Cor e Poesia

Curadoria Daisy Viola

Abertura: 27/ago/22

Exposição que reúne nova seleção de obras do Acervo da Galeria, privilegiando artistas que trazem em suas obras a delicadeza de cada fazer, em linguagens diferentes, nas cores das pinturas e na incidência da luz sobre o papel e outras superfícies.

As duas Amelias – Artistas Pioneiras Curadoria Silvia Livi e Rogerio Livi

27/ago a 15/out/2022

Exposição de pinturas das artistas Amelia Pastro Maristany e Amelia Maristany Mayer, mãe e filha, respectivamente. Amelia Pastro Maristany, artista de notável capacidade, de sensibilidade pictórica muito apurada e que realizou admiravelmente seu objetivo de pintar flores. Conheceu o pintor espanhol Luís Maristany de Trías de passagem por Porto Alegre com quem se casaria em agosto de 1922. Amelia Maristany Mayer cursou Belas Artes se especializou com Joaõ Fahrion e foi Assistente de Anatomia Artística de seu pai. Pintou flores, paisagens e retratos. Foi bailarina e viajou pela América até o México, resgatando danças, trajes, músicas e instrumentos.

A Trilogia da Imagem por Rosa Lops Susin

27/ago a 15/out/2022

Individual de pinturas de Rosa Lops Susin, Artista Visual e Arquiteta de Porto Alegre/RS. Iniciou seus estudos de pintura no atelier das artistas Elizette Borguette e Vera Wincler. Participou de exposições e premiações no Brasil e na Itália, entre elas a 8ª Edição da Expo Arte São Paulo (2019); exposições na Galeria Tuiller, em Paris (2018); Fábrica Del Vapore, em Milão (2018). Em Porto alegre participou da exposição “Etnias”, na Galeria Paulo Capelari, e “Maternidade”, na Galeria Gravura, ambas na capital gaúcha em 2021. Rosa Lops Susin recebeu Menção Honrosa pela obra Metamorfoses, no Concurso
La Passione del Dipingere, em Palermo, Italia (2018); Prêmio Cittá di Parigi, pela “notável qualidade estilística” (2019) e foi agraciada com um Certificado de Excelência Artística pela Galleria Milanese Italian Art Gallery (2021). Participou da exposição coletiva Divina Commedia, sob a curadoria de Giorgio Gregorio Grasso, realizada na Italia. Suas obras também possuem visualização na França e Portugal através de um catálogo internacional organizado pela curadora Heloisa Azevedo.

A exposição dispõe de três módulos com pinturas independentes: mesclando realismo e arte contemporânea as imagens se interligam com o objetivo de instigar o observador. As obras desta exposição, apresentam imagens distintas, embora os meios e as motivações de criação fossem semelhantes. Os módulos se organizam em: Criação Realista; Realista Espontânea e Contemporânea.


09/abril a julho/2022

SEMANA DE 100 ANOS: O olhar para dentro e para o lado

Curadoria de Daisy Viola – Acervo Galeria Duque

Exposição comemorativa ao centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, um marco na renovação criativa das artes e da consolidação da arte moderna do Brasil.

Gladys May(in memoriam)Pinturas e Desenhos

Curadoria José Francisco Alves

Exposição póstuma de Gladys Mary (Gladys Maria Ranquetat May, 1940-2020) artista plástica que produziu em Porto Alegre por mais de 20 anos sem nunca exibir publicamente seus trabalhos. Sua produção artística caracterizava-se pelo intimismo, expressão pura do inconsciente, apresentado em pinturas realistas e naïf. Seres, figuras e paisagens são temas recorrentes em seus trabalhos e a presença constante do olhar, do olho sob diversos ângulos, chama a atenção pela sua quase onipresença nas pinturas. Uma homenagem e tributo à memória da artista.

2021

27/nov a 20/jan/2022

Sonho, Fantasia e Arte

Curadoria Daisy Viola

Recorte no acervo da Galeria em torno do tema sonho, fantasia e arte, comemorando a consolidação da galeria como espaço privilegiado de sonho e criatividade, diversidade e liberdade artística.

29/nov/2021 a 20/jan/2022

Feições da Imagem: a vida trasformacional do retrato

Curadoria de Ana Zavadil

A exposição Feições da Imagem: a vida transformacional do retrato tem como objetivo mostrar como o artistas deste novo século representa o retrato. Participam 57 artistas de várias gerações em mais de 80 obras que formam um conjunto expressivo com importantes questionamentos ao tema retrato na História da Arte atual. No dia 15 de dezembro houve lançamento de catálogo da exposição.

02/out a 20/nov/2021

Atelier Livre de Porto Alegre: 60 Anos de Arte

Curadoria José Francisco Alves e Daisy Viola

O Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre, denominado “Xico Stockinger” em 2012, em reconhecimento a um dos seus fundadores e seu primeiro diretor, passou nessas seis décadas por altos e baixos, quatro sedes, abundância e carência de recursos públicos, maior ou menor reconhecimento por parte das autoridades municipais, mas segue em atividade, apesar das dificuldades, da pandemia e dos novos desafios. Esta exposição é um exemplo de parte de seu legado; é o momento de homenagearmos os seus 60 anos, que não poderia deixar de ser celebrado.

José Francisco Alves

Professor de esculturas do Atelier livre

Exposição comemorativa aos 60 anos do Atelier Livre, escola livre de artes criada pela Prefeitura de Porto Alegre, em 1961. O Atelier Livre surgiu a partir de curso ministrado por Iberê camargo no ano anterior para propiciar um novo espaço de aprendizado artístico, uma experiência coletiva, livre, sem finalidade de obtenção de diploma ou assemelhados. Desde lá, o objetivo do Atelier Livre foi e continua sendo o mesmo: a experimentação de técnicas: a existência de um espaço de trabalho para os artistas produzirem suas obras, sob orientação de professores-artistas; o intercâmbio com artistas do Brasil e exterior; a realização de exposições e eventos; a divulgação da história da arte e da profissionalização da arte. Esta mostra apresenta gerações mais recentes do Atelier Livre, a demonstrar o vigor das jovens produções e a busca pela profissionalização. Igualmente, exibimos obras de artistas e professores dos primórdios da instituição até a marca dos seus trinta anos(1991), aos quais chamamos nesta exposição de “históricos”, cuja amostragem emerge a partir do acervo da galeria Espaço Cultural Duque, a qual possui trabalhos de muitos desses artistas.

26 de jun a out/2021

Há Luz – Acervo da Galeria

Exposição que simboliza a retomada da agenda anual, com a renovação do acervo da Galeria Duque depois do período pandêmico, em que as atividades foram suspensas, ou parcialmente retomadas em razão dos decretos estaduais para o funcionamento dos espaços culturais. A presente exposição privilegiou obras que de alguma maneira trouxessem a esperança de novos tempos, com a reabertura plena dos espaços com circulação de público e a celebração da fruição da arte e da vida. Assim, muita cor e liberdade no fazer artístico em obras que passeiam entre o abstrato e o figurativo, criando pontes entre o passado e o futuro, entre a realidade e o sonho, entre razão e sensibilidade, segundo a curadoria.

Lumen:poéticasfotopictóricasGrupo Lumen / UFRGS

Projeto de extensão “Lumen – Grupo de Estudos em processos Fotográficos Históricos e Alternativos”, é destinado ao desenvolvimento teórico e prático das técnicas fotográficas históricas e alternativas, voltado a projetos individuais e coletivos em fotografia experimental. É vinculado à UFRGS – Instituto de Artes e à Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação. A exposição tem curadoria da Profa. Dra Niura Legramante Ribeiro. Partiucipam os professores-doutores Andreá Brächer, Sandra Gonçalves e Bruno Leite e os alunos de graduação Hernando Salles, Gisele Endres, Jéssica Kohls, Julia Knackfuss Marques. E também as doutorandas Daniela Remião e Daniela Pinheiro. As professoras pesquisadoras em fotografia Jussara Moreira e Myra Gonçalves participaram a convite da coordenação.

Panos da VidaGrupo Nós do Fio

Na exposição Panos da Vida, propomos uma reflexão afetiva por meio do trabalho desenvolvido usando como material panos com os quais as artistas possuam algum tipo de vínculo pessoal, transformando-os em objetos artísticos. A história que cada pedaço de pano carrega traz consigo um pedaço de vida que , quando compartilhada, dividida, passa a fazer parte também da vida de cada um(a) de nós. A transformação destes fragmentos de vida em objeto artístico recoloca seu lugar na memória para um espaço mais leve, mais feliz. Felicidade de quem conseguiu reviver, dividir, ressignificar. Participam da exposição: Ana Luiza Miranda, Berenice Fischer, Lucia Aragon, Lucia Guaspari, Marilene Fonseca, Marize Vargas e Rosane Morais.

Daisy Viola

Artista plástica e Curadora

2020

21/nov/2020 a 13/mar/2021

Duque, Novembro de 2020 – Acervo da Galeria Duque

No mês do 8º aniversário da Galeria a exposição comemorativa traz ao público uma seleção de grandes artistas brasileiros, mestres da pintura do séc. XX como Portinari, Burle Marx, Iberê Camargo,Siron Franco, Volpi e Juarez Machado, entre tantos outros, nomes fundamentais na história da arte no Brasil.

Instantes no Tempo – Curadoria de Ana Zavadil

Coletiva que reúne a produção de mais de 60 artistas em torno do tema “tempo de isolamento social, de confinamento”, provocado pela pandemia do Coronavírus. O tema “tempo” é vivido em toda a sua potencialidade e em solidão, envolto em sentimentos impalpáveis, transformado em pinturas, desenhos, objetos, esculturas, gravuras, vídeos, fotografias, livros de artista, cerâmicas, etc.

