de Assis Chateaubriand (1892-1968). Entre 1970 e 1981 realiza a criação visual do programa Fantástico e de musicais e novelas da Rede Globo. Participa da 8ª Bienal Internacional de São Paulo em 1965, e em 1976, da Retrospectiva de 35 anos de atividades no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), na Real Galeria de Arte e no MEC, onde recebe o Prêmio Aquisição MEC. Em 1985 expõe no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ. Ilustra diversos livros, desenha figurinos para peças teatrais e recebe diversos prêmios como Prêmio Melhor Figurinista do Ano em 1958 e 1962.

Fonte: Itaú Cultural.

Dimas Florencio.  Dimas Florencio, autodidata e natural de Ronda Alta/RS. Aos 9 anos de idade manifestou seu interesse pela arte. Em 1987 foi para Porto Alegre,  onde dedicou-se a pintura.  A leveza de suas obras, as cores luminosas, suas mulheres com belos traços e sua alegria em lecionar em vários países, fazem de Dimas um vitorioso, um autodidata realizado.
Passeia pelo figurativo com desenvoltura e atento aos detalhes. Nada mais pretende a não ser evoluir dentro de sua arte e passar sua arte aos que o procuram. É um artista bem sucedido cujo talento já é reconhecido no Brasil e em outros países, como: Uruguai, Itália, França, Suíça, Portugal, Argentina e México.
 

Eli Malvina Diniz Heil (Palhoça, SC, 1929-Florianópolis, 2017). Pintora, desenhista, ceramista, escultora, tapeceira, poeta. Nos anos 1950, atua como professora de educação física. Autodidata, inicia sua produção artística em 1962. Nessa época, desenha animais e pinta paisagens de morros com casas, utilizando camadas espessas de tinta e cores saturadas. Em 1963, realiza sua primeira mostra individual, em Florianópolis. Nesse ano, o crítico e historiador da arte João Evangelista de Andrade Filho (1931) publica um ensaio sobre a obra da artista e a expõe em Brasília. Ainda nos anos 1960, começa a desenvolver objetos tridimensionais – aplica bonecos de pano na superfície da tela e, em seguida, cria seres imaginários com materiais diversos como cerâmica, cimento, madeira, argamassa e plásticos derretidos. Expõe individualmente no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC/USP, em 1966, a convite do historiador Walter Zanini (1925). Dois anos depois, passa a expor em países europeus. Participa da 1ª Bienal Latino-Americana de São Paulo, em 1978, e da seção de Arte Incomum da 16ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1981. O Museu de Arte de Santa Catarina – Masc realiza uma mostra retrospectiva de sua obra em 1982. A artista cria, em 1987, O Mundo Ovo de Eli Heil, na capital catarinense, onde monta seu ateliê e um espaço para exibição permanente de sua produção. Em 1994, é inaugurado oficialmente a Fundação O Mundo Ovo de Eli Heil. É autora do livro de poemas e desenhos Vomitando Sentimentos, 2000.

Erico di Primio Leitão dos Santos nasceu em Cacequi, Rio Grande do Sul, Brasil, em 1952. Fez desenho publicitário, ilustrações e cartoons. Formou-se em Direito em 1978. Exerceu advocacia, magistério e serviço público com funções de procurador autárquico. Atua no mercado de arte brasileiro desde os anos 70, com participações em salões oficiais, importantes mostras coletivas e diversas individuais. Obteve prêmios e homenagens especiais. Pintou a Via Sacra para a Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Porto Alegre. Erico Santos é aclamado pela crítica um pintor por excelência e um dos expoentes do mercado de arte do Rio Grande do Sul, considerado um dos cinco artistas mais carismáticos. Foi jurado em salões oficiais, proferiu palestras e escreveu sobre arte para jornais e revistas de cultura. Autor dos livros Pintura & Palavra, Porto Alegre, 1998 e Arte: emoção e diálogo, Porto Alegre, 1999. Verbete nos seguintes dicionários: Art Trade International Guide of Quotation, de Narcizo Martins, Porto, Portugal, 1993; Artes Plásticas Brasil, de Julio Louzada, São Paulo, diversas edições; e Dicionário de Artes Plásticas no Rio Grande do Sul, de Renato Rosa e Decio Presser, Porto Alegre, l997. Citado nos livros: Atuar Arquitetura & Decoração, de Renato Andreuchetti, Porto Alegre, 1998; Arte Brasil, Série Artistas Brasileiros, vol. 9 e Artes Plásticas Brasil 500,R Editora, Belo Horizonte, 2000 e Anuário de Artes Plásticas Brasileiro, Belo Horizonte, 2001, sendo a capa do livro.