2020 (Pandemia de Coronavírus)

Abril a 15/jun/2020

Trajetória e Arte – Acervo da Galeria Duque

O processo de criação do artista é parte importante da obra de arte. Lógico que o produto final é importante, mas é entre o início e o término do trabalho que aparecem as inquietações, erros e acertos, dúvidas e certezas, enfim, os questionamentos. É o instante do autor com sua obra. A vivência do artista está diretamente ligada ao seu processo criativo, onde se estabelece um diálogo entre os materiais estéticos e as experiências pessoais, que resulta na ressonância do mundo, sua história e o objeto a ser utilizada como forma de expressão. Durante o percurso, o artista caminha pela criação e construção pessoal, que envolve escolhas, experiências e aprendizado.

O Jardim das Esculturas

02/dez/2019 a 10/mar/2020

2019

30/nov a 27/fev/2020

Conexões Culturais – Acervo Galeria Duque

Curadoria Daysi Viola

Exposição que celebra o aniversário de 7 anos da Galeria Duque, trazendo nova seleção de obras de grandes nomes da arte brasileira, com ênfase no modernismo brasileiro mas também com artistas contemporâneos e internacionais.

Mulheres no Plural – Coletiva de artistas, Curadoria Ana Zavadil

Exposição coletiva com a participação de 47 artistas, em diferentes suportes, técnicas e linguagens resultado de pesquisa da curadora Ana Zavadil que busca dar visibilidade a produção artística de artistas mulheres do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. As relações da mulher com a arte e a representatividade da mulher na arte são questões que se impõem na arte contemporânea hoje: família, infância, gênero, corpo, violência, sexualidade, beleza e representação são alguns dos temas abordados.

23/ago a 08/out/19

Cor, ou não? Acervo Galeria Duque

Curadoria Daisy Viola

Recorte no Acervo da Galeria Duque em que a cor ou a ausência de pigmentos são os elementos catalizadores da experiência pictórica e sensorial. Pinturas, desenhos e gravuras de artistas consagrados da arte brasileira.

A Poética do Espaço – Eliane Santos Rocha

“Eliane Santos Rocha entrega-se ao trabalho de gravar com a mesma intensidade e com o mesmo zelo que se evidenciam em seus desenhos e pinturas. O apuro técnico e o cuidado em extrair o máximo de rendimentos dos materiais e processos de que se utiliza a fascinam. (…)Em alguns momentos, é da agitação e do contraste entre volumes negros, sombras e o branco do papel, com que as manchas obtidas com a água tinta parecem criar vida sobre a superfície gravada, que nos vem esse apelo. Em outros, somos convidados a seguir um percurso mais calmo em que aos meio-tons fazem contraponto com a linha que se desenvolve quebrada, sinuosa, mas sempre contínua.” José Luiz do Amaral, 1992

Elipses Abstratos – Gustavo Giacoboni

A primeira individual do artista Gustavo Giacoboni nos apresenta uma série de pinturas abstratas de grandes dimensões e de forte impacto visual, em que o artista trabalha elipses e curvas em sobreposições que sugerem formas e figuras num ritmo ora frenético, ora apaziguado, transmitindo as inquietações do gesto do artista. Em outras pinturas é a fruição genuína da cor que sugere a forma que parece diluir-se.

Lembranças – Mário Olindo Pozzobon

Homenagem póstuma

Mário Olindo Pozzobon nasceu em Tortona, Itália, em1919 e faleceu em 2004, em Porto Alegre, RS. Ex combatente militar, lutou no front, durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1950 viajou como imigrante para o Brasil. Mario Olindo Pozzobon começou a pintar aquarelas aos 17 anos, e retomou o gosto pela pintura ao aposentar-se, aos 65 anos de idade. A exposição é uma homenagem póstuma de seus familiares carregada de afeto e memórias, que perfaz a trajetória do homem construída entre a Itália e o Brasil.

01/06 a 27/07/19

Danúbio, Arte e Amigos artistas

Curadoria Daisy Viola

Artistas convidados:

Miriam Tolpolar, Wilson Cavalcante, Paulinho Chimendes, Marta Loguercio, Mabel Fontana,

Ondina Pozzoco, Glaé Macalós  

Homenagem póstuma ao artista Danúbio Villamil Gonçalves(1925-2019), gaúcho de Bagé e um dos nomes mais importantes da história das artes visuais do Rio Grande do Sul. Na década de 1950, formou, junto com os amigos Glauco Rodrigues, Glênio Bianchetti e Carlos Scliar, o Clube de Gravura, que ficou conhecido nacionalmente como “O grupo de Bagé”, fundamental para a afirmação e divulgação da importância das linguagens gráficas na arte do estado e do país. A defesa de uma arte explicitamente brasileira e a necessidade de uma identidade cultural, além da consciência do papel social da arte e do artista, são algumas das contribuições de consenso deixadas pelo grupo. Danúnio Gonçalves foi professor no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre durante 15 anos e também professor de gravura no Instituto de Artes da UFRGS. Construiu sua obra de cunho figurativo inspirado na vida e na realidade, mantendo-se sempre independente e avesso a modismos. As xilogravuras da série “Xarqueadas” em 1953 e, também, a série “Mineiros de Butiá”, de 1956, resultaram na consagração do artista como mestre gravador.

23/março a 11/maio/19

O melhor do Acervo – Curadoria Daisy Viola

Artistas de diferentes linguagens e ideias, que podem ser vistos através de janelas metafóricas por onde o escpectador reconhece suas obras preferidas, criando um jogo de formas, cores e materialidades. As obras de arte criam pontes entre o passado e o futuro, a realidade e sonho.

Neurosia e Outros Passatempos – Fernando da Luz

Mostra individual de Fernando da Luz, arquiteto e professor universitário. Neurosia é uma exposição sobre cabeças, vestidos, costuras, intimidades, perversões, vícios e outros passatempos. As pinturas e desenhos da exposição, autorretratos, constituem uma releitura do artista, inspirada no filme: Neurosia: 50 anos de perversidade do diretor alemão Rosa Von Praunheim, reconhecido internacionalmente como um dos mais importantes ativistas e cineastas LGBTQ. Os bonecos, que buscam retratar a passagem do tempo, são fruto da série Kronos in Process, de 2016, e da série Extinção, de 2018. Os novos bonecos desta mostra representam o transformismo ou o crossdressing, termo que se refere ao ato de alguém se vestir com roupas ou usar objetos associados ao sexo oposto por qualquer uma de muitas razões.

Desaguadas – Coletiva

Curadoria Daisy Viola

Bere Fischer, Bernadete Kroeff, Carmen Netto, Helena Abreu, João Fortinni Albano, Larissa Scaravaglione, Laura Lopes, Lenir Romero, Lúcia Guaspari, Marinelsa Geyer, Rejane Wagner, Rita Gil, Sandra Kravetz, Soraya Girotto, Suzana Albano e Vera Baldasso

2018

24/nov a 22/dez/18

Festival de Arte: “Arte para Todos”

Feira de arte promocional com grandes descontos. Gravuras, pinturas, desenhos, esculturas.

Canhotorium – 10 anos

Exposição comemorativa de 10 anos do estúdio de criação artística atuante nas áreas de design gráfico, ilustração, animação e artes visuais, em parceria principalmente com os mercados publicitário, editorial e de comunicação. Canhotorium Arte Aplicada: Dreyfus Soler, Ricardo Fonseca, Alexandre Nicolodi, Aline Daka, Bricio Dias, Bruno Ortiz, Carlos Ferreira, Itapa Rodrigues, Leonardo Garbin, Marco Escada, Paulo casa Nova, Rafael Costa, Yuji Schmidt e Zé Lopes.

Croquis Urbanos Desenhos de observação – Coletiva de artistas

Através da arte dos desenhos de observação detalhados ou registros rápidos em forma de sketch, com o uso de cores ou simplesmente traços sobre um papel, os participantes chegam a resultados que vão desde representações gráficas realistas até registros quase abstratos do local escolhido. E como um registro instantâneo daquele momento fugaz, interpretando, valorando ou ressignificando para si o entendimento da urbe que nos cerca e, às vezes, nos engole. Nos encontros periódicos para desenhar, não importa tanto ser experiente quanto ter vontade de se expressarm de participar do momento da reunião e do aprendizado. Momentos para entender de forma simples o que de complexo apresenta-se nos espaços que pontuam nossas cidades e que, inegagavelmente. nos envolvem e influenciam nossos dias.

Ronaldo Mohr

22/set a 14/nov/18

Figura – Acervo Galeria Duque

Curadoria Daisy Viola

Na história da arte ocidental , desde a pré-história até os nossos dias, a representação da figura humana tem sido um dos temas centrais das artes visuais. A vontade e, ao mesmo tempo, a necessidade dohomem de se representar e de guardar memória de si msmo fez com que ele deixasse de se remeter apenas para a esfera das formas, ultrapassando seus limites e ampliando até a sua visão de mundo que o rodeava e da sua representação, entendida como um processo de reflexão sobre a origem e a evolução da própria humanidade, “documentando” o processo histórico.

Fragmentos Cromáticos – Marcelo Pferscher

Curadoria de Giovana Corso

Arquiteto e artista, Marcelo Pferscher apresenta ao público 18 pinturas e esculturas que mostram uma evolução sequencial clara em relação ao trabalho que o artista vinha desenvolvendo anteriormente. Por meio de um processo longo, o trabalho é construído e desconstruído inúmeras vezes nos campos do desenho, da escultura e da pintura até chegar ao resultado desejado. Chama a tenção a desconstrução cromática das camadas que formam suas obras, mas logo percebe-se, nas pinturas, que esta desconstrução vai além e que o artista se utiliza das esculturas para criar obras pictóricas.

Descoladas – Marcia Baroni

Curadoria Alexandre Böer

Márcia Baroni encontrou na colagem seu dado de expressividade, uma busca por comunicar, conjugar instantes e percepção de vida, na perspectiva da singularidade feminina. Dominando o desenho, a composição e a luz, se utilizando de papéis coloridos como elementos pictóricos, suas montagem emocionam. Márcia Baroni é psicóloga e filósofa clínica.

14/jul a 06/set/18

Entrelaçamento – Acervo GD

Curadoria Daisy Viola

A seleção de obras do acervo da Galeria Duque traz um conjunto de pinturas, desenhos e gravuras, trabalhos que reforça a possibilidade de convivência entre diferentes linguagens artísticas, promovendo a interdisciplinaridade e respeitando as especificidades de cada obra, construindo uma renda, um tecido transparente de malha aberta, fina e delicada.

Flâmeos – Coletivo Tramando Arte

O Coletivo Tramando Arte propõe uma reflexão sobre o feminino constituído a partir de laços afetivos e sociais. A proposta também busca convocar o público a redimensionar o lugar das práticas têxteis na cultura. Ao apresentar tricôs e crochês Flâmeos busca chamar a atenção para as possibilidades poéticas, expressivas e conceituais presentes em técnicas que foram historicamente segregadas ao espaço doméstico. A cor vermelha, as técnicas têxteis e as dimensões das peças garantem a unidade formal que transita entre a mostra e a instalação.

Fio Condutor – Tereza Albano

Curadoria Daisy Viola

A individual de Tereza Albano é resultado de pesquisa da artista com a experimentação das possibilidades oferecidas por diversos materiais. Especialmente os tecidos leves, pela sua maleabilidade e delicadeza, propiciam desenhar imagens abstratas que se assemelham a figuras de estruturas espaciais observadas na natureza ou representações de mapas de cidades com seus traçados mais ou menos regulares. Além desses materiais o papel machê entra como parceiro fundamental dada sua potencialidade de complementar o resultado final.

Sou Eu – Lilia Manfroi

Curadoria Daisy Viola

Individual de gravuras em metal da artista Lília Sentinger Manfroi. Em sua produção identificam-se figuras e formas fruto da imaginação da artista, expressão do inconsciente e do instinto criativo ao desenhar e calcografar as chapas de cobre com o buril. Assim vão surgindo cabeças, corpos , figuras e personagens. Para a artista a arte é liberdade, comunicação, alegria, e visão de mundo.

19/mai a 07 de jul/18

Pla(e)nos de cor e gesto – Acervo Galeria Duque

Curadoria Daisy Viola

Representação, Gesto, Cor, liberdade, Expressão. Observando os desenhos na arte cerâmica e em outros utensílios de nossos antepassados percebemos que a expressão humana inicialmente se utilizou de traços, combinações repetidas e uma geometrização do desenho. A partir da representação do mundo visível, na imitação da natureza o homem atravessou séculos aperfeiçoando essa representação. A partir do século XX, por incontáveis razões históricas e estéticas, com o surgimento da fotografia sobretudo, e o desejo de libertar-se dessa herança do passado, a arte ganha um status de autonomia em relação ao mundo exterior. A obra de arte passa a adquirir uma liberdade criativa que lhe confere independência cada vez maior e passa a refletir as novas subjetividades, incorporando a imaginação, o instinto, o inconsciente e a intuição. Essa exposição pretende ilustrar essa evolução criativa na seleção de obras do acervo.

Palavras sobre a pele – Rosane Moraes

Curadoria Daisy Viola

Vida, linho, risco, molde, modelo, corte, recorte, casa, abrigo. A artista Rosane Morais conta sua história sobre panos(tecidos brancos que servem para cobrir ou envolver) através da escrita, como representação do pensamento e da palavra por meio de sinais, carateres adotados num determinado sistema de representação gráfica, e é a representação da linguagem falada por meio de signos gráficos que nos transmite um modo pessoal de expressão, cria uma marca, uma assinatura.

Fiando desenhos – Anete Schroeder

Curadoria Daisy Viola

Fios de garatuja disforme-confusa sementes se desenrolam em contínuo vir-a-ser-desenho. O papel, generosamente, nos aceita inteiros, clama pelos fios de alma que tramam sua materialidade em pigmento. Os desenhos são testemunhos do invisível fio que nos habita.

02/mar a 15/mai/18

Arte e História – Acervo Galeria Duque

A obra de arte é reflexo do contexto onde se origina, reflete o homem e sua época, permanecendo viva e podendo ser interpretada por outras gerações, ainda que de outra maneira e com outro propósito. A arte é um espelho que reflete a realidade e os sonhos da humanidade registrados pelo artista através de seu trabalho. Serve como testemunha de uma época ajudando o homem a conhecer-se melhor, independente da linguagem escolhida e usada pelo artista. É um importante papel de comunicação com o mundo, e depois de revelada, seu impacto é profundo, permanecendo no tempo e tornando-se referência para futuras gerações.

Curadoria Daisy Viola

Percursos Urbanos – Curadoria Ester Meyer

Artistas convidados : Marcelo Spolaor, Diniz Machado, Luciana Marson, Calito Moura, Lourenço Degani, Günter Weimer e Ivan Mizoguchi

A exposição “Percursos Urbanos” apresenta uma investigação de cunho artístico do olhar sobre identidade e memória cultural arquitetônica das cidades através de pinturas, gravuras e desenhos em bico de pena, grafite, lápis de cor e aquarela.

2017

24/nov a 20/jan/2018

Prazer em Re conhecer – Acervo Galeria Duque

Curadoria Daysi Viola

O recorte de obras proposto pela curadoria abre um diálogo entre o público e o “aqui e agora”, o tempo presente. Na possibilidade do (re) encontro com as obras de artistas consagrados na história da arte brasileira, abre-se um campo de novas reflexões, apontando caminhos e propondo novas leituras.

Diante do Espelho – Eduardo Vieira da Cunha

Exposição individual do pintor Eduardo Vieira da Cunha, que também é professor no Instituto de Artes da UFRGS. Resultado de uma pesquisa plástica onde o imaginário do espelho aparece como uma procura pelo mistério da imagem. Os trabalhos se referem a um espaço labiríntico do sonho, e seguem a mesma linguagem pictórica desnvolvida paralelamente à produção teórica do artista, que também esteve ligada a fotografia. Assim, na recuperação “do que se perdeu” do registro fotográfico, temas como os meios de transporte, as viagens, e os reflexos na paisagem e na imaginação transformam-se espelhados na pintura como memória conceitual e afetiva.

Itinerário do desejo – João Luiz Roth

Curadoria Desirée Motta Roth

Em Itinerários do Desejo, o artista e professor da Universidade de Santa Maria/RS, João Luiz Roth, faz uma releitura plástica do poema épico Os Lusíadas(1572), no qual o poeta português Luis Vaz de Camões narra, em dez cantos, a saga do povo português de conquista das tecnologias das navegações e da descoberta do caminho para as Indias pela esquadra de Vasco da Gama, criando um cenário histórico de glórias. Ao tomar por referência o conceito das iluminuras medievais, Roth cria uma poética visual própria d’Os Lusíadas, em textos de técnica mista(bico de pena e aquarela), que semiotizam o desejo de camões e do povo lusitano por feitos de bravura.

O Visitante – Marta Dischinger

Curadoria Ester Meyer

A exposição “O Visitante” reúne uma produção de obras, que abrangem diversas técnicas: gravuras, desenhos e objetos. Marta Dischinger é arquiteta e desenvolve trabalho em gravura e design de jóias em acrílico. Através da relação afetiva com a paisagem, compreendidas através de memórias e descobertas em seus territórios como lugares de arte. Nestes percursos, plantas, águas, animais, rochas, etc, são incorporados às fantasias e convidam às diversas reinterpretações.

13/set a 14/out/2017

Cores e Alegrias – Acervo Galeria Duque

Curadoria Daisy Viola

Na reconfiguração da relação entre a produção, ou seja, a obra de arte e o espectador há uma nova tendência nas instituições artísticas, nos museus, que começa a transformar o seu papel na arte moderna e contemporânea. Somos um modelo de galeria de arte que apresenta uma exposição que reúne obras de seu acervo, de artistas consagrados ao longo da segunda metade do século 20 ao lado de artistas convidados.

Alma de Pássaro50 Anos de pintura – Velcy Soutier

Curadoria de Susan Felix

Exposição comemorativa do cinquentenário de pintura do artista. As obras de Velcy Soutier integram acervos particulares e oficiais em diversos países, além do Brasil, como a França, a Holanda, a Itália, a Suiça(mais de 100 obras), Espanha(acervo da Casa do Brasil-Madrid), os EUA, o Canadá, o Equador e o Uruguay. A exposição está dividida em 4 Seções; Musas; Encontros; Liberdade e Horizontes.

Entrelaçados pelo Tempo – Colares de Parede – Elisa Tesseler

Exposição que celebra os 60 anos de vida artística de Elisa Tesseler, e explora a liberdade de criação e a expansão de limites para o fazer artístico. Seu trabalho resulta de uma longa pesquisa com fios de metal, e retira o desenho do plano bidimensional. Valorizando sua condição de mulher os colares da artista se deslocam e se tornam obras de parede, trasformados e reinventados estabelecem um diálogo construtivo com o diferente, causando também estranhamento, um novo desafio para a artista.

26/ago/2017

Exposição Revista DARTIS – Lançamento do Catálogo DARTIS nº5

Promoção de  Gessy Geyer

Vernissage dos artistas Carlos Renato Rosa, Marília Chartune, Rosemari de Padua, Lucia Guaspari, Marcia Baroni, Cloé Giacoboni, Natan Estivalet, Senir Sander, Gabriel Scorza, Angela Menezes.

15/jul a 09/set/2017

Poesias Singulares – Acervo Galeria Duque

Curadoria Daysi Viola

A arte contemporânea divide com a arte moderna um vínculo comum com o regime da singularidade, que continua a definir o ser um artista autêntico ou não. Nesta exposição, apresentaremos artistas que conseguiram conquistar uma singularidade em suas produções, suas obras são inconfundíveis, têm uma “marca registrada.”

Quatro poesias

Daisy Viola – Graça Craidy – Roberta Agostini – Rosane Morais

Exposição que reúne o trabalho de quatro artistas, quatro mulheres muito diferentes entre si mas que guardam em comum a inquietação pelo fazer artístico. Cada uma traz sua história, sua linguagem e a capacidade de observar o seu próprio mundo, de confiar na sua visão interior e na intuição, no mistério da criação, matéria prima da arte e do artista.