Pintora e desenhista. Santa Cruz do Sul, RS. Formada pelo Centro de Artes da Universidade Federal de Santa Maria, atuou como monitora do professor Cláudio Carriconde. Tem participado de coletivas e salões. Fez individual na Galeria Geiger, Santa Maria, 1985. Seu nome completo é Djalmira de Freitas Rosa, assina seus trabalhos como Deja.

Francisco Domingos da Silva (Alto Tejo/ Acre, 1910 – Fortaleza/CE, 1985)

Chico da Silva,  pintor e desenhista. Começa a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores por volta de 1937, em Fortaleza (Ceará). Na década de 1940, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, inicia-se na pintura à guache e juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula, expõe na Galeria Askanasy, no Rio de Janeiro, em 1945. Entre 1961 e 1963, trabalha no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Depois de permanecer quatro anos internado em um hospital psiquiátrico, volta a pintar em 1981. É considerado um dos maiores pintores primivistas do Brasil,  participou da Bienal de Veneza, em 1966 e da 9º Bienal Internacional de São Paulo, em 1968, além de várias exposições pela Europa. Personagem da cena boêmia de Fortaleza, teve vida atribulada alterando períodos de glória e ostracismo, sua obra teve reconhecimento da crítica e do mercado.

    O gravador, fotógrafo e pintor Carlos Augusto Caminha Vergara dos Santos nasceu em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 1941. Na década de 1950, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, paralelamente à atividade de analista de laboratório, dedicou-se ao artesanato de jóias, que foram expostas na 7ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1963. No ano, voltou-se para o desenho e a pintura, realizando estudos com Iberê Camargo (1914 – 1994).

    Participou das mostras Opinião 65 e 66 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 1967, foi um dos organizadores da mostra Nova Objetividade Brasileira, que procurou fazer um balanço da vanguarda brasileira. Atuou ainda como cenógrafo e figurinista de peças teatrais. Neste período, produziu pinturas figurativas, que revelam afinidades com o expressionismo e a arte pop. Durante a década de 1970, utilizou a fotografia e o filme super-8 para estabelecer reflexões sobre a realidade. O carnaval passou a ser também objeto de sua pesquisa.

    Atuou ainda em colaboração com arquitetos, realizando painéis para diversos edifícios e empregando materiais e técnicas do artesanato popular. Em 1972, publicou o caderno de desenhos Texto em Branco, pela Editora Nova Fronteira. Durante os anos 1980, voltou à pintura, produzindo quadros abstratos geométricos nos quais explora, principalmente, tramas de losangos que determinam campos cromáticos. Desde o fim dos anos 1980, emprega pigmentos naturais e minérios, com os quais produz a base para trabalhos em superfícies diversas.

    Em 1997, realizou a série Monotipias do Pantanal, na qual explora o contato direto com o meio natural, transferindo para a tela texturas de pedras ou folhas, entre outros procedimentos.

 

Rodrigo Pecci nasceu em Porto Alegre no ano de 1976. Ingressou no curso de Gravura em metal do Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre, ministrado pelo artista plástico Wilson Cavalcanti no ano de 2002. Trabalhou como impressor na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, sob orientação do artista e impressor Eduardo Haesbaert. Participou de diversas exposições coletivas de gravura, entre elas: Olhar Intimista, nos anos de 2003 e 2004; Diálogos, que ocorreu simultaneamente na Casa de Cultura Mário Quintana (Galeria Xico Stockinger), Porto Alegre e em Quilicura, Santiago, Chile, em 2004 e Os Gravo-Gráficos, no Espaço Cultural ESPM, Porto Alegre, em 2008. Realizou em 2008 sua primeira exposição individual de gravuras em metal, Sobreimpressões, muito bem recebida pela crítica, na Galeria Arte & Fato, Porto Alegre. Foi finalista do 19º Salão Jovem Artista de Porto Alegre, e do 18º Salão de Artes Plásticas da Câmara Municipal de Porto Alegre, ambos em 2008. Desde 2002 atua como técnico e impressor na oficina de gravuras do Museu do Trabalho, ministrando cursos e imprimindo para o Consórcio de Gravuras.