Zona Litorânea – Marcos Tabbal

Estruturada por áreas de cores e desenhos da imaginação, a individual do artista plástico Marcos Tabbal da Costa, Zona Litorânea, traz uma visão ímpar das planícies litorâneas e de seus elementos. Com o destaque da casinha de salva-vidas, o único objeto vermelho e vertical, em um ambiente horizontalizado, pacato e monocromático. Sendo assim, um importante elemento de ligação entre os quadros da série zona litorânea. Ela representa um resgate das memórias da infância que se misturam com a realidade e com a pesquisa de campo recente do artista, criando obras lúdicas.

20/mai a 1º/jul/2017

Imagem, espelho, humanidades Acervo Galeria Duque

Curadoria Daysi Viola

A vontade de deixar sua marca, de registrar sua existência, de relatar seu mundo acompanha o homem desde sempre. Para tanto usou da representação visual de sua imagem, seu cenário e seus feitos como uma representação percebida pelos sentidos, a descrição mental de um objeto real. A arte contemporânea ampliou as possibilidades de expressão desta imagem e seus reflexos com a libertação dos limites entre as diferentes linguagens artísticas.

http://redeglobo.globo.com/rs/rbstvrs/institucional/videos/t/videos/v/arte-veja-obras-da-mostra-imagem-espelho-humanidades/5905326/

A arte contemporânea ampliou a possibilidade de expressão desta imagem e seus reflexos com a libertação dos limites entre as diferentes linguagens artísticas. Nesta nova exposição, a Galeria Duque apresenta dois artistas convidados que trabalham a imagem do humano com propostas diferentes, poderíamos pensar até, quase opostas. Rafael Dambros com seus nus masculinos em desenhos de uma preciosidade técnica inacreditável, realizados com caneta esferográfica, e, em grandes dimensões, quase vivos, sentimos seu olhar, assim nosso reflexo.. espelho. Já Anaurelino Corrêa de Barros busca inspiração no nosso passado ancestral, nossa origem, nossa primeira ‘marca’. Pinturas de técnica mista sobre papel resistente com bordas recortadas, rasgadas, re – coladas. Coloridas nas cores da terra, da vida, da luz. Também somos nós, talvez num reflexo menos nítido. E aí, inspirada nos trabalhos destes dois artistas, proponho um recorte com obras do acervo da Galeria Duque, que nos apresentam diversas formas de os artistas perceberem a sua imagem refletida num espelho, ou num outro humano que esteja ao alcance de seu olho. Coisas de humanidades.

“Anthropos” Cartas para o Futuro – Anaurelino Corrêa de Barros Neto

A expressão dos índios brasileiros e sua essência foram o ponto de partida para o trabalho do artquiteto e artista. Seu interesse pelo processo civilizatório desse homem primitivo , a evolução dos costumes e as descobertas como humano através do tempo e sua relação com o divino. O processo iniciado com a quarela e desenho com giz pastel, em 1986, já com a ação de rasgar o papel na construção formal do trabalho e com a ideia de fundir forma e conteúdo. Os rasgados do contorno interagem com o traço, a textura, cor, e formas, tornando-se um só processo. O resultado é um trabalho de impacto visual, uma pintura sem limites, quase um objeto.

“Men” – Santificados e eróticos” Rafael Dambros

Curadoria Anaurelino Corrêa de Barros Neto

Individual do artista Rafael Dambros, uma coleção de nus masculinos em desenhos minuciosos com caneta esferográfica de uma preciosidade técnica inusual. Santificados ou eróticos? Não importa o rótulo, Dambros brinca, alegremente, em sua poética homoerótica, com arquétipos preestabelecidos em nossa cultura provocando e discutindo, transformando os velhos e desgastados padrões.

17/mar a 03/mai/2017

PlanopedrapapelpessoaAcervo GD

Curadoria Daysi Viola

Seleção de obras do acervo da Galeria Duque, sempre com grandes nomes da arte brasileira do séc.XX além de artistas internacionais. Ampliando as possibilidades do olhar e comunicando através do ritmo e da cor e da forma.

Caé Braga – Esculturas e Pinturas

Caé Braga, escultor autodidata, nos apresenta parte de sua paixão: cavalos. Feitos, construídos, elaborados com materiais diversos e fortes. Terracota. resina e bronze em esculturas que revelam a força de seu persanagem principal, mas também pinturas e desenhos recentes do artista.

Francesca Duccheschi – Pintura em cerâmica

Francesca Coniglio Ducceschi (1920, Palermo, Italia – 2020, Portugal) Pintora, ceramista e professora. Estudou no Instituto de Arte de Palermo em 1932, e durante a segunda guerra mundial, entre 1940 e 1945, mudou-se para Bolonha e depois Florença, onde frequentou o Instituto de Arte e obtém a especialização em afresco. Casou-se em 1944 com o artista Ermano Ducceschi, e passa a residir no Brasil. Em 1955 leciona italiano na escola Normal de Rio Pardo e mais tarde no Círculo Ítalo-Brasileiro, CIB. Em 2005 estudou História da Arte em Porto Alegre e passou a ministrar cursos. Participou de 48 exposições tanto de pintura quanto de cerâmica.

2016

1º/dez/2016 a 20/jan/2017

Sonhos Lúcidos – Acervo Galeria Duque

Curadoria Daysi Viola

Exposição comemorativa aos 4 anos de criação da Galeria Duque que surgiu a partir de um grande acervo, com nomes importantes na cena artística brasileira no século XX e da vontade de que essas obras pudessem ser vistas pelo público, pelos visitantes. Um sonho que virou realidade, um sonho lúcido. Os recortes no acervo propõem diálogos com as exposições temporárias e, nesse sentido a seleção de obras é pensada.

Amazônia Exuberante – Arte pela vida – Eva Zymbrusky

Eva Zimbrusky utiliza as cores vibrantes do espectro solar para mostrar o quanto é importantes esta energia para a continuação da vida no mundo. Através das sete cores do espectro solar(vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta) a artista reverencia a natureza em tinta acrílica em telas de 1m x 1,20 m.

Janela Metafórica

REABERTURA: 20 de maio/2016

20/mai a 09/jul/2016

Pluralidade – Acervo da Galeria Duque

A pluralidade na arte acontece quando se encontram reunidos em um mesmo espaço artistas de diferentes linguagens e ideias. Aqui reunimos desenhos, pinturas, gravuras e colagens de papéis, de objetos, esculturas de papel. Na reabertura da Galeria Duque retomamos nossas atividades reunindo artistas consagrados, depois de um tempo fechados para obras de renovação do espaço físico.

Obras de:  André Venzon – Claudia Sperb – Daisy Viola – Moacir Chotguis

2015

26/set a 27/nov

Outro Olho

Curadoria Daisy Viola

O curador de arte é também responsável pela intermediação entre a obra e o espectador tendo assim, um importante compromisso, agindo como um mediador cultural entre a exposição e o público. A arte brasileira do séc. XX se desenvolveu a partir da assimilação de tendências culturais e artísticas lançadas pelas vanguardas europeias no período que antecedeu a primeira Guerra Mundial. A seleção dos artistas  dessa exposição faz parte desse período da história, muitos ainda em atuação. Destacamos o trabalho dos gaúchos Carlos Scliar e Iberê Camargo, nosso mestre gaúcho que completaria cem anos neste 2015.

 

Lembrando Plínio Bernhardt

Coleção José Bernhardt

Curadoria Daisy Viola

Plínio Bernhardt, gaúcho de Cachoeira do Sul, artista com importante trajetória nas artes plásticas no estado, foi pintor, desenhista e gravador. Ainda em 1947 realizou viagens de estudos artísticos para São Miguel das Missões, e em 1948, para a Bahia e Minas Gerais, das quais resultaram importantes trabalhos. Em 1951, entrou para o Clube de Gravura de Porto Alegre, ao lado de artistas consagrados. Concentrou sua obra em temas ligados à sua terra natal, às pessoas e às paisagens telúricas de sua gente.  Essa exposição homenageia e recupera parte de sua trajetória nas diversas linguagens que o artista dominou com preciosismo. As obras selecionadas provêm de diferentes épocas e lugares para onde viajou, viveu e trabalhou, como artista observador, reuniu um grande número de registros visuais com diversidade  e riqueza de informações  a respeito do RS. 

A natureza e a poética

Aglaé Machado de Oliveira

Curadoria Daisy Viola

A materialidade e elementos naturais são a essência do trabalho artístico de Aglaé Machado de Oliveira, pintora diplomada no Instituto de Belas Artes do RS. Criou a Associação de Cerâmica do Rio Grande do Sul e foi sua primeira presidente. Em pesquisa permanente a ceramista  dedica-se a obras de conteúdos ecológicos, cujo tema principal são as árvores. Valendo-se de diversas técnicas e conceitos artísticos, como a pintura, a colagem e até a escultura, além de materiais orgânicos como a madeira ou conchas do mar, permite que cada elemento traga consigo a sua essência natural. O resultado é uma poética visual carregada de memória criativa. Uma obra que desperta nossa consciência ecológica.

30/jul a 12/set/2015

Conversas visuais – Acervo Galeria Duque

 

A exposição Conversas Visuais propõe uma experiência criativa ao visitante. ‘Misturamos  linguagens e artistas em obras do acervo da galeria para conversar com os trabalhos das artistas do grupo Nós do fio e suas convidadas.

Selecionamos obras de artistas que percorrem uma boa parte da história da arte no Brasil no sec.XX, e algumas joias como uma gravura de Salvador Dalí.

Apresentaremos também tapeçarias de artistas como, por exemplo, Vasco Prado, em sintonia com a exposiçãoPoesia em fio e pano que também ocupará a galeria neste período.

Numa das paredes, só gravuras de Tomie Othake, além de um espaço-homenagem aos 100 anos de Iberê Camargo, com obras suas que fazem parte do nosso acervo.

Na nossa grande parede, mulheres, de vários autores e técnicas. Uma homenagem às artistas convidadas para expor também nestes espaços.

Oferecemos aos espectadores a vivência da criação artística a partir de uma possibilidade que a identidade de cada um traz na sua linguagem escolhida, pois quando a linguagem se abre e se transforma em práticas mais abertas, sempre proporcionam novas elaborações dentro do universo criativo, e ampliam o seu poder de comunicação com o outro.

Daisy Viola

Artista plástica

Instrutora de arte no Atelier Livre PMPA

Curadora desta exposição

Poesia de fio e pano

    Ana Nunes – Cinthia Sfoggia – Daisy Viola – Estelita Branco – Maísa Stolz

Miriam Tolpolar – Rosane Morais

Vamos ‘costurar’ os espaços da Galeria Duque com trabalhos de mulheres que desenvolvem o seu fazer artístico usando fios que já foram tecidos, que ainda serão, ou não.

Historias contadas com ou sobre o pano. Personagens reais que fazem parte da nossa iconografia, que a Ana Nunes resgata.

A narrativa biográfica das dores e/ou alegrias, impressas sobre lenços ou guardanapos na técnica centenária de litografia, pela Miriam Tolpolar.

Vestidos – envelopes para o corpo, que trazem desenhos e outras histórias de outros artistas, de outras pessoas que compartilham a superfície oferecida pela Rosane Morais.

A fantasia e o sonho presentes nos personagens imaginários (ou reais?) das esculturas da Maísa Stolz, que nos devolvem a infância e a vontade de sentar e… brincar.

Brincar também poderemos com as minhas mulheres – cascas instaladas em torno da sua penteadeira com espelho, refletindo a imagem de todas nós.

Os bordados autorretratos da Estelita Branco, e sua grande costura, que usa a própria galeria como suporte. Escada costurada.

Quando chegarmos ao pavimento bem de cima, com seu telhado de vidro e seu lustre de cristal, mulheres de cerâmica da Cinthia Sfoggia nos esperam em janelas de vitrais e fios de metais, que as envolvem, seguram e/ou soltam.

Apresentamos assim, uma maneira contemporânea de resgatar fazeres femininos do tecer, tricotar, crochetar, costurar tecido, pele, historias de vida.

Vamos expor trabalhos de mulheres que usam o tecido como suporte ou meio.

Assim teremos tecidos, tramas texturas e linhas.

Daisy Viola

Artista plástica,

Instrutora de arte no Atelier Livre PMPA,

Curadora desta exposição

 

Fio Condutor

Djanira. Ado Malagoli. Siron Franco. Portinari. Ibere. Picasso. Orlando Teruz. Enrico Bianco. Pedro Weingartner. Jorge Guinle. Fransisco Rebolo. Dario Mecatti. Alexandre Rapoport. Carybé. Nelson Jungbluth. Heinz Steiner

Estabelece relações – cria vínculos – conduz energia – determina trajetos produz choques e emoções – cria tramas – necessita cálculos que fazem pensar – ilumina um espaço

Heinz Steiner. Omar Pellegatta. Guignard. Gustavo Rosa.  Clovis Graciano. Osvald Goeldi. Luiz Piza. Noemia Mouráo. Sanson Flexor.

Transponho esta relação para a metáfora da arte que cumpre todos objetivos juntos, na relação obra – artista – obra – outro.

Sanson Flexor. Di Cavalcanti. Franz Krajcberg. Tomie Ohtake. Inos Corradin.             Tarsila do Amaral. Niobe Xandó. Mario Gruber. Rufino Tamaio. Flávio de Carvalho.

 A maneira mais eficiente que o ser humano encontrou para registrar e relatar as emoções de seu tempo foi através do fazer artístico. A obra de arte é a sua marca, a sua ‘pegada’ que deixa como rastro seu caminho, no tempo e no espaço.

Esta exposição apresenta trabalhos de artistas que contam a historia do Brasil no sec. XX. Cada um em seu momento e em seu lugar, ou, nosso momento e lugar.

Daisy Viola

Artista plástica

Instrutora de arte no Atelier Livre Xico Stockinger da PMPA

Curadora desta exposição

 

 

A  Aventura de Criar

Curadoria de Leocádia Costa

A exposição “A Aventura de Criar” foi estruturada para finalizar de forma prática o Curso de Curadoria ministrado por José Francisco Alves em 2014, no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre. A partir da seleção das propostas curatoriais dos estudantes, três propostas foram escolhidas para estar na programação expositiva da Galeria Duque.

Quando recebi o convite para apresentar uma proposta expositiva priorizando a utilização do acervo da Galeria Duque, percebi que alguns artistas que ali estavam eram também educadores ligados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a história da arte no Estado de um modo geral. Minha memória voltou alguns anos quando apresentei meu trabalho de conclusão em Especialização em Arte-Educação na Feevale/2011, ocasião em que reuni, a partir da minha pesquisa, aspectos sobre a história e a influência da então cinquentenária “Escolinha de Arte da UFRGS” nas vidas de estudantes e educadores.

Desse modo, a mostra “A Aventura de Criar” reúne alguns dos artistas e educadores que construíram uma parte significativa da história do Instituto de Artes da UFRGS e, principalmente, tornaram viável, através de sua atuação profissional, a Escolinha de Arte do RS. Muitos artistas contemporâneos atuantes no mercado das artes atualmente foram estudantes e educadores na Escolinha de Arte. Ainda, tantos outros, que lá frequentaram as atividades de um amplo projeto que investia no ser humano, levaram consigo para diferentes profissões a Arte como uma ferramenta benéfica e transformadora.

A criação da Escolinha de Arte da Associação Cultural dos Ex-Alunos do Instituto de Artes da UFRGS, em 15 de setembro de 1960, começou pela iniciativa de ex-alunos e professores do Instituto de Artes da UFRGS. Alice Soares e Rubens Cabral, com apoio de Alice Brüeggemann, Cristina Balbão, Ângelo Guido, Ado Malagoli, Leda Flores, Lygia Rothmann e Fernando Corona pretendiam oportunizar a crianças e adolescentes a vivência em ateliê̂ de Arte. O objetivo principal do projeto Escolinha de Arte era proporcionar o exercício sistemático da liberdade de expressão gráfico-plástica, corporal, dramática, sonora e escrita com a preocupação de preservar e desenvolver o potencial criador do indivíduo. E esse objetivo não foi somente alcançado como permanece atual em vários polos de ensino espalhados pelo país de forma prática.

O movimento de Arte-Educação se ampliou para muitos estados brasileiros nos anos 70 e teve várias figuras centrais, entre eles, o pernambucano Augusto Rodrigues, idealizador da Escolinha de Arte do Brasil no Rio de Janeiro. Augusto considerava entusiasmado o grupo gaúcho, que, segundo ele, possuía iniciativa e acolhimento para a prática de Arte-Educação muito comprometidas. No RS, houve uma multiplicação de Escolinhas de Arte pelo interior do Estado. Em Porto Alegre, Iara de Mattos Rodrigues foi uma das maiores defensoras da permanência da Escolinha no âmbito da universidade. Ela manteve a Escolinha em sua unidade e proporcionou que muitos estudantes se tornassem educadores, participando de estágios e assumindo áreas da Educação dentro da Escolinha. Conforme citação do ex-diretor do Instituto de Artes, Alfredo Nicolaiewsky, na Revista dos 50 anos da Escolinha (1): “A dedicação total, o comprometimento nuclear de algumas pessoas com a Escolinha fez com que a iniciativa marcasse de forma profunda a vida de todos que se envolveram com ela. É preciso destacar aqui o nome da professora Iara de Mattos Rodrigues, arte-educadora que fez da Escolinha um projeto de vida”. A Escolinha de Arte da UFRGS foi uma fonte ativadora de processos culturais, núcleo experimental de dinamização e pesquisa de experiências criativas dentro da Academia.

Nesta mostra, os visitantes poderão conhecer obras de Ado Malagoli, Alice Soares, Alice Brueggemann, Ângelo Guido, Augusto Rodrigues, Cristina Balbão, Fayga Ostrower, Fernando Corona, João Fahrion, Plinio Bernhardt, Romanita Disconzi e Teresa Poester, todos relacionados de alguma forma com a criação artística e com a educação dentro e fora da Universidade. Os desenhos inéditos da arte-educadora, pedagoga e artista plástica que dirigiu a Creche da UFRGS por 30 anos, Cecília Machado Bueno (in memoriam) podem ser vistos na exposição antecedidos do texto de apresentação convidado da também arte-educadora Maria Lúcia Varnieri. As obras de Cecília foram cedidas gentilmente pela Associação De Peito Aberto, onde foi colaboradora voluntária em várias edições do calendário anual da entidade. Ainda, os visitantes da mostra poderão assistir ao documentário (2) produzido para o 50º aniversário da Escolinha de Arte do RS, que contém depoimentos de Cecília Machado Bueno, Elida Tessler, Elton Manganeli, Fabio Mentz, Geni Mabilia, Jailton Moreira, Maria Beatriz Noll, Maria Lúcia Varnieri, Maria Dolores Coni Campos, Marilice Corona, Teresa Poester, entre outros.

Como arte-educadora perceber essa rede de aprendizado através da historia desse grupo comprometido com a Educação e o “criar” foi uma descoberta. De geração em geração, essa aventura de criar foi se aprimorando e se expandindo. O significado deste trabalho está em resgatar um pouco essa memória viva que se faz contemporânea, através daqueles que a levam internamente como filosofia. É descobrir um trabalho de resistência que nos faz acreditar no potencial criativo de cada indivíduo e como isso pode transformar a nossa aldeia. Estimula-nos, sobretudo, a encontrar em nós mesmos a riqueza que podemos nutrir e compartilhar para a evolução de todos coletivamente.