Francisco Brennand (Recife, PE, 1927 – 2019)Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand – Ceramista, escultor, desenhista, pintor, tapeceiro, ilustrador, gravador. Inicia sua formação em 1942, aprendendo a modelar com Abelardo da Hora (1924). Posteriormente, recebe orientação em pintura de Álvaro Amorim (19-?) e Murilo Lagreca (1899 – 1985). No fim dos anos 1940, pinta principalmente naturezas-mortas, realizadas com grande simplificação formal. Em 1949, viaja para a França, incentivado por Cicero Dias (1907 – 2003). Frequenta cursos com André Lhote (1885 – 1962) e Fernand Léger (1881 – 1955) em Paris, em 1951. Conhece obras de Pablo Picasso (1881 – 1973) e Joán Miró (1893 – 1983) e descobre na cerâmica seu principal meio de expressão. Entre 1958 a 1999, realiza diversos painéis e murais cerâmicos em várias cidades do Brasil e dos Estados Unidos. Em 1971, inicia a restauração de uma velha olaria de propriedade paterna, próxima a Recife, transformando-a em ateliê, onde expõe permanentemente objetos cerâmicos, painéis e esculturas. Em 1993, é realizada grande retrospectiva de sua produção na Staatliche Kunsthalle, em Berlim. É publicado o livro Brennand, pela editora Métron, com texto de Olívio Tavares de Araújo, em 1997. Em 1998, é realizada a retrospectiva Brennand: Esculturas 1974-1998, na Pinacoteca do Estado – Pesp, em São Paulo. Desde os anos 1990, são lançados vários vídeos sobre sua obra, entre eles, Francisco Brennand: Oficina de Mitos, pela Rede Sesc/Senac de Televisão, em 2000.

Wesley Duke Lee (São Paulo/SP, 1931 – 2010)

Desenhista, gravador, artista gráfico e professor, fez curso de desenho livre no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand em 1951. Um ano depois, viajou para os Estados Unidos e estudou na Parson’s School of Design e no American Institute of Graphic Arts, em Nova York, até 1955. Naquela época, acompanhou as primeiras manifestações da arte pop e viu trabalhos de Robert Rauschenberg (1925 – 2008), Jasper Johns (1930) e Cy Twombly (1928 – 2011).

No Brasil, em 1957, deixou a publicidade e se tornou aluno do pintor Karl Plattner (1919 – 1989), com quem trabalhou em São Paulo e, posteriormente, na Itália e na Áustria até 1960. Nessa época, viveu também em Paris, frequentou a Académie de la Grande Chaumière e o ateliê de Johnny Friedlaender (1912 – 1992).

Retornou ao Brasil em 1960 e, em 1963, iniciou trabalho com os jovens artistas Carlos Fajardo (1941), Frederico Nasser (1945), José Resende (1945) e Luiz Paulo Baravelli (1942), entre outros. Nesse ano, realizou, no João Sebastião Bar, em São Paulo, o Grande Espetáculo das Artes, um dos primeiros happenings do Brasil.

Procurou organizar um movimento artístico, o realismo mágico, com Maria Cecília (1928), Bernardo Cid (1925 – 1982), Otto Stupakoff (1935 – 2009) e Pedro Manuel-Gismondi (1925 -1 999), entre outros. Em 1966, com Nelson Leirner (1932), Geraldo de Barros (1923 – 1998), José Resende, Carlos Fajardo e Frederico Nasser, fundou, como reação ao mercado de arte, o Grupo Rex, que existiu até 1967.

Oscar Crusius (Porto Alegre/RS, 1904 – 1991)

Foi pintor e desenhista. Formou-se no Instituto de Belas Artes em 1928 e foi discípulo de Ângelo Guido e Francis Pelichek. Em 1940 obteve seu primeiro prêmio no Salão Oficial do Instituto de Belas Artes. Durante sua trajetória artística, realizou mais de quarenta exposições individuais, sendo a última na Galeria Nelpi, em Porto Alegre, 1987. Sua obra é dominada por cenas rurais que retratam o Rio Grande do Sul. É citado no Dicionário brasileiro de artes plásticas. Existem exemplares de pintura de grande qualidade, resultantes de suas viagens ao norte do País. Roberto Pontual cita-o em seu Dicionário das Artes Plásticas no Brasil como pintou de “aspectos da paisagem e dos costumes regionais gaúchos”. Pintor e desenhista. Porto Alegre, RS, 1904 – Porto Alegre, RS, 1991. Formou-se no Instituto de Belas Artes em 1928. Foi discípulo de Ângelo Guido e  Francis Pelichek. Em 1940 obteve seu primeiro prêmio no Salão Oficial do Instituto de Belas – Artes. Durante sua trajetória artística, realizou mais de quarenta individuais, sendo a última na Galeria Nelpi, Porto Alegre, 1987. Sua obra é dominada por cenas rurais que retratam o Rio Grande do Sul. É citado no Dicionário brasileiro de artes plásticas. Existem exemplares de pintura de grande qualidade, resultantes de suas viagens ao norte do País. Roberto Pontual cita-o em seu Dicionário das Artes Plásticas no Brasil como pintou de “aspectos da paisagem e dos costumes regionais gaúchos”.

Fonte: https://www.galart.com.br/artista/oscar-crusius/.

Alexandre Rapoport (Rio de Janeiro/RJ, 1929)

É pintor, arquiteto, desenhista e gravador brasileiro.

Autodidata, começou a pintar na Faculdade de Arquitetura, antes do final da década de 1950. Estudou desenho com Ubi Paiva e, enquanto estudante, assistiu às aulas de gravura de Raymundo Cella, na Escola Nacional de Belas Artes. Teve contato com Cândido Portinari, cujas influências permeiam sua obra até hoje. Ainda na década de 50 ganhou a “Menção Honrosa” no Salão Nacional de Belas Artes.

De 1956 até aproximadamente 1972, dedicou-se também ao desenho industrial, expondo no Brasil e exterior. Além do Brasil, possui trabalhos em diversas coleções particulares e instituições públicas, em Roma, Viena, Zurique, Nova Iorque, Tóquio, Paris, Buenos Aires, Antuérpia, Washington e Jerusalém.

É considerado um surrealista, e sua obra tem grande fama e liquidez. Participou de diversas exposições coletivas, com pinturas, desenhos e gravuras no Museu Nacional de Belas Artes e no Ministério da Educação e Cultura. Durante o período de 1953 a 1966 lecionou como professor de composição decorativa na Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil, atual FAU-UFRJ. Desde 1956 até aproximadamente 1972 dedicou-se também ao desenho industrial, expondo no Brasil e exterior.

Artista surrealista, com formas desfocadas como que em movimento. São olhos que se mexem, personagens com instrumentos musicais, rostos que viram pro lado, casais que dançam. Suas peças têm um quê onírico, trazendo à tona o papel do inconsciente nas tarefas criativas. Mescla, para tanto, o figurativo e o abstrato; a representação e a imaginação.

Fonte: Catálogo das Artes.

Willem Leendert van Dijk (Westmass, Holanda 1915 – Petrópolis RJ 1990). Pintor e desenhista. Estuda arte e teologia em Leiden (Holanda), na Academia de Belas Artes e Universidade de Leiden. Em 1935, ganha viagem ao exterior, conhecendo a França, Itália e Grécia. Com a Segunda Guerra Mundial, alista-se na resistência aos nazistas, perdendo as duas pernas na frente de batalha. Em 1947, nomeado 1º Adido Cultural pela Rainha Guilhermina, viaja para o Brasil, fixando residência no Rio de Janeiro. Em 1948, é lançada a sua biografia L’Homme, Le Peintre, L’Oeuvre, de Carlos Torres Pastorino. Em 1960, publica o livro de poemas Convite à Exposição. Em 1971, é nomeado membro da Academia Metropolitana de Letras. Em 1947, realiza sua primeira exposição individual, na Associação Brasileira de Imprensa, no Rio de Janeiro. Em 1951, ganha medalha de ouro no Salão dos Artistas Nacionais e, em 1952, medalha de prata no Salão dos Artistas Brasileiros. Realiza exposições nos Estados Unidos, Alemanha, Holanda, França, Dinamarca, Argentina e Japão. Em 1966, a Harwick Collection (Estados Unidos) adquire para o seu acervo a tela Jangadeiros em ação. Em 1968, o governador do estado do Rio de Janeiro, Geremias Fontes, oferece ao Presidente Costa e Silva o quadro Rio Piabanha – Petrópolis e a tela Petrópolis em Flor à rainha Elisabeth II, em visita oficial ao Brasil. Em 1971, torna-se membro da Academia Petropolitana de Letras.

http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa1348/win-van-dijk

Nelson Boeira Fäedrich nasceu em Porto Alegre em 02 de janeiro de 1912. Começou a interessar-se pela arte ainda menino quando acompanhava seu tio, o artista plástico Oscar Boeira, em longos passeios pela cidade.
Nos anos 20, foi balconista na loja de ferragens “Casa Pimenta”, no centro de Porto Alegre, onde passava grande parte do tempo desenhando em papéis de embrulho sobre o balcão, ilustrando os poemas dos amigos. Seus primeiros trabalhos foram publicados nessa época no Correio do Povo.
No início da década de 30, foi convidado para trabalhar no atelier da Globo, sob o comando de Ernest Zeuner. Ilustrou mais de cem livros, entre os quais, Contos, de Hans Christian Andersen, Contos Gauchescos, de João Simões Lopes Neto, e o Tempo e o Vento, de Erico Verissimo.
Fäedrich se dizia um pintor “fantasista que gosta mais do fantástico, da lenda”. Recriou em nanquim e guache personagens míticos como a Salamanca e o Negrinho do Pastoreio, entre outros da coletânea Lendas do Sul, de Simões Lopes Neto.
Em 1954, fez parte da equipe que fundou “A Hora” e foram dele as primeiras ilustrações a cores que apareceram em jornais do Rio Grande do Sul.
A partir do final dos anos 60, sua arte voltou-se para a pintura. Realizou uma exposição de 14 quadros a óleo sobre o tema “A música interpretada através da pintura”, depois veio a série, “Deuses do Panteão Africano (Orixás)”, que foi

apresentada em todo o Brasil. Ao final da itinerância, o artista doou seus trabalhos ao Ministério do Interior e às embaixadas de Portugal e de países do continente africano.