            Leocádia Costa

Curadora

(1) Alfredo Nicolaiewsky, citação extraída da Revista EA da ACULT/RS- 2010.
(2) Música de Fabio Mentz e versões legendadas para o inglês e espanhol, por Cleiton Echeveste e Elizabeth Castillo Fornés. Apoio: Ray Produtora e Estúdio Soma. Realização: Aprata e ACULT. Duração: 28 min. Ano: 2010. Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=3VtUM1sjBuI

Leocádia Costa é pós-graduada em Arte/Educação: Arte, Ensino e Linguagens Contemporâneas, Especialização/Feevale, 2011. É também, publicitária formada pela Famecos/1997, produtora cultural  desde 1998 e fotógrafa.

A Aventura de Criar” (exposição 2015) partiu da pesquisa sobre o tema “Escolinha de Arte da UFRGS” na Especialização em Arte-Educação defendida em 2011 na Feevale com orientação do Prof. Dr. Clóvis Martins Costa. Leocádia Costa atuou em mostras anteriores, como curadora e produtora, entre elas: “Exemplos de Bem Viver” Theatro São Pedro, 1999; “American Way of Life”, de Jeferson Gonzalez, Yázigi Cultural Porto Alegre, 2000; “A Imagem e a Palavra”, de Luis Giacomozzi e Caio Riter, circuitos expositivos variados, 2000 a 2003; “Estrelas do Sul”, circuitos expositivos variados, 2003; “Um Brinde a Você”, de Gaby Benedyct, 2003; “Coleção Mario Quintana para a Infância“, Aprata, CCCEV, 2010.

Um Acervo

13/mar a 08/mai/2015

Uma das características do contemporâneo na arte é o respeito a todas as linguagens experimentadas pelo fazer artístico e a possibilidade de trânsito elas inclusive num mesmo trabalho.

Outra característica é a consideração das linguagens que multiplicam a imagem, como as técnicas de gravura, por exemplo, acrescidas aqui das possibilidades que a s novas tecnologias oferecem, e que também passam a fazer parte do repertório da arte. Assim, a obra atinge um numero maior de espectadores.

As etapas do processo que antecedem, por exemplo, a pintura de uma tela, também hoje passaram de meros esboços a trabalhos a serem exibidos como obra. Muitas vezes, em função da espontaneidade e da liberdade que isto significa,tem um resultado até melhor do que a obra finalizada que já passou pelo ‘endurecimento’ que o domínio da técnica impõe.

A conquista e a construção de um acervo artístico seja ele particular ou institucional se inicia sempre num momento de encantamento de um ser humano com uma obra de outro ser humano. A partir daí, passam a se estabelecer várias conexões e momentos de comunicação, nem sempre lógicos ou racionais, entre a obra e o espectador, criando-se assim, um vínculo inexplicável entre artista – obra – outro.

Um acervo é resultado da repetição de vários destes momentos ao longo do tempo.

Nesta exposição estamos mostrando obras de artistas de tempos e universos diversos, e muitas das linguagens possíveis e que nos fazem experimentar a magia do encontro do eu com o outro através de sua arte.

 Daisy Viola

Artista plástica

 Instrutora de artes no Atelier Livre PMPA

Curadora desta exposição

Entre cores, traços e olhares: imagens e artistas gaúchos em perspectiva

A exposição “Entre cores, traços e olhares: imagens e artistas gaúchos em perspectiva” foi pensada e concretizada a partir do feliz encontro de três elementos: o curso de Curadoria realizado no Atelier Livre, sob orientação do Prof. Dr. José Francisco Alves, o auxílio e atenção de Daisy Viola e Arnaldo Buss, este último disponibilizando as obras do acervo da Galeria Duque para a realização da presente mostra e, por fim, os elementos agregadores de uma pesquisa acerca da arte sul-rio-grandense que, desde alguns anos, vem sendo desenvolvida.

A exposição, afora apresentar imagens do Rio Grande do Sul e, igualmente, os artistas de seu meio, propõe um diálogo de tempos, cores, traços e olhares. É, justamente, a confluência dessas diferentes temporalidades, onde artistas de outrora dialogam com outros mais contemporâneos, onde os diferentes traços, plásticas e cores se reúnem para elaborar – e reelaborar – redes e tramas de significações, que a presente exposição foi pensada.

Nesse sentido, partindo do desenho preciso de Pedro Weingärtner às pinceladas quase abstratas de Ado Malagoli é que se pretende o estabelecimento de falas no tempo. Além destes, dialogam nessa exposição às obras de Nelson Jungbluth, Oscar Crusius, Paulo Porcella, Glauco Rodrigues, Leopoldo Gottuzzo, Iberê Camargo, Danúbio Gonçalves, entre outros.

                Luciana da Costa de Oliveira

   Historiadora

Curadora desta exposição

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Exposição Brasilidade

05/fev a 07/mar/2015

A abertura foi no dia 05 de fevereiro e permance até o dia 10 de março. A mostra apresenta obras do proprio acervo, com nomes importantes da arte brasileira.

Confira !! Você vai gostar !
O texto a seguir, é da curadora da mostra, Daisy Viola.

Brasilidade
Para iniciar nossos trabalhos na Galeria Duque neste ano de 2015, em pleno mês de fevereiro, ou seja, verão, mês de carnaval e tempo em que as pessoas resgatam seu contato com a paisagem da cidade; do mar; da serra; enfim, com a natureza, optamos por mostrar trabalhos do acervo que nos trazem características ou particularidades do que ou de quem é brasileiro; da natureza do que ou daquilo que é brasileiro. É Brasil.
Do sentimento de simpatia e do amor pelo Brasil.
Obras de artistas – ícones que de maneiras diversas e individuais traduzem os valores e culturas brasileiros com uma visão voltada para um universo de significado e a reafirmação de uma identidade absolutamente nacional, cada um em seu tempo.
Com referências formais e materiais que nos apresentam o contraste do local/global, dos nossos rituais, simbolismos e arquétipos.
Características ou particularidades do que ou de quem é brasileiro.
Natureza do que ou daquilo que é brasileiro. É a arte no Brasil.

Daisy Viola

Artista plástica
Instrutora de artes no Atelier Livre PMPA

2014

17/out a 29/nov

Universos Expressivos

A Galeria Espaço Cultural Duque mostra, até o dia 29 de novembro, quatro exposições – uma coletiva e três individuais – e uma instalação com diferentes técnicas, mas com igual força. No primeiro andar, fluem os Universos Expressivos de artistas nacionais e internacionais que compõem o acervo da Galeria.

 

Armazém Pimenta: A Duque e os Fragmentos da Cidade

Eduardo Vieira da Cunha

O artista apresenta uma exposição de pinturas e desenhos cujo mote é o centro de Porto Alegre, a rua Duque de caxias e suas escadarias, seus fragmentos de cidade do interior, e de cidade grande. A mostra é um tributo ao Armazém Pimenta, antigo bazar que funcionava quase em frente à Galeria, na mesma rua Duque, e que representava para o artista um lugar especial, onde se encontrava o mundo em pequenos fragmentosm, numa mistura de ferragem e de bricabraque e mundo ilustrado. A ideia de uma coleção de fragmentos remete ao conceito de pintura desenvolvido por Eduardo, que nessa mostra conta com a parceria do amigo e fotógrafo Adolfo Gerchmann, também morador do centro da cidade: do encontro entre pintor e fotógrafo a proposta de apresentar duas visões do Centro Histórico da capital num diálogo com a Galeria Duque, inserida na geografia deste circuito, onde a troca repentina de tempo e geografias se estabelece. O tema colecionar e armazenar permeiam o trabalho de Eduardo, colecionar é uma maneira de acumular, de juntar com paixão. Do uso a sua significação, a coleção requer uma iniciativa, um engajamento, que através de escolhas individuais, constitui, peça por peça, um aparelho a significar, como uma obra, uma pintura ou uma fotografia.

Superfícies Humanas 

Juliano Gonçalves Aor

Esculturas metamórficas de papel de revistas de fofocas e colunas sociais, colados e cobertos com verniz acrílico. A proposta é uma crítica aos padrões de beleza impostos pelos diversos meios de comunicação e as relações sociais.

As Visões de Tlön

Fotografias de Kiran León

Primeira individual do fotógrafo Kiran León. Criado pelo escritor argentino Jorge Luís Borges, Tlön é um planeta organizado pelo assombro e não pela lógica, os habitantes apenas reconhecem o que enxergam negando a existência daquilo que é oculto às suas percepções. As coisas se duplicam em Tlön e tendem a desaparecer quando são esquecidas pelas pessoas.

Persistente Indecisão 

Carlota Keffel Garcia

Curadoria de Clara Pechansky

abertura: 25/out

A artista utiliza vários suportes: telas, papel, madeira, plástico, tecido. As técnicas são também variadas: plotagem, pontilhismo, espátula, acrílica, pastel oleoso. Seus temas são árvores, casas, água, figuras humanas, que aplica sobre objetos como janelas, pufes, cubos e calendários. Em sua obra há influências do impressionismo, fauvismo, idade média, modernismo, e tudo é revisitados em novos arranjos, regrupando épocas e redefinindo cenários em um banquete que transcende o tempo.

Abstrações, Flores, Miniarte e Emociones

9 de ago a 6 de set

A Galeria Duque Espaço Cultural inaugurou, no dia 9 de agosto, a exposição “Abstrações”, juntamente com o 20º Intercâmbio Internacional de Miniarte, que reúne 146 trabalhos de artistas visuais de seis países e é coordenado pela pintora Clara Pechansky.

As mostras incluem ainda as exposições “Para não dizer que não falei das…”, uma coletiva de diversos autores com o tema flores, tendo como curadores Silvia Livi, Rogerio Livi e Marco Aurélio Pinto, e “Emociones”, da artista Satyam Jemima.

A visitação é de segunda a sexta-feira das 10h45min às 19h e aos sábados das 10h45min às 17h. O 20º Intercâmbio Internacional de Miniarte vai até 6 de setembro e as demais se estendem até o dia 30 do mês que vem.