Fäedrich recebeu várias premiações em concursos realizados em Porto Alegre e Rio de Janeiro. Entre elas, destacam-se o cartaz comemorativo ao centenário da Revolução Farroupilha, que em 1935 ganhou o primeiro lugar, e o cartaz “Brasileiros! Vossa Terra Vale Mais Que Todo o Ouro do Mundo”, premiado pelo Ministério de Educação e Cultura em 1938.

O artista faleceu em 04 de junho de 1994, em Porto Alegre, aos 82 anos, vítima de parada cardíaca.

http://catalogodasartes.com.br/Detalhar_Biografia_Artista.asp?idArtistaBiografia=9615

 

 

Luís Maristany de Trias (Barcelona, 1885Porto Alegre, Brasil, 1964) foi um pintor, desenhista e professor ativo na América do Sul no início do século XX.

Estudou em Barcelona na Escola de Belas Artes, e mais tarde foi discípulo de Pedro Borel. Ganhou seu primeiro prêmio aos 17 anos, no Salão de Belas Artes de Barcelona, que lhe proporcionou um ano de estudos na França.

Transferiu-se em seguida para a América do Sul, tendo viajado extensamente pela Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile, registrando em pinturas e desenhos as suas impressões. Durante esse período retornou várias vezes à Europa. Fixando-se no Rio Grande do Sul a partir de 1922, retratou as docas do Guaíba, as ruas e os arredores de Porto Alegre. Depois de naturalizar-se brasileiro, em 1938, aceitou convite do professor Tasso Corrêa, então diretor do Instituto de Belas Artes, e passou a ocupar as cátedras de Anatomia Artística e Paisagem. Casado com a pintora Amélia Pastro, dedicou grande parte de sua vida ao ensino. Revelou-se um ótimo professor, admirado pelos alunos e colegas como Ângelo Guido, João Fahrion, Fernando Corona, José Lutzenberger e Benito Castañeda. Tem obra no MAM, na Pinacoteca Aldo Locatelli e no MARGS.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Maristany_de_Trias

Mario Gruber nasceu em Santos em 1927 e começou a pintar em 1943, como autodidata. Tornou-se profissional aos 20 anos de idade, quando participou da Exposição Grupo dos 19 e o júri, formado por Lasar Segall, Anita Malfatti e Di Cavalcanti, conferiu-lhe o primeiro prêmio em pintura. Em 1946, estuda com o escultor Nicola Rollo na Escola de Belas-Artes de São Paulo e em 1948, trabalha com Di Cavalcanti e estuda gravura com Poty.

Em 1949, com bolsa de estudos oferecida pelo Governo Francês, viaja a Paris, onde aperfeiçoa seus estudos de gravura em metal na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts com Édouard Goerg. Em 1951 retorna ao Brasil, quando funda, em Santos, o Clube de Gravura, mais tarde Clube de Arte marcando o início de sua participação na vida artística e cultural brasileira. Em 1953, convocado por Gabriela Mistral, Diego Rivera e Pablo Neruda participa como delegado no I Congresso Continental de Cultura, no Chile.

Entre 1961 e 1964, leciona gravura em metal na Fundação Armando Álvares Penteado (São Paulo). Dedica-se especialmente à calcografia e produz edições de gravura em metal na Impremérie Georges Leblanc (Paris).
A partir dessa data os prêmios e as exposições nacionais e internacionais se acumulam e sua obra motiva a realização de dois curta-metragens, um deles exibido no Festival de Cinema de Veneza, em 1967, direção de Rubens Biáfora, ganhador do Prêmio Governador do Estado; o segundo – “A Arte Fantástica de Mario Gruber”, dirigido por Nelson Pereira dos Santos -, 1982.
Gruber tem telas em vários museus brasileiros e internacionais, como o Wisconsin State Museum College Union, USA; Museu Poushkin, Moscou, URSS; Museu de Arte Contemporânea, São Paulo, SP; Museu de Arte Brasileira, São Paulo, SP; Museu de Bahia, Salvador, BA e outros.
Sua participação em obras de arquitetura, a convite de seus autores, vem de longa data, destacando-se nas obras do arquiteto Vilanova Artigas, os painéis da “Casa dos Triângulos” na Galeria Califórnia, no Ginásio Estadual de Guarulhos, e mais recentemente marcando sua posição de vanguarda no realismo fantástico brasileiro – os grandes painéis no Aeroporto internacional de Cumbica e na Estação Sé do Metrô de São Paulo.
Em 1970, monta atelier de pintura e gravura em São Paulo, considerado um dos maiores e mais completos da América Latina; em 1974 transfere-se para Paris onde reside até 1978, voltando ao Brasil e montando atelier em Olinda, onde então o seu habitual rigor técnico e domínio pictórico se defronta com a intensidade luminosa do Nordeste e os quase cinco séculos de tradição cultural nordestina.
Em 1979, de volta a São Paulo, rigoroso em seu ofício, revelando como sempre, suas preocupações com as questões sociais brasileiras e latino-americanas, mantém intenso ritmo de trabalho, expondo em galerias séries de gravuras e pinturas, culminando em 1989 com o grande painel em grés, na Biblioteca do Memorial da América Latina.

http://www.pinturabrasileira.com/artistas_bio.asp?cod=26&in=9

     Niobe Nogueira Xandó Bloch nasceu em Campos Novos do Paranapanema (atual Campos Novos Paulista), São Paulo, em 1915 e morreu em São Paulo, São Paulo, em 2010. Pintora, desenhista e escritora autodidata, ela viveu a infância e a adolescência no interior de São Paulo, mudando-se para a capital em 1932. Niobe casou-se aos 16 anos com João Baptista Ribeiro Rosa, destacado militante, e passou a frequentar reuniões do Partido Comunista.

    Iniciou sua carreira como artista plástica em 1947. Naquele ano, conheceu os pintores Yoshiya Takaoka (1909 – 1978) e Geraldo de Barros (1923 – 1998) no ateliê do professor e artista Raphael Galvez (1895 – 1961). Fez sua primeira exposição individual em 1953, em São Paulo, na Livraria das Bandeiras, na Praça da República.

    Separada do primeiro marido, casou-se novamente com o intelectual tcheco Alexandre Bloch, por intermédio de quem se tornou amiga de Vilém Flusser, que escreveu artigos sobre a sua obra. Durante o ano de 1957, viajou pelas cidades de Madri, La Coruña e Paris. Seu trabalho ganhou destaque em 1965, na 8ª Bienal Internacional de São Paulo.

    De volta ao Brasil, mudou-se com o marido para Salvador. O casal seguiu para a Europa em 1968, com períodos em Paris, Londres e Estocolmo. Regressou ao Brasil em 1971, vivendo em São Paulo até 1980. Xandó viajou a Nova York em 1981 e 1983, depois voltou definitivamente ao Brasil.

    Entre as exposições em que se destacou, estão a 10ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1969, na qual teve sua obra apresentada na sala especial de Artes Mágica, Fantástica e Surrealista, e a 1ª Bienal Latino-Americana de São Paulo, em 1978, em que seu trabalho representou a influência das culturas africana e indígena na arte brasileira.

     O pintor, desenhista, muralista e professor Samson Flexor nasceu na cidade de Soroca, em Bessarábia, Rússia, em 1907 e morreu em São Paulo, São Paulo, em 1971. Viajou para a Bélgica em 1922, onde estudou química e cursou pintura na Académie Royale des Beaux-Arts (Academia Real de Belas Artes). Mudou-se para Paris em 1924 e fez o curso livre da Ecole Nationale Supérieure des Beaux-Arts (Escola Nacional Superior de Belas Artes), orientado por Lucien Simon (1861 – 1945). Paralelamente, cursou história da arte na Sorbonne. Em 1926, frequentou as academias La Grande Chaumière e Ranson, na qual recebeu aulas de Roger Bissière (1886 – 1964). No ano seguinte, realizou a primeira exposição individual, na Galeria Campagne Première, em Paris. Em 1929, participou da fundação do Salon des Surindépendants, atuando como seu diretor até 1938. Conviveu com o meio artístico parisiense durante mais de 20 anos.

    Quando se converteu ao catolicismo, em 1933, passou a executar pinturas murais de cunho religioso. Membro da Resistência Francesa durante a II Guerra Mundial (1939 – 1945), foi forçado a fugir de Paris. Nesse período, suas pinturas tornaram-se sombrias e ele iniciou estudos expressionistas e cubistas sobre a Paixão de Cristo.

    Em 1946, realizou viagem ao Brasil e expôs na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, e, em 1948, fixou-se naquela cidade. Motivado pelo crítico Léon Dégand (1907 – 1958), então diretor do Museu de Arte Moderna, aproximou-se do abstracionismo geométrico e criou, em 1951, o Atelier Abstração, tendo como alunos Jacques Douches (1921), Norberto Nicola (1930 – 2007), Leopoldo Raimo (1912), Alberto Teixeira (1925) e Wega Nery (1912 – 2007), entre outros. O Atelier Abstração formou grande número de pintores interessados nesta tendência. Em meados da década de 1960, Flexor aproximou-se da abstração lírica e da figuração.

   Apesar de residir no Brasil, o artista realizava regularmente exposições individuais por diversas capitais da Europa, tendo participado de seis bienais de São Paulo, de Veneza e de Tóquio.