   

O Projeto Miniarte

       
Desde a sua primeira edição em Porto Alegre, em 2003, o Projeto Miniarte vem recebendo artistas dos cinco continentes e já visitou espaços de arte  de muitos países, além de várias cidades do Rio Grande do Sul. Ao reunir num só ambiente mais de uma centena de artistas de diferentes origens, com obras em pequenos formatos, proporciona-se ao visitante uma visão panorâmica e atualizada da criação artística.

O trabalho executado nestes 11 anos de atividade ininterrupta valeu ao Projeto Miniarte o convite para se filiar à OMAI – Organização Mundial de Artistas Integrados, com sede no México. O Projeto Miniarte é representante do Brasil junto à essa entidade e conta hoje com nove coleções que percorrem o mundo.

Nesta 20ª edição do Intercâmbio Internacional de Miniarte, sempre em parceria com a Associação Chico Lisboa, o tema sugerido foi Ideal. Artistas de Brasil, Argentina, Colômbia, Irlanda do Norte, Holanda e México, por meio de técnicas variadas, apresentam suas diferentes interpretações desse tema, formando a Coleção I – Ideal. O país homenageado é a Colômbia, com o maior número de participantes.

As obras aqui expostas irão para Gramado, durante o período do Natal Luz, com a chancela da Secretaria Municipal de Cultura local.

O Projeto Miniarte agradece a acolhida da Galeria Duque Espaço Cultural, que gentilmente nos recebe para mais esta mostra.

Clara Pechansky

Coordenadora Geral Internacional

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Artistas brasileiros fundamentais na arte do século XX

 

     09/junho a 02/ago/2014

Interpretações da natureza e da vida resultam numa arte sem preconceitos de formas ou linguagens. É uma maravilha que não é a beleza formal e distante, mas sim a integração no universo pelas emoções derivadas dos nossos sentidos em contato com as formas, cores e tatos.

Uma linha, um som, uma cor nos comovem, nos exaltam e nos transportam ao universal. Eis o mistério da arte. O universo e seus fragmentos são sempre designados por metáforas e analogias que se fazem imagens.

Para o artista, a arte é a representação da sua transformação incessante, e serve como meio de transmitir por ela emoções vindas dos sentidos e realizar nesta emoção estética a unidade com o mundo.

Aqui apresentaremos artistas que fazem parte da remodelação estética do Brasil iniciada na música de Villa-Lobos, na escultura de Brecheret, na pintura de Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Vicente do Rego Monteiro, e servem de base para toda a produção que veio a seguir, livre do academismo e do provincianismo vigentes até então. E, chegando ao nosso tempo, ou seja, sendo contemporâneos, convidamos dois artistas que usam plenamente este exercício de liberdade de linguagem e forma.

Wilson Cavalcante (Cava) e seus trabalhos que transitam pela pintura, pelo desenho e pela escultura sobre suportes que carregam em si histórias passadas de onde são resgatados para conter pinturas e desenhos de figuras impactantes que vêm nos contar suas novas histórias. Nosso convidado Carlos Pessoa usa a tecnologia para brincar com a imagem, que é reconstruída e resignificada por meio de “colagens digitais”.

Daisy Viola

Artista plástica, instrutora de artes no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre

Artistas participantes

Paulo Pasta, Enrico Bianco, Dionisio Del Santo, Carlos Scliar, Sicart, Durval Pereira, Cava, Piza, Paulo Chimendes, Vasco Prado, Glauco Rodrigues, Vergara, Clara Pechansky, Brito Velho, Eduardo Vieira da Cunha, Tomie Ohtake, Cândido Portinari, Mário Zanini, Armando Almeida, Danúbio Gonçalves, Paulo Calazans, Henrique Fhuro, Augusto Rodrigues, Darel, Xico Stockinger, Carybé, Antonio Bandeira, Burle Marx, Bianchetti, Magliani, Gomide, Manabu Mabe, Fahrion, Siron Franco, Juarez Machado, Flávio de Carvalho, Grassmann, Serpa, Yolanda Mulahai, Rosina Becker, Lasar Segall, Aldemir Martins, Samico, Ianelli, Anita Malfatti, Jorge Guinle, Rapoport, Heitor dos Prazeres, Georgina Albuquerque, Romanelli, Alice Soares, Iberê Camargo, Emiliano Di Cavalcanti, Tozzi, Manoel Santiago, Angelo Guido, Gotuzzo, Tadashi Kaminagai, Inimá de Paula, Pedro Weingärtner, Ado Malagoli, George Wambach.

Galeria Espaço Cultural Duque

11 de abril a 31 de maio 2014

Poética-encanto-encontro

 

    A possibilidade do fazer artístico se completa quando a obra conquista o outro sem explicação. De repente, alguém é atraído por um objeto que é fruto da experiência, da sensibilidade e da habilidade de outro alguém. Por quê? Não importa. Importante é que, sem explicação, o olho brilha ao perceber uma cor, uma forma ou uma textura. O coração bate mais forte quando a música alcança o ouvido e a lágrima brota no escuro do cinema ou do teatro.

Uma coleção de arte é como um livro de poemas em que cada quadro é uma página que vai sendo acrescentada, uma a uma. Arrepiamos de repente, como se o vento ficasse gelado. Por quê? Não sei, nem importa.

Novamente a Galeria Duque ocupa seus espaços com uma parte do seu acervo de obras que nos arrepiam e fazem nossos olhos brilharem. Esperamos que encantem você também.

  Daisy Viola

Artista plástica, instrutora de artes no Atelier Livre PMPA

16/jan  à  15/mar/2014

Exposição Universos Visuais

     Cor  – nossas visões – imagens mentais –  sonhos – gestos – matéria – poética – encantamento – vivência…..

               O desejo de todo artista é sempre trazer para o seu trabalho o acumulo de imagens e universos visuais que nutrem suas vivencias e  seus lugares ,incluindo aqui suas imagens mentais sonhos que alimentam a sua motivação artística.

                A transformação da narrativa deste seu universo em poética visual resulta na produção de trabalhos que trazem o encantamento desta vivência através do uso de materiais e linguagens cada vez mais possíveis, apresentados como registros em cores, gestos transformados, em linhas e/ou linhas que se materializam e viram tecidos que resultam em imagens, texturas e sensações que nos levam para ‘dentro’ destas, agora, obras de arte.

                Nesta primeira exposição de 2014, a Galeria Duque apresenta um recorte de seu acervo com trabalhos de artistas que usam a energia das cores, a força do gesto em desenho e gravuras, esculturas que  brincam com o espaço e um ‘ espaço especial’ com a sensibilidade extra das tramas apresentadas em obras de arte têxtil.

                Teremos assim uma mostra da riqueza que a multiplicidade de linguagens pode nos apresentar.

Daisy Viola

Curadora

PINTURAS E GRAVURAS

                 Glênio Bianchetti, Beatriz Milhazes, Paulo Calazans, Alice Brueggmann, Clóvis Graciano, Inimá de Paula, Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, José Sabóia, Hélio Oiticica, John Graz, Antenor Finatti, Daisy Viola, Inos Corradin, Adelson do Prado, Mário Zanini, Emiliano Di Cavalcanti, Candido Portinari, Trindade Leal, Carybé, Heitor dos Prazeres, Antonio Maia, Siron Franco, Salvador Dali, Djanira, Benedito Calixto, Augusto Rodrigues, Pietrina Checcacci, Carlos Scliar, Iberê Camargo, Judith Lauand, Tommie Ohtake, Antonio Bandeira, Maria Leontina, Roy Lichtenstein, Kenji Fukuda, Manabu Mabe, Alberto Veiga Guignard, Alice Soares, Carlos Paés Vilaró, Milton da Costa, Noemia Mourão, Nelson Jungbluth, Vitório  Gheno ,Vera Chaves Barcelos, Alexandre Rapoport

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ARTE TÊXTIL

      Um Percurso da Bi a Tridimensionalidade

Artista Convidada: Zorávia Bettiol

                     A década de 60, do século XX, foi marcante para a milenar área da tapeçaria pois houve uma ampliação das suas possibilidades como surgimento da Nova Tapeçaria, que teve ampla visibilidade com as 16 edições, entre 1962 e 1995, da Bienal Internacional da Arte Têxtil de Lausanne, na Suíça, assim como as trienais de Lodz na Polônia e a mostra America’s  Japan, em Tokyo, e importantes mostras internacionais em diversos países. No Brasil foram significativos o Evento Têxtil 1985 em Porto Alegre e três as edições da Trienal Têxtil, em São Paulo.

                      Os artistas têxteis incorporaram diferentes fibras e materiais assim como outras técnicas têxteis  para expressarem seus anseios e inquietudes  não  só na bidimensionalidade  como nas formas tecidas, nos objetos  têxteis que  tiveram a tridimensionalidade como eixo.

                     No Brasil os precursores da Nova Tapeçaria, nos anos 60, foram Norberto Nicola e Jacques Douchez em São Paulo e Zoravia Bettiol e Yeddo e Titze no Rio Grande do Sul.

TÊXTEIS

                       Manabú Mabe, Vasco Prado, Renot, Zoravia Bettiol, Willhem Horvath, Jean Gillon, Ruth Schneider, Daisy Viola.

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ESCULTURAS – Coletiva

 Mário Cladera, Vasco Prado, Fernando Botero, Carybé, Turknicz, Xico Stockinger, Cho Dorneles, Alfredo Cavalcanti, Tenius, Bruno Giorgio, Gustavo Nakcle

CERÂMICA

Artista Convidado: Cho Dornelles

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De 8/out a 14/dez/2013

Exposição  Danúbio – “A Glória do Pincel” 

Curadoria de Wagner Patta

Aos 88 anos, Danúbio Gonçalves, natural de Bagé, um dos maiores ícones vivos e em atividade nas artes plásticas do Rio Grande do Sul irá realizar uma grande exposição na Galeria Espaço Cultural Duque, onde mostrará seus desenhos, pinturas, gravuras e colagens demonstrando que o artista continua produzindo provocado por sua criatividade e ousadia  na liberdade de estilos.