Roberto Burle Marx (São Paulo/SP, 1909 – Rio de Janeiro/RJ, 1994)

Paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de joias, decorador. Baseada no estudo da paisagem natural brasileira, sua obra tem caráter inovador, incorporando elementos de diferentes contextos, como espécies vegetais que descobre em expedições botânicas, colunas e arcadas coletadas em demolições ou mosaicos e painéis de azulejos recuperados da tradição portuguesa.

Durante a infância, vive no Rio de Janeiro. Em 1928, muda-se com a família para Berlim, na Alemanha, e entra em contato com as obras de artistas consagrados, como o holandês Vincent van Gogh (1853-1890), o espanhol Pablo Picasso (1881-1973) e o alemão Paul Klee (1879-1940). Em 1929, frequenta o ateliê de pintura de Degner Klemn.

De volta ao Rio de Janeiro, estuda  entre 1930 e 1934 pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), onde é aluno de Leo Putz (1869-1940), Augusto Bracet (1881-1960) e Celso Antônio (1896-1984). Em 1932, desenvolve ao lado de Gregori Warchavchik (1896-1972) seu primeiro projeto de jardim, a convite de Lucio Costa (1902-1998), arquiteto que projeta a residência da família Schwartz, no Rio de Janeiro.

Entre 1934 e 1937, ocupa o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, Pernambuco, onde passa a residir. Nesse período, vai com frequência ao Rio de Janeiro e tem aulas com Candido Portinari (1903-1962) e Mário de Andrade (1893-1945) no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal. Em 1937, retorna ao Rio de Janeiro e trabalha como assistente de Portinari. Na pintura, inicialmente se dedica a naturezas-mortas com motivos da flora brasileira, em traços sinuosos e uma paleta de tons sóbrios. Produz quadros em que incorpora soluções formais do cubismo, como Abóboras com Bananas (1933). Mantém diálogo com Picasso e com os muralistas mexicanos, representando figuras do povo, cenas de trabalho e favelas. Nos retratos, realistas, aproxima-se de Candido Portinari e Di Cavalcanti (1897-1976).

No final da década de 1930, trabalha em parceria com arquitetos e opera a integração de sua obra paisagística à arquitetura moderna. Na elaboração de seus projetos experimenta formas orgânicas e sinuosas, delineadas por um contorno preciso. Com Lucio Costa, atua no projeto dos jardins do Ministério da Educação e Saúde (Rio de Janeiro, 1938-1944) e do eixo monumental de Brasília (1961-1962); com Rino Levi (1901-1965), na residência Olivo Gomes (atual Parque da Cidade Roberto Burle Marx, em São José dos Campos [1950-1953 e 1965]); com Affonso Eduardo Reidy (1909-1964), nos jardins do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954-1956) e do Parque do Flamengo (1961-1965); e com Oscar Niemeyer (1907-2012), no Conjunto da Pampulha (Belo Horizonte, 1942-1945). Esses trabalhos revelam ainda atenção às massas de cor, obtidas pela disposição de arbustos e árvores em grupos homogêneos, de acordo com o potencial de mudanças cromáticas ao longo das estações do ano. Pedras, seixos e areias são empregados também conforme a cor.

Na Fazenda Marambaia (Petrópolis, 1948) e no Rancho da Pedra Azul (Teresópolis, 1956) integra a paisagem construída ao cenário natural: os jardins se expandem e incorporam a natureza local. A partir da década de 1950, utiliza em seus trabalhos uma ordenação mais geometrizante, como na Praça da Independência [João Pessoa (1952)].

O geometrismo está presente também em suas pinturas representando cidades, como Morro do Querosene (1936) e Morro de São Diogo (1941), obras de linhas retas e paleta sóbria, em que predominam tons amarelo, cinza e preto. Nessa mesma época, nota-se em alguns quadros a passagem gradual para o abstracionismo, como em Cataventos (1940), Figura em cadeira de balanço (1941) e Peixes (1944).

A partir da década de 1950, sua pintura atinge uma linguagem particular: a tendência para a abstração se consolida e a paleta passa a incluir nuances de azul, verde e amarelo mais vivos. O trabalho com a cor está associado ao desenho, que se sobrepõe e estrutura a composição. Nos anos 1980, passa a realizar composições geométricas em acrílico: com contornos desenhados com a cor, as telas têm aspecto fluído e flexível, ganhando leveza.

A paixão por plantas, que o acompanha desde a juventude, toma nova dimensão a partir de 1949, quando o artista adquire o Sítio Santo Antônio da Bica, de 800 mil metros quadrados, no bairro carioca de Campo Grande, onde reúne e estuda exemplares, muitas vezes raros, da flora brasileira. Em companhia de botânicos, realiza inúmeras viagens a diversas regiões do país para coletar e catalogar exemplares de plantas, reproduzindo em sua obra a diversidade fitogeográfica brasileira.

Ao longo da carreira são numerosos os desenhos a nanquim, nos quais trabalha com motivos tirados da trama finíssima de folhagens e galhos. Embora tenham como base a natureza, apresentam essencialmente caráter abstrato, com predominância de elementos lineares. O nanquim busca gradações em tonalidades diversas, como no desenho “Dia e noite” (Série 1973, 1).

Na década de 1970, Burle Marx tem marcante atuação como ecologista, defendendo a necessidade da formação de uma consciência crítica em relação à destruição do meio ambiente. O sítio é doado ao governo federal em 1985, passando a chamar-se Sítio Roberto Burle Marx, e se constitui como valioso patrimônio paisagístico, arquitetônico e botânico.

Inspirando-se constantemente em formas da natureza, o trabalho de Burle Marx reflete a indissociável experiência de paisagista e botânico, especialmente em seus jardins, pioneiros na maneira como reúnem arquitetura e espécies vegetais brasileiras.

Fonte: Itaú Cultural.

Artur Barrio (Porto, Portugal 1945) Artur Alípio Barrio de Sousa Lopes, Artista multimídia e desenhista. Em 1955, passa a viver no Rio de Janeiro. Começa a se dedicar à pintura em 1965 e, a partir de 1967, freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes – Enba. Nesse período, realiza os cadernos livres, com registros e anotações que se afastam das linguagens tradicionais. Em 1969, começa a criar as Situações: trabalhos de grande impacto, realizados com materiais orgânicos como lixo, papel higiênico, detritos humanos e carne putrefata (como as Trouxas Ensangüentadas), com os quais realiza intervenções no espaço urbano. No mesmo ano, escreve um manifesto no qual contesta as categorias tradicionais da arte e sua relação com o mercado, e a situação social e política na América Latina. Em 1970, na mostra Do Corpo à Terra, espalha as Trouxas Ensangüentadas em um rio em Belo Horizonte. Barrio documenta essas situações com o uso de fotografia, cadernos de artista e filmes Super-8. Cria também instalações e esculturas, nas quais emprega objetos cotidianos. Realiza constantes viagens, e reside também na África e na Europa – em Portugal, na França e na Holanda. Desde a metade da década de 1990, ocorrem várias publicações e exposições que procuram recuperar sua obra.

(http://www.escritoriodearte.com/artista/artur-barrio/)

Elizabeth Costa

Biografia em construção.

Joan Miró i Ferrà (Barcelona, 20 de abril de 1893Palma de Maiorca, 25 de dezembro de 1983) foi um escultor e pintor surrealista catalão. Quando jovem frequentou a Escola de Belas Artes da capital catalã e a Academia de Gali. Em 1919, depois de completar os seus estudos, visitou Paris, onde entrou em contacto com as tendências modernistas como os fauvismo e dadaísmo. No início da década de 1920, conheceu o fundador do movimento em que trabalharia toda a vida, André Breton, entre outros artistas surrealistas. A pintura O Carnaval de Arlequim, 1924-25, e Maternidade, 1924, inauguraram uma linguagem cujos símbolos remetem a uma fantasia, sem as profundezas das questões psicanalistas surrealistas. Participou na primeira exposição surrealista em 1925. Em 1928, viajou para a Holanda, tendo pintado as duas obras Interiores holandeses I e Interiores holandeses II. Em 1937, trabalhou em pinturas-mural e, anos depois, em 1941, concebeu a sua mais conhecida e radiante obra: Números e constelações em amor com uma mulher. Mais tarde, em 1944, iniciou-se em cerâmica e escultura. Em suas obras, principalmente nas esculturas, utiliza materiais surpreendentes, como a sucata. Três anos depois, rumou pela primeira vez aos Estados Unidos. Já nos anos seguintes; durante um período muito produtivo, trabalhou entre Paris e Barcelona. No fim da sua vida reduziu os elementos de sua linguagem artística a pontos, linhas, alguns símbolos e reduziu a cor, passando a usar basicamente o branco e o preto. Algumas obras revelam grande espontaneidade, enquanto em outras se percebe a técnica feita com muito cuidado, e esse contraste também aparece em suas esculturas. Miró tornou-se mundialmente famoso e expôs seus trabalhos, inclusive ilustrações feitas para livros, em vários países. Em 1954, ganhou o prêmio de gravura da Bienal de Veneza e, quatro anos mais tarde, o mural que realizou para o edifício da UNESCO em Paris ganhou o Prêmio Internacional da Fundação Guggenheim. Em 1963, o Museu Nacional de Arte Moderna de Paris realizou uma exposição de toda a sua obra. Joan Miró morreu em Palma de Maiorca, Espanha, em 25 de dezembro de 1983.