Danúbio – A Glória do pincel tem a curadoria de Wagner Patta, que selecionou obras das mais diversas fases do artista, reconhecido como mestre da gravura, um “artesão paciencioso”, como afirmava Érico Veríssimo. Diversas pinturas foram selecionadas, como algumas da reconhecida série Balonismo, muitos desenhos e outras técnicas que tem como tema o erotismo, frequente em sua obra, assim como os desenhos e gravuras que registram as últimas charqueadas.

Danúbio também é reconhecido por sua obra pública como murais pintados e seus mosaicos, como o que se encontra em frente ao Mercado Público de Porto Alegre intitulado “Memorial da Epopeia Rio-Grandense Missioneira e Farroupilha”, de 31X3m, e o da Igreja São Sebastião, também na capital gaúcha. É um mestre da gravura, um “artesão paciencioso”, como afirmava Érico Veríssimo.

A exposição

A exposição está dividida em três segmentos aos quais mostram diversas características distintas possibilitando novas interpretações.

No primeiro andar da exposição é possível encontrar obras de Danúbio em diálogo com artistas que marcaram sua trajetória artística e influenciaram sua produção.

No segundo andar continuam as obras que influenciaram e dialogam com as obras de Danúbio e podemos apreciar, também, um conjunto de obras que foram trazidas do atelier do artista mostrando as principais características ao qual o artista conquistou sua glória e esplendor.

O visitante poderá encontrar no terceiro andar um conjunto de obras inéditas e mais ousadas, com materiais distintos, mostrando a produção recente, assim como teremos, pela 1ª vez, a cedência de duas obras de Danúbio, que foram adquiridas recentemente pelo MARGS. Este termo de empréstimo demonstra a importância da exposição na retrospectiva do artista e o grau de confiança que a Galeria conquistou no cenário do Estado do Rio Grande do Sul.

O artista:

Danúbio Gonçalves estudou com Candido Portinari e frequentou em Paris a Academia Julian e fez contatos com Vasco Prado e Iberê Camargo. Foi um dos fundadores dos Clubes de Gravura em Bagé e em Porto Alegre. No Atelier Livre da Prefeitura, por mais de três décadas, contribuiu para a formação de gerações de jovens artistas ensinando, acima de tudo, sua paixão pelo ofício.

O curador

A Galeria, propôs uma curadoria ousada a Wagner Patta, que também atua na curadoria do MARGS, auxiliando os curadores em suas exposições. A exposição foi idealizada pela modelo Ledir Carvalho Krieger e não podemos deixar de agradecer  todo o apoio fornecido por  Sandra Gonçalves, filha do artista.

“As obras estão distribuídas em justaposição criando diálogos que conduzem o visitante a conhecer aspectos da vida de Danúbio”, afirma Wagner Patta.

13/08 a 28/09/2013

CON–SENTIR – Recorte do acervo

A arte é sem dúvida alguma a forma mais direta de comunicação entre pessoas desde sempre. A linguagem evoluiu. As formas de comunicação se multiplicaram e o ser humano passou a escolher a melhor maneira de transmitir ao outro o seu saber e sentir. Precisase do consentimento do outro para completar o ciclo, numa relação de troca e crescimento mútuo entre artistas e espectador, criando assim, um universo onde os limites são derrubados e pelo menos por alguns momentos, os dois componham um. Aqui, agora, peço licença para que a arte exposta neste espaço ultrapasse os seus limites e invada a sua sensibilidade. 

Daisy Viola

Curadora

CRIATURAS – Gravuras em metal de Eda Lani

Estes trabalhos possuem cumplicidade, pois as mulheres são perseguidas pelas criaturas que amedrontam sua mente. Estas criaturas do mal estão representadas felizes e outras tristes, pois elas trabalham com o objetivo de roubar, perturbar e angustiar as mulheres e suas casas. Vemos num trabalho uma figura do mal, satisfeita, pois está roubando um feto (as crianças, a sabedoria, as artes, as lavouras…), noutra está triste por que não conseguiu destruir nada.

 

IM – PERMANÊNCIAS

Pinturas e desenhos de Hô Monteiro

A busca e o gosto pelo passado me levaram a garimpar meus arquétipos na arte antiga, e neste sentido, minhas pinturas/desenhos são reflexos destas pesquisas poéticas. Como um arqueólogo obstinado, a Itália passa a ser um lugar de referência na qual visitei diversas vezes para coletar dados, fotografar e realizar verdadeiros “diários de campo” a fim de captar as imagens que mais tarde se transformariam em desenhos e pinturas. Desta forma, estas “viagens produtivas” contribuíram para o desenvolvimento estético do meu trabalho: as pinturas refletem os anseios, desejos, e sobre tudo as ideias das quais somos invadidos em nossa contemporaneidade, tais como transitoriedade, deslocamentos e impermanências.

BORRIFOS PRISMÁTICOS

Fotografias de Carine Wallauer

Curadoria Daisy Viola

No dia em que sonhei que estava sonhando, exprienciei um universo tecido inteiramente com a clareza dos encantamentos. Suspirei um sonho dentro do outro e colori cada passagem com tons de quimera e utopia. Um sonho sublimava o outro que sublimava tudo. Esaqueci desse sonho por anos. Evaporou-se e perdeu-se de tal maneira que acreditei que nunca mais voltaria. Mas um dia fez-se noite e com ela uma sequência de imagens me chegou de forma misteriosamente familiar: campos, rios, relvas, plums, flores e ninfas que me devolveram todas as cores que nunca existiram fora de meus devaneios. Aos poucos o universo onírico se recompôs:  voltei a sonhar que estava sonhando. Não se espantem, então, se os visitantes dessa mostra circularem pela galeria de olhos fechados. Não é o caso de que estejam deixando de ver nada, mas, sim, sonhando um sonho dentro dos sonhos de Carine.

Leo Caobelli

22/06 a 03/08/2013 

 PREDILETOS – A ALEGRIA DO OLHAR

Acervo da galeria

 A obra de arte realmente se completa quando o olho de alguém a alcança e não consegue soltá-la.

Não importa quantos são estes ‘alguém’..

Assim é, em qualquer linguagem. Uma musica se faz quando arrepiamos ao ouvi-la,bem como um livro,quando não conseguimos fechá-lo até a ultima pagina.

Quando, além de tudo isto a pessoa que ficou com o olho ‘colado’ tem a possibilidade de adquirir seu objeto apaixonado… perfeito.Uma coleção se faz assim..um trabalho, depois outro, e mais um.. e assim muitos, o máximo que der, que couber.

Este espaço é fruto de varias destas histórias.

E, como em todas as historias de apaixona – mento, algumas se transformam em amor, outras não. Minha proposta desta vez é mostrar nesta casa que foi feita para receber obras desta coleção, a parte das histórias que sempre fazem o olho da gente brilhar. O pedaço da história que virou amor.

Daisy Viola

Artista plástica, instrutora de artes do Atelier Livre PMPA, curadora da Galeria Duque

Zoravia Bettiol – Nus e musas

Desenhos, Pinturas e instalação

Abertura: 06/jul 

 

            Carlos Urbim

Zoravia Bettiol é insaciável. Emenda um trabalho no outro.  Mergulha no erotismo explícito de “Encantações” e, sem parar, continua a série das “Doze Musas” que protegem a vida nos meses do ano. A dama da arte pictórica poderia se dar ao luxo de intervalos, interlúdios, tempo nem que seja para uma chávena de chá com brioches. Até toma um chazinho de maçã com cravo, mas numa mesa abarrotada de ideias, projetos, esboços, rascunhos, pátinas, pesquisas, ânsias de chegar ao equilíbrio, à distribuição das cores finais após inúmeras tentativas, à maior dignidade possível em seu trabalho.

Os espectadores ganham o alumbramento de, ao saborear cada nu e cada musa, perceber que em todos os desenhos e telas estão expostas as lições de vida de uma mestra. A harmonia do conjunto é um inventário: “A arte acumula. Incorpora, usa, transmuta. É conhecimento associativo”. Em obras únicas e em dípticos, Telêmaco e Penélope, em nobre nudez, convivem com o Rei e a Rainha de Copas, Saltimbancos ou Adão e Eva depois da tentação da cobra. Pudicamente, nossos pais bíblicos se cobrem com almofadas da coleção doméstica.

Zoravia brinca com o espectador. Mulheres e homens nus viram celebração. Detalhes como tecidos, joias, chapéus, xales, cachecóis, almofadas, cadeiras, experiências em design de superfície são elementos recriados na convivência diária, pertencem ao acervo afetivo. E, para que o todo seja pura equanimidade, a incessante busca nas cinco camadas de cores, nas nuances da contraluz, um desafio em carne viva. “Há que lutar para se manter o nível. Já nasci lutando para ser profissional”.

Nove são as musas da mitologia. Zoravia inventou doze. Uma para cada mês, três para cada elemento que rege a vida: água, ar, terra e fogo. São outras as musas recriadas pela artista que, com simplicidade sem pudor, reconta a História da Arte, a evolução da humanidade, o esforço militante pela preservação da Natureza. Está sempre brincando essa senhora sapeca: as antigas musas são mais três e são iara, sereia, surfista, astronauta, negra no lombo de uma girafa. Há até pele cor de rosa. Voam, flanam, passeiam entre estrelas, pandorgas, gafanhotos, mísseis, aviões, satélites, flores, frutas, algas, golfinhos, cardumes. As cenas são enciclopédicas: templos da Antiguidade, caravelas lusas, areias do deserto, húmus das plantações, Loba de Roma, Cristo Redentor, Estátua da Liberdade. Casinhas pequeninas em lugarejos ermos. Arranha-céus tomando conta das grandes cidades. Musas up to date, do Face Book, cosmopolitas.

Em dezembro, a musa está com roupa de festa, taça de espumante na mão. Há namorados dançando. Um malabarista faz pirotecnias. Os fogos de artifício, que cada vez mais prejudicam fauna e flora, são shows em várias partes do mundo. Na roda do galpão, gaúchos tomam mate. Feliz Ano Novo! As obras de Zoravia Bettiol são isso mesmo: a visão planetária de uma menina nascida em Porto Alegre.